Monthly Archives: Julho 2011

Foguetões Atlas V para lançar astronautas para o Espaço?

Foguetão Atlas V (http://www.floridatoday.com)

Foguetão Atlas V (www.floridatoday.com)

A NASA e o consórcio United Lauch Alliance (composto pela Boeing e pela Lockheed Martin) acordaram em estudar a viabilidade de os foguetões Atlas V (usados para colocar em órbita cargas militares) poderem transportar astronautas.

Este acordo significa que o Atlas V pode estar capaz de levar uma cápsula tripulada para o Espaço até 2020 fazendo com que este consórcio passe a competir diretamente com a SpaceX para o contrato COTS de envio regular de astronautas e carga para a Estacao Espacial Internacional.

Fonte:
http://www.dodbuzz.com/2011/07/18/could-the-atlas-v-carry-astronauts/#ixzz1SWvCBn00
DoDBuzz.com

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Sobre o “Fórum Empresarial da Economia do Mar” e a necessária Estratégia para o Mar

Foi constituído em Portugal o “Fórum Empresarial da Economia do Mar” reunindo várias empresas ligadas a este setor. O objetivo de curto prazo passa por formar um fundo de investimento de 100 milhões de euros que possa financiar projetos ligados à economia do mar. O fundo de investimento encontra-se neste momento na fase registo junto da CMVM.

O Fórum é presidido por Bruno Bobone e irá concentrar-se numa primeira fase nos projetos prioritários de investimento sugeridos pelo economista Êrnani Lopes: produção de peixe por aquacultura, turismo náutico (em parceria com vários municípios) e construcao naval militar.

O Fundo está aberto à participacao de entidades públicas e poderá ser aumentado acima dos 100 milhões de euros iniciais se o mercado demonstrar interesse em que tal aconteça.

O grande obstáculo a que Portugal desenvolva esse imenso recurso que é a quarta maior zona económica exclusiva (18 vezes maior que o território continental) é de cariz bicéfalo: por um ladon faltam projetos; por outro falta Capital. Sendo a baixa intensidade de capital o maior problema da economia nacional, a disponibilização de um fundo de 100 milhoes pode revelar-se de um valor estratégico para os interesses de Portugal. Com este fundo constituído e em funcionamento fica a faltar iniciativa e empreendedores… e muito há por fazer, desde projetos offshore de energia eólica (fixos ou flutuantes), à aquacultura (Portugal produz apenas um terço da República Checa) e ao Turismo (em que temos apenas um décimo dos pontos de amarração da Galiza). Todos estes domínios são estratégicos: a energia eólica iria reduzir os 60% de importações de energia; o de aquacultura reduzir os 70% de importações de peixe (sobretudo de Espanha) e o Turismo aumentar os 18% do PIB que hoje esse setor já gera. Apostar no Mar é vital para a sobrevivência de Portugal a curto prazo e este Fundo é a este respeito uma importa iniciativa que urge divulgar e incentivar.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/empresas-lancam-fundo-de-100-milhoes-para-investir-no-mar_122143.html

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Do declínio dos EUA na exploração do Espaço

Cápsula Dragon, da SpaceX (http://www.spacex.com)

Cápsula Dragon, da SpaceX (http://www.spacex.com)

“Em 1966 (a Corrida Espacial) consumia 4.4% da riqueza anual dos EUA” (hoje é cerca de 0.6%). (…) “O principal significado do fim da era espacial (como a revista The Economist classifica o último voo do vaivém) é a confirmação de um estado de crescente anomia que se instalou nos EUA e na Europa. Uma anomia que descrê dos investimentos do Estado em programas de infra-estruturas como o que Einsehower desenhou para as auto-estradas, ou como o que a França construiu para a sua rede ferroviária no pós-guerra. E que contesta tudo o que não dê lucro imediato. A crença optimista no futuro que a era espacial simbolizava extingue-se no Ocidente e parece agora migrar para outras latitudes: já não os EUA a acreditar nos grandes projetos nem nas visões de “grandes passos para a humanidade” fora da Terra; nos nossos dias, quem tem esse nervo, essa ambição e essa crença são os chineses.”
Público
10 de julho de 2011

O declínio abrupto do programa espacial americano resulta em primeiro lugar do crescimento brutal da dívida pública dos EUA: 18 triliões de dólares e a crescer. Perante um tal volume – criado por défices comerciais com a China – de dívida, a Administração Obama viu-se forçada a realizar uma série de cortes, e a NASA foi uma das vítimas. Obviamente, na NASA, os programas mais visíveis eram os mais dispendiosos, nomeadamente os humanos e entre estes, o do Shuttle, cuja operação nunca foi barata nem regular, nunca tendo existido os lançamentos semanais que se sonhavam na década de 80.

