FMI/FEEF: “Na Grécia e na Irlanda a “receita” foi quase igual: aumento de impostos, despedimentos, e congelamento e redução de salários e pensões”

“Na Grécia e na Irlanda a “receita” foi quase igual: aumento de impostos, despedimentos, e congelamento e redução de salários e pensões. Porém, a ineficácia destas medidas na recuperação das economias e no alívio da pressão dos mercados – a Grécia e a Irlanda ainda detêm os juros da dívida mais altos do mundo – poderá levar as autoridades internacionais a adotarem um plano menos agressivo para Portugal.
Atenas, por exemplo, reduziu os subsídios de Natal e de férias em 30% e cortou-os na totalidade para os rendimentos mais elevados. Flexibilizou ainda os despedimentos, subiu a idade de reforma e aumentou o IVA em dois pontos (até 23%). A Irlanda optou por despedir 10% da Função Pública até 2015 – cerca de 25 mil funcionários – cortou salários e pensões em 10% e subiu o IRS.
O plano grego estima um impacto de 11% no PIB e o irlandês de 8% nos próximos 3 anos”

Sol
8 de abril de 2011

Urge assim colocar a pergunta: se a “receita” aplicada na Irlanda e na Grécia não foi eficaz, isto é, não fez descer os juros nem levantou estes países da recessão não faz nenhum sentido continuar a aplicá-la, certo? Errado. Os “médicos” em questão e sobretudo aqueles que vêm do norte da Europa têm um mandato muito claro por parte dos seus eleitores holandeses, alemães, finlandeses e austríacos (os países que mais se assanham contra Portugal): estes nossos “amigos” europeus não querem criar condições para que Portugal saia da crise financeira. Eles querem “castigar-nos”. Como um pai castiga um filho, acha que têm o direito de aplicar uma “severidade paternal” contra o “filho irrequieto” que criaram aqui no extremo e soalheiro sul.

Palhaços: A nossa história é muito maior que a apenas centenária Alemanha e não carrega a vergonha do holocausto judeu, nao temos a irrelevância finlandesa, nem o passado de derrotas sucessivas da Áustria nem a ridícula pequenez holandesa, povo de piratas e saqueadores. O que dá a estes “bárbaros de olhos azuis” a presunção de julgarem que nos podem “castigar”? Se nos deixámos endividar foi porque comprámos cangalhadas às suas indústrias, porque deixámos que nos comprassem a indústria e a agricultura em troca de subsídios. Se importamos mais de 60% dos alimentos que consumimos foi porque nos compraram a frota pesqueira e nos roubaram o Mar dando-o às numerosas frotas de arrastões castelhanos. Se nos deslocalizaram a indústria foi porque os especuladores e financeiros norte-europeus quiseram tornar a China na “fábrica do mundo”.

São estes “senhores do mundo” que agora nos querem aplicar uma receita que já sabem ser ineficaz e que tem como único propósito o de nos “castigar” com “medidas severas”? Tenham cuidado senhores do norte da Europa, cuidado com a vossa arrogante altivez com que insultam este povo indómito e milenar ou não serão as novas armas da Alta Finança que vos livrarão das dificuldades que Soult narra nas suas memórias em lidar com o povo português: “Tinha que me haver com a nação inteira: todos os habitantes, homens, mulheres, crianças, velhos e padres, estavam em armas”.

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Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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