Daily Archives: 2011/05/27

Quids S23: Que concelho é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Categories: Quids S23 | 18 comentários

Resposta a Riquepqd sobre uma União Portugal-Brasil

Este comentário de Riquepqd deriva de um artigo publicado recentemente no Finantial Times num muito pejorativo para com Portugal (algo que infelizmente esta longe de ser uma raridade na imprensa britânica). No essencial, o FT alega que Portugal devia tornar-se numa província brasileira, ao que Riquepqd responde:

“retiraríamos o termo província, que tem uma conotação pejorativo neste tipo de discussão, substituiríamos por Estado.”
– Obviamente, o termo “província” tem no articulado britânico uma intenção meramente insultuosa… Pretende tornar o milenar Portugal num apêndice de um outro pais, classificando como secundário, desprezível e irrelevante, como uma pulga que qualquer nação no mundo consegue esmagar. Desenganem-se os britânicos… A lista de invasores que tentaram absorver Portugal ‘e inumera e todos tem algo em comum: falharam. Portugal não ‘e um “estado falhado” e nunca será. O mesmo não se poderá dizer do Reino Unido quando as suas “colónias insulares” começarem a sair (a começar pela Escócia)…

Riquepqd prefere a aproximação politica entre Portugal e Brasil seguindo o primeiro um formato de “Estado”. ‘E verdade que o estatuto de “Estado” garante a essa entidade um maior grau de autonomia e auto governo que uma “província” (especialmente num estado relativamente muito centralizado como o brasileiro). Um Estado deve ter um elevado padrão de auto-governo e um amplo leque de competências, recursos e finalidades. De facto, na minha Visão os “Estados” devem ser confederados e não federados, mas o essencial das competências que tradicionalmente lhe são atribuídas devem ser delegadas a nível autárquico (descentralização municipalista), pelo que seria a este patamar (e não ao nível do Estado) que residiria o essencial do exercício da cidadania e do poder politico, o desvalorizaria a polémica Estado-Provincia, em grande medida…

“Segundo, hoje Portugal é um “federado” entre estrangeiros, quase sem voz e com graves problemas económicos na União Europeia.”
– Sendo esse estatuto menor e inferior obtido pelos europeus (liderados por uma alemanha que parece ter esquecido já as lições do expansionismo germânico do século XX) sem que tivesse havido um só referendo onde os cidadãos de Portugal tivessem expresso a sua vontade soberana em transferir a mesma para fora do seu pais. Nunca houve em Portugal um “referendo europeu” que legitimasse a deriva “federalista” (de facto, “centralista”) nem a submissão dos países mais pequenos aos maiores e mais ricos.

“Na federação brasileira, por sua importância histórica, política e geográfica, teria papel de destaque em todos os campos, principalmente no político, assim como fazem São Paulo e Rio de Janeiro.”
– De facto, o modelo que advogo (e advogamos no MIL) ‘e diverso: não ‘e uma absorção pura e simples na já existente federação brasileira, mas a formação de uma união lusitana, em que Portugal, Brasil e os demais paises lusofonos estariam ao mesmo nível (o modelo atual de funcionamento da CPLP), sendo este o único capaz de calar os criticos que apregoam “novos imperialismos” resultantes do papel “imperial” histórico português ou demográfico e económico atual do Brasil. Seria uma confederação de Estados independentes, intensamente descentralizada a nível municipal e profundamente diferente (no que concerne ao exercício da democracia) dos atuais modelos de Estado que hoje conhecemos, portanto.

“Terceiro, Brasil e Portugal teriam grandes vantagens em se tornar ao lado da França e Reino Unido, uma nação transcontinental. Com Portugal, o Brasil consolidaria papel entre os protagonistas do mundo, e com o Brasil, Portugal voltaria a ter no mundo o papel relevante que sempre teve.”
– De facto. Seríamos uma autêntica superpotencia mundial: com um pé na região mais desenvolvida do mundo (a Europa) e outro numa das potencias com mais potencial (o Brasil). Complementados com Angola e os seus numerosos recursos naturais, formaríamos um triângulo inigualável no mundo e ímpar na Historia.

“Quarto, a sufocada economia portuguesa voltaria a ter gigantescas esperanças de recuperação, já que ganhariam novos 190 milhões de consumidores, com aumento sem precedentes do mercado consumidor, aumentariam as vendas, os empregos, o PIB e etc.”
– e o Brasil beneficiaria igualmente dos bons (porque os há) ensinamentos portugueses no processo de unificação europeia, da mao de obra qualificada portuguesa, das suas ligações únicas na África lusofona e na comunidade migrante portuguesa dispersa pelo mundo, do avançado estado de desenvolvimento da Ciência e da industria tecnológica portuguesa, entre muitas outras vantagens.

“Quinto, o crescimento económico no Brasil estaria garantido durante alguns anos, já que está ameaçado por falta de mão de obra qualificada, porque não faltaria mão de obra qualificada oriunda de Portugal. E de quebra reduziria a níveis mínimos o desemprego em Portugal.”
– Ora bem. Um excelente exemplo de como a aproximação poderia beneficiar ambas as partes; falta de Emprego de um lado, procura do mesmo do outro.

