Monthly Archives: Março 2011

Quids S22: Em que país se encontra esta construção?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Cavaco Silva nomeia Fernando Lima. De novo.

Fernando Lima (http://t1.gstatic.com)

Fernando Lima (http://t1.gstatic.com)

“O presidente da República, (…) vai manter a equipa que o acompanhou durante o primeiro mandato (…) e Fernando Lima, que foi afastado do cargo de consultor para a Assessoria à Comunicação Social na sequência do caso das alegadas escutas do Governo a Belém, também vai manter-se como consultor do chefe da Casa Civil”.
Sol 4 de março de 2011

Ora bem. Ou não. Ao que parece, aquela confusão vergonhosa chamada “a questão das Escutas” e que teria colocado o Presidente da República no inglório papel de “soprar” notícias para a imprensa através de um dos seus mais dóceis sabujos: Fernando Lima está já esquecida pelos portugueses. Ou pelo menos, é isso que pensa Cavaco Silva ao renomear alguém que tinha “despedido” como castigo por ter falado com os jornais sem autorização presidencial (o tanas). Os portugueses têm memória curta e já não se recordam de que: tudo o que Fernando Lima fez na vida, foi sempre feito em restrita obediência canina do seu dono e, logo, se ele falou para os jornais, falou após ordens para tal por parte de Cavaco Silva. Os portugueses aliás, também já não se lembram deste patético episódio que na época tornou Cavaco Silva, nas sondagens, o mais impopular PR de sempre. Ou será que?…

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Pedro Cipriano: “A República até agora foi apenas uma experiência que correu mal”

“A República até agora foi apenas uma experiência que correu mal. Continua a haver classes, o Portugal sonhado não existe e o poder ainda não é do povo.”
Pedro Cipriano
Revista Nova Águia
Número 6

Mas deve ser… A República nada é enquanto não for de todos e não apenas dos “donos da democracia” que desde a Primeira República dela se apossaram, captando para si o essencial da riqueza (e tornando no processo, Portugal num dos países mais desiguais da Europa) e excluindo do poder democrático a esmagadora maioria dos cidadãos e levando esta sociedade a uma sociedade de escravos deprimidos e condicionados a sentirem a escravidão e o abstencionismo crónico como estados naturais.

Categories: Nova Águia, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Quids S22: Como se chama esta mulher?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S22 | 17 comentários

Sam Cyrous: Crítica à Partidocracia

“(…) humanidade globalmente insatisfeita com os conflitos entre os partidos, farta de consumir notícias de uma corrupção global e endémica, manifestando desalento na classe política ao mesmo tempo que contribui para elevados níveis de abstenção, e que anseia por aquilo que é diferente e fora dos lobbies estabelecidos.”
Sam Cyrous
Revista Nova Águia
Número 6

Os políticos profissionais gostam de acusar os cidadãos pelo seu desinteresse pela Res Publica, quando aludem aos elevados níveis de abstenção. Mas a razão suprema deste desinteresse dos cidadãos pela gestão da “coisa pública” não reside nos próprios cidadãos… assenta no profundo divórcio atualmente existente entre eleitos e eleitores.

Este abismo entre políticos profissionais e cidadãos eleitores tem-se agravado nas últimas décadas, com a solidificação de castas familiares muito exclusivas de onde provêm a maioria dos políticos e com camadas crescentes da população que não têm forma de intervir na política ativa… o Sistema fecha-se e torna-se impermeável, bloqueando o acesso a todos os que nele não vivem já, e o espaço de cidadania recua a olhos vivos, cobrando depois este preço do abstencionismo crónico nas sociedades modernas. Há que sanar este divórcio entre eleitos e eleitores… renovando a democracia e – no processo – suprimindo com esses “intermediários” que são os partidos políticos.

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Antero de Quental: “Portugal expia, com a amargura deste momento de humilhação e ansiedade, 40 anos de egoísmo, de imprevidência e de relaxamento dos costumes políticos”

Antero de Quental (http://www.iscsp.utl.pt)

Antero de Quental (http://www.iscsp.utl.pt)

“Portugal expia, com a amargura deste momento de humilhação e ansiedade, 40 anos de egoísmo, de imprevidência e de relaxamento dos costumes políticos – 40 anos de paz profunda, que uma sorte raríssima nos concedeu e que só soubemos malbaratar na intriga, na vaidade, no gozo material, em vez de as aproveitarmos no trabalho, na reforma das instituições e no progresso das ideias.”
Antero de Quental em 1890
citado em Revista Nova Águia
Número 6

Quando leio estes textos sobre a situação do país há cem anos atrás, seja antes, seja depois, da implantação da República, fico sempre com uma certa sensação de “Deja Vu”… É como se nada de realmente substancial tivesse mudado no nosso país durante todo este tempo e após não uma, mas três “repúblicas” sucessivas… ao ingovernismo e instabilidade crónicas da Primeira República, seguiu-se a estagnação e o tacanhismo bacoco do Salazarismo e, agora, sob a regência da Terceira, temos o Clientelismo, a Corrupção e o Sacrossanto Rotativismo.

Porque nas mudou – no essencial – o nosso Portugal depois desta experiência secular de republicanismo? Porque os seus agentes da mudança – no essencial – não mudaram… vejam-se os nomes de família dos primeiros republicanos e, até, dos seus opositores monárquicos. Na imensa maioria, as famílias que eram influentes no tempo de Antero de Quental, continuam hoje a serem influentes na Política, na Economia e nas Finanças. São os mesmos. Os mesmos baronetes medíocres da monarquia, os mesmos deputados republicanos, os mesmos intelectuais, os mesmos, em suma.

Um país é aquilo que são as suas elites. Quando estas são incompetentes, incultas, egoístas e desprovidas de qualquer sentido de Bem Comum, de Serviço Comunitário ou de Cidadania, temos um país desigual, injusto e com uma democracia formal e de baixa qualidade. O que somos – enquanto país – é que a nossa elite é.

