Sobre a presença da China em Angola

A China emprestou a Angola uma quantia que se estima ser hoje superior a 15 mil milhões de dólares, mas o embaixador chinês em Luanda queixa-se de que é cada vez mais difícil recrutar trabalhadores locais para os projetos que recebem estes financiamentos.

Com efeito, boa parte dos projetos de reconstrução em curso em Angola estão nas mãos de empresas de construção de Pequim que recebem o seu financiamento destes projetos. Ora os juros destes financiamentos estão a ser pagos em bruto, com o petróleo angolano, e em tais quantidades que desta forma Angola se transformou no segundo maior fornecedor chinês, logo depois da Arábia Saudita.

Crescem em Angola os críticos pela presença cada vez mais ostensiva de grandes números de migrantes chineses que chegam ao país lusófono ao abrigo dos protocolos de reconstrução que reservam a empresas chinesas a maioria dos contratos. Existem atualmente perto de 70 mil imigrantes chineses a trabalhar em Angola e os acordos bilaterais segundo os quais as 70 empresas públicas e mais de 400 privadas a funcionar em Angola teriam que contratar pelo menos 30% do seu pessoal no local raramente são respeitados. A qualidade dos edifícios construídos pelos chineses tem sido também muito criticada, sendo a evacuação de urgência de um novo hospital em Luanda apenas um de vários incidentes recentes e revelando as fragilidades de uma relação de tipo “petróleo por cimento”…

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/China_lends_Angola_15_bn_but_creates_few_jobs_999.html

Anúncios
Categories: China, Lusofonia, Política Internacional | Etiquetas: | 5 comentários

Navegação de artigos

5 thoughts on “Sobre a presença da China em Angola

  1. Essas obras eram melhores quando realizadas por brasileiros, bom post Clavis Prophetarum.

    • Otus scops

      Fadrini

      qualquer coisa é melhor que os chineses, até brasileira…

  2. HSMW

    E não esquecer o milhares de portugueses que já emigraram para Angola.

    E outros tantos angolanos que enviam os filhos para serem educados em Portugal em escolas como o Colégio Militar ou Instituto dos Pupilos do Exército.

    Talvez ainda estejamos a tempo de minimizar as consequências do desastre que foi a descolonização que se seguiu ao 25 de Abril…

  3. LuisM

    Caso não saibam, as empresas de construção chinesas usam prisioneiros como operários, free of charge, dado terem acordos com o Estado chinês. Qualquer pessoa que tenha estado recentemente em Angola vos poderá confirmar isso.
    O tradicional dumping oriental at his best, e que os boçais “bem pensantes” cá do burgo chamam “competitividade”.

    • Otus scops

      LM

      o uso de prisioneiros é positivo, assim reeducam-nos “Arbeit Macht Frei”…

      quanto a contactos é complicado, os chineses em Angola moram sempre afastados, ou em acampamentos no meio do mato (nas províncias) ou na periferia de Luanda (nomeadamente na zona de Viana) em terrenos rodeadas de muros altos. ninguém sabe o que se passa lá dentro…

      a ideia final “O tradicional dumping oriental at his best, e que os boçais “bem pensantes” cá do burgo chamam “competitividade”” é um hino à capacidade de síntese e de análise da realidade!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: