A “Guerra da Guiana” de 1808

Fusileiro Naval português (https://www.mar.mil.br)

Fusileiro Naval português (https://www.mar.mil.br)

Ao chegar ao Brasil, em 1808, depois da sua retirada de Lisboa, uma das primeiras decisões do príncipe regente Dom João VI foi a de enviar cartas a todos os governantes europeus comunicando-lhes que Portugal continuava em guerra com a República Francesa. Como o Brasil tinha fronteiras comuns com a Guiana Francesa, isolada da metrópole e sem o apoio da frota francesa, a opção de atacar a Guiana era natural.

Dom João VI, ordenou ao governador geral Magalhães e Meneses que reunisse no Pará uma força expedicionária sob o comando do tenente-coronel de artilharia Manuel Marques de Sousa. A força reunida em 1809 consistia em mais de 900 soldados e apressou-se a marchar em direção da capital da Guiana Francesa, Cayenne.

Esta força terrestre era complementada por uma armada, comandada pelo capitão britânico James Lucas Yeo, a partir da fragata Confiance com 26 peças de artilharia. Além desta fragata, seguiam na armada luso-britânica, os brigues “Voador” de 18 peças sob o comando de José António Salgado e o “Infante Dom Pedro”, também com 18 peças e comandado por Luís da Cunha Moreira. A esquadra era completada com a escuna “General Magalhães” de 12 peças e ainda por dois cúteres, “Vingança” e “Leão” sob o comando do tenente Manuel Luís de Melo. Seguiam ainda nesta armada 3 canhoeiras de nome desconhecido. A força embarcada de fuzileiros era comandada por Luís da Cunha Moreira e ascendia a 300 fuzileiros britânicos.

O primeiro enfrentamento entre as forças terrestres portuguesas e francesas teve lugar a 15 de dezembro de 1808, nas margens do rio Aproak, tendo resultado na tomada de duas embarcações de carga francesas. As semanas seguintes são gastas tomando todas as fortificações francesas do rio Maroni, uma após outra, sempre com escassa resistência. A 6 de janeiro de 1809 a coluna portuguesa ocupa o forte “Diamand” e a 7 de janeiro, o forte “Dégard des Cannes”, a 8, cai, por sua vez, o forte “Trió”, todos na ilha de Cayenne. Estabelece-se então o cerco à capital da Guiana Francesa onde o governador Victor Hughes tinha reunido todas as suas forças,numericamente comparáveis às portuguesas contando com 500 soldados de linha, auxiliados por dezenas de civis armados e algumas centenas de escravos libertos e armados no último momento pelos seus senhores franceses. Os franceses esperavam  resistir na capital da colónia o máximo de tempo possível. Mas Hughes estava isolado, sem reforços nem apoio da sua metrópole e a 12 de janeiro de 1809 haveria de dar por inútil toda a resistência e render-se, quase sem ter chegado a combater, assinando em Bourda a sua rendição.

Após a rendição, a “Guiana Francesa” foi redesignada “Colónia de Caiena e Guiana” e passou a ser administrada pelo desembargador João Severiano Maciel da Costa, mais tarde marquês de Queluz.

Os objetivos da “Guerra da Guiana” foram duplos: por um lado, Portugal reafirmou assim que continuava em guerra com a França napoleónica, do ponto de diplomático. Por outro lado, a “Guerra da Guiana” permitiu também um ajustamento das fronteiras entre o Brasil e a Guiana Francesa, alterando as fronteiras acordadas pelo Tratado de Utrecht. Com esta alteração, a fronteira regressava ao rio Oiapoque, anulando acordos anteriores e que eram menos favoráveis aos interesses portugueses.

