Daily Archives: 2011/08/18

Porque é que o BCE tenta evitar a todo o custo a bancarrota dos países do Euro?

Trichet o "dono" do BCE. Por sua vez, propriedade dos interesses da Banca (http://dailybail.com)

Trichet o "dono" do BCE. Por sua vez, propriedade dos interesses da Banca (http://dailybail.com)

O grande problema da Europa é que a maior parte dos seus países acumularam desde a década de 90 – depois da erupção desse vírus chamado “globalização” – grandes défices comerciais, alimentados a doses crescentes de Dívida. O volume de dívida acumulada hoje na Europa é insustentável e apesar de todos os dogmas que corroem as mentes limitadas dos senhores do BCE e sobretudo de Jean-Claude Trichet, o seu imperador não-eleito. A resposta pífia, desconexa e inepta à crise das “dívidas soberanas” que a União Europeia tem dado resulta muito da influência perniciosa do BCE. Por detrás de Trichet, contudo, está uma figura ainda mais perigosa… Trata-se de Josef Ackermann, o CEO do Deutsche Bank. Ele é a Eminência Parda por detrás de Trichet, a “voz do dono” que serve que vanguarda dos interesses da Grande Banca europeia que tudo tem feito para manter o Euro alto, travar as inevitáveis Reestruturações de Dívida (ou Bancarrotas), impondo medidas de austeridade cada vez mais exigentes, enquanto o setor financeiro recebe cada vez mais dinheiros públicos.

Trichet e o seu dono, Ackermann, sabem que bastaria que um país do Euro assumi-se que precisa de reestruturar a sua dívida, seguindo o exemplo da Argentina, a Islândia e do Equador, para que todos os outros pudessem encerrar o ciclo danoso que austeridade-recessão. Obviamente, tais reestruturação fariam com que Ackermann e todos os banqueiros que estão por detrás dele perdessem centenas de milhões de euros… Desta forma, os Banqueiros continuam a escapar à consequência de durante décadas terem realizados empréstimos irresponsáveis e tendo em conta apenas os seus bónus de curto prazo e não a sobrevivência a médio prazo das suas próprias empresas. Os Banqueiros e Trichet (o seu sabujo) opuseram-se com todas as forças a que os privados assumissem a sua parte na última “ajuda” à Grécia, mesmo indo contra Merkel. Desta forma, a prazo estão a comprometer a viabilidade económica de todos os países “ajudados” (Irlanda, Grécia e Portugal), esmagando-os com esse par Austeridade-Recessão.
Fonte:
http://www.beinternacional.com/pt/destaques/1841-veja-como-dois-banqueiros-levam-a-europa-a-ruina

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Portugal vai enviar mais uma fragata para os mares da Somália

Portugal enviou para os mares da Somália a fragata Dom Francisco de Almeida. O navio vai incorporar a “Força Naval Permanente” da NATO na região e tomar assim parte ativa na Operação Ocean Shield 2011 até 30 de outubro.

A fragata está em operação na Marinha Portuguesa desde 2010 tendo a bordo 185 militares, destacando-se para esta missão, entre estes o pelotão de abordagem do Corpo de Fuzileiros com 15 militares que ainda recentemente participaram numa missão semelhante e um helicóptero Lynx.

A missão da Francisco de Almeida será combater a pirataria que assola as intensas rotas comerciais que atravessam os mares da Somália e que as sucessivas missões navais estrangeiras (europeias, chinesas, russas e indianas) têm conseguido reduzir, mas a um custo financeiro muito considerável… Infelizmente, a fragata não tem a atribuição de impedir a pesca ilegal que os arrastões chineses e espanhóis exercem impunemente na Somália…

Fonte:
http://www.ionline.pt/conteudo/143255-navio-guerra-portugues-vai-combater-pirataria-no-corno-africa

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Soros defende que Portugal e a Grécia deviam sair do Euro

George Soros – talvez o maior especulador do mundo – numa entrevista recente defendeu que Portugal e Grécia deviam sair do Euro. Segundo Soros: “O problema grego foi tratado tão mal que a melhor coisa a fazer neste momento seria uma saída ordeira da zona euro e da própria UE”. Soros repete a mesma solução para Portugal. Esta saída dupla, salvaria a moeda única e a própria União Europeia. Soros não esclarece se tal saída também seria positiva para Portugal e Grécia… O investidor alinha com aqueles que acreditam que emissão de eurobonds (títulos de dívida europeus) seria essencial para que os países do Euro para que “o euro possa funcionar corretamente”.