“Sexto, a dívida soberana portuguesa seria liquidada, porque é inexpressiva em relação as reservas do tesouro brasileiro, com isto, todo o PIB português voltaria a ser investido em melhorias para o povo português, ao invés de ter parte sendo usada para pagar os juros da dívida, com isto Portugal também não precisaria se submeter aos desmandos do FMI ou das arrogância dos seus “irmãos” europeus.”
– Sendo ainda mais importante que fossem criadas condições para que Portugal não continuasse neste ritmo suicidario de endividamento constante e crónico. O Brasil poderia facilmente absorver a Divida portuguesa, mas essa absorção teria que ser submetida a referendo, por forma a não minar um relacionamento que não poderia (re)começar com equivocos latentes ou silenciosos…

“Sétimo, Portugal tem índices sociais melhores que os do Brasil, com isto o Brasil poderia aprender quais as experiências positivas portuguesas para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e erradicar de vez a miséria.”
– Decerto. Poderia aprender com a boa experiência do municipalismo português (muito atrasado ainda no Brasil), com a experiência das Renováveis e da Banda Larga, da promoção da investigação cientifica e do dinamismo das tecnológicas, etc…

“Oitavo, O preço dos alimentos em Portugal reduziria exponencialmente, já que deixaria de importar a impostos altos boa parte do que consome. Já que o Brasil exporta alimentos, e sendo Portugal um federado do Brasil, acabariam as importações, seria uma compra dentro do próprio país”
– Correto. Não haveria taxas aduaneiras, o que beneficiaria a todos, mas tal teria que ser feito de forma a – primeiro – preservar a agricultura portuguesa e a – segundo – ate a promover, nas áreas onde ela ‘e realmente competitiva.

“Nono, um novo BRIC europeu ocidental seria muito mais influente no mundo, com isto a cultura luso-brasileira seria muito mais divulgada no mundo.”
– Não seria um BRIC, mas um ULRIC (União LusofonaRIC)… Uma potencia única no mundo, em extensão continental (quatro continentes!), com centenas de milhões de falantes na mesma língua e… Exemplar no que concerne a democracia e liberdade (ainda que houvesse necessidade de corrigir certos desvios que hoje existem em Angola)

“Décimo, essa é a que eu mais gosto, a selecção brasileira + o Cristiano Ronaldo!
Imagine só um ataque formado por Neymar e C. Ronaldo? Seríamos imbatíveis novamente.”
– 🙂 não ligo muito a futebol, e o Ronaldo não deve ser eterno, hem!

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 90 comentários

A solução islandesa

Islândia (http://0.tqn.com)

Islândia (http://0.tqn.com)

“A Islândia faz então o inusitado: decide proceder à liquidação dos bancos em rutura de pagamentos. Por outras palavras, o Estado respondeu pelas perdas dos seus cidadãos transferindo os ativos para novos bancos, e remeteu para os acionistas e para os credores as responsabilidades da divida criada.”

> não foi esta a opção seguida por todos os outros países do globo, dos EUA (o epicentro da crise) à Europa que escolheram: pressionados pelos dóceis “economistas do sistema” corrompidos a peso de ouro pelas empresas financeiras pela via de “estudos” os Estados preferiram derramar milhares de milhões de euros sobre Bancos falidos por atitudes completamente desbragadas e “salvar” estes monstros. Empresas que foram levadas à falência pelos seus gestores e ávidos acionistas foram salvas com dinheiro dos impostos dos cidadãos segundo o conselho dos economistas enfeudados às financeiras. O lucro, que era proporcionalmente elevado devido ao risco, tornou-se em prejuízo quando o risco das bolhas imobiliárias estourou, mas não foi transferido para os banqueiros mas para os Estados. Foi assim em todo o lado, com exceção da Islândia, claro.

“Isto não evitou uma brutal desvalorização da moeda, a queda da produção e o desemprego, uma novidade na ilha. Mas teve, pelo menos, uma virtude: quem criou a dívida ficou com ela nas mãos.”

> Quando um país se vicia na dívida e deixa que o essencial da sua economia seja devorada pelo setor financeiro criam-se perigosos laços de dependência que quando são finalmente quebrados (como no caso Islandês e antes dele da Argentina) provocam um inevitável caos. A desvalorização da moeda pode colmatar parcialmente a crise (uma ferramenta que a Europa nega a Portugal) ao dificultar as importações, tornando simultaneamente as exportações mais competitivas. Mas a brutal escassez de crédito cria um bloqueio à economia, levando muitas empresas à falência e multiplicando o desemprego. A curto prazo, a correção é dolorosa, mas livres do vício do crédito barata e da escravização ao sistema financeiro, os países ganham condições para uma nova fase de desenvolvimento económico e social livre de uma dívida impossível de pagar e que foi criada com juros agióticos.

Perante Bancos ávidos e mal geridos, a resposta dos Estados deve ser idêntica à islandesa: pagar aos depositantes pequenos e médios a totalidade dos seus depósitos, levar estes Bancos à falência, processando e exigindo a devolução dos bónus e salários milionários aos seus gestores por forma a financiarem esses pagamentos e dividir estes Bancos em Bancos recapitalizados, mais pequenos, mais resilientes, com menor risco sistémico poderão assim ser parte da solução e não mais do problema. A crise pode ser aproveitada como oportunidade: uma oportunidade para recolocar o sistema financeiro no devido lugar de coadjuvante da economia e não como seu elemento dominante, restaurando a racionalidade no endividamento público e privado e criando condições para uma verdadeira revolução económica e social de base humana e local onde antes existia uma economia de base financeira e global.

Comentário a um texto de Miguel Portas
Sol 6 de maio de 2011

Categories: Economia, Política Internacional | 3 comentários

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