A derrota napoleónica de 1814, fez com que o reinstaurada monarquia francesa na pessoa do rei Luís XVIII, se tivesse apressado a reinvidicar a posse da Guiana junto do governo português. Dom João VI começou por resistir e a questão teve que ser levado ao Congresso de Viena em 1815. Em Viena, a França aceitaria as fronteiras atuais e em 21 de novembro de 1817, a guarnição portuguesa deixaria o território regressando ao Brasil e o governo da colónia ao conde Carra de Saint-Cyr. Como com a recusa do regresso de Olivença, a devolução da Guiana ficaria na história como mais uma ignomínia inglesa contra Portugal, castigando-o por não ter querido enviar os seus regimentos para a batalha de Waterloo…

Fontes:
FERREIRA, Fábio. A política externa joanina e a anexação de Caiena: 1809-1817. In: REVISTA TEMA LIVRE.
GOYCOCHÊA, Luís Felipe de Castilhos. A diplomacia de dom João VI em Caiena. Rio de Janeiro: G.T.L., 1963.
http://www.bairrodocatete.com.br/domjoaovi1.html
Revista O Anfíbio, Marinha do Brasil, no 26, ano XXVII, 2008.
http://www.portugal.pro.br/portugal18.htm
FERREIRA, Fábio. A política externa joanina e a anexação de Caiena: 1809-1817. In: REVISTA TEMA LIVRE.

Categories: Brasil, História | 35 comentários

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35 thoughts on “A “Guerra da Guiana” de 1808

  1. Um fato interessante esquecido pela historia, gostei desse post você sempre sabe explorar temas que são de grande interesse para qualquer um que fale português, pena que eu não vejo muito disso com as rede de TV do meus país.

  2. Otus scops

    CP

    muito bom, desconhecia este redesenho das fronteiras norte do nosso Brasil.
    foi no sul e também no norte. parabéns, está excelente!!!

    quanto ignomínia inglesa, “devias ter assistido” às uns dias atrás a uma estupenda conferência no MIL sobre a Guerra Peninsular e não dizias isso.

    muito pior foi o Durão Barroso, o mordomo do “Encontro nos Açores” que no seu lambebotismo ao apoiar G.W.Bush na famigerada campanha do Iraque não deu nenhum contrato a empresas portuguesas!!!

  3. Ricardo Melo

    A França até hoje tem receio de construir uma ponte ligado o Estado do Amapá a Guiana Francesa, apesar de vários encontros entre o Lula e o Sarkozi. Acho que nunca vai sair…

    • 🙂 porque sera?… Temerao eles que a Guiana seja (justamente!) reconhecida como a derradeira colonia europeia nas Americas e que com essa ponte o Brasil a liberte?…

  4. Riquepqd

    Voltei…

    O curioso é que séculos depois, o presidente Jânio Quadros arquitetou a anexação da Guiana Francesa ao Brasil.

    Junto ao governador do Amapá, Moura Cavalcanti, preparavam um ataque surpresa as tropas francesas, segundo as palavras do presidente, “Um pais que dominar do Prata ao Caribe dominaria o mundo”, ele desejava aumentar a influência do Brasil no mundo, e acreditava que conseguiria isto aumentando o território brasileiro, e ainda por meio de um ataque à França, e levando o país a ter uma saída para o Caribe.

    Fontes também afirmam que ele desajava interromper a saída de minérios brasileiros pela Guiana Francesa.

    Já para o governador do Amapá, Moura Cavalcanti, seria ótimo ser chefe de um Estado que derrepente teria o dobro do tamanho e saída para o caribe.

    O governador foi designado pelo presidente à cumprir esta missão, o presidente lhe deu carta branca, chegou até a comandar o planejamento das forças armadas da região para a operação, numerosas tropas e uma esquadra chegaram a se preparar para a invasão. O governador criou em um mês a Polícia Militar do Amapá para apoiar o Exército no policiamento da Guiana após a invasão, fez visita a Caiena para sondar se os políticos locais estavam ou não satisfeitos com o controle de Paris, se poderiam ou não aderir ao lado brasileiro, fez visitas também as tropas na fronteira, mas quando estava tudo pronto…

    Felizmente, por coisas da política, mesmo com boa aprovação popular, o presidente Jânio Quadros foi forçado a renúnciar.

