Sobre a compra conjunta de aeronaves militares nos Balcãs e a proposta para uma “central de compras lusófona”

A Bulgária anunciou que iria promover junto dos países da região uma iniciativa para a aquisição conjunta para a compra de aviões de combate naquilo a que o primeiro-ministro búlgaro Boyko Borisov chamou de “Joint purchase of fighter aircraft” convidando a Croácia, a Roménia e a Turquia.

A escolha destes parceiros seguiu o critério de que todos eles (com excepção da Turquia) estão em processo de seleção e aquisição de novos aparelhos de combate para reequipar forças aéreas obsoletas da era soviética: MiG-29 ou – pior ainda – MiG-21. Estes países irão muito provavelmente optar pelo norte-americano F-16, pelo preço e pela influência política que os EUA detêm hoje na região.

Esta aquisição conjunta irá permitir reduzir de uma forma muito significativa os custos de aquisição e manutenção dos aparelhos, de treinamento de pilotos devido às economias de escala que vai permitir.

Este novo conceito pode ser facilmente replicado noutros locais recolhendo o mesmo tipo de vantagens. Por exemplo, havendo necessidades militares muito semelhantes entre os países da Lusofonia (por exemplo, novos APCs, novos patrulhas oceânicos ou até a atualização da frota de aviões de combate) faz todo o sentido em que concertem entre si, no quadro multilateral ou da CPLP e consigam assim dos fornecedores externos as condições mais vantajosas para os seus interesses. Esta “central de compras lusófona” poderia também dar prioridade a empresas do espaço lusófono e propiciar assim ao desenvolvimento económico e tecnológico dos países da lusofonia.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2011/06/06/357601/bulgaria-proposes-four-nation-fighter-deal.html

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 46 comentários

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46 thoughts on “Sobre a compra conjunta de aeronaves militares nos Balcãs e a proposta para uma “central de compras lusófona”

  1. Se existisse uma FA dos membros da CPLP seria uma boa…fora isso, julgo q ñ daria mt certo…Sds.

  2. Lusitan

    O único inconveniente que vejo nesta questão, seria a de que Portugal utiliza equipamento standardizado NATO, que são mais caros que os equipamentos utilizados pelos PALOPs. Deste modo, países como Angola e Moçambique teriam de reestruturar as suas Forças Armadas, deixando de lado o material soviético. Seria muito dificil isso acontecer.
    De resto veria com bons olhos uma central de compras lusófona e material standardizado de forma a permitir uma melhor cooperação em missões de paz e mesmo a formação dum battlegroup lusófono de reacção rápida ao serviço da ONU e da CPLP.

    • O material sovietico nao ‘e eterno e tera que ser renovado brevemente… Por outro lado, o MIL ja defende uma “força lusofona de paz” que conforma precisamente com esse modelo.
      Ainda quanto a central de compras, as municoes nao sao tudo… Penso sobretudo em meios navais e aereos onde essa questao ‘e menos importante.

      • Lusitan

        As munições não são tudo??? Porque é que achas que a NATO tem munições padrão?? A interoperacionalidade de meios é fundamental em caso de guerra. Já imaginaste o que é ter de enviar munições diferentes para uma frente em movimento? É um caos autêntico!!! É na logística que se vencem ou perdem as guerras… pergunta aos alemães na II Guerra Mundial.
        Em realação aos meios navais e aéreos, ainda mais importante é a questão das munições, uma vez que o avião ou o navio tem de ter o hardware e o software específico para cada munição!

        • Sim, eu sei. So quis dizer que nao ‘e incomum haver paises que operem armamentos de origem sovietica com ocidental. Os israelitas em particular especializaram-se nessas adaptacoes…
          A central de compras nao ‘e uma solucao milagreira, ‘e um ponto de partida que poderia negociar navios de guerra e avioes de combate (sobretudo) comprando e negociando na escala das centenas e nao dezenas a precos muitos inferiores aos das pequenas compras.
          As questoes com armamento seriam certamente resoluveis com imaginacao e vontade.

