Monthly Archives: Maio 2011

Quids S23: Quem é este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Categories: Quids S23 | 4 comentários

A febre do Consumismo em Portugal

A febre do consumismo – apesar da crise e a da existência de quase 900 mil desempregados – não dá mostras de abrandar em Portugal. Com efeito, o mercado português de electrodomésticos e de informática de consumo não para de crescer sendo ainda um dos países europeus onde este tipo de consumo mais cresce (segundo um estudo da Cetelem).

O estudo indica que em 2009, cada família lusa teria gasto em média 236 com compras de eletrodomésticos, o valor mais elevado dos oito países analisados. O estudo revelou ainda outro elemento espantoso: 37% das famílias tencionavam gastar mais em eletrodomésticos em 2011 do que em 2010!

No que concerne à informática, Portugal está já não no topo, mas ainda assim num “confortável” (para os fabricantes e importadores) terceiro lugar e com um aumento de 2.41% entre 2009 e 2010.

Estes dados apontam para que os portugueses ainda não estão devidamente conscientes da necessidade patriótica imperativa de pouparem e de evitarem aquisições de bens e equipamentos ao estrangeiro, algo que é particularmente chocante quando sabemos que Portugal é um dos dois países em maiores dificuldades na União Europeia (com a Grécia) e revela uma inconsciência nacional que é difícil de compreender.

Fonte:
http://tek.sapo.pt/noticias/negocios/mercado_portugues_de_electronica_de_consumo_e_1155594.html

Categories: Economia, Portugal | 1 Comentário

Quids S23: Quem é este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

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Categories: Quids S23 | 3 comentários

Orgasmo: Um Estado Alterado de Consciência?

A ciência ainda não foi capaz de compreender o que é um orgasmo. Estudos recentes, realizados nos EUA, indicam que 25% das americanas tiveram dificuldade em ter um orgasmo no último ano e que entre 5 a 10% nunca chegaram mesmo a sentir tal coisa.

Trabalhos recentes revelaram que a região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal desempenha no orgasmo um papel central. É aqui também que os fenómenos ligados à consciência, à auto-avaliação e a capacidade para nos colocarmos no lugar do outro, têm lugar. Esta é a região que se ativa nas mulheres durante o orgasmo, como é também a região que é usada nos processos de imaginação, criatividade e visualização mental, a ligação destes com as fantasias sexuais é imediata e evidente.

Esta conclusão implica que o orgasmo altera o estado de consciência, o que conforma com a descrição comum para este estado como sendo a “perda de controlo” por excelência. O orgasmo seria assim capaz de ultrapassar e momentaneamente assumir o controlo sobre os sistemas habitualmente dominantes da consciência. Assim, o “estado alterado de consciência” seria bem real e concreto, dando assim sustentação à leitura do budismo tântrico segundo o orgasmo (assim como o bardo, ou processo da morte) seria um dos momentos em que indivíduo poderia alcançar o estado de “iluminado” em vida. Este estado alterado induzido pelo orgasmo pode ser necessário para obter mais prazer (desligando temporariamente os mecanismos normais de consciência). A incapacidade manifestada em alguns indivíduos em alcançarem este estado pode assim resultar da sua incapacidade física ou psicológica para se deixarem “perder o controlo”.

Fonte:
http://www.newscientist.com/article/mg21028124.600-sex-on-the-brain-orgasms-unlock-altered-consciousness.html?full=true

Categories: Budismo, Ciência e Tecnologia | Deixe um comentário

“O Quinto Império é um projeto para Portugal, para os portugueses e dos portugueses para o mundo”

“O Quinto Império é um projeto para Portugal, para os portugueses e dos portugueses para o mundo. Foi idealizado pelo grande imperador da língua portuguesa, Padre António Vieira, traça as linhas para um mundo novo, uma nova idade, a idade do Espírito Santo”

> A visão de António Vieira para o Quinto Império era fundamentalmente diferente da de Fernando Pessoa ou Agostinho da Silva. A sua visão era muito mais política e missionária do que mental ou cultural, como sucedia com Agostinho e Pessoa.

“O sistema atual de educação em Portugal não foi feito para nem pelos portugueses, sendo uma cópia tirada de outros países da Europa. Uma das suas grandes falhas é a forte influência cartesiana, onde apenas existem respostas corretas e erradas. Eventualmente, este sistema pode funcionar de modo razoável em disciplinas de ciências naturais mas, quando se trata de literatura e Filosofia, esta aproximação não será certamente a mais correta.” (…) “Na verdade, nenhum aluno é livre de apresentar uma opinião própria sobre uma obra, mesmo que fundamentada. (…) Gradualmente, este método leva à castração da mente crítica”.

> o grande nó górdio do desenvolvimento cultural, social e económico português que falta ainda desatar é o da Educação. Embora Portugal tenha hoje uma população universitária considerável e tenha alguns dos melhores cursos e universidades do mundo a verdade é que os nossos alunos continuam a ter menos 3 ou 4 anos de escolaridade que os países mais desenvolvidos do mundo, que a produtividade (medida logo que entram no mercado laboral) é mais baixa que a média dos países da OCDE e que o nosso número de professores por aluno seja dos mais altos do mundo desenvolvido, a verdade é que o nosso desempenho escolar global é medíocre.
Portugal precisa de novos paradigmas.

Comentário a um artigo de Pedro Cipriano
Nova Águia 7

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Ricardo Reis: “Porque somos tão pobres?”

“Apesar de muito progresso nos últimos 50 anos, Portugal ainda é um país pobre. Em 2010, um alemão era em média 62% mais rico do que um português, e até um grego era 10% mais rico do que nós.
A última década agravou este atraso. O nosso PIB per capita cresceu só 2.2%. Para pôr este número em perspetiva, a estagnação económica japonesa entre 1992 e 2002 ficou famosa como a década perdida. Quanto cresceu o Japão durante este período? Mais do dobro do que Portugal nos últimos 10 anos: 5.7%”

> Portugal está em estagnação económica há mais de uma década. Um tão longo período de paralisia económica já devia ter convencido as elites governativas (sobretudo as do bi-partido PS-PSD) de que o modelo económico, baseado na construção de infraestruturas, no predomínio do setor terciário e do imobiliário está esgotado e que não é capaz de produzir os recursos suficientes para manter um país da nossa dimensão. É impossível que o país continue a existir nesta forma e neste formato atual indefinidamente. E não serão nem “contenções orçamentais” nem a destruição do Estado Social que – a prazo – irão resolver algo. Portugal precisa de novos paradigmas, de novos modelos e de novos desígnios nacionais ou arrisca-se a ser para todo o sempre não mais do que um protetorado da Europa do Norte, que se hoje nos empresta dinheiro (a juros elevados) para evitar a bancarrota, amanhã não hesitará a enviar as suas legiões por forma a garantir a boa cobrança desse empréstimo ou a tomada da zona económica exclusiva como garantia dos mesmos.

