História da Guiné-Bissau (1980-2005)

Foi em 14 de novembro de 1980 que um golpe de estado liderado pelo antigo guerrilheiro Nino Vieira derrubou o governo de partido único do PAIGC, então liderado por Luís Cabral, um dos históricos fundadores do PAIGC e irmão do carismático Amílcar Cabral, assassinado em circunstâncias nunca cabalmente esclarecidas. Nino Vieira acusa Luís Cabral de ter cometido vários massacres contra opositores políticos e antigos militares que tinham servido nas fileiras portuguesas durante a Guerra Colonial mas é sobretudo o  descontentamento generalizado perante o caos económico da Guiné da década de 80 que leva ao fim do regime liderado por Luís Cabral.

Apesar das promessas iniciais, é só em 1991 –  mais de dez anos depois da tomada do poder por Nino Vieira – que surgem novos partidos políticos. Mas o frágil regime democrático então instaurado seria perturbado em 1998 por um golpe militar chefiado por Ansumane Mané. Sem forças militares dignas desse nome, para além dos “aguentas” (jovens urbanos sem treino militar e quase sem armamento) Nino Vieira apela aos pactos regionais que envolviam a Guiné-Bissau e recebe apoio militar dos seus vizinhos Senegal e Guiné Conacri. Estes, contudo, não conseguem esmagar a sublevação e Nino Vieira acaba por deixar o país e por buscar refúgio em Portugal em 1999.

Em 2000 têm lugar eleições presidenciais, que são vencidas por Kumba Ialá. São militares afetos ao partido do presidente, o PRS, quem em 30 de novembro de 2000 abatem a tiro o antigo chefe da revolta de 1998, Ansumane Mané. Em setembro de 2004, ocorre nova sublevação militar que depõe Kumba Ialá e coloca o general Veríssimo Correia Seabra, provisoriamente à frente dos destinos do conturbado país até março de 2004 e às eleições parlamentares que devolvem o poder ao PAIGC e elegem Carlos Gomes Júnior como Primeiro Ministro. Em novembro desse mesmo ano, o general Veríssimo Correia Seabra, é assassinado por militares e Tagmé Na Waie assume a chefia do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses.

Em 2005 o antigo guerrilheiro e presidente deposto Nino Vieira regressa à Guiné do seu exílio em Portugal concorrendo a eleições, que vence, e regressando assim – pela via democrática – à presidência da República deste país lusófono.

Fonte Principal:
http://portalguine.com.sapo.pt

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Categories: Guiné-Bissau, História | Deixe um comentário

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