  3. Renato Rodrigues da Silva

    PALOPS…blargh !!!

    – estão deixando Portugal à mingua
    – deixaram o Timor apanhar da Indonésia
    – deixaram Cuba se meter em Angola, como agora estão deixando a China
    – deixaram Moçambique entrar para o Commonwealth
    – e no fundo, no fundo, odeiam-se entre sí

    • Odin

      Desculpe, Renato!
      Não sei se brasileiros podem fazer críticas assim aos PALOP’s, pois o Brasil também não fez nada para ajudar Portugal a sair da crise até agora, além das promessas demagógicas do Lula. Também não fez nada pelo Timor na época da ocupação pela Indonésia. Quanto a Cuba se meter em Angola, era os dias da Guerra Fria, foram os soviéticos que “enfiaram” os cubanos em Angola. Moçambique é um país soberano, nada o impede de entrar na British Commonwealth ou qualquer bloco de países. E não os conheço o suficiente mas não duvido que se odeiem entre si.
      E sinceramente, acho que dos Palolp’s, só o Cabo Verde tem preparo para participar de uma união de países lusófonos. Os demais precisam de mais tempo.

      • Renato Rodrigues da Silva

        Odin – estou criticando os PALOP’s – Brasil incluído.

        • Odin

          Mas o Brasil não é PALOP. Os PALOP’s são só os Países da ÁFRICA de Língua Oficial Portuguesa. Não inclui Brasil e Timor, nem Portugal.

    • Discordo… Angola (sozinha) ‘e que esta agora a ajudar a Guine a sair do caos e na sadc a integracao e entre-ajuda entre angola e mocambique tem sido notaveis…

    • Bem, tecnicamente “palops” nao inclui mesmo brasil:
      P: paises
      A africanos
      L de Lingua
      O oficial
      P portuguesa
      E na sua genese sao bem anteriores ‘a cplp e organizaram-se como instituicao internacional muito antes de apareceram Portugal e o Brasil.

      • Renato Rodrigues da Silva

        Bom, então me enganei – confundí PALOPS com CPLP

        Mas na minha crítica, incluam o Brasil, por favor.

        • Odin

          Sim! O Brasil (Estado, Governo Brasileiro)tem se mostrado merecedor de críticas. Tem tido uma política externa meio “sem sentido”.

          • Renato Rodrigues da Silva

            “Sem sentido” no que tange a Portugal e aos países lusófonos em geral – muilto blá blá blá sentimentalista; pouca ação efetiva.

            No fundo, sinto que o Brasil quer mais que Portugal se exploda.

          • Com Lula e com Dilma nao parece a vias de melhorar… Veja-se p. ex. a atitude em relacao à crise na Siria, onde essa grande nacao lusofona alinhou ao lado das tiranias russa e chinesa e nao ao lado das democracias… Triste…
            Mas devemos desistir de mudar um mundo perfeito? Nunca. O mundo é como o sonhamos, dizem os indios de uma tribo do Equador e eu quero sonhar um mundo diferente daquele que temos.

        • Sim, eu compreendi. De qualquer forma eu tambem tenho muitas frustacoes com a capacidade, meios e objetivos atuais da cplp mas nao desisti. Faco e farei tudo para que as relacoes entre os paises lusofonos se aprofundem tanto ao ponto de que o passo seguinte seja natural: a Uniao Lusofona.