“Porque somos tão pobres? Não é porque trabalhamos pouco. Em relação à nossa população, mais portugueses trabalham do que gregos ou alemães, e cada um passa muito mais horas no local de trabalho – 26% mais do que os gregos e 8% mais do que alemães.”

> Não é este o mito que os alemães querem fazer passar. Para o alemão, todos os povos do sul são calaceiros e pouco amigos do Trabalho. Mas a realidade desmente esses preconceitos racistas dos germânicos: não só os portugueses trabalham por semana mais horas que os alemães (mais 3), como têm menos dias de férias que os germânicos. A diferença entre Alemanha e Portugal não está no Trabalho, portanto. Está na Produtividade do mesmo… e aí entram em equação um sem número de fatores além do próprio trabalhador.

“Também não é porque investimos pouco ou porque temos equipamentos e infra-estruturas insuficientes. Em relação ao que produzimos, o nível do nosso capital é semelhante ao de outros países europeus.”

> a rede rodoviária portuguesa é muito mais densa que a alemã, por exemplo. E os investimentos públicos no setor dos transportes consideráveis. Graças aos “fundos europeus” comprámos inúmeros bens e serviços (sobretudo a empresas do norte da Europa) para modernizar até ao nível europeu a nossa rede de transportes. E a parte que os Fundos não financiaram fomos buscá-la ao endividamento que hoje ameaça asfixiar-nos… Ficámos com uma grande rede de transportes, mas com ela veio uma grande dívida externa. O investimento (seguindo restritamente as orientações europeias) concentrou-se nas infraestruturas e em troca dele sacrificámos a nossa indústria (cedida à China e à Europa de Leste) e as pescas (sendo os nossos mares rapidamente ocupados com arrastões espanhóis).

“A causa da pobreza portuguesa é fazermos pouco com os meios à nossa disposição. Desta falta de produtividade, destacam-se os dois componentes.
Primeiro, a falta de capital humano. Em 2010, em média, um português passou 7.7 anos na escola, contra os 10.4 anos dos nossos vizinhos espanhóis, e os 12.4 anos dos norte-americanos.”

> e com que rendimento escolar? e em que cursos? Não é somente uma questão de poucos anos no ensino superior, é uma questão de saber se certo tipo de cursos que hoje proliferam (e foram autorizados pelo Ministério) têm razão de ser ou se devem ser reduzidos apenas às quantidades que o Mercado de Trabalho consegue efetivamente absorver. Cursos como “Relações Externas”, “Psicologia”, “Direito”, “Sociologia”, etc devem ser rigorosamente avaliados na sua qualidade, a sua quantidade deve ser avaliada e reduzida até patamares aceitáveis e mestrados absurdos como “engenharia de campos de golfe” ou “mestrado da Paz” simplesmente suprimidos como plenas inutilidades que são.

“Um ano a mais nas nossas escolas produz um aumento de rendimento de 2%. Um ano a mais numa escola espanhola leva a um aumento de 4.5%. E numa escola alemã, 8.3%. Estas diferenças de rentabilidade são bem maiores do que a diferença nos anos de escolaridade.”

> Todos os cursos superiores (públicos e privados) devem ser sujeitos a auditorias externas que avaliem a sua qualidade. Os piores, devem ser encerrados. Os maus professores despedidos. Os maus alunos no ensino público (que chumbem anos seguidos, sem fim) devem ser expulsos, como efetivo desperdício de recursos escassos que são.

“O segundo fator é a má gestão. Um estudo recente mediu as práticas de gestão em 17 países do mundo com base em grandes amostras a empresas. Talvez não surpreenda o leitor que a qualidade da nossa gestão é má. As práticas de gestão portuguesas estão abaixo das mexicanas ou polacas e só acima das brasileiras e das gregas.
Olhando para as categorias individuais, os portugueses dão-se pior nos recursos humanos. Deste estudo fica a impressão que, comparado com outros países, praticamente não existem bons incentivos no local de trabalho em Portugal. Recompensar os melhores funcionários e castigar os piores, incluindo despedi-los, são atos invulgares na indústria portuguesa.”

> Será polémico, de certo, mas há que rever o Código Laboral permitindo que os calaceiros que passam o dia a discutir futebol ou as novelas sejam afastados. O despedimento individual não pode ser o tabu que é nos dias de hoje. Há que encontrar formas de defender os trabalhadores contra abusos e prepotências, mas a ligação entre empenho e comprometimento no Trabalho e Emprego e, sobretudo, níveis de remuneração deve ser firmemente estabelecida.

A forma menos arbitrária de estabelecer Justiça e Incentivos para a produtividade passa – em nosso entender – pela conversão das empresas em cooperativas de produção em que o Capital é parcial ou totalmente detido pelos próprios trabalhadores, os seus gestores (intermédios e de topo) eleitos em assembleia geral e todos aqueles que por manifesta incapacidade ou falta de vontade são incapazes de contribuir a sua parte para o todo coletivo, afastados nessas mesmas assembleias gerais. Estabeleça-se a ligação entre Produtividade e Vencimento, coloquem-se as pessoas a trabalharem para objetivos estendíveis e alcançáveis, tornando-as parte desse processo decisório e executório e teremos um país reestruturado e vencendo o seu grande problema: a incapacidade crónica da maioria dos seus gestores.

Comentário a um artigo de Ricardo Reis
Sol 6 de maio de 2011

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

Clara Ferreira Alves: “A faceta religiosa de Pessoa era detestável”

Clara Ferreira Alves (http://www.truca.pt)

Clara Ferreira Alves (www.truca.pt)

“Em época menos recuada, concedeu Clara Ferreira Alves, na qualidade de diretora da Casa Fernando Pessoa, uma entrevista a um jornal diário, na qual declarava que não lhe interessava nada o “lado religioso” de Fernando Pessoa, faceta que a senhora, de resto, considerava “detestável”.
Pedro Martins
Nova Águia 7

Ignorar ou – pior – desprezar o lado religioso ou para-religioso do pensamento pessoano é escolher ignorar a parcela mais importante do pensamento político e filosófico de Fernando Pessoa.

A latitude religiosa e mental do pensamento e da ação humana é essencial para a realização do indivíduo e desprezá-la (como fez Clara Ferreira Alves) é procurar tornar a Pessoa numa máquina biológica, destituída de mais propósitos além dos reprodutivos e alimentares. E o Homem é imensamente mais do que isso… o aspeto religioso do Homem é determinante nas decisões pessoais e comunitárias desde sempre e condicionou e condicionará sempre as grandes decisões. Na Expansão portuguesa, essa pulsão foi determinante (por muito que António Sérgio não acreditasse nela) e ainda que o mundo contemporâneo possa parecer a-religioso ou mesmo anti-religioso não o é de facto, sob a superfície… os valores fundamentais da sociedade seguem sendo de base judaico-cristã, assim como as motivações finais, pessoais e coletivas e o Lucro não é o “deus” último e acabado que se pensou ser, havendo sinais claros que o paradigma económico está a começar a dar sinais de mudança: empresas cooperativas, índices de felicidade, aquecimento global, preocupações ecológicas e de sustentação ambiental começam a penetrar grande parte das atividades humanas e poderão ser dominantes no mundo económico e social que se seguirá a esta grave crise atual…

Categories: Lusofonia, Nova Águia, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

José Poças Esteves: “Nos momentos difíceis, Portugal tem revelado uma elevada capacidade de resiliência”

“Nos momentos difíceis, Portugal tem revelado uma elevada capacidade de resiliência. Nesses momentos difíceis, Portugal consegue criar novos conceitos estratégicos (…) estamos num desses momentos históricos (…) passámos de uma situação de bancarrota iminente, em 1983, para a adesão à Comunidade Europeia, em 1986. Em três anos!”
(…)
“O Mar muda o conceito estratégico de Portugal e o paradigma central da economia portuguesa: de um país periférico e pequeno da Europa para um país grande e central no Mundo. De facto, quando encarado em toda a sua dimensão, terrestre e marítima. Portugal tem uma posição geoestratégica no Atlântico Médio, onde os grandes fluxos económicos acontecem, e uma dimensão que lhe permite constituir-se como um dos maiores países do mundo, com uma plataforma continental a caminho dos 4 milhões km2.”

José Poças Esteves
Sol 6 de maio de 2011

A Europa esgotou-se enquanto desígnio nacional. Provou, pela sua falta de solidariedade, pela sua transformação num “diretório dos Grandes” que subjuga e estabelece protetorados sobre os países mais pequenos que era um projeto esgotado e sem futuro. Durante décadas impôs “fundos estruturais” que mais não eram do que contrapartidas à destruição do tecido produtivo (industrial, agrícola e pesqueiro) por forma a deixar espaço para as importações dos produtos com elevado valor acrescentado que não abdicava de continuar a produzir.

Os “fundos estruturais” acabaram. Deixaram atrás de si um país com infra-estruturas que deixam invejoso qualquer país desenvolvido do primeiro mundo, mas que (como implicavam sempre um co-financiamento do Estado português) deixaram uma pesada dívida pública que é hoje completamente impossível de pagar.

Portugal tem que saber assim renegar o pesado jugo que esta interesseira e imperialista Europa lhe quer cravar. Tem que negar o pagamento de uma dívida impagável e que foi contraída pelos lacaios das financeiras europeias e dos Estados do norte da Europa e concentrar-se nas produções de substituição que lhe devolvam a soberania económica. Tem que reinventar uma moeda própria que lhe garanta a indispensável soberania financeira e monetária. Portugal tem que recuperar a sua independência dos lugares para onde ela foi desviada e escolher como novo desígnio nacional supremo o Mar: Pelo Turismo, pelo investimento estatal numa marinha mercante, pela instalação de explorações mineiras no subsolo oceânico, pela retoma dos recursos piscícolas das frotas de arrastões espanhóis que fizeram dos nossos mares o seu maná, pela instalação de centrais de energia das ondas e das marés, pela cobrança de direitos de passagem aos numerosos cargueiros e petroleiros que atravessam todos os dias as nossas águas, Portugal deve apostar radicalmente em todas as formas de investigação científica que envolvam o Mar, promover a instalação de empresas públicas que mostrem o caminho às privadas ou que façam parcerias com estas nas áreas de capital mais intensivo ou de risco mais elevado. Portugal tem que, em suma, reassumir a liderança do seu destino, expulsando os “senhores altos e loiros do norte da Europa” que querem mandar em nós e reassumindo a perdida soberania nacional que os seus sabujos e lacaios tiraram de todos nós se nunca terem submetido tal radical transferência de soberania a um único referendo.

Categories: Economia, Política Nacional | 6 comentários

Quids S23: Que concelho é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Resposta a Riquepqd sobre uma União Portugal-Brasil

Este comentário de Riquepqd deriva de um artigo publicado recentemente no Finantial Times num muito pejorativo para com Portugal (algo que infelizmente esta longe de ser uma raridade na imprensa britânica). No essencial, o FT alega que Portugal devia tornar-se numa província brasileira, ao que Riquepqd responde:

“retiraríamos o termo província, que tem uma conotação pejorativo neste tipo de discussão, substituiríamos por Estado.”
– Obviamente, o termo “província” tem no articulado britânico uma intenção meramente insultuosa… Pretende tornar o milenar Portugal num apêndice de um outro pais, classificando como secundário, desprezível e irrelevante, como uma pulga que qualquer nação no mundo consegue esmagar. Desenganem-se os britânicos… A lista de invasores que tentaram absorver Portugal ‘e inumera e todos tem algo em comum: falharam. Portugal não ‘e um “estado falhado” e nunca será. O mesmo não se poderá dizer do Reino Unido quando as suas “colónias insulares” começarem a sair (a começar pela Escócia)…

Riquepqd prefere a aproximação politica entre Portugal e Brasil seguindo o primeiro um formato de “Estado”. ‘E verdade que o estatuto de “Estado” garante a essa entidade um maior grau de autonomia e auto governo que uma “província” (especialmente num estado relativamente muito centralizado como o brasileiro). Um Estado deve ter um elevado padrão de auto-governo e um amplo leque de competências, recursos e finalidades. De facto, na minha Visão os “Estados” devem ser confederados e não federados, mas o essencial das competências que tradicionalmente lhe são atribuídas devem ser delegadas a nível autárquico (descentralização municipalista), pelo que seria a este patamar (e não ao nível do Estado) que residiria o essencial do exercício da cidadania e do poder politico, o desvalorizaria a polémica Estado-Provincia, em grande medida…

“Segundo, hoje Portugal é um “federado” entre estrangeiros, quase sem voz e com graves problemas económicos na União Europeia.”
– Sendo esse estatuto menor e inferior obtido pelos europeus (liderados por uma alemanha que parece ter esquecido já as lições do expansionismo germânico do século XX) sem que tivesse havido um só referendo onde os cidadãos de Portugal tivessem expresso a sua vontade soberana em transferir a mesma para fora do seu pais. Nunca houve em Portugal um “referendo europeu” que legitimasse a deriva “federalista” (de facto, “centralista”) nem a submissão dos países mais pequenos aos maiores e mais ricos.

“Na federação brasileira, por sua importância histórica, política e geográfica, teria papel de destaque em todos os campos, principalmente no político, assim como fazem São Paulo e Rio de Janeiro.”
– De facto, o modelo que advogo (e advogamos no MIL) ‘e diverso: não ‘e uma absorção pura e simples na já existente federação brasileira, mas a formação de uma união lusitana, em que Portugal, Brasil e os demais paises lusofonos estariam ao mesmo nível (o modelo atual de funcionamento da CPLP), sendo este o único capaz de calar os criticos que apregoam “novos imperialismos” resultantes do papel “imperial” histórico português ou demográfico e económico atual do Brasil. Seria uma confederação de Estados independentes, intensamente descentralizada a nível municipal e profundamente diferente (no que concerne ao exercício da democracia) dos atuais modelos de Estado que hoje conhecemos, portanto.