    Ainda bem, não queríamos um novo Alexandre, Hitler, Solano Lopes ou Napoleão na América do Sul. Porque se este plano lograsse exito, se a França não conseguisse manter a colônia, nenhum outro país sulamericano conseguiria deter Jânio Quadros.

    • Nao conhecia nada desses planos e tinha ate a ideia de Janio Quadros ser um pacifista.
      Militarmente, com a France ja empenhada na Argelia e no Vietname ate que poderia ser uma campanha facil… Mas a “libertacao” teria que ser validada por um referendo livre e justo e a anexacao pura e simples teria que ser colocada fora de equacao.

  5. Riquepqd

    Concordo que a tomada da Guiana Francesa seria fácil, o difícil seria manter o novo território frente a um contra-ataque francês, mas acredito que a França não conseguiria retomar.

    Apesar de ser uma potência militar, seria muito difícil manter três guerras, sendo esta a milhares de quilômetros de Paris, com o Atlântico separando a França de um teatro de operações fronteiriço com o território inimigo, e contra um exército muito mais numeroso e adaptado a selva amazônica.

    Além disso, as forças militares francesas na Guiana Francesa são muito pequenas, ainda hoje o Exército Francês mantêm o mesmo número de soldados que tinha em 1961, cerca de mais ou menos novecentos homens do 3º Regimento de Infantaria Estrangeiro, 0,5% do tamanho do Exército Brasileiro.

    A Armée de l’Air e a Marine Nationale seguem a mesma linha e mantém poucos aparelhos na região, acredito que a França não vê Suriname e Brasil como ameaças, acho que pensam que o primeiro não seria louco de tentar, e o segundo quer mais territórios para quê?

    Se Jânio Quadros tivesse tomado a Guiana Francesa, sua loucura expansionista o levaria a expandir as fronteiras do Brasil em direção a oeste, e analisando sua frase:
    “Um pais que dominar do Prata ao Caribe dominaria o mundo”.

    Acredito que depois ele falaria:
    “Um país que dominar do Atlântico ao Pacífico dominará o mundo”.

    Mas acho que outro país já teve esta idéia primeiro. Rsrsrs.

    E quanto ao referendo para saber o que desejam os naturais da Guiana Francesa, estou totalmente de acordo, mas sinceramente acredito que eles desejam continuar sendo um departamento ultramarino francês.

    • Tendo em conta as vantagens materiais que decorrem de serem um departamento ultramarino frances tambem me parece muito provavel que os habitantes da Guiana (muitos dos quais sao alias de ascendencia francesa) iriam votar pela permanencia… Mas os povos revelam frequentemente um impulso para a liberdade e independencia que ultrapassa todos os materialismos e interesses concretos… Por exemplo, Timor sempre ganhou muito mais (materialmente) em ser Indonesio do que independente, e contudo nao ‘e hoje um pais independente?…

  6. Riquepqd

    É verdade, a liberdade seduz.

    Este post me fez relembrar como as Histórias de Brasil e Portugal se confundem,

    Apesar de na época da “Guerra da Guiana” o Brasil ainda não ser independente, mesmo assim a Marinha do Brasil considera a expedição à Guiana Francesa como o batismo de fogo do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, veja o trecho abaixo reproduzido da página oficial: https://www.mar.mil.br/cgcfn/cfn/index.htm

    “O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória, garantindo para o Brasil o atual estado do Amapá.”

    Tanto o Corpo de Fuzileiros (Portugal) como o Corpo de Fuzileiros Navais (Brasil) tem a mesma origem, a Brigada Real da Marinha (portuguesa).

    E são inúmeras as instituições particulares e estatais, civis e militares brasileiras que tiveram origem juntamente com istituições portuguesas, ou de instituições portuguesas.

