Daily Archives: 2011/06/19

Sobre os SSN britânicos da classe “Astute”

Os submarinos nucleares de ataque da nova classe Astute são maiores que a classe Trafalgar precedente algo que resulta em grande medida das maiores dimensões do reator nuclear do navio, um Rolls-Royce PWR2 desenvolvido para os submarinos balísticos da Royal Navy. Os Astute têm praticamente o dobro de armas que a Trafalgar, contando com 38 torpedos e mísseis de cruzeiro Tomahawk Block IV, mas nenhum Harpoon, o que reduz a sua capacidade anti-navio de forma muito significativa. O navio tem, contudo, uma capacidade para operações especiais graças a um “dry dock shelter”.

O primeiro navio, o Ambush, entrou ao serviço em 2010 depois de um grande atraso (a sua construção começou em 2001 e o orçamento foi excedido em 57%) e a segunda deverá estar pronta até 2012. Os planos preveem seis unidades, com uma sétima em opção.

Os atrasos na construção, o ultrapassar de orçamentos, a entrega da gestão do programa a uma empresa norte-americana e as dificuldades mecânicas recentes com o primeiro Astute conjugados com a escassez do seu número representam uma significativa perda de capacidade pelo menos até 2022, data em que o último navio deverá entrar em serviço.

Fonte Principal:
Défense & Sécurité internationale
junho 2011

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O Governo Passos-Portas: Primeiras Impressoes

Agora que temos Governo, gostaria de partilhar convosco algumas primeiras impressões… Desde logo, positivas e isto embora esteja altamente suspeitoso da agenda neoliberal e de todo o servilismo para com os interesses dos credores da nossa impagável divida e dos seus fieis agentes, o BCE, o FEEF e o FMI.

1. Rapidez

Este é o governo formado mais rapidamente desde o 25 de abril. Numa fase de grande emergencia nacional, tal celeridade não pode deixar de transparecer um sentido de urgência (necessário) e que foi respeitado com grande cuidado e rigor. Nota positiva.

2. Discrição

Num pais onde tudo (ou quase tudo) se acaba sempre por saber, alimentando os escaparates dos jornais e à custa de pagamentos nem sempre legais aos múltiplos informadores dos meios de comunicação, ter chegado à véspera e saber-se apenas antecipadamente o nome do futuro MNE é sem duvida um feito inédito. Mais uma nota positiva.

3. Nomes

Esta é que é a questão verdadeiramente importante. A perspetiva geral é de que se trata de um governo composto de técnicos, jovens, politicamente inexperientes mais tecnicamente muito qualificados. Não vou aqui enunciar nomes nem currículo (haverá muito tempo para o fazer nos próximos meses)Mas destaco a Saúde, onde um gestor de meritos comprovados tem a cargo a espinhosa missão de enfrentar o mais poderoso lobby do país e de reduzir custos, da educação, que enfrenta uma missão tao ou ainda mais espinhosa (pela resistência acerrima que a classe dos professores fez ao modelo de avaliação) e às Finanças, o ministério mais crucial nos anos que se seguem.
Os Lobbies e as Corporações estão atentos e com eles, o Funcionalismo tudo fará para manter o Status Quo sendo a sua tarefa facilitada pela inexperiência do elenco, certamente…
Mas aquilo que mais reservas me deixa não é o elenco: é a estratégia: o servilismo em relação à Europa é total. A presença no Euro, o pagamento de uma divida externa de natureza duvidosa um dogma e não há energia nem vontade para vencer uma tercializacao da economia que nos levou a este ponto. Nota neutra, neste ponto… Vamos ver se no curto prazo conseguem pagar as dividas mais prementes e dentro de meses começar a devida e indispensável reestruturação deixando um plano para sair do Euro nos próximos anos, regressando assim à soberania económica, monetária e agrícola de que tanto precisamos.