“Terceiro, Brasil e Portugal teriam grandes vantagens em se tornar ao lado da França e Reino Unido, uma nação transcontinental. Com Portugal, o Brasil consolidaria papel entre os protagonistas do mundo, e com o Brasil, Portugal voltaria a ter no mundo o papel relevante que sempre teve.”
– De facto. Seríamos uma autêntica superpotencia mundial: com um pé na região mais desenvolvida do mundo (a Europa) e outro numa das potencias com mais potencial (o Brasil). Complementados com Angola e os seus numerosos recursos naturais, formaríamos um triângulo inigualável no mundo e ímpar na Historia.

“Quarto, a sufocada economia portuguesa voltaria a ter gigantescas esperanças de recuperação, já que ganhariam novos 190 milhões de consumidores, com aumento sem precedentes do mercado consumidor, aumentariam as vendas, os empregos, o PIB e etc.”
– e o Brasil beneficiaria igualmente dos bons (porque os há) ensinamentos portugueses no processo de unificação europeia, da mao de obra qualificada portuguesa, das suas ligações únicas na África lusofona e na comunidade migrante portuguesa dispersa pelo mundo, do avançado estado de desenvolvimento da Ciência e da industria tecnológica portuguesa, entre muitas outras vantagens.

“Quinto, o crescimento económico no Brasil estaria garantido durante alguns anos, já que está ameaçado por falta de mão de obra qualificada, porque não faltaria mão de obra qualificada oriunda de Portugal. E de quebra reduziria a níveis mínimos o desemprego em Portugal.”
– Ora bem. Um excelente exemplo de como a aproximação poderia beneficiar ambas as partes; falta de Emprego de um lado, procura do mesmo do outro.

“Sexto, a dívida soberana portuguesa seria liquidada, porque é inexpressiva em relação as reservas do tesouro brasileiro, com isto, todo o PIB português voltaria a ser investido em melhorias para o povo português, ao invés de ter parte sendo usada para pagar os juros da dívida, com isto Portugal também não precisaria se submeter aos desmandos do FMI ou das arrogância dos seus “irmãos” europeus.”
– Sendo ainda mais importante que fossem criadas condições para que Portugal não continuasse neste ritmo suicidario de endividamento constante e crónico. O Brasil poderia facilmente absorver a Divida portuguesa, mas essa absorção teria que ser submetida a referendo, por forma a não minar um relacionamento que não poderia (re)começar com equivocos latentes ou silenciosos…

“Sétimo, Portugal tem índices sociais melhores que os do Brasil, com isto o Brasil poderia aprender quais as experiências positivas portuguesas para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e erradicar de vez a miséria.”
– Decerto. Poderia aprender com a boa experiência do municipalismo português (muito atrasado ainda no Brasil), com a experiência das Renováveis e da Banda Larga, da promoção da investigação cientifica e do dinamismo das tecnológicas, etc…

“Oitavo, O preço dos alimentos em Portugal reduziria exponencialmente, já que deixaria de importar a impostos altos boa parte do que consome. Já que o Brasil exporta alimentos, e sendo Portugal um federado do Brasil, acabariam as importações, seria uma compra dentro do próprio país”
– Correto. Não haveria taxas aduaneiras, o que beneficiaria a todos, mas tal teria que ser feito de forma a – primeiro – preservar a agricultura portuguesa e a – segundo – ate a promover, nas áreas onde ela ‘e realmente competitiva.

“Nono, um novo BRIC europeu ocidental seria muito mais influente no mundo, com isto a cultura luso-brasileira seria muito mais divulgada no mundo.”
– Não seria um BRIC, mas um ULRIC (União LusofonaRIC)… Uma potencia única no mundo, em extensão continental (quatro continentes!), com centenas de milhões de falantes na mesma língua e… Exemplar no que concerne a democracia e liberdade (ainda que houvesse necessidade de corrigir certos desvios que hoje existem em Angola)

“Décimo, essa é a que eu mais gosto, a selecção brasileira + o Cristiano Ronaldo!
Imagine só um ataque formado por Neymar e C. Ronaldo? Seríamos imbatíveis novamente.”
– 🙂 não ligo muito a futebol, e o Ronaldo não deve ser eterno, hem!

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 90 comentários

A solução islandesa

Islândia (http://0.tqn.com)

Islândia (http://0.tqn.com)

“A Islândia faz então o inusitado: decide proceder à liquidação dos bancos em rutura de pagamentos. Por outras palavras, o Estado respondeu pelas perdas dos seus cidadãos transferindo os ativos para novos bancos, e remeteu para os acionistas e para os credores as responsabilidades da divida criada.”

> não foi esta a opção seguida por todos os outros países do globo, dos EUA (o epicentro da crise) à Europa que escolheram: pressionados pelos dóceis “economistas do sistema” corrompidos a peso de ouro pelas empresas financeiras pela via de “estudos” os Estados preferiram derramar milhares de milhões de euros sobre Bancos falidos por atitudes completamente desbragadas e “salvar” estes monstros. Empresas que foram levadas à falência pelos seus gestores e ávidos acionistas foram salvas com dinheiro dos impostos dos cidadãos segundo o conselho dos economistas enfeudados às financeiras. O lucro, que era proporcionalmente elevado devido ao risco, tornou-se em prejuízo quando o risco das bolhas imobiliárias estourou, mas não foi transferido para os banqueiros mas para os Estados. Foi assim em todo o lado, com exceção da Islândia, claro.

“Isto não evitou uma brutal desvalorização da moeda, a queda da produção e o desemprego, uma novidade na ilha. Mas teve, pelo menos, uma virtude: quem criou a dívida ficou com ela nas mãos.”

> Quando um país se vicia na dívida e deixa que o essencial da sua economia seja devorada pelo setor financeiro criam-se perigosos laços de dependência que quando são finalmente quebrados (como no caso Islandês e antes dele da Argentina) provocam um inevitável caos. A desvalorização da moeda pode colmatar parcialmente a crise (uma ferramenta que a Europa nega a Portugal) ao dificultar as importações, tornando simultaneamente as exportações mais competitivas. Mas a brutal escassez de crédito cria um bloqueio à economia, levando muitas empresas à falência e multiplicando o desemprego. A curto prazo, a correção é dolorosa, mas livres do vício do crédito barata e da escravização ao sistema financeiro, os países ganham condições para uma nova fase de desenvolvimento económico e social livre de uma dívida impossível de pagar e que foi criada com juros agióticos.

