Daily Archives: 2011/08/22

O que tem falhado? “O rácio de professores por aluno deverá ser hoje o mais alto dos países desenvolvidos e o de médicos por habitante conta-se também entre os mais elevados”

“O rácio de professores por aluno deverá ser hoje o mais alto dos países desenvolvidos e o de médicos por habitante conta-se também entre os mais elevados, tendo ambos os valores sido acompanhados pela construção das respetivas infra-estruturas (escolas e hospitais). Não é por falta de pessoal nem de estabelecimentos que os níveis educacionais e de saúde do país são ainda hoje baixos em comparação com os outros países desenvolvidos.”

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

Meritocracia. É isso que falta em Portugal nestes dois setores da nossa economia. É também certo que quando dizemos que a Alemanha gasta 4% do seu PIB e nós 7% na Educação, falamos de valores absolutos muito diferentes. Mas a verdade é que mesmo introduzindo esta correção é evidente para todos que apesar da universalização do acesso ao Ensino ter sido um dos sucessos de Abril, os resultados continuam a ser escassos.

A generalização do Ensino à maioria do população não se traduziu numa melhoria significativa da produtividade, como se esperava. E após décadas de “prioridade na Educação” os resultados dos alunos portugueses continuam a ser medíocres (apesar de uma melhoria recentes nos testes Pisa). A explicação radica – como sempre – num cruzamento de fatores de origens bem diversas:
1. Apesar do valor do investimento em Educação relativamente ser um valor elevado (7% do PIB) em termos absolutos anda ainda longe da maioria dos valores investidos na maioria dos países europeus.
2. Alguma da recuperação estatística dos últimos anos tem sido feita à conta do facilitismo nas provas, exames e avaliações. Não existe ainda uma cultura de excelência ou de exigência, que premeie os melhores e incentive os piores.
3. A mesma cultura não existe na maioria dos professores: a antiguidade continua a ser o principal fator de diferença salarial entre professores e não o seu mérito ou os seus resultados
4. Não existe um sistema eficaz, rápido e adequado às realidades locais de avaliação dos professores. Sem um bom sistema de avaliação, os piores confundem-se com os melhores e não há mecanismos de incentivo à melhoria contínua que é preciso introduzir no sistema
5. A admissão à classe docente não cumpre critérios de rigor e seleção comparáveis aos que se exigem nas empresas privadas: faltam testes de certificação de conhecimento (uma Ordem dos Professores), testes psicotécnicos e entrevistas presenciais, perante júris de seleção que garantam que apenas os mais bem preparados e os mais motivados ascendem à classe docente.
6. Falta descentralizar os estabelecimentos de Ensino: entregando às câmaras municipais a sua gestão financeira e toda a demais gestão escolar aos conselhos diretivos, eleitos democraticamente por pais, professores e alunos (em pesos relativos diferentes)
7. Reavaliar os resultados dos programas “Magalhães” e de “digitalização” das Escolas: se os seus resultados não forem claramente positivos, estes programas devem ser abandonados e os seus recursos concentrados em áreas mais vitais.
8. Devem ser criados estímulos aos melhores alunos em todos os níveis de Ensino: o pagamento de Bolsas generosas deve ser contemplado desde mudo cedo, premiando bons comportamentos e bons resultados escolares, especialmente em escolas situadas em “zonas de risco”.
9. As Propinas devem ser ajustadas aos Rendimentos totais e património (não somente IRS) dos pais, por forma a corrigir algumas distorções que se podem hoje observar.

Categories: Educação, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 10 comentários

tQuids S1: O Cristianismo Celta, Jean Markale

O Cristianismo Celta (http://images.portoeditora.pt)

O Cristianismo Celta

1. S. Brendam de Clonfert partiu em busca do Paraíso. A Navigatio Brendani narra que Brendam recebeu um dia a visita de um monge que regressava de uma peregrinação com um tal de Mernoc. Esse monge chamava-se…
2. O número três é sagrado para os celtas, como podemos ver pela utilização de símbolos ternários com a espiral tripla chamada de…
3. Na Bretanha armoricana, o último morto do ano que passou, encarregado de juntar as almas no seu carro que range chama-se…

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Fim ao Proibicionismo

Os danos provocados pelo uso de Drogas nas sociedades modernas são conhecidos de todos… assim como as suas consequências no que respeita à sua utilização por via intravenosa, como a Hepatite C e o HIV. Em todo o globo dezenas de milhões de seres humanos vêm as suas vidas destroçadas por causa deste terrível flagelo.

Mais de metade de todos os detidos nas prisões portuguesas (numa proporção que, de resto, segue de perto as médias mundiais) está nessa condição precisamente por crimes diretamente ligados ao tráfico de estupefacientes. Terminar com este problema libertaria uma proporção relativamente importante de recursos no sistema judicial, policial e prisional, diretamente e, indiretamente reduziria consideravelmente todos os dramas sociais, familiares e individuais que a Droga inevitavelmente arrasta consigo. Num contexto global de apertos financeiros a poupança assim obtida seria crucial para libertar recursos para áreas prioritárias ligadas à amortização da dívida, ao estímulo ao emprego e à produção local e permitiria que os próprios legisladores se concentrassem nessas áreas cruciais. As cidades seriam muito mais seguras e, sobretudo, a transferência de recursos do combate para o seu tratamento e prevenção permitiria a prazo, realizar uma sensível e duradoura redução dos afetados por este flagelo.

As sociedades modernas nunca serão “sociedades livres de drogas”, como defendem os proibicionistas. Nunca o foram, e nunca o serão. Cinquenta anos de Guerra aberta e incapaz de lograr uma só vitória decisiva já deviam ter ensinado isto. Mas os interesses de manter o Proibicionismo são muito fortes… desde logo aos poderosos cartéis globais de Droga interessa sobremaneira manter o seu negócio clandestino, isentando-o de impostos e mantendo altos os seus preço. Os políticos (muitos deles corrompidos pelos cartéis) querem manter o proibicionismo porque isso permite-lhes impor leis “contra a criminalidade” fundadas no medo coletivo que, de outro modo, não conseguiriam impor. Até as corporações judiciais, policiais e a certos grupos no funcionalismo o Status Quo convêm, já que justifica muitas das suas despesas e empregos… Não será nunca fácil “proibir o proibicionismo” nas Drogas. Mas tal é cada vez a única forma de acabar com uma “guerra” que já demonstrou cabalmente que não pode ser vencida.

Fonte principal:
http://www.alternet.org/story/151424/why_ending_the_war_on_drugs_is_a_social_justice_imperative/?page=2

Categories: Justiça, Política Nacional, Portugal, Saúde, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 13 comentários

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