Sobre o progresso nas Energias Renováveis em Portugal

Já o escrevi aqui, várias vezes: há muito a criticar nas políticas seguidas pelos governos Sócrates, mas houve vários campos onde se registaram progressos notáveis e um deles foi o setor energético.

Portugal foi um dos países da União Europeia que mais aumentou a percentagem de energias renováveis no total de energia consumida entre 1999 e 2009 de13,4 para 19 por cento. Isto torna Portugal no quinto lugar europeu.

Infelizmente o petróleo continua a ser a principal fonte de energia em Portugal (50,5%) prova de que ainda há muito caminho a trilhar, em terreno particularmente difícil, agora que os subsídios às renováveis serão provavelmente das vitimas principais nos planos de contenção orçamental que a troika BCE-FMI-CE nos vai impor…

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=16442

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia, Política Nacional, Portugal | 18 comentários

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18 thoughts on “Sobre o progresso nas Energias Renováveis em Portugal

  1. Otus scops

    CP
    dou-te razão eu tudo o que escreveste. estávamos tão bem embalados (de balanceado) neste caminho envolvendo toda a sociedade (particulares, empresas e estado) que pode ficar em causa com a miopia política de que esta gente sofre.
    ainda falta fazer quase tudo na eficiência energética e aumentar as políticas de sequestro de carbono.
    mas nem tudo é mau neste governo – ou em qualquer outro – diga-se.

    • ‘E verdade: no campo da eficiencia energetica (por exemplo pela via de incentivos fiscais para obras de melhoramento domestico que aumentem a eficiencia energetica) nada foi feito…

  2. pedronunesnomundo@gmail.com

    bem… lá tenho de fazer de Marreta de camarote. cada um é para o que nasce… 😀 😀

    dêem uma olhada a duas coisitas só para perceberem a matriz das minhas objecções
    esta
    http://energiamonopolizada.bloguepessoal.com/
    porque – se calhar sendo exigente numa terra de carnavais – estou tão interessado em saber o que se faz como em saber os becos que se percorrem para lá chegar
    e esta
    http://www.portal-energia.com/subsidios-em-2011-para-energias-renovaveis-custam-170-euros-por-consumidor/
    porque – se calhar, numa terra de pelintras – estou tão interessado em saber o que se faz como em saber os custos relativos e absolutos dos arranjos de flores

    esta coisa do ‘sucesso energético’ – como o ‘samba-da-banda-larga’, os famosos Cagalhães e outras glórias – a par da evolução que representa, espalha um habitual lastro de podridão que não me permite deixar de chamar o que chamo a muita gente que aí anda ou deixar de exigir que por isso mesmo sejam postos a andar o mais depressa possível

    […FSA]

    • Nao penses que nao conheco essa argumentacao (o Mira Amaral usa-a ate a exaustao…) e que nao lhe reconheco validade… Seria perfeito se nao fosse preciso subsidiar tanto as renovaveis, nem sobrecarregar a fatura da edp com estas sobretaxas, mas tendo em custa o seu alto custo de producao e – sobretudo – o facto dos custos ambientais e climaticos (terriveis!) nao estarem diretamente refletidos nas faturas da eletricidade justificam (penso eu) esta subsidiacao.

      • Otus scops

        o que ele quer é centrais nucleares…

        (CP, esse proselitismo do acordo ortográfico está a ser levado ao exagero, agora também aboliste cedilhas e tils? vê lá, isso ficou porque os brasileiros usam…)

    • Otus scops

      olá Waldorf

      permite-me aqui ao teu colega Statler dizer o seguinte:

      ao colocares esse testemunho de um blog pessoal, opinião que perfilho porque tivemos essa experiência aqui na família, isso não impediu dois ilustres sociais-democratas, Carlos Pimenta (na minha opinião o melhor político que o Ambiente teve na história da democracia – por isso foi afastado do partido) e Macário Correia (outro ex-governante da área do Ambiente) de terem colocado nas suas casas painéis fotovoltaicos e aero-dínamos gabando-se ambos em reportagens que no final de cada mês ainda tem lucro com estes sistemas.

      não percebi se a crítica é à política de energias renováveis ou ao sistema que o governos criou.

      quanto aos custos dos outros tipos de energia, raramente reflectem os custos reais totais, além de estarmos negativamente a contribuir para a economia do carbono.
      com energias renováveis recuperamos uma componente fundamental da nossa soberania tão depauperada: a soberania energética!

      mas que deve ser feita alguma coisa para melhorar o estado das coisas concordo, é mais uma socratínice desse corrupto…

      • pedronunesnomundo@gmail.com

        ‘não percebi se a crítica é à política de energias renováveis ou ao sistema que o governos criou’

        é esquisito citar-me, mas: ‘a par da evolução que representa, espalha um habitual lastro de podridão’

        • Otus scops

          PNM

          realmente é esquisito a pessoa citar-se… 🙂

          mas continuo sem perceber se a política das energias renováveis, para ti, são uma aposta estratégica a ser seguida ou não.

          • Para mim? Sim, absolutamente. Mas introduzindo componentes que impliquem construcao, desenvolvimento e montagem local de todos os equipamentos. Sempre.

      • Essa ‘e uma questao crucial: os custos estao a ser externalizados e nao sao incluidos nos custos diretos da energia que hoje pagamos… Quando a China emite furiosamente todo o co2 que pode e quem o “paga” ‘e a Africa com secas ou inundacoes, como esta esse custo a ser refletido nas contas de eletricidade dos consumidores europeus?…

  3. Otus scops

    aqui está http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?categoryID=567&articleID=3148 escrito por que sabe aquilo que eu não consigo dizer com clareza e qualidade.

    • pedronunesnomundo@gmail.com

      o artigo é certeiro, ainda que se perca

      em vez de bater na tecla em que eu toquei – da podridão por detrás de todo este ‘sucesso’ – põe-se a tocar o rabecão DO EMPREGO !?!?!?!?!

      • O Emprego ‘e contudo um aspeto central na questao das Renovaveis… Nao serve de muito apostar em forca nas Renovaveis se depois todo o equipamento ‘e importado do exterior, sem criacao de valor ou emprego em Portugal.

  4. pedronunesnomundo@gmail.com

    sem dúvida

    achei foi curioso, e padecente do síndroma do ‘actor-apresentador-escritor-coiso’ que tanto nos assola, haver um ‘comentário’ da QUERCUS em que, de repente, alguém resolve mandar um flare sobre o ‘emprego’, porque está para aí virado
    percebi que por esta ordem de ideias, a ‘justiça’, a ‘educação’, a ‘saúde’, a ‘segurança’, etc., sendo todas ‘aspectos centrais’ do ambiente, também podiam aqui aparecer – tipo míscaros – no ‘comentário’ a ajudar a encher o chouriço

    • Otus scops

      “também podiam aqui aparecer – tipo míscaros – no ‘comentário’ a ajudar a encher o chouriço”
      😀

      estás impossível mas super engraçado!!! só tu!!! 😀

  5. Quero ver o BRASIL tbm nessa de explorar os vários tipos de energia alternativas, éolica, geotermica , solar, mares e nuclerar; até la´já teremos um meio de aproveitar os resíduos da mesma.. sds.

    • Nuclear nao ‘e bem alternativa… Isso ‘e a imagem que quer vender o lobby nuclear. Atencao, isto nao quer dizer que eu seja completamente contra o nuclear, nao. Mas sou contra a manutencao de funcionamento de reatores antigos apenas razoes meramente economicistas.

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