O programa especial americano entra agora em declínio: a existência de várias empresas privadas muito dinâmicas e criativas (como a Boeing ou SpaceX) permite antever que por esta via será possível manter nos EUA alguma dinâmica no setor espacial. Mas a escala, a ambição e a visão de longo prazo que existia na NASA não pode existir num operador privado, sempre mais motivado para lógicas de curto prazo e de rentabilidade financeira. E é aqui que reside o perigo: enquanto a China assume um papel cada vez mais ambicioso e visível: os EUA entram numa nova era: de menor escala e mais reduzida amplitude temporal. Em vez de reenviarem astronautas para a Lua ou de construírem bases lunares semi-permanentes, ou até de preparem uma missão tripulada a Marte, os EUA lutam para manter algum tipo de veículos para envio de astronautas para as órbitas LEO da ISS e viajam (até 2015) em naves russas Soyuz. Entramos numa nova era: a da China. E a Corrida Espacial acabou. Pelo menos enquanto durarem os défices orçamentais monstruosos nos EUA. Ou seja: durante muito tempo…

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“Foi a quinta vez, no prazo de um ano, que a Moodys nos atacou e quatro delas na véspera de um leilão da dívida portuguesa”

Miguel Sousa Tavares (http://www.enciclopedia.com.pt)

Miguel Sousa Tavares (http://www.enciclopedia.com.pt)

“Foi a quinta vez, no prazo de um ano, que a Moodys nos atacou e quatro delas na véspera de um leilão da dívida portuguesa. Obviamente que não é por acaso: é de propósito.”
Miguel Sousa Tavares
Expresso

As Agências de Notação Financeira têm beneficiado de inexistência de regulação, não somente na Europa, mas também nos EUA. Obama, o Fraco, nada tem feito, mas agora que a Moodys colocou sob vigilância o Rating aaa dos EUA, talvez se decida agora a fazer alguma coisa. Na Europa, uma multiplicidade de líderes pífios, liderados pelo seu campeão, Fujão Barroso, diz que “depois do outono vamos regular as agências”, mas até lá nada será feito, além de proferir declarações mais ou menos inócuas e genéricas. E mesmo depois, nada garante que os erros crassos, as avaliações tendenciosas e os conflitos de interesses da agências e dos grupos que se movem na sua retaguarda sejam regulados. Pelo exemplo de inação que temos visto, nada garante mesmo que a Europa acabe por fazer alguma coisa. Nada mesmo.

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Quids S23: Esta revolta ocorreu em que cidade?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Da necessidade de controlar as dívidas das Autarquias

“Hoje, os autarcas são livres de contratar os empréstimos que pretendem, endividando, embora dentro de limites que a Lei “pretende” definir, às respectivas autarquias.
Acontecendo que não se vê a existência real, efetiva, de sanções para quem passa os limites. Com uma terrível agravante no meio disso tudo, qual é a de muitas autarquias serem geridas por pessoas que nas têm a mínima sensibilidade diante do problema económico-financeiro da respectiva gestão.”
(…)
“Tem de haver controlo e coordenação do endividamento das autarquias. As autarquias têm de voltar a financiar-se apenas na Caixa Geral de Depósitos, uma vez que os bancos, numa época de crédito duvidoso e difícil, tenderão a preferir emprestar às autarquias – sempre receberão – do que ao setor privado.

O endividamento das autarquias portuguesas e o seu contributo para a dívida pública global tem sido um ponto que nunca até hoje foi devidamente acautelado. Muitas câmaras municipais têm tido uma atitude displicente para com a dívida que têm acumulado nas últimas décadas e abusam de toda a racionalidade quando se aproxima a época eleitoral. Endossamos estas propostas, como via de moderar este insustentável “vício da dívida” em que mergulharam muitas das autarquias portuguesas, bom número das quais está, de facto, em falência técnica. Além dos valores da dívida municipal já existentes, a cada novo empréstimo estamos também perante recursos que se desviam do investimento nas empresas e na produção (para exportação e consumo local) de bens transaccionáveis. Importa parar de fazer aumentar esta dívida, encetar um plano nacional de amortizações e libertar recursos bancários para os setores transaccionáveis da economia. E essa missão compete às autarquias e a um novo quadro legal que o Parlamento deve definir.

Fonte:
Magalhães Pinto
Vida Económica, 24 de junho de 2011

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Sobre a imperativa necessidade de… declarar Bancarrota (Reestruturar a Dívida)

Portugal está amarrado a uma dívida externa colossal, maioritariamente tomada pelos bancos europeus com origem nos países que mais finca-pé fazem do cumprimento drástico de um compromisso assumido formalmente pelos partidos que representam 85% do eleitorado. Por outro lado, os juros pagos e a pagar por tal endividamento têm já hoje um peso relativo insuportável no orçamento nacional.
Há aqui algumas verdades que merecem ser destacadas: é verdade que o nosso endividamento externo foi uma forma indirecta de os agentes europeus financiarem o crescimento das suas grandes empresas de origem.”