  4. Odin

    Renato,
    Eu sou um dos mais novos membros do MIL, e vivo em terras brasileiras. Você também vive no Brasil, certo?
    Se eu não acreditasse na possibilidade de um mega-bloco de países lusófonos e até outros, não teria me tornado membro do MIL. Acreditar, eu acredito. Mas a União de Países Lusófonos é uma semente que talvez já tenha sido semeada por Agostinho da Silva, o sábio, e que deve ser constantemente regada. Semelhante a uma sequóia-gigante, uma árvore que, quando se enterra a semente, que é pequenina, ninguém a percebe além dos semeadores e regadores, mas com o devido tratamento e a devida paciência, um dia vê-se uma árvore gigantesca e majestosa. Assim vai ser a União dos Países de Língua Portuguesa, algo muito difícil de se conquistar, mas quando acontecer, será duradouro, vai durar por séculos.
    Mas como eu dizia, eu vivo no Brasil e sei que a União dos Países Lusófonos é algo que não é o desejo da imensa maioria dos brasileiros de hoje. Na verdade, a grande maioria repudia essa idéia.
    Primeiro grande obstáculo, os brasileiros são ensinados desde a pré-adolescência que o Brasil foi explorado por Portugal, mas não há uma reflexão, um debate sobre os detalhes da História do Brasil, apenas que o Brasil foi uma colônia de exploração e ponto final. Mas após a independência? De 1822 para cá? Tem um monte de detalhes desconsiderados, como feitos da Igreja Católica Romana. É uma mentalidade idêntica àquela conversa de muitos dos cristãos de que todos os judeus sem exceção são “assassinos” de Jesus Cristo, sendo que Jesus foi pregado na cruz pelos romanos, a autoridade para executar a pena de morte era de Pilatos. Quem mandava na Judéia naquele tempo eram os romanos.
    Segundo grande obstáculo, os brasileiros têm uma mentalidade cultural de olhar “para o próprio umbigo”, o que acontece nos outros países não é problema nosso, não temos que nos intrometer em problemas de outros países. Se Israel e Palestina estão se matando, mesmo que haja explosões atômicas, é problema deles e não nosso. Se um navio petroleiro foi atacado ou sofreu um acidente e, derrama petróleo no oceano, é problema deles lá, e não temos que nos intrometer. Se os indonésios cometem genocídio contra os habitantes de Molucas e do Timor Leste, o Brasil não tem nada com isso, na mentalidade do brasileiro médio. Se Angola está em Guerra Civil entre a UNITA e o MPLA, o governo brasileiro não tem que se intrometer nisso, temos muitos problemas internos, que nunca são resolvidos. Se Portugal está em crise, problema deles com a Europa lá, o Brasil não tem nada a ver com isso, na cabeça do brasileiro médio, que acha que o Brasil já “não fala português”, já tem “língua própria”. Há muito rancor no brasileiro médio contra o exterior, contra o passado do Brasil, e isso vai levar gerações para mudar. A classe política governante é covarde, fica em cima do muro, é “Maria vai com as outras”, a diplomacia brasileira é cínica e hipócrita.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_da_Silva
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sequoia-gigante

    • Odin – sim, sou brasileiro e vivo no Brasil.

      Não acredito no tal rancor que vc cita que o brasileiro tem com o exterior. Dependendo do caso, os brasileiros são de um “baba-ovismo” que chega a causar repulsas. Basta citar o que o Silvester Stalone falou sobre nós quando esteve filmando, e recentemente, aqui:

      “Filmamos no Brasil porque lá você pode machucar as pessoas enquanto filma (…) é “um país de extremos (…) Você pode explodir o país inteiro e eles ainda dizem para você, ‘obrigado e tome aqui um macaco para você levar para casa”.

      Ou seja, aqui encontou uma turma de retardados mentais americanófilos, capazes até de se deixaem rem sodomizar só porque o cara é americano.

      Mas com Portugal e os portugueses, a coisa se inverte totalmente: o português é explorador, ladrão das riquezas, burro, escravocrata, responsável pelo nosso atraso, sujo, passível de risadas e piadas (algumas destas piadas são até publicadas – se feitas contra negros ou judes…dariam até processo por racismo, com direito a escândalos na mídia, etc e tal).

      Fiquemos, por exemplo, só na figura de Dom João VI: o sujeito foi quem tirou o Brasil da condição de colônia e criou condições de torná-lo um país livre. O desenvolveu economicamente; foi esperto o suficiente para viver e morrer como rei numa época em que Bonaparte destronou a maioria deles na Euroipa (segundo Bonaparte, “foi o único que me enganou…”). Mas, porque era gordo, português e, provavelmente, corno, é motivo de piadas e chacotas; e até de nojentos filmes premiados.

