Sarsfield Cabral: “o recurso de Portugal ao fundo europeu e ao FMI arrisca-se a não passar de uma aspirina, ainda por cima cara”

“Quando o FMI entrou em Portugal em 1978 e 1983 impôs a desvalorização do Escudo, o que permitiu encurtar a fase de austeridade. A nossa economia voltou a crescer passado pouco tempo. Agora não é possível desvalorizar a moeda e assim aumentar a competitividade, dinamizando uma economia há mais de uma década quase estagnada e agora em recessão.
Sair do euro para poder desvalorizar seria uma loucura, dado que teríamos que pagar nessa moeda forte a enorme dívida acumulada e que continua a crescer.
(…)
Por isso o recurso de Portugal ao fundo europeu e ao FMI arrisca-se a não passar de uma aspirina, ainda por cima cara. A julgar pelo que se passa na Grécia e na Irlanda, a receita a que nos vão submeter será dificilmente compatível com qualquer crescimento económico nos próximos tempos, o que porá em causa a própria redução do défice das contas públicas. No horizonte mantêm-se a reestruturação da dívida, o default. Aconteceu em 1891.”
Sarsfield Cabral
Sol 8 de abril de 2011

A verdade dos factos impõe-se assim, assim como o beco sem saída onde décadas de desgoverno do Rotativismo PS-PSD nos meteram: Só podemos pagar pensões e salários da Função Pública a curto prazo (junho!) com recurso a empréstimos do estrangeiro (60% destes têm hoje este destino) e só nos concedem este empréstimo em troca de restrições orçamentais draconianas que – sem o mecanismo corretor da desvalorização cambial – vão criar condições para uma recessão profunda que vai durar mais de dez anos.

A situação é tremendamente grave: este Beco sem saída em que o despesismo, o eleitoralismo e o hiperconsumismo de muitos nos meterem é uma doença terminal e a revolta social, nacional e irreprimível é inevitável.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 29 comentários

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29 thoughts on “Sarsfield Cabral: “o recurso de Portugal ao fundo europeu e ao FMI arrisca-se a não passar de uma aspirina, ainda por cima cara”

    • E contudo: nao acredito. Isto ‘e acredito que passos esta genuinamente convito de que fara realmente a diferenca mas o psd ‘e demasiado um partido de aparelho e de interesses para o deixar mudar alguma coisa de realmente substantiva. Esta condenado a ser devorado. Nas urnas e pelos seus pares.

  1. Odin

    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1859719

    Agora os suecos oferecem empregos a portugueses. Em Junho, serão os alemães. É o que está no artigo do JN.

      • E quem nao? Nao fossem as barreiras familiares e tambem deitaria essa possibilidade. Para um pais lusofono, claro! 🙂

        • Odin

          CP
          Por outras razões que não são as econômicas, também penso na possibilidade de emigrar à médio prazo. Mas vou ser muito sincero. Eu não deixaria o Brasil para morar noutro país lusófono. Preferia um país que é ao mesmo tempo anglófono e francófono como 1ª opção. O Canadá. Uma sociedade bilíngüe, multicultural, cosmopolita e de inclinação “welfare state”. A minha 2ª opção seria a Austrália. 🙂

          • Nenhum dos dois me repugnaria, de facto… Ha em ambos amplas comunidades migrantes de fala portuguesa e gosto da “forma canadiana” de construir um Estado, embora ja nao tanto das derivas totalitaristas recentes na Australia nem da forma como tratam a sua comunidade aborigena…

            • Odin

              O Canadá é um dos países onde os brasileiros melhor se relacionam com a sociedade, se adaptam com facilidade, (exceto o frio rigoroso do Canadá). E ouvi dizer que os emigrantes brasileiros e portugueses ficam juntos, nos mesmos bairros por lá, principalmente em Toronto.
              Quanto a Austrália, já estive mais empolgado. Hoje, o Canadá é a minha 1ª opção de longe.