    • Na epoca nao existia “Brasil” era tudo Portugal… Ainda que de facto as Invasoes Napoleonicas sejam uma causa direta da independencia brasileira a verdade ‘e que as realidades eram entao uma so (o “Reino Duplo” unico na historia do colonialismo europeu).

      • Riquepqd

        “Na epoca nao existia “Brasil” era tudo Portugal…”

        Dificil dizer quando se nasce uma nação, teoricamente, é quando de fato conquista a independencia, mas pra isto acontecer, antes é necessário que o sentimento de nacionalidade já tenha despertado no coração do povo.

        Por isso, acho as Histórias de Portugal e Brasil mais do que simbioticamente ligadas no que se refere a História do Brasil, é dificil dizer quando era Portugal, e quando já era Brasil

  7. Td bem, + isso mostra o hábito de trair dos mesmo e bem antigo. Como sempre digo: Os iangleses ñ são confiáveis.^N esqueçam disto.

  8. Otus scops

    e os brasileiros, são???

    estes juízos de carácter aos povos são no mínimo xenófobos.

    agora lá do alto dos vossos preconceitos que roçam a inveja (nota-se de tanto chamarem nomes aos outros).
    recentemente os ingleses deram uma lição ao Mundo, seguindo as regras do direito internacional e do sistema de justiça local, sem problemas de retaliações diplomáticas ou económicas, aprisionaram um dos maiores assassinos do séc. XX, Augusto Pinochet. GRANDES INGLESES!!! e os exemplos podiam ser milhares!!! é um espaço de liberdade, de criatividade, de civilização. só fala assim quem não conhece, quem se limita a ver a realidade dos livros, da internet ou pela imprensa, filtrando só o que de negativo tem.
    ainda bem para a Humanidade que há a Inglaterra. God Save the Queen!

    • Odin

      Otus Scops

      E os portugueses, são? 🙂

      Há ingleses que são confiáveis e há ingleses que não são confiáveis. O mesmo com franceses, alemães, brasileiros, portugueses, espanhóis, japoneses, chineses, mexicanos, cubanos, argelinos, nigerianos, indianos, em todos os povos da Terra. Não se pode classificar um povo inteiro como “confiável” e nem como “traiçoeiro”. Isso é de pessoa para pessoa. Você está certo.
      Como você já o disse, o juízo de caráter dos povos é no mínimo, xenófobo. Eu apóio a proposta do MIL, e já aderi e pedi a inclusão do meu nome lá como membro. E vou ver o que me é possível fazer para que o MIL seja instalado no Brasil também. Agora, é perigosa essa idéia de “Lusofonia acima de tudo, doa a quem doer”. A UL, para mim, não deve ser a fase final, mas a fase inicial para algo maior. Sentimentos de xenofobia e de racismo são os maiores obstáculos para a UL se realizar. Porque a UL é multirracial e pluri-religiosa. E há um detalhe que os críticos da UE não pararam pra pensar a respeito. Os brasileiros mais cultos, mais bem informados ao lerem comentários insinuando que a culpa é dos europeus do norte, no caso de haver uma crise similar na UL, a culpa vai ser apontada provavelmente para o Brasil, e talvez para os Palop e Timor também. Se o MIL quer que Portugal saia da UE, então mudem o argumento, porque o argumento de que a culpa da crise é da UE é um desfavor, uma propaganda contra a UL, porém despercebida por quem faz.
      A Inglaterra e a França fizeram sim muitas coisas ruins para o mundo, principalmente para os povos dominados por seus impérios. Mas fizeram muitas coisas excelentes para o mundo também. Hoje em dia existem a Democracia, o Estado de Direito, a divisão de poderes do Estado, graças sobretudo aos ingleses (os americanos são derivados deles) e aos franceses. Os nazis e os comunistas da URSS não dominaram o mundo graças à quem? Os EUA fizeram tudo sozinhos? Graças aos ingleses e franceses também. Cada época teve uma mentalidade predominante. Nenhum país fez indiretamente mais males ao mundo do que aquele que já foi chamado de “Estados Pontifícios” e hoje é chamado de “Vaticano”. E o mais prejudicado pela ICAR é o próprio Jesus Cristo, o nome dele. Mas milhões de seres humanos querem ser católicos. É um direito que eles têm! Paciência! Agora, há pessoas boas no clero católico? Há sim. A madre Tereza de Calcutá é uma evidência de que há. Há pessoas mal intencionadas noutras religiões? Certamente que há. E há bem intencionadas também. Não se deve tentar tratar todo o trigal como joio. Se com o pretexto e querer eliminar o joio, uma pessoa eliminar o trigo junto, vai ficar sem trigo para se alimentar.

