Daily Archives: 2011/05/28

Clara Ferreira Alves: “A faceta religiosa de Pessoa era detestável”

Clara Ferreira Alves (http://www.truca.pt)

Clara Ferreira Alves (www.truca.pt)

“Em época menos recuada, concedeu Clara Ferreira Alves, na qualidade de diretora da Casa Fernando Pessoa, uma entrevista a um jornal diário, na qual declarava que não lhe interessava nada o “lado religioso” de Fernando Pessoa, faceta que a senhora, de resto, considerava “detestável”.
Pedro Martins
Nova Águia 7

Ignorar ou – pior – desprezar o lado religioso ou para-religioso do pensamento pessoano é escolher ignorar a parcela mais importante do pensamento político e filosófico de Fernando Pessoa.

A latitude religiosa e mental do pensamento e da ação humana é essencial para a realização do indivíduo e desprezá-la (como fez Clara Ferreira Alves) é procurar tornar a Pessoa numa máquina biológica, destituída de mais propósitos além dos reprodutivos e alimentares. E o Homem é imensamente mais do que isso… o aspeto religioso do Homem é determinante nas decisões pessoais e comunitárias desde sempre e condicionou e condicionará sempre as grandes decisões. Na Expansão portuguesa, essa pulsão foi determinante (por muito que António Sérgio não acreditasse nela) e ainda que o mundo contemporâneo possa parecer a-religioso ou mesmo anti-religioso não o é de facto, sob a superfície… os valores fundamentais da sociedade seguem sendo de base judaico-cristã, assim como as motivações finais, pessoais e coletivas e o Lucro não é o “deus” último e acabado que se pensou ser, havendo sinais claros que o paradigma económico está a começar a dar sinais de mudança: empresas cooperativas, índices de felicidade, aquecimento global, preocupações ecológicas e de sustentação ambiental começam a penetrar grande parte das atividades humanas e poderão ser dominantes no mundo económico e social que se seguirá a esta grave crise atual…

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Categories: Lusofonia, Nova Águia, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

José Poças Esteves: “Nos momentos difíceis, Portugal tem revelado uma elevada capacidade de resiliência”

“Nos momentos difíceis, Portugal tem revelado uma elevada capacidade de resiliência. Nesses momentos difíceis, Portugal consegue criar novos conceitos estratégicos (…) estamos num desses momentos históricos (…) passámos de uma situação de bancarrota iminente, em 1983, para a adesão à Comunidade Europeia, em 1986. Em três anos!”
(…)
“O Mar muda o conceito estratégico de Portugal e o paradigma central da economia portuguesa: de um país periférico e pequeno da Europa para um país grande e central no Mundo. De facto, quando encarado em toda a sua dimensão, terrestre e marítima. Portugal tem uma posição geoestratégica no Atlântico Médio, onde os grandes fluxos económicos acontecem, e uma dimensão que lhe permite constituir-se como um dos maiores países do mundo, com uma plataforma continental a caminho dos 4 milhões km2.”

José Poças Esteves
Sol 6 de maio de 2011

A Europa esgotou-se enquanto desígnio nacional. Provou, pela sua falta de solidariedade, pela sua transformação num “diretório dos Grandes” que subjuga e estabelece protetorados sobre os países mais pequenos que era um projeto esgotado e sem futuro. Durante décadas impôs “fundos estruturais” que mais não eram do que contrapartidas à destruição do tecido produtivo (industrial, agrícola e pesqueiro) por forma a deixar espaço para as importações dos produtos com elevado valor acrescentado que não abdicava de continuar a produzir.

Os “fundos estruturais” acabaram. Deixaram atrás de si um país com infra-estruturas que deixam invejoso qualquer país desenvolvido do primeiro mundo, mas que (como implicavam sempre um co-financiamento do Estado português) deixaram uma pesada dívida pública que é hoje completamente impossível de pagar.

Portugal tem que saber assim renegar o pesado jugo que esta interesseira e imperialista Europa lhe quer cravar. Tem que negar o pagamento de uma dívida impagável e que foi contraída pelos lacaios das financeiras europeias e dos Estados do norte da Europa e concentrar-se nas produções de substituição que lhe devolvam a soberania económica. Tem que reinventar uma moeda própria que lhe garanta a indispensável soberania financeira e monetária. Portugal tem que recuperar a sua independência dos lugares para onde ela foi desviada e escolher como novo desígnio nacional supremo o Mar: Pelo Turismo, pelo investimento estatal numa marinha mercante, pela instalação de explorações mineiras no subsolo oceânico, pela retoma dos recursos piscícolas das frotas de arrastões espanhóis que fizeram dos nossos mares o seu maná, pela instalação de centrais de energia das ondas e das marés, pela cobrança de direitos de passagem aos numerosos cargueiros e petroleiros que atravessam todos os dias as nossas águas, Portugal deve apostar radicalmente em todas as formas de investigação científica que envolvam o Mar, promover a instalação de empresas públicas que mostrem o caminho às privadas ou que façam parcerias com estas nas áreas de capital mais intensivo ou de risco mais elevado. Portugal tem que, em suma, reassumir a liderança do seu destino, expulsando os “senhores altos e loiros do norte da Europa” que querem mandar em nós e reassumindo a perdida soberania nacional que os seus sabujos e lacaios tiraram de todos nós se nunca terem submetido tal radical transferência de soberania a um único referendo.

Categories: Economia, Política Nacional | 6 comentários

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