Este ciclo vicioso pode ser centenário, mas não é eterno… pode ser quebrado, quebrando a influencia ditatorial e exclusivista que esta elite (que no Parlamento assume a forma de Partidocracia) detém sobre a sociedade portuguesa. Apesar do domínio quase total dos meios de comunicação, é possível expulsar esta corja do seu altaneiro poleiro… pela derradeira via que resta aos povos para a renovar: a eleitoral. Assim haja sabedoria, ensejo e capacidade para o fazer, numa sociedade de escravos longamente condicionados para o serem e onde as oportunidades para furar o sistema são particularmente raras.

Antevi em fevereiro de 2010 uma dessas raras janelas de oportunidade na candidatura presidencial do Dr. Fernando Nobre: um Homem verdadeiramente exterior a esta corja que sequestrou a República, sempre disponível para cumprir os maiores sacrifícios e competente, culto e inteligente, como o são muito poucos partidocratas (dulcificados por décadas de segurança e confortos nababianos). A eleição de janeiro de 2011 é assim uma das daquelas raras janelas de oportunidade em que pela via eleitoral algo pode ser efetivamente mudado… assim o saibamos fazer. E o queiramos… o que é duvidoso.

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Lauro Moreira: “A língua portuguesa é hoje a quinta mais falada do mundo”

Lauro Moreira (http://liberal.sapo.cv)

Lauro Moreira (http://liberal.sapo.cv)

“A língua portuguesa é hoje a quinta mais falada do mundo, o terceiro idioma europeu usado fora do Velho Continente e, finalmente, a nona língua na Internet, sendo portanto identificada como um valioso património cultural, político e mesmo económico.”
Lauro Moreira

Fernando Pessoa acreditava que o Quinto Império seria não um “império” materializado em domínios e territórios reais e concretos mas na língua portuguesa. Apesar deste sonho profético de um dos seus maiores vates, Portugal nunca soube aproveitar o imenso capital que é o de ser a matriz originária de uma língua ímpar, presente em 5 continentes e falada por algumas das mais dinâmicas economias do mundo.

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | 6 comentários

Manuel Ferreira Patrício: “Hoje, a União Europeia é inimiga fidagal da postura nacionalista”

Manuel Ferreira Patrício (http://www.ensino.eu)

Manuel Ferreira Patrício (http://www.ensino.eu)

“Hoje, a União Europeia é inimiga fidagal da postura nacionalista. Com tal posição se opõe a uma alta tradição de poetas, escritores e artistas portugueses que realizaram uma obra ímpar de expressão nacional. Lembro Pascoaes, Pessoa e Almada – três extraordinários poetas e artistas cultores da nacionalidade portuguesa.”
(..)
“Hoje o português vive de costas viradas para si mesmo, tem vergonha de quem foi, recusa-se a dizer quem é, não tem projeto para ser alguém no futuro.”
(…)
“o que veio a acontecer foi que se chegou a um investimento na não-identidade, a pretexto da declarada magna importância de uma ilusória supra-identidade (europeia, socialista, democrática…)”
Manuel Ferreira Patrício
Número 6
Revista Nova Águia

A construção daquele monstro sem nome e rosto a que os eurocratas e os seus lacaios do Paço gostam de chamar de “edifício europeu” passa precisamente pela desconstrução do conceito de “pátria” ou “nação”. Para que este constructo arquitetado pelos conspiradores de Bilderberg e de outros governos-sombra mundiais possam cumprir os seus propósitos há que despersonalizar cada cidadão europeu, fazendo-o esquecer da sua identidade nacional e diluindo-o numa entidade difusa e anacional, num feixe de interesses economicistas e egóticos de curto prazo. Um bom “europeu” será assim sempre um bom consumidor, um personagem cinzento a quem interessa apenas a manutenção dos seus elevados padrões de consumo e a quem é indiferente o destino do mundo e dos Outros.

Quanto mais desmemoriados estiverem os povos quanto ao seu passado e identidades nacionais, melhor se cumprirão os planos dos federalistas… quanto menos História e menos Língua e personalidade cultural, melhor se anexarão todos os europeus segundo esse formato cinzento da “Europa do ferro e do aço”.

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Paulo Morais: “O financiamento partidário é hoje um investimento certo, de retorno rápido e colossal”

“O financiamento partidário é hoje um investimento certo, de retorno rápido e colossal.”
Paulo Morais, JN, 5.01.2011

Não o duvidemos: o financiamento partidário e, sobretudo a lei recentemente aprovada no Parlamento que intensifica ainda mais o autêntico saque que os Partidos lançam sobre os nossos impostos é um dos grandes problemas do nosso tempo.

Os Partidos conseguem estourar em cada campanha eleitoral dezenas de milhões de euros em troca de uma muito duvidosa eficácia eleitoral. Vejamos por exemplo, as últimas presidenciais: somente o PCP (Francisco Lopes) e o BE/PS (Manuel Alegre) tiveram cartazes em Outdoor. Isso contudo não obstou a uma derrota humilhante para o segundo nem que o primeiro tivesse uma votação muito abaixo do que seria de esperar até para o fiel eleitorado do PCP.

Na verdade, a esmagadora maioria destas despesas de Campanha são inúteis e nada contribuem para alterar o sentido de voto. Alimentam algumas empresas de marketing político ou tipografias mas não mudam nada nos sufrágios, como ficou demonstrado nas Presidenciais de 2011. Defendemos assim uma severa redução dos financiamentos de campanha para além da redução do monopólio quase absoluto que os Partidos detêm hoje sobre a vida política em Portugal, posição que afirmámos também através DESTA petição.

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António Nogueira Leite: (O futuro de Portugal passa) “pela exploração de dois recursos fundamentais, não devidamente valorizados: o mar português e a localização de Portugal, entre a Europa, as Américas e África”

“A viabilidade da economia portuguesa depende da resolução a curto prazo da actual trajectória insustentável da despesa pública, alterando de forma radical um caminho com já muitos anos. A alternativa à reforma do Estado, que passa por continuar a aumentar impostos e a esconder despesa actual, só agravará o problema futuro.”