Perante Bancos ávidos e mal geridos, a resposta dos Estados deve ser idêntica à islandesa: pagar aos depositantes pequenos e médios a totalidade dos seus depósitos, levar estes Bancos à falência, processando e exigindo a devolução dos bónus e salários milionários aos seus gestores por forma a financiarem esses pagamentos e dividir estes Bancos em Bancos recapitalizados, mais pequenos, mais resilientes, com menor risco sistémico poderão assim ser parte da solução e não mais do problema. A crise pode ser aproveitada como oportunidade: uma oportunidade para recolocar o sistema financeiro no devido lugar de coadjuvante da economia e não como seu elemento dominante, restaurando a racionalidade no endividamento público e privado e criando condições para uma verdadeira revolução económica e social de base humana e local onde antes existia uma economia de base financeira e global.

Comentário a um texto de Miguel Portas
Sol 6 de maio de 2011

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Quids S23: Que carro é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Sobre as candidaturas independentes à Assembleia da República

Assembleia da República (http://www.abola.pt)

Assembleia da República (http://www.abola.pt)

“As candidaturas independentes não constituem em si mesmas, uma garantia de abertura e diálogo com a sociedade (no meu tempo de deputado já não era assim, como tristemente conclui).”

> não, de facto, de per si, não produzem essa garantia. Mas os deputados independentes do tempo de Vicente Jorge Silva não eram realmente independentes. Eram (e são) pessoas eleitas dentro de listas partidárias e que assumem sempre algum tipo de compromisso com o Partido em cujas listas são eleitas conformando-se a um conjunto de limites a que têm que aderir na Campanha e que devem respeitar se desejarem ser reeleitos.

“Podem até resultar num aproveitamento oportunista de disponibilidades suspeitas e de clientelismos enviesados. Mas a independência e a liberdade de espírito são o único penhor de uma vida democrática mais sadia, introduzindo ar fresco na atmosfera bafienta das instituições paralisadas pelo servilismo da mediocridade.”

> Qualquer expressão de uma intervenção política ou cívica pode ser aproveitada para fins pessoais ou egoístas. Isso não é diferente no mundo político nem na vida parlamentar. A eleição de um deputado independente (inserido em listas partidárias) pode assim representar apenas a expressão de um ego particularmente dilatado ou de uma vaidade que no processo não deixará de inflar-se ainda mais. Mas tal tipo de personagem não será eleita pelos cidadãos se se apresentar às eleições em seu estrito nome individual e não inserido numa lista de um dado grande partido, sendo aqui eleito de forma mais ou menos automática em função do voto útil de qualquer eleitorado fiel a um determinado partido político.

“A perspetiva de um Parlamento onde tenderão a prevalecer, mais do que nunca, os alinhamentos tribais e acríticos dos partidos é o pior panorama que nos pode ser oferecido na mais negra conjuntura de sempre do nosso regime democrático”.

> A eleição de deputados, que se apresentem a eleições em listas independentes, uninominais e em círculos nacionais representaria assim uma importante reforma na qualidade da nossa vida parlamentar e na da nossa democracia, porque permitiria que pessoas de comprovados méritos e completamente independentes de qualquer fidelidade aparelhística ou partidária pudessem exercer todas as suas qualidades e potencialidades num Parlamento que assim seria revigorado e dinamizado saindo do doentio torpor atual que explica de forma tão cabal como é que Portugal pôde chegar à maior crise dos últimos cem anos.

São estas as razoes que levaram o MIL: Movimento Internacional Lusófono a promover ESTA petição.

Vicente Jorge Silva
6 de maio de 2011

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Quids S23: Que navio era este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Quanto custa ao Estado a segurança policial de um “grande jogo de futebol”?

“Quanto custa à PSP e ao Estado o policiamento de um jogo de futebol de grande dimensão? É preciso analisar de uma vez por todas o esforço que o Estado e os contribuintes têm de pagar as despesas diretas e indiretas destes eventos, mas também os prejuízos causados à Polícia na gestão de recursos humanos”. (…) “O que os clubes pagam, será sempre uma gota de água no contexto da despesa global, desde a programação à execução do jogo.”

“Em causa está o facto de os clubes pagarem apenas o efetivo que a PSP destaca para o interior do recinto e acessos – entre 200 a 300 elementos num jogo de alto risco – deixando todas as operações no exterior a cargo da Polícia.” (…) “É preciso rever os valores, os clubes devem pagar o mesmo que qualquer empresa. (…) E muitas vezes são fruto de declarações conflituosas trocadas entre os responsáveis dos clubes, que instigam a violência das claques”. (…) “Só uma escolta às claques feita pelo Corpo de Intervenção que pode envolver perto de 300 elementos custaria cerca de 28 mil euros por jogo. (…) fora do estádio, os 300 elementos nada mais recebem, pois estão no período normal de serviço. (…) muitos deixam de ter fins-de-semana (…) um jogo prepara-se 15 dias antes. Gasta-se muito tempo e dinheiro na recolha de informação, em vigilância, combustível e viaturas. E é também o Estado que paga os danos provocados em veículos, se ninguém for identificado”.

Sol 6 de maio de 2010

Numa época em que 800 mil crianças perdem o abono de família e que os mais pobres vêm severamente reduzidas as suas contribuições sociais este tipo de desperdícios de ESCASSOS recursos públicos para o corrupto, turvo e maléfico “Mundo da Bola” são absolutamente escandalosos. Não é possível compreender como é que têm que ser os nossos impostos a sustentar estas máfias do futebol e a pagar os polícias (desviados, de resto, de atividades socialmente mais úteis) que são obrigados a manter estes claques compostas de criminosos, perigosos indivíduos e (escandalosamente) financiadas quase sempre pelos próprios presidentes dessas autênticas organizações mafiosas que são os grandes clubes de futebol.

Nem mais um polícia para estes jogos de futebol. Nem pais um cêntimo dos meus impostos para a segurança destes jogos. Impõe-se moralidade na despesa, nestes tempos difíceis em que vivemos e gastar dinheiro desta forma com clubes milionários que pagam salários babilónicos aos seus jogadores não devia ser uma prioridade, mesmo se o grosso da população (imbecilizada pelos media e pelas paixões clubísticas) não se escandaliza com este desbarato de recursos dos seus impostos.

As claques devem ser proibidas. Os presidentes dos clubes detidos sempre que pelas suas palavras acirrarem a confrontos ou à destruição de propriedade pública ou privada. Em cada nova perturbação da ordem pública os responsáveis pela mesma (e os dirigentes) devem ser detidos e responsabilizados pelos saques, destruições e violências diversas que praticam com tanta frequência e impunidade. A doce complacência das autoridades policiais tem que cessar e um período de responsabilidade tem que começar recuperando a ordem pública, o espírito social e cívico e a Lei onde elas rareiam: o Mundo da Bola.