George Soros termina a entrevista com uma interessante revelação… que a China tem agido em defesa do Euro e contra o Dólar já que “os chineses estão muito interessados numa alternativa ao dólar e farão tudo o que for preciso para ajudar os europeus a salvá-lo [a moeda única]”.

A questão – para Portugal – não está em saber se nossa presença ou não na União Europeia e no Euro é vantajosa para esta e este. Está em saber se o é para Portugal. Não há hoje dúvidas de que a adoção de um câmbio forte em 1990 e de uma moeda forte em 2000 criou condições que contribuíram para a destruição do setor produtivo, abrindo (convenientemente…) espaço para mais exportações europeias. A moeda forte implicou também juros baixos, o que estimulou o consumismo e o endividamento dos privados e do Estado. Sair do Euro não seria contudo o Paraíso… Os quase 500 mil milhões de euros de dívida externa portuguesa estão quase todos em Euros. Sair do Euro poderia levar à recuperação da soberania monetária, a uma moeda mais ajustada à nossa economia e à nossa competitividade internacional, o que faria explodir o valor da nossa dívida, até valores que poderia exceder o dobro ou triplo do valor atual! Ora, se a dívida atual é já impagável, sair do Euro, teria como consequência inevitável a Bancarrota ou melhor, a declaração de Incumprimento.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-e-grecia-devem-abandonar-o-euro-diz-soros_124617.html

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tQuids S1: Os Cantores do Tempo, Frederik Pohl e Jack Williamson

Frederik Pohl (http://www.hour25online.com)

Frederik Pohl (www.hour25online.com)

1. “O chefe pássaro da trovoada” era a forma humana do título…
2. Em quantos sistemas estelares estava presente a Irmandade?
3. Todos os dias a Irmandade colocava em órbita dezenas de milhar de matérias-primas por meio de um…

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Carlos Manuel Pona Pinto Carreira: Trilema Tridentino

Revista Nova Águia nº 7 (http://multimedia.fnac.pt)

Revista Nova Águia nº 7 (www.fnac.pt)

Trilema Tridentino
“A tripla escolha com que nos deparámos, a nossa problemática em análise, entre o atlantismo, o europeísmo e o iberismo consubstancia o nosso “ponto arquidemediano” (…) da nossa existência como Nação, que é o da capacidade ou incapacidade de nos opormos aos factores exógenos que tem ciclicamente determinado o nosso futuro como povo”
Carlos Manuel Pona Pinto Carreira
Nova Águia 7

Portugal encontra em si próprio três eixos fundamentais: o Atlântico, a Europa e a Península Ibérica. Cada uma delas corresponde a uma opção estratégica bem delimitada e profundamente distinta nos seus efeitos.

1. Atlantismo:
Esta é a opção que sempre norteou o país ao longo da sua História, até à integração europeia. Foi seguindo este eixo marítimo que se desenhou a fronteira pátria, sacrificando intencionalmente uma abordagem pelo interior da Meseta Ibérica que a dado momento do processo da Reconquista parecia inevitável. Foi pelo Atlântico que se desenvolveu o processo dos Descobrimentos e da Expansão portuguesa e que se lançaram as sementes da promessa adiada que é hoje a Lusofonia. A opção pelo Atlântico é a opção pelo Mar, pela exploração racional e sustentada dos seus recursos piscícolas e minerais. A opção pelo Atlântico é a opção pelo reforço dos laços políticos, diplomáticos e económicos com os países da Lusofonia. A opção pelo Atlântico é, em suma, aquela que favorecemos, muito especialmente no contexto atual de erosão da credibilidade do “sonho europeu” e quando a Europa se assemelha cada vez mais a um “diretório dos grandes” da Europa e menos a uma verdadeira “união” ou “comunidade” europeia como aquela a que aderimos nos idos de 80.

