Daily Archives: 2011/03/26

António Nogueira Leite: (O futuro de Portugal passa) “pela exploração de dois recursos fundamentais, não devidamente valorizados: o mar português e a localização de Portugal, entre a Europa, as Américas e África”

“A viabilidade da economia portuguesa depende da resolução a curto prazo da actual trajectória insustentável da despesa pública, alterando de forma radical um caminho com já muitos anos. A alternativa à reforma do Estado, que passa por continuar a aumentar impostos e a esconder despesa actual, só agravará o problema futuro.”

> Não resta qualquer dúvida: mesmo que a pressão dos especuladores sobre nós abrande e se regressem a níveis pré-crise é impossível manter este caminho de contrair mais e mais dívida para pagar juros de dívida antiga, pensões e ordenados da função pública. Há que aumentar a riqueza produzida em Portugal, para que esse aumento possa suprir esta necessidade de financiamento ou há que aumentar a carga fiscal. Este último rumo é impossível: a carga fiscal já passou – segundo muitos fiscalistas – o limite de eficiência e muita atividade económica está a tornar-se clandestina por forma a escapar a uma voracidade fiscal cada vez menos pudenta. O rumo é assim único: para de pedir emprestado; reduzir um nível de vida que o crédito barato, o eleitoralismo dos políticos e a inconsciência pública elevaram acima de toda a razoabilidade, incentivar a produção local (sem medo de irritar os “senhores da Europa”), fechar fronteiras a todos os dumpings que a Globalização nos impôs e recuperar o orgulho que advém da manutenção seria e sustentável de um nível de vida verdadeiramente compatível com a nossa riqueza.

“Portugal tem de ser muito mais competitivo nos sectores de bens transaccionáveis, a despeito de a sua estrutura produtiva ser essencialmente concorrente da dos novos países industrializados. Por outro lado, e adicionalmente, os agentes privados e o Estado têm de poupar mais e este tem de diminuir o seu peso na economia de forma muito relevante.”

> A saída de Portugal desta crise só pode assim passar pela Produção. Pela rejeição liminar e absoluta dos modelos económicos que nos secundarizam como “país de serviços” pelo recentramento de Portugal e da sua economia na produção de bens de substituição, pela defesa das suas fronteiras contra importações a preços impossíveis de igualar e pelo regresso do país à via do Emprego e do Desenvolvimento.

“E esse futuro passa pelo sucesso das nossas empresas nos mercados internacionais, pela sua consolidação enquanto produtores alternativos às importações e pela exploração de dois recursos fundamentais, não devidamente valorizados: o mar português e a localização de Portugal, entre a Europa, as Américas e África.”

> Para além da defesa e da promoção da nossa indústria, Portugal tem ainda duas vias compatíveis e que deve trilhar simultaneamente e com entusiasmo estratégico: o derradeiro recurso: o Mar. Pleno de riquezas minerais ainda por explorar, de Recursos piscícolas que entregámos quase de graça à terceira maior frota pesqueira do mundo: a espanhola. E a Lusofonia. A ligação única que Portugal ainda detém no campo cultural, linguístico e dos sentimentos com a restante comunidade internacional lusófona é especial e representa um espaço de crescimento que ainda nem começou a ser explorado.

Fonte:
António Nogueira Leite
Sol 28 de janeiro de 2011

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José Reis: “O aumento das exportações passa por algum proteccionismo, uma palavra que faz arrepiar muita gente”

José Reis (http://www.ces.uc.pt)

José Reis (www.ces.uc.pt)

“O aumento das exportações passa por algum proteccionismo, uma palavra que faz arrepiar muita gente. Não podemos continuar com a mesma visão, pois entram por aí todos os produtos, como tem acontecido, à vontade. Temos de reindustrializar Portugal”.

José Reis defende igualmente um incentivo à aposta nos bens transaccionáveis, através “de incentivos diretos às empresas, da subsidiação ou da discriminação fiscal, algo que deveria ser admitido na União Económica e Monetária.”

Entrevista a José Reis, diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Sol 14 de janeiro de 2011

Eis finalmente dito por um dos economistas mais prestigiados do país aquilo que defendo já há muito: uma das respostas à presente crise tem que passar pela reposição de algumas formas de proteccionismo.

Desde logo, o Proteccionismo deve ser ressuscitado como forma de compensar os diversos dumpings com que alguns países arrasaram com a indústria europeia e, portuguesa, no particular. Não é segredo para ninguém que a China pratica há décadas preços abaixo de custo e que existe neste país vários outros dumpings em que o Ambiental e o Laboral são apenas os dois mais conhecidos.

Portugal tem que proteger o que resta do seu tecido industrial e que criar condições para incentivar a criação de indústrias de substituição, capazes de produzir os bens essenciais que importamos e de criar Emprego e Desenvolvimento. A Europa não vai gostar… os europeus preferem que o país continue a afundar-se, transformando-se cada vez mais num mero “resort de férias” onde os europeus do norte torram os seus corpos de alvas peles e tecidos adiposos.

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