      Quanto a seu filho, Dom Pedro I, conta-se nos dedos o que ele fez assim que saiu do Brasil…sabe-se apenas que ele, um dia, levantou a espada e gritou “Independência ou Morte”. Nem foi bem assim, mas a maioria se contenta, com isso.

      • Odin

        Se o Estado brasileiro tivesse verdadeiro interesse pela Lusofonia, o Brasil teria afrontando à Indonésia no Conselho de Segurança da ONU, nos anos 90, e teria conseguido com a ajuda da Austrália e de Portugal, convencer os EUA a intervirem em favor do Timor. O Brasil também já estaria “brigando” faz tempo com a Espanha na ONU em favor dos separatistas galegos, teria uma política externa focada nos Palop’s. Na verdade, os três “pilares”, no que concerne a relações exteriores, para o Brasil consiga estar entre as potências mundiais são a CPLP, o conjunto dos países de língua espanhola da América Latina (sabendo trabalhar a rivalidade entre direita X esquerda nesses países) e os demais BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) como mercado para exportar os nossos produtos.
        Mas o patetão do “cumpanhêro” achou lindo apoiar o regime iraniano e seu programa nuclear “pacífico”(só pode ser piada), sendo que nem a China e nem a Rússia apóiam.

        • Tudo isso ‘e verdade, so com um detalhe: aquando dos primeiros meses da independencia de timor o Brasil foi dos paises que enviaram forças para Timor para estabilizar um territorio que vivia entao no caos causado pelas milicias pro-indonesias…

  5. Odin

    Renato :
    Odin – sim, sou brasileiro e vivo no Brasil.
    Não acredito no tal rancor que vc cita que o brasileiro tem com o exterior. Dependendo do caso, os brasileiros são de um “baba-ovismo” que chega a causar repulsas.

    Eu me expressei de forma errada. 🙂 Os esquerdistas são os que tên rancor dos EUA e outras potências ocidentais. E os direitistas neoliberais, como você bem disse, se pudessem, deixavam estrangeiros como os americanos, alemães, franceses, ingleses, espanhóis… sodomizarem-nos, de tanto “baba-ovismo”. E os esquerditas não sabem se opor ao imperialismo norte-americano com sabedoria. Acham que para serem anti-americanos, devem inevitavelmente bater palmas ao terrorismo internacional como o atentado de 11 de setembro, apoiar incondicionalmente à ditaduras como a China, Coréia do Norte, Cuba, regime de ayatolás iranianos… nem a direita brasileira e nem a esquerda brasileira tem sabedoria para relações exteriores. Acham que o caminho é o de extremos opostos.

    Clavis Prophetarum :
    Tudo isso ‘e verdade, so com um detalhe: aquando dos primeiros meses da independencia de timor o Brasil foi dos paises que enviaram forças para Timor para estabilizar um territorio que vivia entao no caos causado pelas milicias pro-indonesias…