> Este ponto não tem sido devidamente nas múltiplas análises sobre a “crise da dívida soberana” dos países periféricos: se há devedores (Portugal, Irlanda, Grécia e, em menor medida, Itália, Espanha e Bélgica) também há credores e aquelas entidades que deviam vigiar o bom relacionamento entre estes dois extremos desta equação financeira: a Comissão Europeia, os Bancos Centrais e o BCE. Os Bancos alemães e franceses que emprestaram à Grécia ou à Espanha e Irlanda. Os Bancos espanhóis que emprestaram a Portugal fizeram-no assumindo o risco natural de qualquer negócio e ponderando (teoricamente) a probabilidade do devedor poder entrar em incumprimento. Sobrevoando isto tudo, as instituições europeias que deviam ter estado atentas ao problema da dívida pública deixaram-se obcecar pelo controlo da inflação e dos défices orçamentais. Obcecados por este binómio, nada mais viram e deixaram-se enredar numa trama que coloca agora em causa a própria continuidade da Moeda Única e da União Europeia. Mais do que co-responsáveis, credores (Bancos) e instituições europeias (CE e BCE) são parte da origem, não vítimas da presente situação e, como tal, têm que ser parte da solução. Nem que esta passe pela sua dissolução e pelo abandono por parte de Portugal deste “cadáver que caminha” que é hoje a União Europeia.

“A questão que se põe friamente neste momento é a de saber se, na Grécia ou em Portugal, deve ser objectiva e formalmente avaliada a dívida gerada nos últimos cinco, dez ou quinze anos” (…) “Infelizmente, temos de ser muito frios nesta avaliação de oportunidade: em primeiro lugar, não tenhamos a menor dúvida – os nossos credores não a vão autorizar, boicotando todas as iniciativas nesse sentido através do aperto esperado do capital em dívida”.

Se os credores são parte do problema – como vimos mais acima – então têm que fazer parte da solução. Desde logo, importa realizar uma auditoria exaustiva sobre os montantes em dívida e quanta desta corresponde a juros especulativos. Qualquer juro acima do valor cobrado antes de meados de 2008 deve ser considerado especulativo e descartado. Em segundo lugar, deve ser realizado um cuidadoso reescalonamento da dívida, estendendo o seu prazo de amortização, seguindo o modelo islandês. Ou a dívida é reduzida por esta via dupla, ou então deve ser declarada impagável e anulada, unilateralmente, como pode sempre decidir fazer um Estado Soberano, tendo a Banca (nacional ou internacional) que se submeter a esse desígnio nacional. Restam assim aos banqueiros duas opções: ou concordam com um reescalonamento da dívida, a curto prazo e adaptando o serviço da dívida às reais capacidades dos países endividados ou têm que se conformar com uma declaração unilateral de Bancarrota Total ou Parcial por parte de muitos Estados pelo mundo fora. A opção é deles. Ainda.

Fonte:
M. J. Carvalho
Vida Económica
24 de junho de 2011

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Quids S23: Quem está sepultado neste túmulo?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O Rover marciano Curiosity será lançado ainda antes do final de 2011

Rover Marciano Curiosity (http://www.popsci.com)

Rover Marciano Curiosity (http://www.popsci.com)

No final deste ano, um foguetão Atlas V vai lançar o rover marciano Curiosity. O rover terá custado cerca de 1720 milhões de euros. O veículo pesa quase uma tonelada e estará ativo no Planeta Vermelho durante pelo menos 23 meses a partir de agosto de 2012.

O local exato da aterragem (ou deveríamos antes dizer “marterragem”?) ainda está a ser estudado pela NASA havendo atualmente duas opções: um monte a 5 km de altitude situado no meio de uma cratera não muito longe do sul do equador, conhecida como “Gale” e a – aparentemente mais interessante – Cratera Eberswalde, também ao sul mas no meio de um grande delta de um antigo rio marciano. Ambos os locais foram seleccionados porque têm argilas e sulfatos, que podem conter ainda hoje bactérias ou micro-organismos, sobreviventes dos tempos em que corria água líquida naqueles locais e para cuja deteção o Curiosity (também chamado de “Mars Science Laboratory”) está particularmente bem equipado.

Fonte:
Nicolau Ferreira
Público
10 de julho de 2011

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De quem é a Moodys?

“De quem é a Moodys? O maior acionista é a Berkshire Hathaway. E sabes de quem é a Berkshire? Do Warren Buffet! Estive a ver na net: as ações da Berkshire e do sr. Buffet têm crescido 20% ao ano continuamente nos últimos 44 anos.”

Portanto, basicamente a agência de Rating que ainda recentemente fez descer o rating da república quatro níveis para “lixo” é propriedade de um dos maiores especuladores do mundo, que especula nos mercados de Futuros e com moedas, assim, as suas avaliações impactam diretamente nos lucros da empresa que é sua proprietária.