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Afinal, a Grécia vai mesmo precisar de mais… “ajuda”

A chamada “crise do Euro” não dá sinais de abrandar. Depois de terem dito que com o “resgate” da Irlanda tudo estava contido. Depois de nos terem dito que depois da Grécia tudo estava resolvido. Depois de nos terem dito que depois do “resgate-furto” de Portugal estaria tudo – de certeza – resolvido. Afinal de contas e confirmando os rumores que davam como certa a reestruturação da dívida grega eis que se vem a saber (e dando credibilidade a todos os rumores) que a Grécia vai mesmo precisar de um “reforço” do pacote europeu/FMI de “ajuda-saque”.

Esta evidencia decorre do reconhecimento de que a Grécia não tem condições para voltar ao mercado da dívida já em 2013 conforme anteviam os planeadores europeus. Os “mercados” continuam a suspeitar da incapacidade grega para honrar os seus compromissos a longo prazo e materializam essa desconfiança em juros altíssimos: em suma o pacote de “ajuda” não cumpriu o seu maior objetivo que era o de “acalmar” os mercados por via de uma severa punição aos países periféricos, que contraísse radicalmente a sua despesa pública e os fizesse retornar ao Mercado.

Os Mercados não confiam na capacidade grega para honrar os seus compromissos porque depois da intervenção do FMI e do FEEF a dívida pública grega não para de subir chegando em 2012 a uns notáveis 150% do PIB quando em 2010 era de 115%.

Não é claro o que a Europa pode fazer para ajudar a Grécia e sobretudo se o quer fazer de forma real e substantiva sem criar novamente condições para agravar ainda mais a sua situação, tornando inevitável a bancarrota ou a reestruturação da dívida e a consequente saída do euro. Algo é certo: se o que for feito for unicamente pela via da contenção orçamental e do aumento de impostos, a Grécia mergulhará ainda mais profundamente na Recessão e com ela, na redução da capacidade de captação de impostos e num desequilíbrio orçamental ainda mais profundo.

Fonte:   
http://economia.publico.pt/Noticia/passado-um-ano-a-ue-ja-admite-que-ajuda-dada-a-grecia-nao-chega_1493468

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 4 comentários

Quids S23: Que edifício é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Sobre a troika e a Descentralização Municipalista

“Uma virtude do acordo com a troika é precisamente a certidão de óbito definitivamente passada à regionalização.
Portugal não precisa de mais burocracia, de mais uma classe política intermédia e de mais um grau nos centros de decisão. Precisa, sim, de uma verdadeira descentralização.”

– há muito que inserimos a defesa ardente e persistente numa descentralização municipalista como um dos eixos principais para a reforma do Estado e da tão urgente reestruturação da democracia portuguesa. Portugal não precisa de facto de mais uma barreira entre os eleitores e os eleitos, de mais um “ponto de falha” e – sobretudo – de mais uma elite política, mas de proximidade, rapidez e eficácia e isso só pode – na nossa visão – ser produzido através do reforço do municipalismo, precisamente a forma de expressão democrática que mais perto está dos cidadãos.

“A alternativa à regionalização sempre foi o reforço do municipalismo, que passa por ter municípios fortes e com capacidade de decisão. A fusão e concentração de câmaras (e a extinção de inúteis juntas de freguesia) é o caminho. E o compromisso com a troika, nesse capítulo, é tudo menos um sacrifício.”

– É preciso ter sempre uma mente aberta e a bastante flexibilidade para observar (e antecipar) as alterações à realidade que se avizinham e responder adaptativamente a elas. Neste caso, há que saber aproveitar aquilo que podem ter de melhor as imposições (porque é exatamente disto que se trata) para explorar nelas as oportunidades que se apresentam. Portugal não teve nas últimas décadas dificuldades em lançar medidas, projetos e objetivos ambiciosos ou de mérito (Simplex, Renováveis, Novas Oportunidades, Redução do défice orçamental) faltou sempre capacidade de execução, disciplina na mesma e sobretudo, continuidade e persistência. As “paixões” foram sempre de curta duração e escassos efeitos, sendo por exemplo, a Educação um dos mais clamorosos fracassos, com médias de professores por aluno superiores às de muitos países europeus, de despesa pública por aluno e rendimentos escolares muito abaixo dos padrões escolares.

Importa assim aproveitar esta determinação do FMI/FEEF para reestruturar a nossa administração política do Estado, eliminando municípios onde eles são redundantes ou absurdamente pequenos, concentrando-os, tornando-os mais dotados do ponto de vista humano e de recursos, e transferindo-lhes competências e verbas do Estado central (aspetos que estão omissos no documento da troika) criando no processo uma verdadeira descentralização municipalista que aproxime a democracia dos cidadãos, aumente a vigilância democrática sobre a classe política e os seus desmandos e abusos e que criei um Estado descentralizado, dinâmico e forte (no seu todo) o suficiente para poder ser realmente independente até ao ponto de poder expulsar este regime de protetorado com que a Alemanha nos quer governar a troco das suas esmolas “dadas” a custo de juros com taxas de juro agióticas. Aproveitemos esta oportunidade que nos é concedida por esta medida da Troika e reformemos o nosso Estado onde ele mais precisa de reforma: na sua aproximação ao eleitor e na melhoria da eficiência dos seus serviços que uma menor escala da administração iria permitir.

Recordemo-nos de que a Descentralização Municipalista é um dos princípios centrais da Declaração de Princípios e Objetivos do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Comentário a um texto de Mário Ramires
Sol 13 de maio de 2011

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Quids S23: Como se chama esta mulher?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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História da Guiné Portuguesa (1870-1941)

No sul insular, mais especificamente nos Bijagós e na ilha de Bolama assim como em todo o litoral adjacente. A ameaça europeia à presença portuguesa era constituída pelos britânicos, a maior potencia militar e económica da época. A disputa por Bolama foi muito intensa, abeirando-se da guerra em diversos momentos, sendo finalmente resolvida a favor de Portugal pelos esforços de António José de Ávila, que receberia em razão dos mesmos o título de Duque de Ávila e Bolama. Foi José de Ávila quem conseguiu com que o presidente dos Estados Unidos, Ulysses S. Grant, em 1870, tomasse o partido luso e pressiona-se o Reino Unido a abandonar a ilha, um auxílio que resultou de muito do comércio guineense estar dependente de alguns navios americanos.

Mas as fronteiras coloniais não estavam ainda estabelecidas a norte e a oriente. É só em 1886 que França recebe a região de Casamansa em troca de Quitafine (no sul) e a fronteira com os territórios sob administração francesa é reconhecida.

Tendo em conta a fragilidade da presença portuguesa (apenas duas fortalezas, uma das quais: Cacheu em obras permanentes) e uma força militar europeia que até meados do século XX era formada apenas por algumas dezenas de degredados o reconhecimento das fronteiras da Guiné Portuguesa por parte de França e Inglaterra foi um notável feito da diplomacia portuguesa da época.