> Não resta qualquer dúvida: mesmo que a pressão dos especuladores sobre nós abrande e se regressem a níveis pré-crise é impossível manter este caminho de contrair mais e mais dívida para pagar juros de dívida antiga, pensões e ordenados da função pública. Há que aumentar a riqueza produzida em Portugal, para que esse aumento possa suprir esta necessidade de financiamento ou há que aumentar a carga fiscal. Este último rumo é impossível: a carga fiscal já passou – segundo muitos fiscalistas – o limite de eficiência e muita atividade económica está a tornar-se clandestina por forma a escapar a uma voracidade fiscal cada vez menos pudenta. O rumo é assim único: para de pedir emprestado; reduzir um nível de vida que o crédito barato, o eleitoralismo dos políticos e a inconsciência pública elevaram acima de toda a razoabilidade, incentivar a produção local (sem medo de irritar os “senhores da Europa”), fechar fronteiras a todos os dumpings que a Globalização nos impôs e recuperar o orgulho que advém da manutenção seria e sustentável de um nível de vida verdadeiramente compatível com a nossa riqueza.

“Portugal tem de ser muito mais competitivo nos sectores de bens transaccionáveis, a despeito de a sua estrutura produtiva ser essencialmente concorrente da dos novos países industrializados. Por outro lado, e adicionalmente, os agentes privados e o Estado têm de poupar mais e este tem de diminuir o seu peso na economia de forma muito relevante.”

> A saída de Portugal desta crise só pode assim passar pela Produção. Pela rejeição liminar e absoluta dos modelos económicos que nos secundarizam como “país de serviços” pelo recentramento de Portugal e da sua economia na produção de bens de substituição, pela defesa das suas fronteiras contra importações a preços impossíveis de igualar e pelo regresso do país à via do Emprego e do Desenvolvimento.

“E esse futuro passa pelo sucesso das nossas empresas nos mercados internacionais, pela sua consolidação enquanto produtores alternativos às importações e pela exploração de dois recursos fundamentais, não devidamente valorizados: o mar português e a localização de Portugal, entre a Europa, as Américas e África.”

> Para além da defesa e da promoção da nossa indústria, Portugal tem ainda duas vias compatíveis e que deve trilhar simultaneamente e com entusiasmo estratégico: o derradeiro recurso: o Mar. Pleno de riquezas minerais ainda por explorar, de Recursos piscícolas que entregámos quase de graça à terceira maior frota pesqueira do mundo: a espanhola. E a Lusofonia. A ligação única que Portugal ainda detém no campo cultural, linguístico e dos sentimentos com a restante comunidade internacional lusófona é especial e representa um espaço de crescimento que ainda nem começou a ser explorado.

Fonte:
António Nogueira Leite
Sol 28 de janeiro de 2011

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José Reis: “O aumento das exportações passa por algum proteccionismo, uma palavra que faz arrepiar muita gente”

José Reis (http://www.ces.uc.pt)

José Reis (www.ces.uc.pt)

“O aumento das exportações passa por algum proteccionismo, uma palavra que faz arrepiar muita gente. Não podemos continuar com a mesma visão, pois entram por aí todos os produtos, como tem acontecido, à vontade. Temos de reindustrializar Portugal”.

José Reis defende igualmente um incentivo à aposta nos bens transaccionáveis, através “de incentivos diretos às empresas, da subsidiação ou da discriminação fiscal, algo que deveria ser admitido na União Económica e Monetária.”

Entrevista a José Reis, diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Sol 14 de janeiro de 2011

Eis finalmente dito por um dos economistas mais prestigiados do país aquilo que defendo já há muito: uma das respostas à presente crise tem que passar pela reposição de algumas formas de proteccionismo.

Desde logo, o Proteccionismo deve ser ressuscitado como forma de compensar os diversos dumpings com que alguns países arrasaram com a indústria europeia e, portuguesa, no particular. Não é segredo para ninguém que a China pratica há décadas preços abaixo de custo e que existe neste país vários outros dumpings em que o Ambiental e o Laboral são apenas os dois mais conhecidos.

Portugal tem que proteger o que resta do seu tecido industrial e que criar condições para incentivar a criação de indústrias de substituição, capazes de produzir os bens essenciais que importamos e de criar Emprego e Desenvolvimento. A Europa não vai gostar… os europeus preferem que o país continue a afundar-se, transformando-se cada vez mais num mero “resort de férias” onde os europeus do norte torram os seus corpos de alvas peles e tecidos adiposos.

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“A Europa fez de nós um país de caloteiros e agora pede o impossível; que paguemos”

União Europeia (http://www.dre.pt)

União Europeia (www.dre.pt)

“A Europa fez de nós um país de caloteiros e agora pede o impossível; que paguemos”
Pedro Tadeu DN de 4.1.2011

De caloteiros, porque pagaram para que destruíssemos o nosso tecido produtivo: a frota abatida em troca de subsídios de “modernização da frota” que não exigiam que as embarcações abatidas fossem substituídas por novas (um erro em que Cavaco Silva, então primeiro-ministro, teve grandes responsabilidades), com o abandono dos mares e a abertura escancarada dos nossos mares às frotas europeias e com idênticas acções na agricultura e na indústria, torná-mo-nos num estéril “país de serviços”.

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José Reis: “O funcionamento de uma UEM – Uniao Económica e Monetária, tal como estabelecido, (ausência de integração fiscal e orçamental) criou problemas dos quais resultaram como beneficiários claros as economias desenvolvidas, nomeadamente a alemã”

José Reis (http://www.ces.uc.pt)

José Reis (www.ces.uc.pt)

“O funcionamento de uma UEM – Uniao Económica e Monetária, tal como estabelecido, (ausência de integração fiscal e orçamental) criou problemas dos quais resultaram como beneficiários claros as economias desenvolvidas, nomeadamente a alemã. Resultaram também perdedores dessa estratégia, que são as economias periféricas, cujas dificuldades de competitividade são notórias.”

> Ou seja, beneficiaram os exportadores, os países do norte da Europa que – por coincidência – financiaram uma União Europeia que se especializou em subsidiar para que o Sul deixasse de produzir e se tornasse em especialista na “exportação” de praias solarengas aos anafados turistas germânico que nos visitam todos os anos.
> Avançar com uma “moeda única” sem ter antes preparado devidamente o terreno para que esta pudesse ser adequada às múltiplas realidades dos países da União foi um erro crasso, levou ao sobre-endividamento galopante dos países periféricos e à crise que hoje vivemos. Iludidos pela riqueza aparente induzida por uma moeda forte (herdeira direta do Marco), todos se julgaram subitamente muito ricos, dos Estados aos Particulares, passando pelas Empresas… e foi assim que chegámos à situação atual

“O problema da dívida dos países periféricos tem que ser resolvido em termos comunitários. Em primeiro lugar, fazendo parar a posição estritamente monetarista do Banco Central Europeu (…) Deve haver certamente uma assumpção da dívida dos países endividados por uma outra instância comunitária, não para os isentar das dívidas, mas para lhes dar a oportunidade de as reestruturarem. Este é o caso dos EUA. Isso faz-se com transferências de capital e com planos de investimento pensados à escala comunitária que integrem as periferias, modernizando-as e colocando-as numa posição competitiva mais forte.”

