Viragem Lusófona em curso na Diplomacia Portuguesa?…

Paulo Portas (http://inepcia.com)

Paulo Portas (http://inepcia.com)

“O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (Paulo Portas) parte para Luanda no dia 20 deste mês, para se encontrar com o seu homologo angolano e ter uma reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP. Depois de Angola, Paulo Portas vai a Moçambique e termina este périplo pelos países de língua oficial portuguesa em Brasília. Esta primeira viagem oficial de Paulo Portas quer sinalizar uma das principais prioridades da política externa do novo governo de coligação.”

Jornal i
9 de julho de 2011

É preciso não esquecer que a primeira visita de Estado de José Sócrates, no seu primeiro governo, foi precisamente a Espanha tendo então afirmando o então Primeiro Ministro declarado muito bombásticamente que a prioridade diplomática de Portugal era “primeiro Espanha, em segundo lugar, Espanha e em terceiro lugar, Espanha”. Na altura Sócrates ter-se-á “esquecido” de que Espanha ocupa ilegalmente dois concelhos portugueses (Olivença), que desvia sistematicamente água dos rios internacionais, violando impunemente vários tratados e que reprime “colonialmente” a língua portuguesa. Espanha tem que ser colocada no seu lugar e perceber que não só não é a “prioridade das prioridades” da nossa diplomacia, como ser recordada das diversas pendências que tem com Portugal, sendo levada a resolvê-las.

Neste sentido, o assumir da Lusofonia como uma das primeiras prioridades diplomáticas de Portugal (a par da Europa, onde estamos integrados) é crucial para nos abrir as “janelas de desenvolvimento” de que fala o Professor Adriano Moreira no seu recente depoimento vídeo sobre a “Importância da Lusofonia” para Portugal, complementando assim pela via numa aposta no desenvolvimento do projeto da CPLP, o enfraquecimento do projeto europeu.

Vamos ver agora se as palavras passam aos atos. Porque no fundo, isso é que importa mais… E há (maus) rumores a este respeito…

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 12 comentários

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12 thoughts on “Viragem Lusófona em curso na Diplomacia Portuguesa?…

  1. Infelizmente esta visita vem com 6 anos de atraso…
    Provavelmente os chineses já ocuparam o nosso lugar.

    • Sim, sobretudo em África… E suspeito que esta aparente viragem lusofona nao ‘e tao forte como a influencia perniciosa que Espanha ainda tem na nossa politica externa.
      Como verao brevemente.

  2. Mas que lugar é esse de que se fala? Algum dia uma posição que a China pudesse ter poderia ser nossa? Há que ter noção da escala e da realidade estratégica. A china (ou os EUA, ou ambos) é um parceiro estratégico vital em África coisa que Portugal não é nem tem condições de ser. A cultura só nos pode levar até certo ponto depois existem falhas materiais que não podem ser tapadas.

    • Portugal nao tem nem deve ter essa escala de influencia em África. O que defendo ‘e que esses modelos imperiais ou neoimperais estao esgotados. O modelo em que creio ‘e multipolar e paritario, em que uma futura uniao lusofona seria regida pelo principio da paridade de representacao.

  3. Considerando que nao partilhamos sequer um mesmo regime político (a não se que a corrupção organizada seja contada como tal), nível de formação cívica (é universalmente baixo mas com diferenças grandes…), etc… vejo isso complicado “Clavis Prophetar”.

    • Sonhar ‘e nao so possivel, como necessario: os regimes ajustam-se, mudam-se e corrigem-se. Nao sao nem eternos e perfeito…
      E os ganhos de tal aproximacao seriam tremendos, para todos os intervenientes, e a varios niveis.

      • E a China não poderá nunca ocupar um lugar nosso.
        O da língua!

        Alguns mal falam português quanto mais mandarim…
        E a coisa que mais temos em comum como nenhuma outra.
        O futebol.
        Imagino uma taça da CPLP.

        • Em regimes com diferenças de poder tão marcadas o que interessa é a atitude das elites, as línguas que elas falam. E em todas as épocas existe uma “língua franca” para suprir esse tipo de problemas, há umas décadas era o Francês agora é o Inglês. Problema resolvido. A língua não explora poços de petróleo nem abre mercados.

        • Ainda que nao goste da “Bola” ‘e impossibel nao lhe reconhecer um peso social muito significativo…

  4. Odin

    Apesar de tudo, acredito que o Brasil devia seguir o exemplo de Portugal quanto a viragem lusófona.

  5. Odin

    Apesar da cleptocracia de Eduardo dos Santos em Angola, apesar da Frelimo em Moçambique, dos golpes de Estado na Guiné-Bissau, os Palop’s deviam ser prioridade para a diplomacia brasileira, tal como deviam ser os países de língua espanhola da América Latina. A diplomacia brasileira é especialista em perder oportunidades.
    A Espanha tem um relacionamento diplomático tão próximo ao Brasil que até alguns mexicanos ficam com ciúmes. 😀 O Brasil pode tentar desenvolver um relacionamento de proximidade com a Espanha e tentar fazer a Espanha “ceder” a Galiza como região lusófona, e através da Galiza, a Espanha participar na CPLP, o Brasil focar investimentos na Galiza, fazer algumas trocas. Acho que agora é o Brasil que deve assumir a causa dos galegos.

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