Daily Archives: 2011/08/02

Viragem Lusófona em curso na Diplomacia Portuguesa?…

Paulo Portas (http://inepcia.com)

Paulo Portas (http://inepcia.com)

“O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (Paulo Portas) parte para Luanda no dia 20 deste mês, para se encontrar com o seu homologo angolano e ter uma reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP. Depois de Angola, Paulo Portas vai a Moçambique e termina este périplo pelos países de língua oficial portuguesa em Brasília. Esta primeira viagem oficial de Paulo Portas quer sinalizar uma das principais prioridades da política externa do novo governo de coligação.”

Jornal i
9 de julho de 2011

É preciso não esquecer que a primeira visita de Estado de José Sócrates, no seu primeiro governo, foi precisamente a Espanha tendo então afirmando o então Primeiro Ministro declarado muito bombásticamente que a prioridade diplomática de Portugal era “primeiro Espanha, em segundo lugar, Espanha e em terceiro lugar, Espanha”. Na altura Sócrates ter-se-á “esquecido” de que Espanha ocupa ilegalmente dois concelhos portugueses (Olivença), que desvia sistematicamente água dos rios internacionais, violando impunemente vários tratados e que reprime “colonialmente” a língua portuguesa. Espanha tem que ser colocada no seu lugar e perceber que não só não é a “prioridade das prioridades” da nossa diplomacia, como ser recordada das diversas pendências que tem com Portugal, sendo levada a resolvê-las.

Neste sentido, o assumir da Lusofonia como uma das primeiras prioridades diplomáticas de Portugal (a par da Europa, onde estamos integrados) é crucial para nos abrir as “janelas de desenvolvimento” de que fala o Professor Adriano Moreira no seu recente depoimento vídeo sobre a “Importância da Lusofonia” para Portugal, complementando assim pela via numa aposta no desenvolvimento do projeto da CPLP, o enfraquecimento do projeto europeu.

Vamos ver agora se as palavras passam aos atos. Porque no fundo, isso é que importa mais… E há (maus) rumores a este respeito…

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 12 comentários

ExtraQuid: República Portuguesa e Cidade de Lisboa

Cá vai um QUID EXTRA !

NOTA: Usem os vossos nicknames habituais neste QuidExtra!

Regras:

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S23 | 9 comentários

De novo, sobre os “hipogeus” nos Açores (Ilha Terceira), mas também sobre moedas e estátuas equestres no Corvo

Dois "hipogeus" nos Açores (http://www.tvi24.iol.pt)

Dois "hipogeus" nos Açores (http://www.tvi24.iol.pt)

Ultimamente tem-se falado muito dos alegados “hipogeus” descobertos na Ilha Terceira, no monte Brasil. No texto que anteriormente publicámos tivemos ocasião já de exprimir as maiores reservas quanto à identificação das estruturas. Recentemente, o Presidente do Instituto Histórico, Francisco Maduro Dias, veio também acrescentar a sua acha a esta fogueira alegando que os supostos “templos cartagineses dedicados a Tanit” não eram mais do que “estruturas de apoio militar” do século XVI e XVII. Os “hipogeus” seriam assim apenas “cafuas” de suporte às guarnições militares em Angra do Heroísmo, quer para armazenamento de material, quer para a conserva de água.

Os alegados monumentos cartagineses seriam em número de cinco e seriam complementados por diversas estruturas funerárias. E seriam uma prova adicional da presença cartaginesa no arquipélago, como as moedas cartaginesas descobertas na Ilha do Corvo, dentro de um recipiente de barro em 1749. A descoberta seria também compatível com a narrativa de Damião de Góis, que em finais do Século XVI, escrevia na “Crónica do Sereníssimo Príncipe D.João”, que os navegadores tinham encontrado (de novo, no Corvo) encontraram uma estátua equestre no alto da serra. Feita a partir de um único bloco de pedra, a estátua revelava um cavaleiro segurando com a mão esquerda as crinas do cavalo e apontando com a mão direita o caminho para Ocidente.” O rei Dom Manuel I teria ordenado do a Duarte d’Armas que um desenho da estátua equestre e o seu transporte para Lisboa, tendo sido os seus segmentos guardados no Palácio Real, após o que se perdeu o seu rasto. Consta que na base desta estátua, que ficou no Corvo, haveriam carateres numa escrita desconhecida na época e que foram copiadas em 1529 por Pedro da Fonseca.

O problema dos “hipogeus”, contudo, é que não têm estes elementos de contexto arqueológico, como estas moedas os estátua do Corvo. Faltam trabalhos arqueológicos (interessantes, mesmo em se tratando de uma estrutura militar Quinhentista) assim como um rastreamento arqueológico do arquipélago e, sobretudo, da Ilha do Corvo, em busca da base dessa estátua descrita por Damião de Góis. Tal como nos é apresentada esta identificação dos “hipogeus” parece mais feita para chamar a atenção e com fins comerciais do que com fins científicos e históricos. Estamos mentalmente preparados para encontrar vestígios de um povoamento cartaginês semi-permanente nos Açores, como indiciam as moedas enterradas (típicas de um “tesouro” guardado para tempos mais duros ou um eventual regresso) ou uma estátua, colocada para fins propagandísticos ou para “marcar terreno”. Seriam assim os Açores as “ilhas afortunadas” dos clássicos, onde Cartago chegou a ponderar uma evacuação depois da derrota perante as armas romanas? Seriam estes vestígios o testemunho dos trabalhos preparatórios dessa falhada evacuação? Seriam estes “hipogeus”, hipogeus verdadeiros?… Respostas a que apenas um rastreio arqueológico sistemático do arquipélago poderá responder.

Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1904831&seccao=Biosfera

Categories: História, Mitos e Mistérios, Portugal | 8 comentários

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