Fonte:
Jornal i
9 de julho de 2011

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Quids S23: Que marquês era este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Afinal, vai manter-se a ligação ferroviária entre Portugal e a Galiza

Comboio da CP (http://porto24.pt)

Comboio da CP (http://porto24.pt)

“A ligação ferroviária entre Porto e Vigo vai afinal manter-se. A decisão de suprimir parte desta linha tinha sido anunciada esta semana, mas a CP salvaguardou que tal poderia não acontecer caso a congénere espanhola Renfe aceitasse pagar os custos além fronteiras. Para justificar o fim da linha, a CP alegava um prejuízo mensal de mais de 19 mil euros. (…) O acordo surgiu ontem: a espanhola Renfe pagará à portuguesa CP cerca de 450 mil euros por ano”

Jornal i
9 julho de 2011

Portugal tem todo o interesse em manter abertas vias de comunicação e de transporte com todos os locais onde, no mundo, se fala português. Por essa razão, qualquer privatização da TAP deve acautelar a manutenção das rotas com todos os países da África lusófona. Por essa razão, igualmente a Galiza – onde se fala o Galego ou Língua Portuguesa da Galiza – deve também manter a sua ligação ferroviária com o norte de Portugal.

A Língua Portuguesa tem uma caraterística notável: está espalhada por todos os continentes do globo, mas de forma descontínua, isto é, nenhuma nação lusófona faz fronteira com nenhuma outra. Com uma excepção: Galiza e Portugal. Resultaria assim altamente incompreensível se para além das ligações aéreas (que hoje têm sempre que passar por Madrid, por razões políticas) também se perdessem as ligações ferroviárias entre os dois únicos territórios lusófonos territorialmente contíguos. Felizmente, isso não aconteceu, mas não devido à CP. Mas à espanhola Renfe… Triste…

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Afinal o Desastre Nuclear de Fukushima pode ser mais grave que o de Chernobyl

Central nuclear de Fukushima (http://static.infoescola.com)

Central nuclear de Fukushima (http://static.infoescola.com)

Segundo todas as comparações e tabelas internacionais, o desastre nuclear de Fukushima é menos grave que o Chernobyl. Certo? Errado. Logo em 12 de março, um perito israelita em qualidade, o Professor Menachem Luria declarava que “daquilo que podemos saber, este desastre é ainda mais perigoso que o de Chernobyl.”

A maioria dos físicos continua a acreditar que não há hipótese de suceder em Fukushima algo de semelhante ao que aconteceu em Chernobyl, mas há vozes dissonantes, como a de Arnold Gundersen, um antigo executivo da indústria nuclear americana que afirmou que “Fukushima é o maior desastre industrial da História da Humanidade. Temos 20 núcleos nucleares expostos, isto é, vinte vezes o potencial libertado em Chernobyl (…) existem vários “pontos quentes” muito mais dispersos que na central Ucraniana e a intensidade de radiação neles registada foi suficiente para declarar cidades em torno de Chernobyl como proibidas. Em Fukushima, há locais radioativos a 60 ou 70 km do reator, e isso não sucedeu na Ucrânia. Assim, e apesar disto a pressão económica, o facto de estarmos num país democrático (ao contrário da URSS), a influência global do poderoso lobby da indústria nuclear e a densidade demográfica do Japão. Noutras condições, tudo seria muito diferente e o desastre nuclear de Fukushima já teria recebido a classificação de “maior desastre nuclear da História”.

Fonte:
http://atimes.com/atimes/Japan/MF25Dh02.html

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Quids S23: Que navio é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A decisão sobre o vencedor do F-X2 foi adiada para 2012

Apesar de toda a tinta que já se escreveu sobre o programa brasileiro F-X2 a verdade é que nada indica que seja tomada alguma decisão até 2012.

Na corrida, continuam a Boeing, a Dassault e a Saab. Os três fabricantes correm atrás dos 4 mil milhões de dólares dos primeiros 30 aparelhos e o principal fator de decisão continua a ser a transferência de tecnologia, por forma a permitir que o Brasil adquira no processo a tecnologia suficiente que lhe permita ser independente neste campo e construir num futuro próximo os seus próximos caças.

Até ao momento, a Dassault e o seu Rafale continuam a parecer ser os concorrentes melhor posicionados, devido precisamente à transferência de tecnologia prometida pelos franceses, já que os suecos estão limitados pelo seu uso de tecnologia norte-americana e a Boeing pelas limitações às reexportações que no passado recente já impediram exportações de aviões Super Tucanos para a Venezuela. Em suma, a França continua com vantagem, e isto apesar da recente visita de Obama ao Brasil, mas qualquer decisão será tomada apenas para o ano.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Brazilian_jet_fighter_deal_more_distant_999.html

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Portugal coloca à venda 10 F-16, 8 Puma e 10 Aviocar

Portugal colocou no mercado internacional 10 aviões F-16 que nunca chegou a utilizar e que permanecem armazenados desde que o Governo Guterres optou pela aquisição de uma esquadrilha adicional. Constrangimentos de ordem vária (essencialmente orçamentais) impediram que estes aparelhos entrassem em operação, razão pela qual se encontram agora à venda.