> Foi a União Europeia que decidiu avançar com o Euro antes que existisse uma harmonização orçamental ou fiscal. Foram os países do norte os grandes beneficiários com a adoção do Euro. Urge assim que uma e outros assumam as suas responsabilidades e que uma parte significativa desta dívida dos Estados possa transitar para uma entidade comum. Só assim – pela via da reestruturação da Dívida – se poderá travar esta espiral louca do crescimento da Dívida, das novas emissões de dívida para pagar juros e salários. Não é preciso ser um génio para perceber que nenhuma economia consegue viver durante muito tempo da dívida, que se tornou efetivamente na maior exportação portuguesa. Obviamente, tal reestruturação da dívida teria que ser seguida de uma consolidação severa das contas públicas, por forma a obviar novos crescimentos descontrolados da dívida.

“O papel do BCE tem sido esse: capitalizar o sistema bancário à custa dos Estados. Os Estados têm sido os grandes perdedores.”

> Uma referência cristalina ao facto de a Banca privada obter financiamentos no BCE a juros incrivelmente baixos (zero, se descontada a inflação) que depois utiliza para se juntar aos especuladores que jogam no mercado de emissao da dívida pública onde recolhem juros de quase 7%. Isto é, com lucros de mais de 600%…

“O que está a passar-se é claramente capitalismo de pilhagem. Não estamos a falar do capitalismo como sistema económico, social, de produção. Estamos estritamente no campo da pilhagem. Nunca na história moderna os Estados tiveram tal desequilíbrio perante a agiotagem.”

> este desequilíbrio resulta em primeiro lugar da aplicação cega dos dogmas neoliberais que desregularam os mercados e quase todas as atividades financeiras desde a década de 90. A cobertura fiscal sobre as atividades do Capital reduziu-se ano após ano, quer pela via das deslocalizações selvagens, quer pela via dos offshores e das isenções fiscais sobre os lucros resultantes da especulação bolsista. Os Estados recuaram em toda a linha… Perderam influência na economia, recursos financeiros e autoridade. Com eles, perderam as democracias e os cidadãos. E ganharam os imorais especuladores e financeiros. Um desequilíbrio que durará tanto tempo quanto quiserem os cidadãos…

Fonte:
José Reis, diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Sol 14 de janeiro de 2011

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Qual é atualmente o papel mais adequado para a Moeda? Qual poderá ser nesta Nova Economia o papel de uma Moeda Local?

BerkShares (http://www.newmediaexplorer.org)

BerkShares (www.newmediaexplorer.org)

Considerando as caraterísticas de uma Nova Economia, surge a questão do dinheiro: qual será o papel mais apropriado para a moeda? Que entidade ou entidades devem emiti-la? Quanta deve ser colocada em circulação e em que bases? Como determinar o seu valor uma vez que esteja em circulação? Como pode a sua estruturação favorecer o financiamento de empresas de base regional na produção de bens numa forma sustentável para os mercados locais?
À medida que a crise financeira global continua, os economistas começam a estudar como é que as políticas monetárias pode ter desempenhado um papel nesta crise. Alguns começam também a ficar preocupados com o predomínio de uma só moeda como um meio global de troca. Regressa-se à ideia de Friedrich Hayek de “moedas concorrentes”. Hayek defendia que a população podia escolher entre várias moedas emitidas privadamente. A moeda com o mais forte poder de compra, seria naturalmente a favorita, disciplinando assim as restantes. Os historiadores económicos recordam-se das moedas emitidas diretamente pelos Bancos e que contribuiram para o crescimento e desenvolvimento dos EUA nos seus primeiros anos. Neste contexto, uma das Moedas Locais mais bem sucedidas dos EUA, a BerkShares,  utilizada na região de Berkshire no Massachusetts tem merecido recentemente especial atenção, desde logo porque é de emissão privada e depois porque é aceite em qualquer um dos 13 balcões locais dos 5 Bancos que participam no projeto. Na cotação atual, 99 dólares podem ser trocados por 100 BerkShares em qualquer um destes balcões por forma a adquirir bens ou serviços em qualquer um dos mais de 400 estabelecimentos aderentes. Desde a sua fundação, mais de 2.8 milhões de BerkShares foram emitidas e em cada dia, estima-se que existam pelo menos 135 mil em circulação.

A BerkShares é uma iniciativa dedicada a estimular o consumo local dos bens e serviços produzidos localmente. Esta Moeda Local não é – por enquanto – independente do dólar e é suportada pelos dólares depositados nos Bancos onde entra em circulação. Em consequência, flutua com o dólar. Contudo, isso pode vir a mudar daqui a pouco tempo já que o quadro de diretores da BerkShares planeia lançar um empréstimo por forma a ligar a Moeda Local à produção local. Este será o primeiro de vários, com a intenção de financeira a produção local de bens que são – até agora – importados do estrangeiro ou de outras regiões. Os empréstimos terão requisitos sociais e ambientais e exigirao também um sólido plano de negócios. Prioritariamente, dar-se-á suporte a necessidades básicas como alimentos, vestuário, habitação e energia renovável.

Atualmente, a BerkShares está indexada diretamente ao dólar. Mas isso pode mudar. Está a ser estudada a composição de um conjunto de bens, de produção local, desde queijo a feijões, passando por produtos industriais localmente fabricados para formarem uma cotação independente para a Berkshares. Desta forma, mesmo se a cotação internacional do dólar cair, a moeda local seguirá independente, na sua própria cotação.