              • E a Nova Zelandia… Seria tb um dos meus destinos de eleicao.
                De qualquer forma toda esta minha conversa ‘e treta’ tenho mais de 40 anos e ninguem emigra com esta idade.

                • Otus scops

                  não???
                  oupss, querem ver que estou condenado?

                • Odin

                  CP
                  CP

                  Caso eu escolhesse a Austrália, eu ia querer morar preferencialmente no estado de Victoria, em Melbourne. Ou na Nova Gales do Sul (New South Wales). E ia frequentar a Nova Zelândia sim. Mas a Austrália e a Nova Zelândia são muito isoladas.
                  Os Estados Unidos, pra morar, não me despertam interesse, nada contra os Norte-Americanos. Mas o Canadá faz mais o meu gosto. O Canadá tem muitas portas para se fazer investimentos, negócios próprios. Há uma grande comunidade portuguesa e uma considerável comunidade brasileira de mão-de-obra qualificada. É um espaço bom para se abrir um restaurante de gastronomia brasileira + gastronomia portuguesa. Ou uma rede de restaurantes. Também, escolas de inglês e de francês por imersão para estrangeiros, o que já é bastante explorado. E escolas de português como língua estrangeira por lá. O Canadá faz fronteira com o país mais rico do planeta, que tem uma população muito grande e, com alto poder de consumo. Os Estados Unidos. E olhando no Atlas pelo Pólo Norte, o Norte da Europa não é tão longe do Canadá quanto parece. Além dos EUA, tem a Europa Ocidental, sobretudo o Reino Unido e a França uma vez que no Canadá se fala inglês e francês, e a Alemanha com uma população grande e com alto poder de consumo. Vantagens geográficas para exportações, dependendo do tipo de investimento que se for fazer.
                  Caso eu venha a emigrar, a minha 1ª opção é o Canadá, a 2ª é a Austrália, a 3ª é a Suécia* (mas não tenho tanto desejo como eu tenho pelo Canadá), e a 4ª é a Nova Zelândia. 🙂

              • Otus scops

                Odin

                deixa-te de tretas, vais para a Suécia e mais nada!!!
                1. estás mais perto de Portugal (para nos vistares e para nós te visitarmos)
                2. é a tua terra, é lá que tens mais adoradores
                3. as suecas tem melhor fama do que as canadianas. alguém já ouviu falar em canadianas??? só muletas…
                4. como dizes que não gostas de peixe, vais comer arenque fumado até gostares. a partir daí, todos os outros peixes serão néctar!!! 😀

                • Odin

                  Otus Scops
                  Sim. Se houver condições para a emigração LEGAL, eu iria pra Suécia com muito prazer, sim senhor. Antes aprendia o sueco que, tal como inglês, é uma das línguas mais fáceis das línguas germânicas/nórdicas.
                  1,2 e 3: Argumentou muito bem. E cá entre nós, as suecas, as holandesas e as checas são de parar qualquer trânsito de qualquer cidade do mundo. 😉 Você conhece alguma sueca?
                  4- Depende do peixe. Bacalhau, Atum e Salmão, eu gosto sim. 😀
                  E tem mais, até onde eu estou informado, tal como o Canadá, a Suécia tem um nível baixíssimo de xenofobia, é tolerante “até demais” com alguns imigrantes que se acham no direito de impor os seus costumes religiosos aos nativos.

  2. Otus scops

    Odin
    afinal os europeus não são assim tão ruins como alguns gostam tanto de dizer…
    e o Brasil, com tanta carência de quadros, sobretudo agora para o Mundial e para os Jogos Olímpicos não mexe uma “palhinha” para vir cá recrutar quadros especializados… o que se prova também que a Lusofonia não pode ser uma opção. é uma alternativa “apenas”.