Firmadas as fronteiras com as potencias europeias, Portugal começa, a partir de finais do século XIX, uma série de “campanhas de pacificação” onde sobressai de forma destacada o génio militar e organizativo do governador João Teixeira Pinto, que com escassos meios, mas com grande habilidade e diplomacia consegue agregar em torno das forças portuguesas aliados locais que lhe permitem estabilizar a colónia e firmar o domínio luso sobre a mesma.
Até 1879, a Guiné Portuguesa era administrada como uma dependência de Cabo Verde, tendo sido só então que passou a ser regida de forma autónoma do arquipélago.

Datam das primeiras décadas do século XX as primeiras campanhas conduzidas pelas forças portuguesas contra as tribos independentes do interior, tendo então os governadores dependido totalmente de forças indígenas. Só em 1936, contudo, é que todo o território ficou sob a efetiva administração portuguesa, quando todas as ilhas Bijagós foram submetidas.

É neste período que se constroem estradas e algumas pontes e a Casa Gouveia (do grupo CUF) se estabelece em Bissau. A capital da colónia em 1941 muda de Bolama para Bissau, que na época era já a capital económica da colónia.

Categories: Guiné-Bissau, História, Portugal | 7 comentários

Sobre o progresso nas Energias Renováveis em Portugal

Já o escrevi aqui, várias vezes: há muito a criticar nas políticas seguidas pelos governos Sócrates, mas houve vários campos onde se registaram progressos notáveis e um deles foi o setor energético.

Portugal foi um dos países da União Europeia que mais aumentou a percentagem de energias renováveis no total de energia consumida entre 1999 e 2009 de13,4 para 19 por cento. Isto torna Portugal no quinto lugar europeu.

Infelizmente o petróleo continua a ser a principal fonte de energia em Portugal (50,5%) prova de que ainda há muito caminho a trilhar, em terreno particularmente difícil, agora que os subsídios às renováveis serão provavelmente das vitimas principais nos planos de contenção orçamental que a troika BCE-FMI-CE nos vai impor…

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=16442

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia, Política Nacional, Portugal | 18 comentários

A “Guerra da Guiana” de 1808

Fusileiro Naval português (https://www.mar.mil.br)

Fusileiro Naval português (https://www.mar.mil.br)

Ao chegar ao Brasil, em 1808, depois da sua retirada de Lisboa, uma das primeiras decisões do príncipe regente Dom João VI foi a de enviar cartas a todos os governantes europeus comunicando-lhes que Portugal continuava em guerra com a República Francesa. Como o Brasil tinha fronteiras comuns com a Guiana Francesa, isolada da metrópole e sem o apoio da frota francesa, a opção de atacar a Guiana era natural.

Dom João VI, ordenou ao governador geral Magalhães e Meneses que reunisse no Pará uma força expedicionária sob o comando do tenente-coronel de artilharia Manuel Marques de Sousa. A força reunida em 1809 consistia em mais de 900 soldados e apressou-se a marchar em direção da capital da Guiana Francesa, Cayenne.

Esta força terrestre era complementada por uma armada, comandada pelo capitão britânico James Lucas Yeo, a partir da fragata Confiance com 26 peças de artilharia. Além desta fragata, seguiam na armada luso-britânica, os brigues “Voador” de 18 peças sob o comando de José António Salgado e o “Infante Dom Pedro”, também com 18 peças e comandado por Luís da Cunha Moreira. A esquadra era completada com a escuna “General Magalhães” de 12 peças e ainda por dois cúteres, “Vingança” e “Leão” sob o comando do tenente Manuel Luís de Melo. Seguiam ainda nesta armada 3 canhoeiras de nome desconhecido. A força embarcada de fuzileiros era comandada por Luís da Cunha Moreira e ascendia a 300 fuzileiros britânicos.

O primeiro enfrentamento entre as forças terrestres portuguesas e francesas teve lugar a 15 de dezembro de 1808, nas margens do rio Aproak, tendo resultado na tomada de duas embarcações de carga francesas. As semanas seguintes são gastas tomando todas as fortificações francesas do rio Maroni, uma após outra, sempre com escassa resistência. A 6 de janeiro de 1809 a coluna portuguesa ocupa o forte “Diamand” e a 7 de janeiro, o forte “Dégard des Cannes”, a 8, cai, por sua vez, o forte “Trió”, todos na ilha de Cayenne. Estabelece-se então o cerco à capital da Guiana Francesa onde o governador Victor Hughes tinha reunido todas as suas forças,numericamente comparáveis às portuguesas contando com 500 soldados de linha, auxiliados por dezenas de civis armados e algumas centenas de escravos libertos e armados no último momento pelos seus senhores franceses. Os franceses esperavam  resistir na capital da colónia o máximo de tempo possível. Mas Hughes estava isolado, sem reforços nem apoio da sua metrópole e a 12 de janeiro de 1809 haveria de dar por inútil toda a resistência e render-se, quase sem ter chegado a combater, assinando em Bourda a sua rendição.

Após a rendição, a “Guiana Francesa” foi redesignada “Colónia de Caiena e Guiana” e passou a ser administrada pelo desembargador João Severiano Maciel da Costa, mais tarde marquês de Queluz.

Os objetivos da “Guerra da Guiana” foram duplos: por um lado, Portugal reafirmou assim que continuava em guerra com a França napoleónica, do ponto de diplomático. Por outro lado, a “Guerra da Guiana” permitiu também um ajustamento das fronteiras entre o Brasil e a Guiana Francesa, alterando as fronteiras acordadas pelo Tratado de Utrecht. Com esta alteração, a fronteira regressava ao rio Oiapoque, anulando acordos anteriores e que eram menos favoráveis aos interesses portugueses.

A derrota napoleónica de 1814, fez com que o reinstaurada monarquia francesa na pessoa do rei Luís XVIII, se tivesse apressado a reinvidicar a posse da Guiana junto do governo português. Dom João VI começou por resistir e a questão teve que ser levado ao Congresso de Viena em 1815. Em Viena, a França aceitaria as fronteiras atuais e em 21 de novembro de 1817, a guarnição portuguesa deixaria o território regressando ao Brasil e o governo da colónia ao conde Carra de Saint-Cyr. Como com a recusa do regresso de Olivença, a devolução da Guiana ficaria na história como mais uma ignomínia inglesa contra Portugal, castigando-o por não ter querido enviar os seus regimentos para a batalha de Waterloo…

Fontes:
FERREIRA, Fábio. A política externa joanina e a anexação de Caiena: 1809-1817. In: REVISTA TEMA LIVRE.
GOYCOCHÊA, Luís Felipe de Castilhos. A diplomacia de dom João VI em Caiena. Rio de Janeiro: G.T.L., 1963.
http://www.bairrodocatete.com.br/domjoaovi1.html
Revista O Anfíbio, Marinha do Brasil, no 26, ano XXVII, 2008.
http://www.portugal.pro.br/portugal18.htm
FERREIRA, Fábio. A política externa joanina e a anexação de Caiena: 1809-1817. In: REVISTA TEMA LIVRE.

