Daily Archives: 2011/03/24

Qual é atualmente o papel mais adequado para a Moeda? Qual poderá ser nesta Nova Economia o papel de uma Moeda Local?

BerkShares (http://www.newmediaexplorer.org)

BerkShares (www.newmediaexplorer.org)

Considerando as caraterísticas de uma Nova Economia, surge a questão do dinheiro: qual será o papel mais apropriado para a moeda? Que entidade ou entidades devem emiti-la? Quanta deve ser colocada em circulação e em que bases? Como determinar o seu valor uma vez que esteja em circulação? Como pode a sua estruturação favorecer o financiamento de empresas de base regional na produção de bens numa forma sustentável para os mercados locais?
À medida que a crise financeira global continua, os economistas começam a estudar como é que as políticas monetárias pode ter desempenhado um papel nesta crise. Alguns começam também a ficar preocupados com o predomínio de uma só moeda como um meio global de troca. Regressa-se à ideia de Friedrich Hayek de “moedas concorrentes”. Hayek defendia que a população podia escolher entre várias moedas emitidas privadamente. A moeda com o mais forte poder de compra, seria naturalmente a favorita, disciplinando assim as restantes. Os historiadores económicos recordam-se das moedas emitidas diretamente pelos Bancos e que contribuiram para o crescimento e desenvolvimento dos EUA nos seus primeiros anos. Neste contexto, uma das Moedas Locais mais bem sucedidas dos EUA, a BerkShares,  utilizada na região de Berkshire no Massachusetts tem merecido recentemente especial atenção, desde logo porque é de emissão privada e depois porque é aceite em qualquer um dos 13 balcões locais dos 5 Bancos que participam no projeto. Na cotação atual, 99 dólares podem ser trocados por 100 BerkShares em qualquer um destes balcões por forma a adquirir bens ou serviços em qualquer um dos mais de 400 estabelecimentos aderentes. Desde a sua fundação, mais de 2.8 milhões de BerkShares foram emitidas e em cada dia, estima-se que existam pelo menos 135 mil em circulação.

A BerkShares é uma iniciativa dedicada a estimular o consumo local dos bens e serviços produzidos localmente. Esta Moeda Local não é – por enquanto – independente do dólar e é suportada pelos dólares depositados nos Bancos onde entra em circulação. Em consequência, flutua com o dólar. Contudo, isso pode vir a mudar daqui a pouco tempo já que o quadro de diretores da BerkShares planeia lançar um empréstimo por forma a ligar a Moeda Local à produção local. Este será o primeiro de vários, com a intenção de financeira a produção local de bens que são – até agora – importados do estrangeiro ou de outras regiões. Os empréstimos terão requisitos sociais e ambientais e exigirao também um sólido plano de negócios. Prioritariamente, dar-se-á suporte a necessidades básicas como alimentos, vestuário, habitação e energia renovável.

Atualmente, a BerkShares está indexada diretamente ao dólar. Mas isso pode mudar. Está a ser estudada a composição de um conjunto de bens, de produção local, desde queijo a feijões, passando por produtos industriais localmente fabricados para formarem uma cotação independente para a Berkshares. Desta forma, mesmo se a cotação internacional do dólar cair, a moeda local seguirá independente, na sua própria cotação.

A moeda local BerkShares segue sendo assim uma das experimentações mais importantes no campo das Moedas Locais e consolidará desta forma a sua independência, resiliência e capacidade para conseguir contribuir para o desenvolvimento sustentado e humano da região onde está implantada, continuando a ser um exemplo para o resto do globo.

Fonte:
http://www.neweconomicsinstitute.org

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António Lobo Antunes: “Um oficial cubano mais tarde dizia-me isso, que éramos grandes soldados. Então compreendi porque é que fomos nós que fomos à Índia”

António Lobo Antunes (http://bahiaempauta.com.br)

António Lobo Antunes (bahiaempauta.com.br)

“É preciso falar com os nossos soldados (na Guerra do Ultramar), que eram de uma coragem extraordinária. Os rapazes são extraordinários. Tropas de elite, por exemplo, os páras, todos pequeninos, magrinhos, aparentemente inofensivos, mas de uma coragem extraordinária. Um oficial cubano mais tarde dizia-me isso, que éramos grandes soldados. Então compreendi porque é que fomos nós que fomos à Índia.
Como era o soldado português em combate?
Era como os oficiais: obedeciam a quem respeitavam. Daí haver pelotões muito melhores que outros, porque havia oficiais mais corajosos que outros e com mais capacidade de decisão debaixo de fogo. E ai eram extraordinários. Eu só tenho a dizer bem do Exército Português. Os nossos oficiais, os que conheci, que eram poucos, portaram-se com imensa dignidade.”
Entrevista a António Lobo Antunes
Sol 4 de fevereiro de 2011

A imensidade da tarefa que consistiu em travar um conflito de contra-insurreição em três frentes diferentes (Guiné, Angola e Moçambique) distantes 3400 km de Lisboa, no caso da mais próxima e distantes, depois uma das outras, 4000 km e 1000 km é uma tarefa aparentemente impossível para aquela que era – quando o conflito estalou em 1961 e até 1975, quando terminou – uma das nações economicamente menos desenvolvidas da Europa.

Quando a Guerra do Ultramar começou as forças armadas portuguesas não tinham nem treino, nem equipamento, e muito menos forças locais suficientes que permitissem antecipar algo que não fosse um desfecho rápido, fulminante inteiramente favorável para as forças que, em África, se opunham ao colonialismo português. Mas não foi isso que sucedeu. Quando se deu a Revolução de Abril, havia um impasse na Guiné-Bissau, uma vitória clara em Angola e um desequilíbrio favorável a Portugal em Moçambique. De facto, o Exército tinha deixado, desde 1973, aos políticos amplas condições para que negociassem independências honrosas ou autonomias muito alargadas com os representantes dos movimentos independentistas africanos. Condicionados pela natureza anti-democrática do regime, os políticos desperdiçaram todas as vidas e membros deixados em África pelos militares e tornaram inútil todo o seu – muito notável – esforço…

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