    (não estou a criticar o governo brasileiro)

    • Odin

      Otus Scops

      A meu ver, os Europeus do Norte estão sendo mal interpretados. A resposta do vídeo da Finlândia ao vídeo de Portugal feito pela Câmara de Cascais lá, me fez entender isso. Não era a totalidade dos Finlandeses que estavam contra ajudar Portugal. Mas eu respeito o sonho dos lusofonístas e, não vou insistir com eles pra que procurem ver o lado bom da UE. Mas se eu fosse um de vocês, um Tuga, na atual conjuntura, eu jamais ia defender a saída da UE. Talvez, do Euro. Mas não da UE de uma forma geral para fazer outra união que eu nem sei se os outros povos lusófonos vão se interessar. Ainda mais com tanta manifestação xenofóbica pela internet tanto em Portugal quanto no Brasil…
      O Brasil não vai até aí pra recrutar, mas não impede os daí vírem oferecer prestação de serviços por aqui, se assim desejarem. Agora, entre ter que atravessar o Atlântico para outro continente e trabalhar na Europa, se eu fosse um Tuga, não pensava duas vezes, escolhia a 2ª opção, ou seja, a Europa.

    • Muitos portugueses tem partido para o Brasil… E mais nao vao porque o salario medio brasileiro ‘e de cerca de um quarto do nacional. O mesmo nao sucede na Alemanha nem na Suecia.
      De qualquer forma nenhum pais se desenvolve deixando emigrar a sua populacao.

      • Odin

        “…E mais nao vao porque o salario medio brasileiro ‘e de cerca de um quarto do nacional…”

        Isso é o que me deixa mais triste no Brasil. Há uma recusa cultural em valorizar o trabalhador. Eu concordo que a produtividade deve compensar o salário recebido. Os trabalhadores devem ser estimulados a produzir muito. Mas, é revoltante esse desrespeito aos trabalhadores, os salários baixos. E parte da culpa é do governo, independente de partido, porque mantém carga tributária alta demais.

  3. Odin

    Clavis Prophetarum :
    Muitos portugueses tem partido para o Brasil… E mais nao vao porque o salario medio brasileiro ‘e de cerca de um quarto do nacional. O mesmo nao sucede na Alemanha nem na Suecia.

    Exatamente. Para quê eu ia emigrar pra outro país se não fosse pra ganhar muito, mas muito mais do que ganho no meu? Não necessariamente na forma de emprego, mesmo que na forma de investimentos, de abrir um negócio próprio.

    Por exemplo, vamos supor que eu fosse abrir uma rede de fast food de comida típica brasileira, começando com 1 restaurante. Considerando o equilíbrio entre o poder de compra mais o tamanho da população, na Europa o 1º país que eu teria motivação para investir seria a Alemanha. Mas procuraria pesquisar se os alemães aceitam bem a gastronomia brasileira, ou se o mercado já está muito explorado. Há outros exemplos de negócios próprios.

  4. Riquepqd

    Pelo que assisto nos telejornais, em Portugal há milhões de trabalhadores qualificados precisando de emprego.

    Enquanto no Brasil as empresas se estapeiam atrás de trabalhadores qualificados, porque as vagas no ensino técnico não acompanharam os ultimos anos de crescimento econômico, apesar dos esforços do ex presidente Lula, que criou mais escolas técnicas e campus universitários que todos os chefes de governo que o Brasil já teve juntos.

    Então porque não se junta a fome com a vontade de comer?
    Porque estes trabalhadores portugueses não vem trabalhar no Brasil?
    Porque as empresas brasileiras não recrutam em Portugal?

    Assim o crescimento econômico brasileiro não seria interrompido por falta de mão de obra qualificada e estes chefes de família desempregados poderiam voltar a viver dignamente.

    Se a união losófona saísse do papel isto seria resolvido.