O Paquistão – operador deste modelo de avião – já exprimiu o seu interesse nestes aparelhos e militares deste país deverão visitar brevemente o nosso país tendo em vista essa possível aquisição.

Portugal está também a tentar vender 8 helicópteros Puma e 10 aviões de transporte e reconhecimento C-212 Aviocar. Estas alienações podem revelar-se num importante retorno para o orçamento nacional, decerto, mas se a situação orçamental fosse diferente, seriam aparelhos muito adequados para missões de salvamento, vigilância e soberania para qualquer país africano de fala lusófona, devendo ser cedidos a Cabo Verde, São Tomé ou Guiné a preços simbólicos. Contudo, infelizmente, a nossa situação não é conforme a tal generosidade…

Mas estes meios poderiam constituir o cerne fundador de uma nova política de Defesa marítima do Atlântico sul. Quer os Puma, quer os Aviocar são meios particularmente adequados para formarem a espinha dorsal de uma força lusófona comum, operada de forma partilhada pelos países da CPLP e que assumisse as missões que países como São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau não têm escala para assumir, vigiando as suas próprias águas e impedindo o verdadeiro saque que hoje os arrastões chineses e sul coreanos realizam nestas águas. Uma tal força, seria suficiente, para colmatar estas lacunas (nenhuma destas três nações tem marinha ou força aérea) e afastar das suas próprias águas esses predadores. A manutenção e operação de uma tal força caberia assim não somente a esses três países, mas – de forma partilhada – a todas as nações da CPLP, e onde a participação nacional consistiria na disponibilização destes meios iniciais por um preço inferior ao do mercado ou alugando-os com técnicos e equipas de pilotagem, sendo neste caso uma receita adicional para um Estado que está tão precisado delas…

Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1905051

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Quids S23: Que navio era este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O Governo está a estudar uma alteração ao financiamento das câmaras municipais

“O executivo de Passos Coelho está a estudar uma alteração ao financiamento das câmaras municipais. De acordo com o que o i apurou, está em cima da mesa a possibilidade de parte das receitas do IRS e do IRC, cobradas nos concelhos, ficarem logo nas respectivas câmaras”.
(…)
“A ideia do executivo é que as receitas diretas para os municípios deixem de vir só da construção civil e do imobiliário – através da cobrança do imposto municipal sobre a transmissão onerosa de imóveis (IMT) e do IMI.”

Jornal i
9 de julho de 2011

Há muito tempo que defendo uma profunda reforma da administração pública e do exercício da democracia em Portugal através de uma Descentralização Municipalista. A transferência para uma instância local do exercício da democracia aproximaria eleitos de eleitores, aumentaria a qualidade da nossa democracia e reduziria os níveis de abstenção. Mas não pode haver descentralização municipalista sem recursos financeiros para a suportar. As Câmaras municipais não podem continuar a dependerem da eterna (e impossível) expansão do imobiliário para sobreviverem, nem de Dívida bancária crescente e imparável. Parte dos impostos cobrados localmente, devem ficar localmente, por forma a libertar as autarquias da perniciosa ligação entre poder autárquico e construção imobiliária terminando assim com esse autêntico convite à corrupção.

Esperemos portanto, que esta medida avance e que seja bem sucedida. E amanhã, não será já cedo demais… a bem e a prol de uma descentralização municipalista, precisamente um dos pontos centrais das propostas do MIL: Movimento Internacional Lusófono para Portugal e para os demais países lusófonos.

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Sobre o aumento das taxas de juro decidida pelo BCE e o que isso representa para Portugal

“O BCE parece estar em processo de um agravamento contínuo das taxas de juro de referência (…) é uma má notícia para os países periféricos, em resultado das suas dívidas soberanas. A situação de empresas e privados tende a complicar-se ainda mais nos próximos tempos. Não é por acaso que o banco central refere que há riscos ao nível das pressões inflacionistas, pelo que é necessário manter uma “vigilância extrema”.

Fonte:
Vida Económica
24 de junho de 2011

Já não bastava ter que enfrentar um Euro sobrevalorizado, conformado apenas aos interesses egóticos dos países do norte e um BCE servil em relação aos seus interesses e dogmatizado pela aplicação cega da “defesa da inflação” como sua preocupação dominante, acima de tudo o resto, de estarmos imersos na mais grave crise financeira dos últimos cem anos, de recessões cada vez mais profundas e duradouras, de desempregos galopantes, para vermos agora o altaneiro e arrogante BCE vir agravar a situação dos países que, como Portugal, já atravessam sérias dificuldades, aumentando as taxas de juro.