    Sim, o Fernando Henrique Cardoso enviou 51 soldados da polícia do exército para dar uma contribuição simbólica, para não “ficar feio” para o Brasil. De lá para cá, como tem sido a relação entre o Brasil e o Timor? O Timor é estratégico para o Brasil, está entre o sudeste da Ásia e a Austrália.
    Angola é outro país que pode ser um aliado estratégico para o Brasil. O José Eduardo dos Santos é efêmero, não vai ser presidente de Angola para sempre. O fato/facto de Angola ser uma cleptocracia não quer dizer que vai ser assim para sempre. O Brasil tem que olhar é para o povo angolano. Angola podia ser um país com relacionamento especial com o Brasil, assim como os países do Mercosul. Agora por que o Brasil tem gente com fome em casa, não poder compartilhar nem um pedaço do pão com Angola? Se os Estados Unidos fizeram uma guerra de independência contra a Inglaterra, é porque os bifes chegaram a explorar os hambúrgueres com tributação elevada. E vê se hoje os americanos ficam chorando porque a Inglaterra os explorou após a guerra dos sete anos (1756-1763). Sem falar que as colônias sulistas foram colônias de exploração inglesas, com mão-de-obra escrava e plantation. Não, após a independência, trataram de formar o seu próprio império, e chegou um momento na História (ascensão da Alemanha de Bismarck) que os americanos e ingleses acordaram e deixaram as suas diferenças e rivalidade de lado e se aliaram. Os brasileiros, logo após a independência, se quisessem, podiam ter ido para cima dos seus vizinhos hispânicos, ampliado o seu território, podiam ter ido para cima da África antes das nações européias, anexando territórios, mas não foi. Então é deixar o passado nos museus e livros de História. Os brasileiros têm que acordar, parar de chorar por causa de acontecimentos do passado, aproveitar a nova oportunidade de ser potência mundial, aproveitar a língua portuguesa como trampolim, desta vez não há necessidade de anexações territoriais forçadas, não há necessidade de agredir nenhum outro povo, basta saber se aliar com países certos. Não é com os Estados Unidos que o Brasil tem que fazer aliança geopolítica. Muito menos com o Irã/Irão. Se fizer com a China, na primeira oportunidade, vai ser traído, passado para trás. Tem que se aliar com um país ou mais países que lhe ajude a desenvolver tecnologia de ponta. Outro, que lhe seja mercado consumidor. Outro, que lhe forneça matérias primas que não há por aqui. Angola é porta de entrada para investimentos e exportações para toda a África ao sul do Sahara. E o Timor para o sudeste da Ásia. Logo após a 2.ª Guerra Mundial, o país europeu que mais recebeu ajuda dos EUA foi a Grã-Bretanha, sua ex-metrópole. Porque os americanos sabiam que a Inglaterra é país-chave para sua hegemonia mundial. E por mais que os brasileiros não gostem da idéia, Portugal é um país-chave para o Brasil se elevar como potência global. E neste ano de 2011 o Brasil teve uma oportunidade de dar mais um passo, como potência ermegente, e deixou a oportunidade escapar e cair nas mãos da “Troika”. Não é uma questão de “caridade”, mas de investimento. Ou estou enganado?
    Por favor, me responda esta pergunta, Clavis! Se o Brasil tivesse comprado a dívida portuguesa, ou uma boa parte da dívida, não houvesse nenhuma lei impedindo, como o povo de Portugal (mercado consumidor) estaria olhando o Brasil? E os países da Europa, em especial a Alemanha e a França? O Brasil estaria desacreditado diante da Europa? O Brasil teria desperdiçado dinheiro a troco de nada?

    • O brasileiro médio é de um chororô fora de série. Ou são liberais, que se pudessem ficavam de quatro para os americanos, desprezando tudo o que é brasileiro e suas próprias heranças (para eles, o Brasil é uma merda que não tem mais jeito, já que não se tornou um EUA); ou são esquerdistas, para os quais o Brasil sempre foi uma merda devido à exploração e a luta de classes (reduzem tudo a isto); ou são alienados futebolísticos, cujo interesse imediato é saber do time de futebol e dos diversos campeonatos.
      O Brasil está condenado a ser sempre uma potência de segunda classe, pois ou vê o lado negativo de tudo, nunca se vendo de maneira positiva; sempre se jogando no lixo; ou então não liga para mais nada porque nada mais tem jeito mesmo (e dá-lhe futebol).

  6. Odin

    Renato :Odin – sim, sou brasileiro e vivo no Brasil.
    …Basta citar o que o Silvester Stalone falou sobre nós quando esteve filmando, e recentemente, aqui:
    “Filmamos no Brasil porque lá você pode machucar as pessoas enquanto filma (…) é “um país de extremos (…) Você pode explodir o país inteiro e eles ainda dizem para você, ‘obrigado e tome aqui um macaco para você levar para casa”….