  5. Odin

    Odin :

    Clavis Prophetarum :
    Para quê eu ia emigrar pra outro país se não fosse pra ganhar muito, mas muito mais do que ganho no meu? Não necessariamente na forma de emprego, mesmo que na forma de investimentos, de abrir um negócio próprio.

    Caso a motivação fosse necessidade econômica/financeira.

  6. riquepqd

    CP,

    “…o salário médio brasileiro ‘e de cerca de um quarto do nacional…”

    É uma meia verdade.

    Na teoria realmente é, mas na prática, não há tanta diferença assim.

    Acho que em vários itens onde o Brasil tem grande oferta de produção, os preços são muito menores que em Portugal, por exemplo em comida.

    O Brasil é um grande exportador de alimentos, e Portugal importa grande parte do que consome. Por isso acho que percentualmente em relação a seu salário, o assalariado brasileiro gasta bem menos com alimentação do que o assalariado português.

    Além disso, desde o plano Real, a inflação foi bem controlada, desde o início da década de 90 não enfrentamos mais o monstro da inflação, e com isto o ganho real é evidente a cada aumento do salário mínimo, mesmo o salário mínimo ainda sendo muito baixo, e no campo da inflação não sei como vai Portugal.

    Por outro lado, o Brasil não precisa de trabalhadores portugueses sem formação técnico-profissional, pessoas com formação básica o Brasil tem aos milhões, e são elas quem recebem o salário mínimo, o Brasil precisa de trabalhadores brasileiros e portugueses qualificados, e estes atualmente estão ganhando muito bem no Brasil, devido à simples equação de maior oferta de vagas do que trabalhadores qualificados para assumi-las.

    Por isso acho que se algum português com boa formação profissional não tenta imigrar para o Brasil, não é devido ao salário, porque aqui ganharia bem, é devido a vários outros fatores.

    “nenhum pais se desenvolve deixando emigrar a sua populacao”

    Apoiado! Mas se voltassemos a ser um só país, não seria tão mal assim…

    • De facto nao me expliquei bem: nao ‘e inteligente a um quadro portugues emigrar para o Brasil na perspetiva tradicional de “amealhar para enviar para a familia e poupar para a reforma”. Nao por causa dessa diferenca de rendimentos (o mesmo nao ‘e verdade em relacao ‘a Suica ou ‘a Alemanha, p.ex.) Mas ‘e perfeitamente inteligente emigrar para o Brasil almejando uma vida permanente aqui, usufruindo do nivel de vida local e dos precos aqui praticados na generalidade dos produtos (e muito inferiores aos em Portugal).
      E sim, sei que ha uma grande falta de bons quadros tecnicos e gestores e que temos (especialmente dos primeiros) dos melhores do mundo.
      Quanto a ser um so pais, esse ‘e o meu sonho e um dos objetivos do MIL: Movimento Internacional Lusofono, de que sou vice, mas todos sabemos a quantidade de caminho que ainda falta correr para chegar a esse ponto…

    • Otus scops

      MITO:
      os preços são muito menores que em Portugal, por exemplo em comida.
      REALIDADE:
      os preços são menores nalguns casos, noutros não (situação normal) mas o salário menor não anula a diferença.
      peguei numa tabela da Embrapa http://www.cpafrr.embrapa.br/embrapa/index.php/es/licitacion/148-precos-de-referencia/492-precos-de-referencia-2010-generos-alimentacao e comparei alguns preços de Portugal e constato que não há vantagem nítidas.