Ao aumentar as taxas de juro de referência, o BCE procura conter a inflação e segue os interesses dos países do norte, mas despreza os interesses de economias como a portuguesa, que precisa desesperadamente de mais investimento e de uma moeda única mais acessível e que não funcione tanto como um obstáculo contra as nossas exportações. Portugal precisa. A Grécia precisa. E a Itália, Irlanda e Espanha também. Mas o BCE não quer saber. Prefere continuar a defender a sacrossanta “besta inflação” (secundária neste momento para os países periféricos) e tão importante para os verdadeiros mandantes desta europa decadente e moribunda: França e Alemanha.

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A Embraer vai construir uma terceira fábrica em Évora para a montagem final do Embraer KC-390?

Embraer KC-390 (http://t2.gstatic.com)

Embraer KC-390 (http://t2.gstatic.com)

O ministro da Defesa anunciou a vontade do atual governo para apoar a montagem final do transporte militar KC-390 em Évora. O aparelho irá dentro de alguns anos substituir os Hercules C-130 que equipam hoje a FAP.

O projeto irá promover e desenvolver o novo cluster aeronáutico de Évora a partir das duas fábricas que a Embraer está a construir e que se destinam à produção de componentes e materiais compósitos, que ascendem a um investimento total de 148 milhões de euros e que deverão corresponder a uma criação de mais de 500 postos de trabalho altamente qualificados.

Antecipando a montagem final dos KC-390, a autarquia local já reservou um terceiro lote de terreno com ligação direta à pista e onde poderia funcionar esta nova e terceira fábrica, que poderia empregar mais de 2500 novos funcionários.

Muitas forças aéreas no mundo estão a avaliar a substituição da frota de C-130 havendo um nicho de mercado que pode ascender a mais de 1600 aparelhos, que agora este avião da Embraer vem disputar, entrando assim esta potencial fábrica de Évora diretamente nesta concorrência, razão pela qual se trata de um projeto estratégico e vital para o interesse nacional.

Fonte:
Diário do Sul
11 de julho de 2011

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Sobre a estranha morte de engenheiros nucleares iranianos num “acidente” num avião russo

Acidente com Tupolev russo que vitimou engenheiros nucleares iranianos (http://images.ctv.ca)

Acidente com Tupolev russo que vitimou engenheiros nucleares iranianos (http://images.ctv.ca)

Recentemente, foi noticiado um desastre fatal com um avião civil no norte da Rússia. Até aqui nada de incomum, dada a conhecida má manutenção da maioria dos aparelhos da Aeroflot. Mas quando sabemos que entre as vítimas se encontravam cinco peritos nucleares que estiveram envolvidos na concepção e construção de uma central nuclear da República Islâmica, a coisa já não parece assim tão banal…

Com efeito, o desastre do Tu-134 que teria causado a morte aos seus 44 passageiros e que ter-se-ía fraturado e incendiado durante a aterragem no aeroporto de Petrozavodsk contando-se entre eles os cinco principais desenhadores da central iraniana de Bushehr. Considerados como os cinco melhores especialistas russos nesta área, a sua morte representada para a indústria nuclear russa um sério revez. O seu desaparecimento vai também afetar seriamente o programa nuclear do Irão, país que tinha requerido à empresa russa que os empregava a conclusão desta inacabada central iraniana.

Conhecida que é a preocupação israelita quanto ao programa nuclear iraniano e aos seus objetivos militares não espantaria ninguém se neste conveniente “acidente” não estivesse a mão invisível da Mossad…

Fonte:
http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/nuclear-experts-killed-in-russia-plane-crash-helped-design-iran-facility-1.369226

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , | 7 comentários

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Da influência perniciosa da maçonaria nas decisões da Assembleia da República

Avental maçónico (http://www.triada.com.br)

Avental maçónico (http://www.triada.com.br)

Recentemente, a propósito da eleição do Presidente da Assembleia da República vieram a lume algumas notícias que davam conta da tentativa de influenciar o resultado dessas eleições recorrendo ao chamado “factor maçónico”. O tema é incómodo para muitos políticos – fora e dentro do Parlamento – mas altamente relevante para a qualidade da nossa democracia já que existem indícios muito fortes de que muitas decisões parlamentares cumprem outras agendas além das parlamentares, políticas ou nacionais, servindo esta sociedade secreta como alavanca para a promoção política dos seus associados à revelia daquela que devia ser a única razão da sua presença entre as bancadas parlamentares: a representação daqueles que os elegeram.

