Daily Archives: 2011/03/04

“Um estudo da Comissão Europeia revelou que Portugal foi o país que mais cresceu, nos últimos cinco anos, no ranking europeu da Inovação”

“Um estudo da Comissão Europeia revelou que Portugal foi o país que mais cresceu, nos últimos cinco anos, no ranking europeu da Inovação. A aposta na investigação, na ciência e nas novas tecnologias tem sido uma das marcas dos mandatos deste ministro (Mariano Gago), discreto mas quase inamovível.”
Sol 4 de fevereiro de 2010

Nem tudo tem sido mau (ou mesmo muito mau) neste governo. Já o escrevi a propósito da aposta nas Renováveis e sobre o investimento na Investigação Científica. Neste concreto, o legado do ministro mais resiliente num governo onde nas varias renovações têm   sobejado as nulidades, as aventesmas ou as supremas incompetências, é muito notável. Ainda não há muito tempo, num jantar com astrónomos, físicos e adeptos do Código Aberto, durante a campanha de Fernando Nobre, este assunto veio à tona: havia um grande incremento da produção científica em Portugal, mas havia, igualmente, uma grande reserva quanto à continuidade da mesma e, sobretudo, sobre a transposição da mesma até à indústria.

Portugal é – por expressa vontade do atual Presidente da República e em obediente execução do comando europeu – um país de Serviços. Um país onde a agricultura foi preterida a favor das agriculturas industriais dos países do norte, onde a indústria foi desmantelada a favor de deslocalizações criminosas ou de uma desbragada abertura de fronteiras comerciais. Um país sem Pescas, abatidas a favor da segunda maior frota pesqueira do mundo, a espanhola.

Neste deserto produtivo onde muito poucas excepções conseguem singrar que saída resta aos nossos brilhantes e produtivos investigadores (financiados com os escassos recursos estatais) saírem do país e entregarem os frutos do seu esforço às industrias dos países que nos tercializaram e nos querem tornar num mero e estéril país de “praias e hotéis”?

Nao há empresas capazes de aplicar o trabalho cada vez melhor e mais numeroso da ciência portuguesa? Então que se formem – sem pudores neoliberais – empresas cooperativas de capitais públicos capazes de dar seguimento prático e industrial a esses projetos. Que se concedam incentivos fiscais a quem dê seguimento ao trabalho científico nacional, que se aposte em Portugal, na nossa Ciência, Agricultura, Indústria e Pescas e que se abandone este fatal caminho da tercializacao onde o bi-partido (com Cavaco na liderança) nos quis encastrar…

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Categories: Ciência e Tecnologia, Economia, Educação, Política Nacional, Portugal | 6 comentários

Quids S22: O que devia ter sido isto?…

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

Categories: Quids S22 | 8 comentários

Sobre a Questão de Cabinda

“Rodrigues Mingas, secretário-geral da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC/PM), está detido em Paris no seguimento da investigação sobre o ataque ao autocarro que transportava a seleção de futebol do Togo para o CAN2010, organizado em Angola.
De recordar que Rodrigues Mingas reivindicou, na altura, a autoria moral do atentado que, a 8 de janeiro, vitimou duas pessoas, feriu outras 13 e determinou o abandono do Togo do Campeonato Africano das Nações. O dirigente afirmou então tratar-se de uma “guerra” onde “todos os golpes são permitidos” e ameaçou: “as armas vão continuar a falar”.

Sol 21 de janeiro de 2010

Não tenho uma posição firme e dogmática quanto à Questão de Cabinda. Em termos estritamente jurídicos, o território deve caber à República angolana, mas a questão não pode ser delimitada dentro de fronteiras tão estanques… Há uma legitima reclamação por melhores condições de vida por parte da população local que se julga injustiçada por não receber uma parcela mais adequada da riqueza com que o seu território contribui para o todo angolano. E há aqui um Direito moral que não pode ser negado: os Cabindas têm direito a uma repartição favorável dos recursos do petróleo e de facto, não a têm recebido.

Há também a questão do Referendo. Este tem sido reclamado pelos independentistas desde há décadas na esperança de que o seu resultado fosse idêntico ao recentemente organizado no Sudão do sul e que terá determinado a sua separação do Sudão do norte. Ora o problema de Cabinda não é somente um “problema de Angola” mas um émulo do problema de todo o continente africano: as fronteiras herdadas do período colonial não respeitam nem as nacionalidades, nem a geografia (frequentemente), nem sequer as línguas ou culturas locais. De facto, é o próprio modelo de “Estado-Nação”, europeu e novecentista, que não serve a África. Para que este fosse aplicado – com honestidade intelectual – a África haveria que organizar referendos independentistas em cada pequena região de África e assim reorganizar em novas nações cada um dos povos-nação de África. Isso nunca sucederá. Não somente pelas tremendas dificuldades organizativas que implicaria, mas sobretudo pelas portas para conflitos insanáveis que abriria com a contestação massiva de todas as fronteiras africanas e as dúvidas sobre a repartição das riquezas naturais. A solução não pode pois andar por aqui… Mas poderá residir na reestruturação do modelo de “Estado Central”, importado também ele da Europa e que em África poderia ser substituído por uma Descentralização Municipalista, muito mais conforme à realidade local, tribalista, étnica e autónoma. Por esta aproximação entre a realidade “estatal” e a população seria possível aumentar o sentido de pertença a uma entidade superlativa, em que a Capital seria mais uma “capital da Federação” do que a capital de um inexistente “Estado-Nação”. A refletir… no contexto Cabinda, mas não só.

Categories: Lusofonia, Política Internacional | Etiquetas: , | 1 Comentário

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