4. Tamanho

A diminuição do executivo representa desde logo uma poupança de 1.3 milhões de euros por ano. Trata-se de um bom sinal e um bom exemplo a propagar para o resto da sociedade e do funcionalismo publico. Dir-se-á que isso representa também um risco para a eficácia do governo, mas tal pode ser compensado com a qualidade e as assessorias dos ministérios.

5. Em Suma

No global, e como durante o primeiro governo Sócrates estou esperançoso de que este governo seja melhor que o anterior. Estou céptico porque nenhum governo do bi-partido mostrou ate hoje força e vontade para quebrar os numerosos bloqueios que travam desde há décadas o nosso desenvolvimento.
Suspeito muito do lema da “redução do Estado” em setores (sobretudo) como a Saúde e vendo de perto o exemplo dos EUA a este respeito e o da privatização dos British Railways… Mas tenho fé que pelo menos sejam menos ineptos que os últimos governos Sócrates. A ver vamos.

Categories: Política Nacional, Portugal | 9 comentários

Assinatura de Protocolo Pró-AGLP/MIL e Debate MIL: Cooperação Lusófona no Ensino de 18 de junho de 2001


Intervenção de Maria Dovigo na assinatura do protocolo Pró-AGLP / MIL


Debate MIL: Cooperação Lusófona no Ensino – parte 1


Debate MIL: Cooperação Lusófona no Ensino – parte 2

Professora Maria de Deus Manso da Universidade de Évora e do Conselho Consultivo do MIL, Professora Sandra Oliveira do ISCTE e Mário Constantino, da CPLP e Renato Epifânio, Presidente do MIL, no Debate MIL: Cooperação Lusófona no Ensino de 18 de junho de 2011

Categories: Educação, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Portugal | Etiquetas: | 3 comentários

Porque não houve ainda Regulação financeira?

A crise de 2008 e a sua atual descendente “crise das dívidas soberanas” têm como primeira causa a fúria desregulatória dos últimos 25 anos. Seria assim razoável esperar que os governos tivessem retomado um caminho de regulação dos mercados financeiros. Isso não aconteceu. Para além de tímidas e cosméticas “reformas” nos EUA do pífio Obama, nada de significativo se fez.

Nenhuma grande ou pequena instituição financeira ou Banco foi judicialmente processado em nenhum país do mundo e, sobretudo, nenhum dos gestores que afundaram com os seus desmandos a economia mundial e centenas de milhões de famílias teve que devolver um só cêntimo dos grandes bónus que receberam nas últimas décadas. Pelo contrário, muitos destes banqueiros acabaram a trabalhar para os governos britânico e norte-americano, quer no próprio governo, quer como “conselheiros”, o que lhes permitiu bloquear qualquer impulso regulatório e continuarem a defender os seus interesses e dos seus comparsas.

As populações, contudo, parecem aceitar bovinamente esta situação. Por todo o mundo – com ou sem FMI/FEEF – fazem-se cortes na despesa pública, Saúde e Educação, fundamentalmente, mas a Banca e os banqueiros continuam imunes a todos estes sacrifícios. As populações rebelam-se mais facilmente contra estes cortes na Saúde e Educação do que contra os continuados e escandalosos privilégios dos Bancos. Sem esta justiça, sem a necessária reforma regulatória, abrem-se as portas para uma nova crise financeira mundial, a partir dos ecos longínquos da de 2008 e da mais próxima “crise da dívida soberana” (refúgio dos investidores de 2008).

Não há dúvidas que nova recessão mundial levará a uma grave crise social mundial. E é improvável que esta onda não toque aqueles que estiveram no epicentro de todas as crises económicas das últimas décadas: os banqueiros e os especuladores. Uma vez que os políticos não quiseram (ou não puderam) corrigir as disfunções desregulatórias no sistema financeiro, esses desequilíbrios vão acumular-se num descontentamento popular que criará as revoltas que antecipamos.

Fonte:
http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2011/may/30/outrage-banks-riots-streets-muddled

Categories: Economia | 2 comentários

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