A moeda local BerkShares segue sendo assim uma das experimentações mais importantes no campo das Moedas Locais e consolidará desta forma a sua independência, resiliência e capacidade para conseguir contribuir para o desenvolvimento sustentado e humano da região onde está implantada, continuando a ser um exemplo para o resto do globo.

Fonte:
http://www.neweconomicsinstitute.org

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António Lobo Antunes: “Um oficial cubano mais tarde dizia-me isso, que éramos grandes soldados. Então compreendi porque é que fomos nós que fomos à Índia”

António Lobo Antunes (http://bahiaempauta.com.br)

António Lobo Antunes (bahiaempauta.com.br)

“É preciso falar com os nossos soldados (na Guerra do Ultramar), que eram de uma coragem extraordinária. Os rapazes são extraordinários. Tropas de elite, por exemplo, os páras, todos pequeninos, magrinhos, aparentemente inofensivos, mas de uma coragem extraordinária. Um oficial cubano mais tarde dizia-me isso, que éramos grandes soldados. Então compreendi porque é que fomos nós que fomos à Índia.
Como era o soldado português em combate?
Era como os oficiais: obedeciam a quem respeitavam. Daí haver pelotões muito melhores que outros, porque havia oficiais mais corajosos que outros e com mais capacidade de decisão debaixo de fogo. E ai eram extraordinários. Eu só tenho a dizer bem do Exército Português. Os nossos oficiais, os que conheci, que eram poucos, portaram-se com imensa dignidade.”
Entrevista a António Lobo Antunes
Sol 4 de fevereiro de 2011

A imensidade da tarefa que consistiu em travar um conflito de contra-insurreição em três frentes diferentes (Guiné, Angola e Moçambique) distantes 3400 km de Lisboa, no caso da mais próxima e distantes, depois uma das outras, 4000 km e 1000 km é uma tarefa aparentemente impossível para aquela que era – quando o conflito estalou em 1961 e até 1975, quando terminou – uma das nações economicamente menos desenvolvidas da Europa.

Quando a Guerra do Ultramar começou as forças armadas portuguesas não tinham nem treino, nem equipamento, e muito menos forças locais suficientes que permitissem antecipar algo que não fosse um desfecho rápido, fulminante inteiramente favorável para as forças que, em África, se opunham ao colonialismo português. Mas não foi isso que sucedeu. Quando se deu a Revolução de Abril, havia um impasse na Guiné-Bissau, uma vitória clara em Angola e um desequilíbrio favorável a Portugal em Moçambique. De facto, o Exército tinha deixado, desde 1973, aos políticos amplas condições para que negociassem independências honrosas ou autonomias muito alargadas com os representantes dos movimentos independentistas africanos. Condicionados pela natureza anti-democrática do regime, os políticos desperdiçaram todas as vidas e membros deixados em África pelos militares e tornaram inútil todo o seu – muito notável – esforço…

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“Em 1961, Nehru anunciou que “a Índia não estava disposta a tolerar a presença dos portugueses mesmo que os goeses os quisessem lá”

Controlo de fronteiras em Goa (1961) (http://www.film.queensu.ca)

Controlo de fronteiras em Goa (1961) (http://www.film.queensu.ca)

“Em 1961, Nehru anunciou que “a Índia não estava disposta a tolerar a presença dos portugueses mesmo que os goeses os quisessem lá.”
John P. Cann “Contra-Insurreição em África”

A suprema estupidez do regime de Salazar na questão da Índia portuguesa consistiu precisamente em não dar aos goeses a oportunidade de livremente se exprimirem – na forma de um Referendo livre e isento – sobre a sua vontade quanto à continuação da presença portuguesa, de uma autonomia muito ampla, da independência plena ou da pura e simples integração na Índia.

Historicamente, a União Indiana não tinha (nem tem) a legitimidade para “libertar” Goa já que nem a cidade, nem Damão, nem Diu faziam de facto parte de uma “Índia” passada ou até mítica que nunca existiu historicamente a não ser depois de 1947. Mas se Salazar tinha razão ao sustentar a ilegitimidade das pretensões indianas não a tinha ao não dar aos locais a opção de escolherem os seus destinos. Nehru admitia que um referendo na Índia Portuguesa poderia dar a vitória à continuidade da presença de Portugal, mas Salazar nunca poderia consentir num referendo em Goa… Desde logo porque isso abriria a mesma hipótese às restantes províncias ultramarinas e até à própria metrópole onde as eleições eram pouco mais que formais e a democracia uma ilusão. Como lançar assim um referendo em Goa se um referendo democrático colidia tão frontalmente com os princípios autoritários do regime?

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José Van Dunen: “A lusofonia tem sido construída, alimentada e fortalecida maioritariamente pela acção da sociedade civil e não pelos políticos”

José Van Dunen (http://www.afdevinfo.com)

José Van Dunen (www.afdevinfo.com)

“José Van Dunen, que começou por defender a ideia de que a lusofonia tem sido construída, alimentada e fortalecida maioritariamente pela acção da sociedade civil e não pelos políticos. Empresários, famílias, artistas e outros intervenientes nas várias sociedades têm determinado o desenvolvimento das relações e do conhecimento entre os países.”

– Perante a quase inoperância da CPLP (paralisada pela escassez dos recursos financeiros e humanos e pela falta de ambição estratégica dos seus líderes) a sociedade civil tem que avançar e cumprir o papel que os políticos (por falta de visão ou por enfeudamento crónico a outras estratégias) não conseguem ou não querem seguir. A CPLP é nas palavras do primeiro homenageado pelo MIL com o Prémio Personalidade Lusófona de 2009, o embaixador Lauro Moreira, “aquilo que os seus cidadãos quiserem que ela seja”. Nem mais, nem menos. Cabe a nós, cidadãos conscientes e civicamente ativos, dos países da Lusofonia, agir e compelir os nossos governos e a própria CPLP a avançar e a aproximar-se cada vez daquele sonho de Agostinho da Silva de uma “comunidade lusófona” ímpar e única na História do Homem sobre a Terra.

“Aliás, Van Dunem fez ainda questão de falar da actual situação dos vistos, que vai dificultando a circulação no espaço da lusofonia. Um problema que o professor da Universidade Agostinho Neto resumiu numa pergunta que fez soltar gargalhadas na audiência: “mas eu preciso de pedir licença para ir a casa dos meus pais?”

