Daily Archives: 2011/08/13

Entrar em Bancarrota (“Default”) não é o fim do mundo

Declarar bancarrota – ao contrário do que declaram os banqueiros e os economistas do “sistema” – não é nenhum “fim do mundo”. No passado, isso já aconteceu várias vezes em Portugal. A primeira vez foi em 1560, e no século XIX tal tornaria a acontecer mais seis vezes, entre 1828 e 1890. É claro que as sete bancarrotas portuguesas parecem poucas quando se compara com as 18 de Espanha… e até menos que as 9 bancarrotas francesas, país que hoje dá sinais de estar à beira da décima…

No passado, as bancarrotas estavam quase sempre associadas a situações de guerra ou de independência de colónias e resultavam sempre de desvalorizações da moeda – para financiar guerras – em circulação em relação ao ouro que se encontrava nos cofres do Banco central. Não mais. As bancarrotas de hoje resultam do desajustamento brutal entre as Despesas e as Receitas do Estado, não mais em resultado de guerras entre Estados ou de Guerras de Independência, mas da desindustrialização radical que o Ocidente aceitou executar e do predomínio absoluto do setor Financeiro sobre a política e a economia real. Este desfasamento levou ao crescimento incontrolável da dívida privada, das empresas e do Estado, por forma a compensar a erosão do setor produtivo ocidental, transferido em série para a China. O desfasamento poderia ter sido compensado pela perda gradual do poder de compra, mas isso não conviria aos interesses de Pequim, que precisava dos consumidores ocidentais para alimentar a sua economia hiperaquecida… Por isso, todos quiseram usar a dívida para adiar a solução deste desequilíbrio e “fingir” que continuavam ricos enquanto as fábricas, os empregos e o equilíbrio financeiro dos Estados se deslocalizava para a China. Até hoje. Agora há que colocar a zero as dívidas, reindustrializar, sanear as finanças das despesas excessivas e… reintroduzir barreiras alfandegárias. Ou isso, ou é o fim do Ocidente.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-teve-sete-processos-de-default-desde-1560_124172.html

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Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 10 comentários

Os PIGSIF: Agora com França e Itália

As recentes dificuldades nos mercados de alguns dos “grandes” da europa (sim, eu escrevo agora europa com “e” minúsculo) como a Itália, a Espanha e, mais recentemente, de França, expõe uma evidência que estes queriam negar: a crise da dívida não é a crise dos “países periféricos” é a “crise da dívida soberana”, que afeta não somente Portugal, a Irlanda e a Grécia, mas todos os países que se deixaram desindustrializar a favor da China, acumulando défices comerciais crescentes e sucessivos.

Talvez agora (que os mercados vieram também arranhar à porta de França) os “donos da europa” começam finalmente a agitar-se e até já falam de proibir o “short-selling” e, sobretudo, os arrogantes franceses e alemães já não atiram aos países do sul os insultos do costume.

Não negamos que nos últimos vinte anos foram cometidos muitos excessos descabeçados nos países do sul, sobretudo na Grécia, menos em Portugal e na Irlanda. Mas a “crise do euro” não é a “crise da dívida dos países soberanos” é a “crise da dívida soberana dos países do euro”. Atualizem a terminologia, “senhores da europa”. Ou seja, é vossa, também. O problema é de uma europa que vive desde 1990 acima das suas capacidades e que tenta iludir esse  empobrecimento com níveis crescentes de dívida e pela poupança dos países do Oriente, para se deslocalizou a indústria europeia.

Agora, Obama já não pode vir dizer que “os EUA não são Portugal”. Porque são, e França e Espanha, também “são Portugal”, afinal. Já não é o problema dos “PIGS” mas o problema dos “PIGSIF” (Portugal, Irlanda, Grécia, eSpanha, Itália e França). E Bélgica e Reino Unido estão mesmo ali, ao virar da esquina…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=500665

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A Índia coloca o Eurofighter Typhoon e o Dassault Rafale na lista de finalistas do seu concurso “Medium Multi-Role Combat Aircraft”

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

Aproxima-se (finalmente) o desfecho com concurso indiano “Medium Multi-Role Combat Aircraft” (MMRCA) no valor de 12 mil milhões de dólares por 126 aparelhos: em setembro, o governo vai começar a seleção final no começo de setembro. Nos finalistas ficaram o Eurofighter Typhoon e o Dassault Rafale, uma seleção que resultou das transferências de know-how e de participação industrial.

Depois da escolha entre o Typhoon e o Rafale, a Índia tomará a decisão se aumenta a encomenda de 126 para 189 (uma opção contratual que poderá ser antecipada) com o subsequente aumento para 20 mil milhões.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/awst/2011/08/08/AW_08_08_2011_p37-355148.xml

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