      “God Save the Queen!”
      No caso da Inglaterra, você apóia a Monarquia? 🙂

      • Otus scops

        Odin

        quanto aos portugueses garanto-te: todo o cuidado é pouco! 😀

        pois, a questão é mesmo essa, aqui fala-se à boca cheia dos outros, só apontando defeitos, não se reconhece méritos e sobretudo não nos colocarmos na situação deles. será se fossemos nós em circunstâncias semelhantes não faríamos o mesmo ou parecido???

        quanto ao restante que escreves digo apenas 2 coisas:
        – está excelente (como é teu timbre) e concordo plenamente
        – respondendo à tua pergunta NÃO! apenas canto menciono a frase porque é o “moto” dos ingleses, se fosse outra diria outra. é da Inglaterra que gosto, não da Rainha necessariamente…

        (eu considero-me de certa maneira anglófono porque toda a vida tive contacto com a cultura inglesa, seja pela música, cultura política, pela história que nos une mas também pelas (curtas) estadias que lá tive e durante a minha adolescência convivi de perto com muitos deles. são um povo tremendo, bem dispostos, unidos, empreendedores e muito ciosos da sua cultura e história – sabem de onde vem e para onde querem ir)

    • “Grandes ingleses”… Sera preciso listar todas as inumeras afrontas que a “perfida albion” lancou contra Portugal ao longo dos seculos da sua “alianca milenar”?…

      • Otus scops

        desafio aceite, podes começar!!!
        🙂

        • Congresso de Viena…

        • Otus scops

          Congresso de Viena, o que tem???

          • Simples: despeitados pelo conselho de regencia nao ter enviado soldados portugueses para a batalha de Waterloon os ingleses nao obrigaram os franceses a devolverem-nos milhoes de reis que pagamos na forma de “tributo”, obrigaram-nos a devolver a Guiana Francesa e nao forcaram a Franca a devolver todo o saque levado para Franca (em navios britanicos) depois da Convencao de Sintra.

          • Otus scops

            CP

            se tivesse sido só isso então nem foi um balanço tão mau.
            ora bem, o que é justo e inteligente será nós colocar-mo-nos na posição dos outros e admitir-mos os erros.
            quantas mães e esposas inglesas terão perdido filhos e maridos em terras portuguesas durante todos esses anos a lutar lado a lado com o exército nacional para repelirmos os invasores???
            e lembras-te – na conferência das invasões napoleónicas – que o Wellington escreveu à coroa britânica para não cobrarem as obras das Linhas de Torres pelo empenho e bravura demonstrados pelo povo e exércitos portugueses???
            então depois de tanta ajuda que o povo britânico nos deu, nós nem mandamos um corpo expedicionário por simbólico que fosse??? até tenho vergonha…
            se eu fosse inglês até denunciava o Tratado de Metween, o mais antigo tratado da história ainda em vigor!!!
            é vergonhoso!!!
            mas ainda bem que 100 anos mais tarde a I República teve a inteligência de mandar o C.E.P. para não ficar de fora do saque.
            não tens razão neste caso, nenhuma.

            manda mais!!! 😉

            • Pediste uma lista, e eu dei-te o primeiro ponto que veio. E ‘e um bom ponto.
              As maes inglesas que deram os seus filhos deram-nos para defender o seu imperio, nao o nosso pais. Ou os ingleses nao teriam feito tantos saques em Portugal como os franceses, tratado os lusos como “cipaios”, nem Beresford se teria arrogado ao titulo de “vice-rei” como arrogou.
              Portugal estava esgotado para Waterloo: financeira e demograficamente tinhamos pago um preco mais alto que qualquer outro pais (excepto talvez a Russia) em termos relativos. Se tivessem sido mesmo nossos “aliados” os ingleses nem deviam ter pedidos os nossos homens, em primeiro lugar…

            • Otus scops

              CP
              então e as mães e mulheres dos portugueses que mandaram os seus filhos para todas as guerras e nos Descobrimentos era para quê??? por altruísmo??? por estupidez???
              esse argumento tanto colhe para ingleses, portugueses ou qualquer outros.
              e Portugal participou na I Guerra Mundial porquê???
              e temos a aliança com Inglaterra porquê???
              quanto Beresford muito poderíamos dizer.
              devemos-lhe a reorganização do exército português e graças a isso conseguimos derrotar as forças napoleónicas.
              foi agraciado com um título nobiliárquico por uma rainha portuguesa – por benfeitorias – e portou-se mal porque o poder subiu-lhe à cabeça, devido à ala mais reaccionária da nobreza que lhe deu poderes para fazer as maldades que fez. a própria Coroa Inglesa afastou-o de Portugal.
              obviamente que comportamentos individuais instigados por facções de portugueses não podem ser atribuidas responsabilidades ao governo inglês de antanho.
              claro que deviam ter pedido homens e Portugal enviar.
              tinhamos um exército perfeitamente operacional e com prática em combate como poucos.
              quanto a terem trado os portugueses como cipaios nunca ouvi tal, talvez saibas de coisas que eu não sei… o que sabemos é que Wellington teceu os maiores e melhores panegíricos ao exército português.
              mas diz-me uma coisa, no meio de uma guerra desesperada quais são os comandantes que tratam os seus exércitos com etiqueta e boas maneiras??? é mesmo má vontade tua para com os ingleses…

              manda mais argumentos, ainda que fosse só isto teremos de ficar gratos aos ingleses…

              • Portugal estava ja completamente falido, exaurido em dinheiro em homens por uma guerra que cobrou a Portugal (relativamente) um preco muito mais alto do que a Inglaterra ou Franca.
                Portugal, ‘a epoca de Waterloo, ja tinha dado mais do que o seu dever e exigir ainda mais foi mais uma das indecencias (e ingratidoes) da Perfida Albion.

  9. Odin

    Clavis Prophetarum :
    “Grandes ingleses”… Sera preciso listar todas as inumeras afrontas que a “perfida albion” lancou contra Portugal ao longo dos seculos da sua “alianca milenar”?…

    Pérfida Albion, expressão criada por um francês de origem espanhola.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9rfida_%C3%81lbion

    E quais afrontas mais? 🙂

    É verdade que a Inglaterra prometeu territórios espanhóis à Portugal em troca da aliança contra Napoleão?

    E o ultimatum inglês por causa da África, em 1891? Você sabe de um ocorrido na história do Brasil, a questão Christie?
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Quest%C3%A3o_Christie

    • Nao creio. Nao me recordo de ter lido tal alguma vez… Pelo contrario Espanha ‘e que pediu a Franca o sul de Portugal (o Reino dos Algarves) que devolveria caso Inglaterra devolvesse a Espanha Gibraltar, Menorca e Sao Domingos.
      A questao Christie, nao, nao conhecia.

  10. Pingback: A Invasão da Guiana Francesa | Fatos da História

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