“Os recibos verdes e os contratos a termo já representam um terço da população empregada”

“Os recibos verdes e os contratos a termo já representam um terço da população empregada.
O indicador mais utilizado a nível internacional para medir a flexibilidade laboral é calculado pela OCDE, com base na legislação de cada país. Portugal aparece como um dos Estados com maior rigidez, muito devido às restrições nos despedimentos individuais. Mas, como a realidade pode ser diferente do que estipula a lei, os docentes da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho propuseram-se avaliar indicadores como o número de trabalhadores não abrangidos por convenções colectivas ou de funcionários que não estavam a tempo inteiro nas empresas e a capacidade de fazer ajustamentos salariais.
(…)
Desde 1995 que a quase totalidade do emprego criado em Portugal, em termos líquidos, incidiu sobre contratações a termo.
(…)
Portugal tem 745 mil contratados a prazo e 827 mil “trabalhadores por conta própria como isolados”.

Sol 28 de janeiro de 2011

Ora bem. Lá se vai o mito tão propalado pelos nossos “amigos” norte-europeus e pelos seus dóceis lacaios neoliberais em Portugal: Estes números revelam uma realidade bem diversa desse mito da “inflexibilidade laboral” portuguesa e são bem compatíveis com os dados que indicam que quase todo o novo emprego gerado desde 1995 foi, precisamente, Precário.

O Mercado Laboral é já hoje – como aqui se demonstra – dos mais flexíveis da Europa. É certo que existem no seu seio grandes amplitudes: comparando, por exemplo, a função pública com os eternos “recibos verdes” com quem tantas vezes compartilham gabinetes. Talvez se imponham aqui uma grande reestruturação da Lei Laboral, mantendo os acertadamente exigentes bloqueios ao despedimento individual e libertando o coletivo mas impondo em compensação barreiras severas à precariedade laboral, aos abusos escandalosos dos estágios profissionais e à operação das empresas de Outsourcing e de Trabalho Temporário.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

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3 thoughts on ““Os recibos verdes e os contratos a termo já representam um terço da população empregada”

  1. Otus scops

    CP

    onde e quando é que os norte-europeus disseram para contratarem a recibos verdes???

  2. de todas as vezes que pressionaram (e nós cedemos) para que flexibilizássemos as leis laborais…

    • Otus scops

      flexibilizar não implica precarizar.
      a nossa legislação laboral era algo rígida em comparação com os norte-europeus, embora saiba que era um mal necessário para o tipo de tecido empresarial que temos tido.
      as pessoas na função publica em Portugal estão blindadas contra o despedimento, é inadmissível. duvido que os norte-europeus sustentem situações destas…

      mas não sou daqueles que defendo a precarização, pelo contrário. a estabilidade é um valor económico muito relevante além de ser uma aquisição civilizacional.
      temos até um provedor das empresas de trabalho temporário, um ser abjecto que dá pelo nome de Vitalino Canas. qualquer semelhança com um socialista é mera coincidência…

      mas quem nos colocou nesta não foram os norte-europeus, esses fartaram-se de mandar “massa” para nada. eu digo-te quem foram os criminosos:
      Cavaco
      Guterres
      Barroso
      Santana Lopes (confesso que hesitei em colocar este)
      Sócrates
      (lideres de quadrilhas)
      Sampaio
      Cavaco (como PR)
      (“polícias” corruptos)

      em nome da verdade, não chames nomes aos norte-europeus…

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