– Recordamos a este propósito de uma das mais antigas propostas do MIL: Movimento Internacional Lusófono, o “Passaporte Lusófono Agostinho da Silva”, que além da “cidadania lusófona”, antecipava também o dia em que não seriam mais necessários vistos entre os países da CPLP. O bloqueio é hoje anacrónico e resultante de um medo atávico perante “vagas migratórias descontroladas” de África ou Brasil. Mas hoje, com o desenvolvimento destes dois países, o risco do surgimento dessas vagas é meramente vestigial, enquanto que o bloqueio burocrático esse, é muito palpável e profundamente injusto e dificultador do estreitamento das relações entre os países lusófonos. A injustiça, de resto, não é apenas portuguesa, já que Moçambique apresenta neste campo a pior situação, com um escandaloso aumento do preço dos vistos de residência em flagrante contraste, de resto, com os compromissos internacionalmente assumidos com os seus parceiros da CPLP.

“Portugal terá feito a melhor opção ao virar-se para a Europa, na década de 80, em vez de se virar para os países da lusofonia? perguntaram da plateia a Marcelo Rebelo de Sousa. Que respondeu que, nessa altura, seria difícil considerar tal hipótese, já que as relações entre Portugal e os países com independências muito jovens tinham ainda feridas recentes.”

– Marcelo não deixa de ter a sua quota parte de razão… na década de 80 era ainda cedo para aprofundar a ligação entre os países lusófonos e os traumas da guerra colonial (assim como os temores fundados pelo neocolonialismo) ainda estavam muito vivos. Mas isso não explicou o desnorte estratégico das décadas seguintes, nem uma política externa seguida pelo “Rotatitivismo Democrático” do Bipartido que sistematicamente esqueceu a Lusofonia e favoreceu apenas a “Europa”, aquela madrasta que exigiu a desindustrialização e a tercialização do país em troca dos milhões de euros dos “fundos europeus”. Portugal vendeu-se em troco de patacas e pardaus e esqueceu-se de uma vocação universalista e lusófona que poderia ter alavancado um verdadeiro desenvolvimento social, económico e diplomático mais consentâneo com o nosso verdadeiro estatuto internacional. Portugal é muito mais do que um “país médio” da União Europeia. É um dos países da Lusofonia, um dos seus mais influentes agentes internacionais e representa mais de 200 milhões de lusofalantes, sendo assim muito maior que a sua escassa fronteira europeia. Mas essa visão estratégica nunca foi a dos nossos governantes de vistas curtas…

Sol 18 de fevereiro de 2011

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Da falta de uma “Portugal Telecom” Pública, lusófona e empenhada no reforço dos laços entre os países da lusofonia

“O Presidente-executivo da Portugal Telecom esteve esta semana a identificar novos países para expandir a actividade da operadora em África. (…) “Decidi visitar países onde já temos operações, como a Namíbia, Moçambique e São Tomé e Princípe, mas também outros destinos. Há várias opções em análise (…) Queremos aumentar a nossa área de intervenção em África, estar presentes em mais países e controlar mais empresas.
A presença da telecom portuguesa em África faz-se sentir sobretudo nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

Presença da PT nos PALOP:

Cabo Verde na CV Telecom
PT 40%
Estado: 41.3%

São Tomé e Princípe na CST
PT 51%
Estado: 49%

Angola na Unitel
PT 25%
GENI, Mercury e Vitatel 75%

Moçambique na LTM
Parceria com a Telecomunicações de Moçambique

Fonte:
Sol de 18 fevereiro de 2011

A Portugal Telecom não é exatamente uma “empresa portuguesa” já que a dispersão em Bolsa do seu Capital coloca a sua maioria em efetivas mãos estrangeiras… Mas a sua gestão ainda é portuguesa e a estratégia de projeção da empresa é claramente lusófona, com um grande enfoque nos PALOP e no Brasil. Esperemos que assim continue a ser e que a empresa continue a ser um factor de união e aproximação entre os povos lusófonos.

A questão está contudo em saber se uma empresa privada, maioritariamente nas mãos de interesses e capitais estrangeiros pode ser um agente efetivo, consistente e estrategicamente empenhado na aproximação dos povos da lusofonia ou se será apenas um motor de geração de lucro e de valor accionista para aqueles que a controlam: e a resposta só pode ser não. O lucro (perfeitamente legitimado pelo caráter privado da PT) não pode ser o único motor de uma empresa estratégica para Portugal e para a aproximação dos povos de língua portuguesa. Foi um erro estratégico privatizar a PT (um erro a que fomos forçados pela UE), mas agora que a PT se tornou em apenas mais uma operadora de telecomunicações resta a pergunta: não deveria existir uma empresa de capitais públicos, portuguesa ou – idealmente – de vários países da CPLP que fosse capaz de intervir e estar presente em mercados que sejam menos interessantes na perspetiva comercial mas onde é precisa uma presença de uma operadora de telecomunicações global e moderna? Esta “SuperPT” lusófona (eventualmente até com capitais da própria PT) poderia revelar-se um agente fundamental na aproximação lusófona que serve de eixo principal aos objetivos do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

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As quatro missões lunares chinesas: Chang’e 1, 2, 3 e 4

Existem novos indícios que apontam para a existência não de duas (como se pensava) mas de quatro missões lunares chinesas a consumar nos próximos dez anos. Uma notícia (aprovada por Pequim, como todas as outras) publicada recentemente pela Xinhua e que teria como fonte o Professor Ye Peijian, o coordenador do programa lunar chinês daria como certa a alunagem da Chang’e 3 em 2013 assim como a presença neste Lander de um Rover capaz de recolher e analisar amostras. O Rover terá um sistema de navegação automática e será capaz de se desviar de obstáculos (ou assim o esperam…). O Rover levará também um “radar de exploração lunar”, ainda que não seja claro para que fins, mas que poderá ser usado para medir a densidade do solo.

A missão seguinte será a Chang’e 4, também com um Lander e um Rover. Para esta quarta missão ainda não se conhece a data de lançamento, mas este deverá ser nunca anterior a 2014 e posterior a 2015. Segundo a agência noticiosa de Pequim esta quarta missão realizará “patrulhas automáticas” na Lua, algo que é omitido para a terceira (e gémea) missão.

