Daily Archives: 2011/08/21

André Thomashausen: as raízes de um “Portugal viável” estão “em África e no universo português, que não tem fronteiras” por oposição à opção europeia que tem sido a estratégia quase mono-temática da nossa diplomacia política e económica desde 1986

André Thomashausen (http://www.ecademy.com)

André Thomashausen (http://www.ecademy.com)

A Lusofonia é uma das saídas para a grave crise económica e financeira a que Portugal está hoje submetido. A expressão é do insuspeito professor alemão André Thomashausen, da University of South Africa e foram proferidas recentemente numa conferência em Joanesburgo.

André Thomasshausen classificou a crise portuguesa como sendo “uma catástrofe económica, social e cultural” identificando a origem profunda deste cruzamento de crises naquele que já consideramos (noutras publicações no Quintus) como sendo o Nó Górdio do nosso desenvolvimento: o processo de integração europeia. Thomasshausen também acrescentou um ponto crucial e compatível em pleno com as nossas crenças e com os princípios do MIL: Movimento Internacional Lusófono. Segundo o professor alemão, as raízes de um “Portugal viável” estão “em África e no universo português, que não tem fronteiras” por oposição à opção europeia que tem sido a estratégia quase mono-temática da nossa diplomacia política e económica desde 1986.

Thomashausen acrescenta que “para o crescimento da economia de Portugal – que é uma economia muito pequena para poder concorrer, a pé de igualdade, com as grandes indústrias europeias – penso que vale a pena repensar o alinhamento de Portugal com os países de expressão portuguesa”.

A língua portuguesa tem junto dos quase 50 milhões de africanos que a dominam um importante peso económico: “A língua portuguesa é realmente a língua que se pratica. Muito pouca gente pratica o inglês nos países de expressão portuguesa. Existe toda a indústria de processamento de dados; hoje em dia não há atividade que não passe pelo uso dum computador. E, nos países de expressão portuguesa, são computadores que funcionam com base na língua portuguesa. Toda a adaptação do software passa pelo Português, e é aí que Portugal já tem uma indústria muito desenvolvida, mundialmente reconhecida, e poderá penetrar mais nos países de expressão portuguesa – possivelmente em parceria com grandes empresas brasileiras, que têm mais força para uma tal expansão”. Recordando assim a importância que a florescente e dinâmica indústria portuguesa de software pode vir a ter no aprofundamento dos laços de Portugal com a África lusófona e na recuperação económica do nosso país.

Fonte:
DW

Anúncios
Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 5 comentários

Portugal já não é o “bom aluno europeu”

http://www.jornaldenegocios.pt

jornaldenegocios.pt

“Hoje, com uma despesa pública que cresce a ritmos sempre superiores aos da economia, com salários que crescem tradicionalmente acima do ritmo da produtividade, com uma moeda forte que não pode ser desvalorizada face aos principais parceiros comerciais, com um setor não-transaccionável em expansão e um setor transaccionável em declínio, e com um endividamento externo que parece incontrolável, Portugal está muito longe da fase do bom aluno europeu”.

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas

Que aliás nunca – verdadeiramente – chegámos a ser. Na chamada “pequena idade de ouro”, de 1990 a 1996 conseguimos erguer esse título paternalista apenas porque beneficiámos do afluxo (mal aplicado) dos primeiros fundos europeus e da redução
brutal dos preços dos combustíveis.

O segmento descreve contudo de uma forma sumária mas acutilante os problemas maiores da economia portuguesa, mas também as suas soluções implícitas:
1. reduzir a despesa pública
2. ligar o crescimento dos salários ao crescimento de produtividade
3. desvalorizar a moeda
4. estimular o crescimento do setor transaccionável
5. amortizar e conter a dívida externa

Sem avanços significativos nestas cinco frentes não haverá solução para uma estagnação económica que se arrasta em Portugal desde 1973.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 47 comentários

Sócrates: “As três prioridades de Portugal são Espanha, Espanha e Espanha” e o resultado

Olivença é Portugal (http://www.travel-images.com)

Olivença é Portugal (http://www.travel-images.com)

“No espaço de poucos anos, Portugal e Espanha passaram de dois países que eram próximos mas distantes a dois países economicamente interligados, com clara vantagem para aquele último. A obsessão do relacionamento económico com Espanha foi ao ponto de o primeiro-ministro português, José Sócrates, anunciar, no início do seu primeiro mandato em 2005, que as 3 prioridades de Portugal seriam Espanha, Espanha e Espanha.”