    O Stalone é um ator. Agora, veja o que um pré-candidato à Presidencia dos EUA, do Partido Republicano, disse sobre Portugal e a Argentina.

    http://economico.sapo.pt/noticias/republicano-tim-pawlenty-sob-fogo-por-comentario-sobre-portugal_121175.html

  7. Odin

    Voltando ao assunto da compra de aeronaves militares, o F-X2 foi cancelado pela Dilma que vai abrir ou abriu o F-X3.

    http://www.defesabr.com/blog/index.php/18/01/2011/dilma-cancela-fx-2-e-abre-fx-3-para-cacas-da-fab/
    http://www.advivo.com.br/blog/paulo-cezar/fx-3

    Então, compre caças de 5ª Geração! Eu teria escolhido o Rafale como vencedor do F-X2. Agora, defendo o Sukhoi PAK-FA T-50.

    • Eu nao teria muita esperanca…
      ‘E a 3a vez que o FX vai ao ar… Comeco a pensar que a ideia sera a de reduzir ainda mais o numero total de aparelhos ou o seu preco (o que implicara menos equipamento).
      Por outro lado, a Saab esta sem conseguir pagar salarios… Uma oportunidade unica para comprar uma empresa aeronautica de primeira linha…

      • Odin

        Então, que a Embraer ou o Governo Brasilleiro, ou ambos em conjunto, comprem a Saab pelo preço mais baixo possível. Depois, veremos se é viável fazer alianças com o Eixo Franco-Alemão-Russo.
        Se o Brasil precisa economizar, tudo bem.! Que o governo compre uma quantidade menor de caças então, só para não deixar a FAB obsoleta. É bom que o Brasil evite gastos em demasiado antes que algum tipo de “Troika” venha nos fazer cortar gastos no futuro. Tempos difíceis virão para o mundo.

        • A compra da Saab ‘e uma mera especulacao onirica minha… Mas gostaria de imaginar um dia em que os f-16 da fap fossem substituidos por gripen ng fabricados parcialmente nas ogma e em evora, nas fabricas da ogma e da embraer…
          A contencao orcamental parece essencial num clima economico propicio ‘a inflacao, mas reduzir ainda mais o numero total de cacas vai reduzir severamente a capacidade operacional na fab, precisamente numa epoca em que o Brasil pretende assumir na cena internacional mais relevante.

          • Otus scops

            CP e Odin

            mas agora a Embraer vai mudar de ramo??? (sobre a hipótese de comprar a SAAB)

            CP, também tenho a mesma opinião sobre a FAP ter Gripen NG, parecem ter sido feitos para Portugal de encomenda, perfeitos!
            apenas não faço questão de serem fabricados pela Embraer ou OGMA. se tal sucedesse ainda melhor, mas o que interessaria era eles voarem com a nossa bandeira.
            no entanto dever-se-á continuar a apostar na modernização dos F-16, que continuam a ser umas máquinas fabulosas!!!

            • O que pensei era que a Embraer faria um bom negocio em comprar a divisao aeronautica (que faz os Gripen) e assim – com esse capital – salvar o resto da empresa.

              • Otus scops

                mas o que está em crise é a divisão automóvel.
                teremos Embraers GTI??? ou Embraer Turbodiesel???

                • O que disse foi que a venda de uma divisao salvaria a outra…

                • Otus scops

                  mas as empresas são independentes!
                  então os suecos iam vender a divisão que dá dinheiro para salvar a que tem estado “no vermelho” à mais de uma década??? ó CP, nem parece teu!!! 😉

                • Ok, pronto! Nao sabia! Entao mantem a palavra “saab” no nome e nao estao ligadas?! Estao ‘e esquecer…
                  Ainda que o nome de marca “saab” (automoveis) seja valiosa…

            • Odin

              Ah, o gajo está de volta!!! Achei que tivesse deixado o Quintus, tivesse se chateado com alguém, sei lá, e tivesse cessado de participar. Até que enfim, a coruja minhota está de volta! 😉

              Eu sou favorável que a Embraer compre a divisão aeronáutica da Saab, mas DUVIDO, que os suecos vendam a divisão aeronáutica da Saab para qualquer estrangeiro. Se eu fosse sueco, jamais aceitaria a venda da divisão aeronáutica da Saab a empresas de outros países.

              • Otus scops

                olá Deus de Asgard

                tenho andado arredio do ciberespaço e não só pelo Quintus.
                também tem sido bom, mas depois batem as saudades, é mais forte do que eu.
                se desistisse dizia alguma coisa, mas não tenho nada que me queixar… 😉

                quanto ao assunto em questão a Embaer não precisa de comprar Saab Aeronautics http://www.saabgroup.com/ , basta fazerem uma joint venture e assim ficam todos a ganhar, como vão acontecer ao consórcio vencedor do MMRCA com a HAL na Índia.
                fica mais barato.

              • Pois deve ter amuado com uma coisa qualquer… Que comeca por ac…

                • Otus scops

                  amuado não, furibundo!!!
                  ainda vão ter saudades dos dias que não vim cá… 🙂

                  (áhh, e já não amuo desde a adolescência) 😉

  8. Odin

    Clavis Prophetarum :
    A compra da Saab ‘e uma mera especulacao onirica minha… Mas gostaria de imaginar um dia em que os f-16 da fap fossem substituidos por gripen ng fabricados parcialmente nas ogma e em evora, nas fabricas da ogma e da embraer…

    Sim, percebi. Também desejo que a Embraer compre a Saab, tudo o que afirmei são desejos meus, tanto comprar o PAK FA T-50 russo quanto comprar a Saab.
    O gripen ng é uma excelente opção para a FAP, talvez a melhor. Mas para a FAB, o Rafale e o Su-35 estão mais de acordo. A Rússia em especial, tem um território gigante, então os caças russos normalmente são aptos à países de grande extensão territorial, tal como os caças norte-americanos. E como os americanos têm história de nos vedar transferência de tecnologia, compete ao nosso governo tentar convencer os russos, e esta época é favorável. Até os indianos argumentariam com os russos em favor do Brasil. E podíamos deixar tanto a Rússia quanto a Ucrânia transferir a sua base de lançamento do Cazaquistão para o Brasil. Podíamos oferecer o mesmo benefício para a ESA, apesar desta última usar a Guiana Francesa. Aliança aeronáutica e aeroespacial. Acordos que não podemos fazer nem com os norte-americanos e nem com os chineses, pois já provaram que não são confiáveis.

    Clavis Prophetarum :

    A contencao orcamental parece essencial num clima economico propicio ‘a inflacao, mas reduzir ainda mais o numero total de cacas vai reduzir severamente a capacidade operacional na fab, precisamente numa epoca em que o Brasil pretende assumir na cena internacional mais relevante.

    Uma coisa é certa. O Brasil tem que comprar caças novos e helicópteros novos também. A FAB não pode esperar muito mais.

    • Os russos deixam atras de si uma pessima reputacao no que concerne ao suporte pos-venda, especialmente na reposicao de pecas… Alem de que tal opcao implicaria uma radical mudanca no que respeita a armamento e estrutura logistica, claro…

  9. Seria mt bom q a n EMBRAER comprasse a SAAB e produzisee o gripen e o novo gripen NG , Parte na OGMA e outra parte no BRASIL p exportação; mt bom p paises como França e/ou Portugal, o meu Portugal. Mas, alguns conselheiros mal informados ñ permitiram tal empreitada ou até assossiação como sócio majoritário.E qto a Foça internacional Lusófona, seria ótimo, + a perdas de vidas de n jovens seriam cobradas por mim e outros, afinal, acreditamos q só vai a guerra , pobres e negros, já p morrerem. É isso significa votos, perda do poder…quem quer arriscar? No +, Portugal vai sair + forte e merlhor desta crise, só espero q as potencias hegemônicas demorem + a sair de suas crises…p o n bem-estar. Sds Amigos ultramarinhos.

    • Saudacos do Outro lado do Mar Oceano, Carlos.
      A força lusofona ‘e essencial para reforcar a eficiencia operacional da CPLP e para tornar independentes os paises que a compoem de organizacoes internacionais, alavancando assim a comunidade.
      ‘E um dos projetos do MIL que mais acalento e de onde espero melhores resultados. Nesse sentido, recorda-lo-ei sempre que for oportuno…

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