Segundo o Jornal “I”, nesta eleição para a presidência da Assembleia, “vários maçons terão entrado em acção para conseguir os votos que faltavam para o ex-candidato à presidência da República – que terá ligações à maçonaria – ascender ao cargo.” Não quero aqui abordar o caráter do candidato, nem a sua eventual pertença ou não à maçonaria, sendo uma e outras questões do seu foro íntimo e pessoal. Mas se – como este artigo do “I” implica – existem organizações secretas manipulando decisões do Parlamento, da casa nobre da Democracia e adulterando por via da influencia direta ou dos tráficos de influência a condução da República, isso, pelo contrário, não só já me diz respeito, como configura algo da maior gravidade, semelhante a uma conspiração anti-democrática e que revela a República como um feixe de interesses corporativos mais ou menos obscuros que não é compatível com a minha visão de Democracia nem com os objetivos de Abril.

A influência da maçonaria não se limita, contudo, procurar influenciar a eleição ou promoção dos seus pares. Henrique Neto, antigo deputado socialista, admite ao “I” que “Há sempre uma quota de pessoas nas candidaturas que não se percebe o que estão ali a fazer, mas a gente sabe quem são” e acrescenta ainda aquilo que muitos sabem e que explica porque é que tantos gestores ineptos prosperam nas empresas e políticos incompetentes sobrevivem na Política. Usando a sociedade secreta como trampolim social, estes maçons usam a instituição como se esta fosse uma “espécie de agência de emprego”, desfigurando os seus objetivos supostos e desprestigiando gravemente a credibilidade de um dos mais importantes pilares da nossa democracia: o Parlamento. Outra antiga deputada (entretanto vassourada pelo aparelho socialista) refere a existência de um “mundo subterrâneo, muito poderoso e que não se assume à luz do dia” e que “Eu não compreendia algumas decisões e quando, em busca de alguma racionalidade, procurava alguma explicação, o que me diziam era: não te esqueças que ele é da maçonaria.”

Obviamente, os representantes oficiais da maçonaria e a maioria dos políticos negam a influência da sociedade nas decisões democráticas e na escolha de pessoas para cargos políticos. Os indícios, contudo, apontam para uma direção oposta: apontam para um submundo secreto e egoísta que usa e abusa a República para fazer enriquecer os seus membros, saqueando os lugares públicos que deviam estar apenas ao alcance dos Melhores e não daqueles que por estarem aventalados se posicionam mais vantajosamente num saque à Coisa Pública que despreza a representatividade democrática e a transparência a favor do favorecimento do amiguismo e do escambo de favores e coçamentos de costas que explica muito do desnorte, incompetência e laxismos atuais da nossa democracia.

Fonte:
http://www.ionline.pt/conteudo/132823-a-maconaria-tambem-vota-na-assembleia-da-republica

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Sobre as dificuldades atuais da indústria espacial brasileira

Satélite brasileiro Amazónia 1 (http://www.fne.org.br)

Satélite brasileiro Amazónia 1 (http://www.fne.org.br)

O programa espacial brasileiro continua em dificuldades. Navegando entre vários escolhos, o país foi até recentemente obrigado a adiar o lançamento do satélite de observação Amazônia 1, inicialmente previsto para abril de 2010 foi agora adiado para 2012.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): “a adaptação da indústria nacional aos padrões espaciais foi mais demorada do que se imaginava inicialmente. As indústrias penaram para aprender como fazer”.

Apesar disso, está em construção um satélite brasileiro com cerca de 550 kg e totalmente desenvolvido e fabricado no Brasil a partir do trabalho de 15 empresas locais. Uma das dificuldades, foi a falta de conhecimento sobre a tecnologia espacial, mas a curva de aprendizagem tem evoluído e o principal objetivo do satélite é o de desenvolver a tecnologia local, não lançar um satélite. Alguns dos componentes não conseguiam resistir nas câmaras que simulavam as duras condições do Espaço, e tiveram que ser refabricados.

Segundo a deputada federal Elizabeth Veloso, “a industria espacial nacional tem dificuldade de se desenvolver por falta de continuidade do Programa Espacial Brasileiro.” e sem “fluxo de compra”, não pode haver verdadeira industria espacial.

O caráter incipiente da industria espacial deixa o país lusófono na dependência das grandes potencias para lançar os seus satélites e monitorizar os seus extensos recursos naturais e geológicos.

Segundo Célio Costa Vaz, diretor da Orbital Engenharia Ltda, “o programa espacial encontra-se em espiral descendente” por falta de um volume de encomendas que permita que a industria espacial local viva com estabilidade. A entrega de um modelo de voo do gerador solar que vai equipar o satélite sino-brasileiro Cbers 3 (a lançar em 2012) é uma das raras excepções.