A mesma fonte acrescenta ainda que a China está já a preparar uma quinta missão, a Chang’e 5 que recolherá amostras lunares e que as trará de volta para Terra antes do final do ano de 2017.

A China está assim a aplicar para a Lua o mesmo tipo de plano que levou os seus taikonautas para a órbita terrestre sempre com sucesso: uma lógica de pequenos e seguros passos, sempre com um objetivo maior em mente, que, neste caso é nada mais nada menos que: colocar taikonautas chineses na Lua… um passo final e altamente significativo para o estatuto internacional de super-potencia de Pequim.

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Chinas_Fantastic_Four_Moon_Plan_999.html

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Francisco Sarsfield Cabral: “Queixamos-nos de falta de recursos, mas mal damos conta do nosso grau de desperdício”

Francisco Sarsfield Cabral (http://jornal.publico.pt)

Francisco Sarsfield Cabral (http://jornal.publico.pt)

“Queixamos-nos de falta de recursos, mas mal damos conta do nosso grau de desperdício. Por exemplo, o país tem escassas fontes próprias de energia, mas a eficácia energética de Portugal é das mais baixas da Europa. A maioria dos estádios construídos para o campeonato europeu de futebol em 2004 não consegue hoje sequer pagar a sua manutenção.”

– isto já para não falar do desperdício babilónico que representou a construção dos Estádios do Euro 2004, suportada pelas Câmaras Municipais à custa da Dívida e que hoje deixa o seu contributo na pesada (e insustentável) dívida externa que hoje todos temos de suportar.
– em termos de pura racionalidade, e agora que estes estádios faraónicos estão construídos, importaria realizar neles uma autêntica revolução. Demolir ou pura e simplesmente abandonar o mais inútil de todos: o Estádio do Algarve, usando-o talvez como um monumento ao Despesismo e ao Populismo, tornando num destino turístico e exemplo mundial de má governação. O estádio do cronicamente falido Boavista devia ser demolido e os seus terrenos vendidos. O estádio do Dragão seria partilhado com o Boavista, sem dificuldade, acontecendo o mesmo em Lisboa com o do Sporting em relação ao do Benfica. Os fanáticos da Bola e das Claques não iriam gostar? Paciência, eu também nas gosto deles e tenho que lhes pagar os estádios de luxo com os meus impostos.

“É o caso de muitas auto-estradas. Hoje temos uma densidade de auto-estradas 25% superior à média europeia, sem tráfego que justifique boa parte da rede. Uma desastrada aplicação de recursos escassos.”

– É tarde demais para destruir estradas… As que estão feitas, estão. Mas ainda se podem travar aquelas que estão no papel. E buscar responsabilizar empreiteiros e construtores por todos os aumentos de custos, recuperando judicialmente todos os dinheiros pagos acima do orçamentado.

“É a pressão dos empreiteiros e a obsessão nacional pelo automóvel, símbolo de estatuto social. 20% dos portugueses com menos de 30 anos compram carros novos, contra apenas 11% na UE, onde a preferência dos jovens vai para os usados. Somos o terceiro país europeu com mais carros por cem habitantes e Portugal é o membro da UE onde se compra um automóvel novo mais cedo.”

– a solução só pode passar aqui pela via fiscal. Os impostos sobre os carros novos devem ser ainda mais intensificados, já que na sua maioria são fabricados no estrangeiro e contribuem assim para o défice da nossa balança comercial. Em compensação, devem ser estabelecidos perdoes fiscais à compra de carros usados e às atividades de reparação destes veículos. Em vez de estímulos ao abate de veículos (que tanto fazem salivar as construtoras estrangeiras) devemos ter incentivos à manutenção e à reparação do parque automóvel. Somo um país pobre e de escassos recursos e não há nenhuma razão para que tenhamos dos melhores parques automóvel da Europa nem para que – por exemplo – os nossos jovens sejam dos jovens europeus aqueles que mais cedo compram carro novo…

“Entre 1988 e 2009 os comboios portugueses perderam 43% dos passageiros, enquanto em todos os outros países da Europa ocidental o tráfego de passageiros no caminho-de-ferro subiu consideravelmente”.

– quando recentemente, o Governo Zapatero decidiu reduzir em 10 km/h a velocidade (para que Espanha importasse menos petróleo) e reduzir simultaneamente os preços dos comboios em 5%, Espanha agiu bem e na boa direção. Faltam estímulos ao transporte coletivo e falta (ainda mais) a multiplicação das suas redes e interfaces. As empresas públicas de transportes estão hoje paralisadas pelas dívidas acumuladas por décadas de escassas transferências do Estado e de preços irrealistas. Há que saldar estas dívidas e acabar assim com estes serviços da dívida, e depois, investir no reforço da rede e na redução dos custos. Estes investimentos e redução podem ser compensados com um imposto do Carbono, a aplicar somente nos veículos de maior cilindrada e consumo, impondo assim alguma moralidade e devolvendo racionalidade onde ela tem rareado…

“Para uma sociedade com o poder de compra médio da portuguesa, a opção predominante, porque mais racional, deveria ser alugar e não comprar casa.” (…) “Agora, com o crédito caro e difícil, mais gente quer alugar casa. Mas a oferta é escassa, ficando aquém da procura. Por falta de casas? Pelo contrário, temos cerca de 3 casas por cada 2 famílias (outro absurdo, havendo gente ainda a viver em barracas ou quase). E há mais de meio milhão de habitações devolutas. O retraimento dos potenciais senhorios tem a ver com a actual e ineficaz lei do arrendamento, com um tratamento fiscal desfavorável e com o estado calamitoso da Justiça portuguesa”.

