Daily Archives: 2011/04/16

José António Saraiva: “Num período histórico muito curto, sofremos fortíssimos abalos: o fim do império, a entrada na CEE e a aceleração da globalização”

José António Saraiva (http://www.dn.pt)

José António Saraiva (http://www.dn.pt)

“Num período histórico muito curto, sofremos fortíssimos abalos: o fim do império, a entrada na CEE e a aceleração da globalização. O fim do império fez de Portugal um país minúsculo, reduziu-nos os mercados e o espaço estratégico, provocou a perda de matérias-primas.
A entrada na CEE teve como consequência a destruição de boa parte das nossas empresas industriais, postas em competição com empresas muito mais fortes, contribuindo também para o declínio da nossa agricultura e das nossas pescas.
A globalização, pelo seu lado, afasta cada vez mais de nós o capital estrangeiro que emigra para outras paragens à procura de condições mais favoráveis.
(…)
Com ou sem recurso a ajuda externa, vai ser preciso baixar salários, cortar despesas sociais, flexibilizar o mercado laboral, reduzir os gastos do Estado e diminuir os impostos, libertando capitais para a iniciativa privada (o único modo de fazer crescer a economia).”
José António Saraiva
Sol 18 de março de 2011

Portugal gasta todos os anos mais 10% daquilo que produz. Este desequilíbrio só tem sido sustentado por décadas de crédito barato, resultantes da integração no Euro mas agora – com a crise da Dívida Soberana – esses dias chegaram ao fim. O ajustamento pós-colonial que nunca chegámos a fazer devido ao súbito e malsano afluxo súbito dos fundos europeus tem agora que ser feito: de forma apressada e provavelmente muito danosa para a nossa qualidade de vida a curto prazo.

Quiseram convencer-nos de que éramos ricos, tão ricos como os alemães ou os dinamarqueses, com o crédito barato, e que era possível fazer sustentar toda uma economia sobre os “serviços” e sem indústria nem agricultura. Viu-se agora que não. E pagamos já muitos de nós o preço do Desemprego e brevemente todos (de uma forma ou de outra) pagaremos também o preço de uma severa redução de rendimentos.

O ajustamento será feito, de forma inexorável e inevitável, apesar de todas as demagogias e demagogos. Iremos passar a consumir muito menos e a importar menos simplesmente porque não podemos pagar esses luxos dispensáveis… mas seremos capazes (e deixar-nos-ão) reconstruir o tecido produtivo que vendemos à Europa a troco de subsídios e de crédito barato? Essa é que é a verdadeira questão… aquela que pode encerrar em si mesma a superação da crise ou a transformação do país num “Estado Falhado”, encravado num canto da Europa.

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Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

“Cabo Verde deve voltar a fazer uma aposta na pesca, não só pelo papel central do sector na cultura e história do país, mas porque é uma área estratégica no combate ao desemprego e à pobreza”

“Cabo Verde deve voltar a fazer uma aposta na pesca, não só pelo papel central do sector na cultura e história do país, mas porque é uma área estratégica no combate ao desemprego e à pobreza. (…) A pesca tem hoje uma expressão marginal na economia cabo-verdiana, representando apenas 0.7% do PIB. Este valor compara com o peso da agricultura (9.6% do PIB) e, sobretudo, com os serviços, que valem 73.5% da economia. (…) Segundo estimativas da ES Research, a economia cabo-verdiana terá crescido 5.4% em 2010 e deverá expandir-se 5.9% este ano e 6.8% em 2012.”
Sol 11 de março de 2011

Cabo Verde é um exemplo para toda a África de língua portuguesa no que concerne a estabilidade democrática, boa governança e desenvolvimento económico e social. Para que siga no bom caminho, a aposta no Turismo tem que ser complementada com uma abordagem num setor produtivo, não terciário. A agricultura, dada a pobreza dos solos das ilhas do arquipélago nao será nunca um setor essencial, mas as pescas, têm todas as condições para o serem especialmente num mundo onde a produção de alimentos será cada vez mais indispensável, sobretudo se existirem excedentes para exportação.

Como em Portugal, o Mar deverá ser o setor mais estratégico para o desenvolvimento da economia caboverdiana a longo prazo. O Mar será assim um campo onde os dois países podem estabelecer parcerias e crescer em conjunto, aproveitando sinergias e, todo o trabalho já desenvolvido nesse campo por Portugal.

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