O Brasil deixa-se assim ficar para trás, quer em tecnologia de satélites, quer em tecnologia de lançadores quer (sobretudo) nos objetivos de médio e longo prazo. Atualmente o Brasil tem um programa espacial muito mais imaturo do que qualquer outra nação economicamente ou demograficamente comparável. Nem mesmo domina a tecnologia mais básica, a de lançadores, já que o Cyclone 4 é de facto uma variante civil dos ICBMs soviéticos da Guerra Fria. Países como o Irão, a China, a Coreia do Norte, o Japão e a Índia estao hoje muito mais avançados e alguns deles prestes a colocarem astronautas por meios próprios (Irão e Índia). O Brasil, por seu lado, nem sequer tem um lançador operacional. Precisa-se de estratégia e financiamento. Mas não há sinais que tal venha a suceder num futuro próximo com os cortes orçamentais impostos pela ameaça inflacionista e com alheamento dos temas do Espaço do discurso da nova Presidente.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/ti/falta-de-dominio-tecnologico-atrasa-satelite-13062011-8.shl

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Quids S23: Quem era este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S23 | 9 comentários

Portugal é um dos países europeus com maiores potencialidades mineiras

Antigas Minas de São Domingos (http://media-cdn.tripadvisor.com)

Antigas Minas de São Domingos (http://media-cdn.tripadvisor.com)

Segundo a Direcção Geral de Energia e Geologia, Portugal é um dos países europeus com maiores potencialidades mineiras. Essa é a opinião do engenheiro Carlos Caxaria, um dos responsáveis desta entidade pública “temos é que apostar na sua prospecção, no seu conhecimento e avançar” e que “setor mineiro pode ser um contributo muito importante para nos ajudar a sair da crise”.

Para que Portugal identifique e explore este seu potencial geológico é preciso que em primeiro tal potencial seja reconhecido como um desígnio nacional, que seja feito um rastreamento profundo e detalhado a escala nacional e alguma flexibilidade ambiental, livre de dogmatismos e ideias feitas: “É um sector que, em 2007, exportou quase 900 milhões de euros, fora aquilo que gere em termos de facturação interna” e que sendo de mão-de-obra intensiva tem um impacto muito significativo na economia local do interior do país.

O engenheiro Carlos Caxaria acredita ainda que é iminente a descoberta de petróleo no nosso país e que os políticos deviam estabelecer já um quadro legal que maximizasse os efeitos na economia local da sua exploração.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/petroleo-e-minas-podem-ajudar-pais-a-sair-da-crise_121363.html

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

O “Dream Chaser” da Sierra Nevada: Um futuro vaivém privado norte-americano

Com o fim do Space Shuttle, os EUA vão deixar de operar um vaivém espacial. Ou não. Com efeito, uma empresa norte-americana, a Sierra Nevada Corporation está a trabalhar no “Dream Chaser”, um avião espacial concebido para alugar viagens orbitais até à Estação Espacial Internacional (ISS) à NASA.

O “Dream Chaser” assemelha-se a um dos descontinuados Space Shuttles, mas menor. De facto, a sua concepção deriva diretamente do HL-20, um projeto de um avião espacial da NASA elaborado na década de oitenta.

O projeto HL-20 resultou de fotografias captadas por avião de reconhecimento australiano que em 1982 captou imagens de um modelo à escala de um avião espacial sendo recolhido por um navio soviético no Oceano Índico. O aparelho era o BOR-4, um veículo criado para testar a aerodinâmica da reentrada e a proteção térmica do maior, Buran. A partir da sua forma, a NASA elaborou um modelo de madeira que seria a base do HL-20, que a agência, contudo, abandonaria mais tarde ao concentrar os seus recursos e esforços no programa Space Shuttle.

O primeiro anúncio público do Dream Chaser data de 2004 tendo sido então avaliados vários conceitos alternativos, tendo por fim prevalecido o do HL-20, graças a todo o trabalho de testes e desenvolvimento já realizados na década de 80.

Em abril de 2011, a NASA entregou à Sierra Nevada 80 milhões de dólares para que esta empresa prosseguisse o trabalho no Dream Chaser, no âmbito do programa privado de envio de cargas e tripulações à ISS “Commercial Crew Development” (CCDev) dando assim um importante voto de confiança ao projeto.

A Sierra Nevada construiu um modelo à escala real do Dream Chaser e vai largá-lo na atmosfera em 2012, estando o primeiro teste suborbital previsto para 2013 e o primeiro teste orbital para 2014. Só então se saberá se além das mais convencionais cápsulas Dragon da SpaceX, os EUA continuarão a ter um avião espacial transportando os seus próprios astronautas para a ISS, logo que termine o humilhante interregno que representa levar os astronautas americanos (pagando bilhete) até à ISS em cápsulas russas Soyuz.

Fonte:
http://www.space.com/12131-private-space-plane-nasa-history-dream-chaser.html

Categories: SpaceNewsPt | 5 comentários

Quids S23: De que porto saia este navio?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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