Portugal e o Mar
Tiago Pitta e Cunha

Não o duvidemos: devido a uma timidez cobarde e a uma falta flagrante de sentido patriótico os líderes políticos portugueses das últimas décadas deixaram que o país fosse espoliado por Espanha vezes e vezes sem conta:

1. Espanha manteve a sua ocupação ilegal dos concelhos de Olivença sem que nenhum político português tivesse a coragem de levantar a questão nas instâncias internacionais ou no relacionamento bilateral.

2. Espanha nunca respeitou o caudal mínimo dos rios internacionais (Douro, Tejo e Guadiana) e todos os anos desviou água para as suas explorações de agricultura industrial. Assim, conseguiu inundar o mercado português com produtos de baixo preço (e qualidade) produzidos com a água que deveria ter corrido para Portugal.

3. Há décadas que a Marinha e a Força Aérea espanhola violam a soberania de Portugal nas Ilhas Desertas (Madeira) em atitude de flagrante provocação.

4. A frota pesqueira de Espanha (a segunda maior do mundo) tem – com a cumplicidade ativa da União Europeia e a passividade criminosa dos governos portugueses – destruído os stocks da Zona Económica Exclusiva portuguesa. Atualmente, Portugal (o terceiro maior consumidor mundial de peixe, per capita) importa 60% do que consome, vindo a maior parte destas importações de… Espanha. Que obtém grande parte deste pescado… nas nossas águas.

5. Espanha tem executado desde o Franquismo uma política de verdadeiro genocídio cultural e linguístico sobre a região que – juntamente com o norte de Portugal – foi a matriz da língua portuguesa: a Galiza. Décadas de incentivos à colonização, de repressão linguística nos meios de comunicação e de uso distorcido na “televisão da Galiza” tornaram a “língua portuguesa da Galiza” (o galego) uma língua minoritária e em extinção na sua própria terra.

6. A agricultura, a indústria e o comércio portugueses foram completamente inundados por empresas espanholas. As deslocalizações para Espanha (com a consequente perda de dezenas de milhar de postos de trabalho) foram uma constante. O país perdeu independência económica, liberdade, produção, riqueza e emprego. Espanha, pelo contrário, usou todos os golpes para dificultar a entrada no seu mercado de empresas e exportações portuguesas, beneficiando da cumplicidade europeia e da inépcia e cobardia dos políticos portugueses.

Em suma, depois de décadas de políticos a dizerem que a prioridade de Portugal era “Espanha, Espanha e Espanha” talvez tenha chegado por fim o momento de gritar “Portugal, Portugal e Portugal” e de colocar os espanhóis no lugar que lhes é devido: o de um vizinho desleal, sempre perigoso e muito prejudicial a todos os domínios.

Seis razões para ASSINAR.

Categories: Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 103 comentários

Luís Campos e Cunha e o “divórcio grande entre partidos e cidadãos”

Luís Campos e Cunha (http://www.ionline.pt)

Luís Campos e Cunha (http://www.ionline.pt)

Luís Campos e Cunha, presidente da SEDES, e membro muito ativo do nosso último projeto (em representação do MIL), a PASC-Plataforma Activa, declarou recentemente que “Portugal vive atualmente um divórcio grande entre partidos e cidadãos”. Campos e Cunha acredita na reversibilidade desta separação já que a sua continuidade seria muito negativa para a democracia.

O papel da organização a que preside é levantar os problemas e discutir as soluções para a democracia e para a sociedade portuguesa, mas, acredita o presidente da SEDES, que apenas os partidos políticos podem reacender essa ligação mais ténue entre as instituições democráticas e a sociedade civil, adotando as soluções que a sociedade civil, por intermédio da SEDES e de outras instituições, associações e movimentos (como o MIL) queiram sugerir.

A Sociedade Civil portuguesa está, contudo, dormente. Os índices de participação cívica dos portugueses são dos mais baixos entre os países europeus e embora existam bastantes associações em Portugal, frequentemente são povoadas pelos mesmos membros e têm uma gestão amadora, vivendo sempre em grandes dificuldades e quase sem ajudas do Estado e das Câmaras municipais. Portugal, o Estado e a Política têm que se abrir mais a uma cidadania ativa, para que esta seja estimulada e os níveis de vida cívica dos portugueses sejam incrementados e eles se tornem mais exigentes, reclamativos e participantes nas comunidades onde vivem.

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/campos-e-cunha-partidos-crise-cidadaos-agencia-financeira/1269472-1730.html

Categories: Política Nacional, Portugal | 11 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade