A Sociedade da Guiné-Bissau

A música da Guiné-Bissau é marcada atualmente pelo chamado “Gumbe”.  Em termos religiosos a religião dominante ainda hoje no país é o animismo, com mais de 50% de população.

Existem vários tipos de “animismo”, mas em todas o culto dos antepassados e das forças da natureza e da sua manipulação através da feitiçaria, são pontos constantes.

O Islão é hoje a religião em grande expansão na Guiné-Bissau com os seus 45%. Seguem-se os 5% de cristaos, um escasso número quando comparamos com a continuidade de mais de 500 anos da presença portuguesa e com a existência de várias missões católicas (como a de Bicege ou a de Bissora), soa a escasso.

De facto, existe um grande sincretismo religioso na Guiné-Bissau, especialmente no interior, com o cruzamento de várias praticas religiosas na religiosidade de cada comunidade, não sendo raro encontrar elementos das várias religiões no mundo religioso rural guineense.

A posse da propriedade está nas mãos das famílias e nelas, herda o primeiro filho. Os restantes não recebem qualquer parcela do terreno dos país, mas é-lhes permitida a construção de tabancas em torno da tabanca (cabana) dos seus pais, formando assim uma família extensa geralmente muito unida e solidária que acolhe os mais fracos, idosos e doentes e funciona como para-quedas social tornando assim a sociedade guineense virtualmente numa sociedade sem “Sem Abrigos”.

O Carnaval é o ponto focal para toda a sociedade guineense durante toda uma semana. Toda a atividade económica para durante toda uma semana e é praticamente impossível fazer então qualquer tipo de negócio. O desfile congrega todas as 23 etnias do país e é o evento cultural de maior importância e é organizado por bairros, assumindo estes – quase sempre – a representação de uma etnia.

Fontes:
http://www.gumbe.com
http://www.flickr.com/photos/gumbe

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Categories: Guiné-Bissau, Lusofonia | 4 comentários

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4 thoughts on “A Sociedade da Guiné-Bissau

  1. pedronunesnomundo

    olha, bem giro!
    assim também fomos um bocadito contigo 😉

    *questão: ‘sociedade sem “Sem Abrigos”’ = ‘sociedade só com Com Abrigos’? ou por vezes didícil de distinguir?…*

  2. Otus scops

    – “A posse da propriedade está nas mãos das famílias e nelas, herda o primeiro filho.”
    em Portugal também era assim até D. Luís I ter extinto a Lei do Morgadio por Carta de Lei de 19 de Maio de 1863.
    – “a sociedade guineense virtualmente numa sociedade sem “Sem Abrigos””
    a solidariedade africana a funcionar – está na matriz cultural deles.
    tal como exercícios de domínio (vulgo exploração e escravatura).
    – “5% de cristaos, um escasso número quando comparamos com a continuidade de mais de 500 anos da presença portuguesa e com a existência de várias missões católicas”
    soa a escasso??? não me parece… antes da chegada dos portugueses já a Guiné era terra do Islão. não existe nenhum país previamente islâmico que tenha sido convertido ao cristianismo (o contrário começo a ter dúvidas…).
    portanto parabéns às Missões que tem lutado durante 5 séculos contra essas hegemonias religiosas.

    p.s. – as crianças são das melhores coisas do mundo, lindo momento ver a alegria deles a dançar! 🙂

  3. de nada, amigos… encontram mais videos no http://www.youtube.com/user/QuintusMovV
    penso que temos muito a aprender com as sociedades africanas: solidariedade, prazer de viver, integração dos doentes e mais velhos, etc
    quanto ao cristianismo, é de facto estranho que havendo tantas (e tão bem organizadas) missões na Guiné, existam tão poucos cristãos… especialmente porque o islão nada mais faz além de construir mesquitas (dizem os próprios guineenses)
    Brevemente, aparecerá aqui mais material sobre a Guiné-Bissau e uma pequena crónica da minha viagem..

  4. Otus scops

    “penso que temos muito a aprender com as sociedades africanas”
    eu não penso, eu tenho a certeza!!!
    das minhas estadias em África testemunhei isso mesmo, ainda tem o sentido de família presente e vivem de acordo com os ritmos da Natureza, com mais consciência do certo e do errado, arranjam tempo para tudo, sem grandes obsessões materiais, tem filhos e gostam de os fazer, apreciam o convívio entre familiares e amigos. o temos muito que(re)aprender com eles, pelo menos os portugueses…

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