Categories: Brasil, História | 35 comentários

Sobre a estranha inflexibilidade dos preços da gasolina

É sem dúvida estranho que quando os preços do barril de petróleo sobem, os preços no consumidor sobem em idêntica proporção e com idêntica rapidez, certo? Errado.

O facto de as subidas dos preços serem rápidas e as descidas lentas e raras são sinais de uma economia de mercado ineficiente onde a sã concorrência não existe.

Parece evidente que os grandes distribuidores aproveitam o pânico internacional nos mercados de commodities para subirem as suas margens de lucro. Só assim se explica a anomalia: rápida subida/lenta descida. O fenómeno é antigo (datando da primeira crise petrolífera em 1973) e já foi alvo de vários estudos económicos e observa-se em praticamente todos os países do mundo. Nos EUA, por exemplo, em 1997 um estudo orientado pela equipa do economista Severin Borenstein concluiu que os preços da gasolina caiam duas vezes mais lentamente do que subiam, depois de cada “choque de preços”. Outro economista, Matt Lewis da Ohio State University, estudou as variações do preço da gasolina num período de dez anos e observou um fenómeno idêntico mas não crê que tal se deva à combinação de preços mas julga que o fenómeno se deve ao facto de quando os preços caem (após uma subida provocada por uma “crise de preços”) os consumidores se sentem compelidos a tornar a comprar gasolina que param de procurar os melhores preços e isto elimina a pressão sobre os fornecedores para baixarem os preços.

Em Portugal, infelizmente, o mecanismo de formação dos preços não é tão flexível como nos EUA, já que a distribuição é controlada por uma única empresa (a Galp) mas a conclusão é idêntica: nunca devemos parar de procurar os melhores preços, sobretudo em momentos de queda dos mesmos…

Fonte:
http://jalopnik.com/#!5795871/why-gas-prices-go-up-much-faster-than-they-go-down

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

O KCR a nova classe de navios lança-mísseis da marinha indonésia

A Indonésia lançou o primeiro navio lança-mísseis de construção local KCR Clurit. O navio deverá operar dentro das águas territoriais indonésias protegendo estes ricos recursos desta grande nação muçulmana.

Embora a maioria dos navios da marinha indonésia sejam de origem britânica e holandesa (a antiga potencia colonial) desde 2003 que o governo local encetou uma ambiciosa política de independência neste campo arrancando com vários programas autónomos de construção, como este que agora levou o Clurit até ao estado operacional.

O Clurit tem como velocidade máxima 30 nós e transporta vários mísseis anti-navio chineses C-705 com cerca de 90 km de alcance máximo. O navio é também armado com 6 canhões de 30 mm e dois de 20 mm.

O estaleiro indonésio que construiu o Clurit está também a trabalhar num novo desenho de uma fragata ligeira anti-submarina em conjunto com um estaleiro holandês seguindo a mesma estratégia de independência naval. O navio resultante será construído na Indonésia depois de o primeiro ter sido construído na Europa.

Além deste lança-mísseis e desta fragata ligeira, a Indonésia vai também começar a trabalhar num desenho próprio de um submarino a partir de 2014 em parceria com uma empresa ainda a selecionar entre várias opções: França, Rússia, Alemanha e Coreia do Sul.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Indonesia_launches_fast_missile-carrier_999.html

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Quids S23: Que modelo e de que fabricante era este equipamento?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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História da Guiné-Bissau (1980-2005)

Foi em 14 de novembro de 1980 que um golpe de estado liderado pelo antigo guerrilheiro Nino Vieira derrubou o governo de partido único do PAIGC, então liderado por Luís Cabral, um dos históricos fundadores do PAIGC e irmão do carismático Amílcar Cabral, assassinado em circunstâncias nunca cabalmente esclarecidas. Nino Vieira acusa Luís Cabral de ter cometido vários massacres contra opositores políticos e antigos militares que tinham servido nas fileiras portuguesas durante a Guerra Colonial mas é sobretudo o  descontentamento generalizado perante o caos económico da Guiné da década de 80 que leva ao fim do regime liderado por Luís Cabral.

Apesar das promessas iniciais, é só em 1991 –  mais de dez anos depois da tomada do poder por Nino Vieira – que surgem novos partidos políticos. Mas o frágil regime democrático então instaurado seria perturbado em 1998 por um golpe militar chefiado por Ansumane Mané. Sem forças militares dignas desse nome, para além dos “aguentas” (jovens urbanos sem treino militar e quase sem armamento) Nino Vieira apela aos pactos regionais que envolviam a Guiné-Bissau e recebe apoio militar dos seus vizinhos Senegal e Guiné Conacri. Estes, contudo, não conseguem esmagar a sublevação e Nino Vieira acaba por deixar o país e por buscar refúgio em Portugal em 1999.

Em 2000 têm lugar eleições presidenciais, que são vencidas por Kumba Ialá. São militares afetos ao partido do presidente, o PRS, quem em 30 de novembro de 2000 abatem a tiro o antigo chefe da revolta de 1998, Ansumane Mané. Em setembro de 2004, ocorre nova sublevação militar que depõe Kumba Ialá e coloca o general Veríssimo Correia Seabra, provisoriamente à frente dos destinos do conturbado país até março de 2004 e às eleições parlamentares que devolvem o poder ao PAIGC e elegem Carlos Gomes Júnior como Primeiro Ministro. Em novembro desse mesmo ano, o general Veríssimo Correia Seabra, é assassinado por militares e Tagmé Na Waie assume a chefia do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses.

Em 2005 o antigo guerrilheiro e presidente deposto Nino Vieira regressa à Guiné do seu exílio em Portugal concorrendo a eleições, que vence, e regressando assim – pela via democrática – à presidência da República deste país lusófono.

Fonte Principal:
http://portalguine.com.sapo.pt

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A Space Adventures pode levá-lo à Lua se… tiver 150 milhões de dólares

Embora ainda não tenha conseguido vender nenhum destes voos turísticos, a Space Adventures não só continua a vender voos cirumlunares turísticos como até melhorou a sua oferta: A empresa acordou com o fabricante russo Energia a adaptação da Soyuz TMA por forma a poder acomodar mais espaço para uma viagem de oito dias até à Lula e de volta à Terra.

Cada lugar neste voo deverá custar 150 milhões de dólares a quem os puder pagar incluindo já o preço adicional imposto pela necessidade de realizar um segundo lançamento de um foguetão que coloque em órbita módulo habitacional a que depois a Soyuz TMA se possa acoplar antes de seguir viagem para a Lua.

A Space Adventures afirma que já vendeu um dos dois lugares à disposição na Soyuz TMA e conta realizar o primeiro voo já em 2015.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2011/05/06/356349/space-adventures-gears-up-for-private-moon-mission-in.html

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Quids S23: Quem era este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S23 | 4 comentários

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