      EMBRAPA RORAIMA
      PREÇO GÊNEROS JAN – ABRIL 2010 Unid UNT R$ EST. UNT € PORTUGAL
      Alho Kg 11,95 5,22 7,00
      Arroz Tipo 1 Kg 2,20 0,96 0,53 – 10,00
      Biscoito água e sal Pct 400gr Pct 2,20 0,96 0,40
      Bolacha cream Crack 200Gr Pct 1,99 0,87 0,90
      Café torrado e moído Pct 250gr 3,60 1,57 4,5 – 10,00
      Carne Alcatra Kg 13,00 5,68 13,00
      Cebola Branca Kg 4,49 1,96 4,00
      Farinha Kg 2,55 1,11 0,75 – 3,00
      Feijão – Pacote 1 kg Pct 3,75 1,64 0,79 – 1,2
      Frango Congelado Kg 4,89 2,14 2,50
      Leite em pó integral Embal. 400gr 7,05 3,08 4,80
      Leite integral em caixinha L 2,90 1,27 0,79 – 2,00
      Macarrão 500gr Pct 2,25 0,98 0,75
      Margarina 1000gr Pt 8,00 3,49 1,79 – 4,00
      Óleo 1l L 3,50 1,53 1,62 – 2,49
      Pão francês 50gr Und 8,00 3,49 1,89 – 5,30
      Sal refinado Kg 0,85 0,37 0,15 – 16,00
      Tomate Kg 5,80 2,53 0,90 – 12,00
      Vinagre 500ml Und 1,82 0,79 0,49 – 1,2

      consultem os websites do Pão de Açucar e o Jumbo (empresas do mesmo grupo) que as diferenças são residuais:
      http://www.paodeacucar.com.br/categoria.asp?categoria=catCarneAvePeixe&subCategoria=catCarneBovina
      http://www.jumbo.pt/Frontoffice/ContentPages/JumboNetWelcome.aspx

      FACTO:
      O Brasil é um grande exportador de alimentos
      REALIDADE:
      produções intensivas e com práticas assassinas para o meio-ambiente que esgotarão e médio prazo a capacidade de auto-regeneração dos solos – um desastre ecológico e económico anunciado a prazo, qual chineses…
      para não falarmos de fome endémica no nordeste, uma vergonha!

      REALIDADE
      Portugal importa grande parte do que consome, sobretudo alimentos processados mas o mais grave são os cereais.
      peixe, carne, vegetais estamos perto do autonomia

      AFIRMAÇÃO
      Além disso, desde o plano Real, a inflação foi bem controlada
      REALIDADE
      com o e$cudo e posteriormente como o €uro a inflação está controlada desde os anos 80.
      nem temos reconversões de moeda à séculos, tais como cruzeiros, cruzados e reais…

      REALIDADES
      “…não sei como vai Portugal. ” já deu para notar à muitooooo tempo! é esse o problema…

      REALIDADE
      “o Brasil não precisa de trabalhadores portugueses sem formação técnico-profissional” sim, para isso tem aí gente de sobra…
      tal como os portugueses que absorveram centenas de milhares de trabalhadores brasileiros durante os anos 80, 90 e 2000 que não tinham na sua maioria especialização nenhuma. e ainda bem porque foram (e ainda são) uma excelente força de trabalho e tem ajudado em muito a contribuir, com o seu labor diário, para melhorar da sua antiga metrópole, bem-hajam todos.
      no entanto tenho que referir que também vieram bastantes brasileiros altamente qualificados, que ainda ocupam lugares de destaque na sociedade portuguesa, a levar ainda mais longe, mais alto e mais fortemente a sua antiga metrópole, a todos eles também um granada bem-haja!
      termino este parágrafo dizendo que nem o Brasil tal como os outros países menos desenvolvidos precisam de pessoas sem qualificação, bem pelo contrário…

      MITO
      Apoiado! Mas se voltassemos a ser um só país, não seria tão mal assim…
      REALIDADE
      Portugal e Brasil partilharam uma esquisitice jurídico-administrativa numa situação de calamidade e deu no que deu… nunca houve plena união, havia uma relação metrópole-colónia e de seguida os colonos resolveram seguir o seu caminho, um facto que o andamento da História tornou inevitável.
      “Chaque un en sa place” como sempre foi, mas se podermos cooperar e até unir-mo-nos por tratados, porque não???