2. Europeísmo:
Esta foi a opção estratégica que definiu o essencial das políticas dos ditos “partidos do arco do poder” (PS,PSD e PP) desde o começo da década de 80. A opção europeia inundou Portugal de fundos estruturais e dotou o país de uma das melhores e mais densas redes de transportes da Europa. Contudo, estes fundos vinham com um preço… implicavam em troca a tercialização da nossa economia: a destruição de setores estratégicos cruciais como a agricultura, as pescas e a indústria e uma aposta suicidária na área dos Serviços que – a prazo – iria conduzir à pré-bancarrota onde hoje nos encontramos.

3. O Iberismo:
Este foi o desígnio de muitos reis portugueses e espanhóis. De Afonso Henriques a Dom Afonso V e Dom Manuel I passando por muitos reis espanhóis e castelhanos muitos foram os que ambicionaram a unir toda a Península Ibérica sob a mesma bandeira. A própria anomalia política e geográfica que representa a singular independência portuguesa numa Ibéria quase completamente preenchida com o centripetismo castelhano indica a existência de uma propensão natural de muitos ibéricos até uma “união ibérica”. O Iberismo falhou do ponto de vista político e militar, mas conhece agora armas renovadas e mais insidiosas do que nunca: as económicas… pela via europeia desfez fronteiras políticas, humanas e económicas, explorando hoje a enorme frota pesqueira espanhola (a terceira maior do mundo) as nossas águas pesqueiras e inundando Espanha com os seus produtos agríc0las e manufaturados a nossa Economia. O Iberismo enquanto unificação da Península em torno de Madrid ou Castela já provou que não é solução, já que castra as liberdades dos povos e nações da Ibéria (como se demonstra na Galiza, no País Basco e na Catalunha), mas uma opção que federasse os povos ibéricos de uma forma livre, paritária e preservando as suas línguas e identidades não pode estar completamente fora de equação, especialmente se enquadrada numa vertente Atlantista lusófona.

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A China prepara-se para explorar os fundos oceânicos do Pacífico

Submersível "Jiaolong" (http://www.wantchinatimes.com)

Submersível "Jiaolong" (http://www.wantchinatimes.com)

A China sabe que é impossível continuar a manter o seu nível atual de crescimento económico sem dispor de quantidades crescentes de matérias primas. Por essa razão, vemos poços petrolíferos chineses em Cuba e encontramos chineses por toda a África, corrompendo líderes locais em troca de facilidades mineiras e deixando atrás de si a mesma devastação ecológica que caracteriza hoje muitas regiões da China.

Esta fome por recursos explica o interesse “científico” chinês pela investigação submarina e pela divulgação de imagens de uma bandeira chinesa sendo cravada em águas internacional no fundo do Mar do Sul da China. Com este gesto arrogante, executado num território marítimo reclamado por cinco outros países, a China toma como seus os recursos minerais do fundo deste mar.

O gesto é mais que simbólico. É uma prova que a China de hoje domina a tecnologia para chegar a profundidades superiores a cinco mil metros com submersíveis feitos localmente, algo que a faz entrar num restrito clube e a capacita a começar a explorar estes recursos mineiros num futuro muito próximo.

Nos próximos meses o submersível chinês (batizado Jiaolong) deverá tentar bater o recorde mundial de profundidade e descer abaixo de 7 km.

Este submersível é “civil”, mas a China está a desenvolver um veículo idêntico, mas “militar”, ou seja, armado, no que será um precedente absoluto a tais profundidades e indica o tipo de atitude que Pequim tem para a com a exploração dos recursos minerais do leito oceânico e até onde está disposta a ir para assegurar o seu controlo.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=25859

Categories: China, Economia, Política Internacional | 5 comentários

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