      • A comparacao dos precos dos alimentos ‘e curiosa. E confirma um fenomeno que tb se observa na Europa. Quanto aos solos agricolas brasileiros ha ainda muitos solos em reserva…
        Quanto ‘as possibilidades de uma uniao Portugal-Brasil, as minhas posicoes sao conhecidas e a minha fe nessa estrategia inabalavel, como sabes…

        • Otus scops

          CP

          a que “…fenomeno que tb se observa na Europa.” te referes???

          “Quanto aos solos agricolas brasileiros ha ainda muitos solos em reserva…” ui, ui, que perigo!!!

          “uma uniao Portugal-Brasil”, mas como??? políticamente???

          • O fenomeno da rede do protetorado que lancam sobre Portugal…
            Quanto ‘a Uniao, acredito num modelo confederal, com sede exterior (em Cabo Verde), um parlamento comum (eleito) e um voto paritario entre todos os membros desta Uniao.

  7. Riquepqd

    “uma uniao Portugal-Brasil”, mas como??? políticamente???

    Sei que a pergunta não foi direcionado a mim, mas como também já se dirigiu diretamente a mim…

    Gostaria de saber o que acha do tipo de união que propus no post “Sobre a “proposta” do Financial Times para que o Brasil anexasse Portugal”?

    • Otus scops

      Riquepqd

      começo por saudar o regresso ao Quintus (apesar de o site não ser meu nem ter qualquer tipo de responsabilidade como mestre de cerimónias) que é um espaço engraçado para falar destas coisas lusófonas.
      na minha opinião, as pessoas que aqui vem é porque são interessadas na Lusofonia, ou porque são a favor ou porque a refutam, mas não lhe são indiferentes. deve ser o nosso caso, devemos é ter visões diferentes do assunto – o que é normal.
      fico honrado quando alguém me pergunta algo ou quer saber a minha opinião.
      respondi a esta questão aqui: http://movv.org/2011/04/08/a-situacao-da-divida-externa-portuguesa-e-cada-vez-mais-insustentavel/#comment-118319 e em restantes comentários subsequentes, nomeadamente com o meu prezadíssimo amigo Quintusiano Odin Borson.

      sobre a polémica do Finantial Times é um perfeito exagero, é o aproveitamento demagógico das palavras de um economista de um jornal especializado que não representa ninguém na Inglaterra, nenhuma corrente política, social ou de pensamento para agora atribuirmos culpa do que quer que seja aos ingleses, como nação ou como atitude política.
      curiosamente ninguém refere, ou porque não leu e não viu o vídeo ou porque não interessa dizer, o mesmo jornalista faz a mesma proposta de anexação entre o Reino Unido e a Índia, para daqui a uns anos, pois o RU ainda está em melhor situação do que nós e ainda pode aguentar-se mais algum tempo.
      a fábrica da Jaguar-Land Rover (prestigiado grupo inglês que agora é controlado pela indiana Tata) que abriu ontem na Índia é revelador desse caminho.
      os ingleses são mestres do pragmatismo, devíamos seguir o exemplo deles.

      quanto à proposta não consegui descortinar nada de concreto como proposta em si, mas achei que tem ideias interessantes e se for do interesse de ambas as partes, porque não??? por mim é de aproveitar. mas continuo a achar que a salvação dos portugueses NUNCA é com alianças exteriores, começa SEMPRE e EM PRIMEIRO LUGAR na reorganização interna. como está ficaria tudo na mesma para o nosso povo (o português) e traria grandes perdas para o Brasil, os únicos que ganhariam com a situação seriam os manhosos do costume que engordariam ainda mais o pecúlio, iriam roubar tudo aos brasileiros! cuidado. 🙂

      quanto ao post em si gostei muito de o ler, nomeadamente sobre aquelas diferenças todas entre os habitantes das várias regiões brasileiras – que desconhecia – que para o exterior são invisíveis, pensava que era uma nação mais homogénea.

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