– o Arrendamento, ou melhor, a falta ou raridade deste, é um dos maiores cancros da sociedade portuguesa. As rendas mais recentes têm tetos absolutamente astronómicos e absurdos. Os senhorios alegam que tem que ser assim porque como os tribunais demoram em média dois anos até decidirem a expulsão de um inquilino incumpridor. Devem ser estabelecidos julgamentos sumários para estes casos ou até um tribunal especial do Imobiliário para regular esta área absolutamente vital e tão disfuncional da nossa sociedade. Para impedir os abusos especulativos de alguns senhorios, o Estado deve regular e estabelecer limites máximos para o preço do arrendamento em cada cidade e de permeio aumentar a carga fiscal contra a compra de casa própria e sobre casas devolutas. Os impostos pagos pelos senhorios devem descer, assim como devem aumentar os abatimentos das rendas no IRS. Esta política multiforme e concertada de estímulo ao arrendamento poderá reocupar este meio milhão de casas devolutas e parar com a construção louca e desbragada que se verifica ainda hoje por todo o país e que tanto tem feito pela destruição do nosso património e pela descaracterização das nossas cidades…

Sol 18 de fevereiro de 2011
Francisco Sarsfield Cabral

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Paulo Portas: “Alguma coisa está mal quando o presidente da TAP ganha tanto ou mais do que o Presidente dos EUA, quando o governador do Banco de Portugal ganha tanto ou mais do que o Presidente da Reserva Federal”

Paulo Portas (http://diario.iol.pt)

Paulo Portas (http://diario.iol.pt)

“Disse Paulo Portas: “Alguma coisa está mal quando o presidente da TAP ganha tanto ou mais do que o Presidente dos EUA, quando o governador do Banco de Portugal ganha tanto ou mais do que o Presidente da Reserva Federal”. Sim, alguma coisa está mesmo muito mal – e vai continuar assim?
O Bloco de Esquerda, o CDS e o PCP propuseram que os salários dos gestores públicos tivessem como tecto máximo o salário do presidente da República. A proposta foi chumbada na Assembleia da República pelo PS e pelo PSD”
(…)
“O que eles ganham empobrece o país. Antes de mais, empobrece-o moralmente – porque gera um sentimento de injustiça que nao favorece a produtividade nem o crescimento económico”
(…)
“Esta votação conjunta do PS e PSD contra o fim dos privilégios dos seus rapazes revela também a inutilidade de qualquer moção de censura: mudar de Governo não significaria, no essencial, mudança de governação”
Sol
25 de fevereiro de 2011

Sabe-se que 36% do Orçamento de Estado serve para pagar os ordenados da Função Pública. É certo que apenas uma pequena parcela deste valor (financiado hoje em mais de metade pela emissão de Dívida Externa) serve para pagar estes ordenados faraónicos, mas ainda que não seja (unicamente) pela via dos salários dos gestores das empresas públicas que se possam corrigir os graves desequilíbrios das finanças públicas portuguesas, a verdade é que o ajustamento dos seus vencimentos e prémios à realidade financeira atual teria dois efeito: a redução da despesa pública e, sobretudo, o Exemplo da contenção.

Se há disciplina da Arte de Governar que os nossos Rotativistas PS-PSD parecem ter esquecido é a da Arte do Exemplo. Não se podem exigir sacrifícios ao comum da população (via fiscal) e à função pública (via fiscal e redução salarial) sem que estes gestores públicos – provenientes quase todos não sejam nunca sacrificados. Governar pelo Exemplo é sempre Governar Melhor. Por muito que isso contrarie as redes clientelares que orbitam nos ditos “partidos de Poder” que partilham entre si a Partidocracia e repartem este tipo de cargos. E de Maus Exemplos, de gestão e de conduta ética.

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Gabriela Canavilhas: “Olhe, dou-lhe um exemplo: o grupo Amorim, que é o maior grupo empresarial português, não tem uma Fundação, nada, nenhuma espécie de investimento no desenvolvimento cultural do país”

Gabriela Canavilhas (http://www.musicatlantico.com)

Gabriela Canavilhas (www.musicatlantico.com)

“Em entrevista à RTP2, falando do mecenato praticamente inexistente, disse Gabriela Canavilhas: “Olhe, dou-lhe um exemplo: o grupo Amorim, que é o maior grupo empresarial português, não tem uma Fundação, nada, nenhuma espécie de investimento no desenvolvimento cultural do país”.
(…)
“a ministra mostrou que, sobretudo, que um governamente deve, além de ser exemplo, dar exemplos, isto é, chamar os bois pelos nomes.”
(…)
“Há dois problemas de fundo na Cultura em Portugal. O mais antigo é a prevalência de uma mentalidade provinciana de dono da quinta em muitos gestores culturais, públicos e privados. O mais grave é a indiferença que a maioria dos grandes empresários manifesta pelo país. A falta de orgulho, o excesso de egoísmo.”
Sol 18 de fevereiro de 2011

Gabriela Canavilhas parece ser cada vez mais (como Mariano Gago) uma excepção num governo cinzento e incompetente. Não é habitual ver um governante ser capaz de nomear direta e explicitamente o nome de um magnate que não honra o seu dever social para com o país que o enriqueceu e enriquece. Amorim – em particular – beneficiou de um claro e muito desigual tratamento aquando da cedência de ações da Galp por parte do Estado português. Perante tal favorecimento, bem que poderia compensar tal favor contribuindo para o Bem Comum de forma abnegada e esforçada. Nada disso. Contentou-se em despedir trabalhadores em 2010 (apesar dos lucros), em não ter o devido papel de Solidariedade Social que caraterizam os “grandes empresários”, de Buffet e Gates e confirmou assim o grande problema e carência da crise portuguesa: as suas lideranças.

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Portugal vai ajudar Angola na sua proposta de extensão da plataforma continental

“Uma nova era na relação entre os dois Estados, foi como Marcos Perestrello, secretário de estado da Defesa e dos Assuntos do Mar português, classificou a assinatura de um memorando de entendimento sobre a preparação da delimitação das fronteiras marítimas e extensão da plataforma continental de Angola.
(…)
Portugal coloca ao dispor dos angolanos os meios que desenvolveu para apresentar a sua própria proposta de extensão da plataforma continental das Nações Unidas, em abril de 2010.”
Sol
25 de fevereiro de 2011

São projetos deste tipo – entre Portugal e Angola ou entre outros países lusófonos – que podem fazer realmente a diferença. Sem envolverem grandes ou extraordinários meios materiais ou financeiros, e recorrendo ao navio oceanográfico Almirante Gago Coutinho e ao ROV Luso (resgatado do fundo do mar depois de ter sido quase perdido), Portugal pode rentabilizar esse investimento já realizado para propor à ONU a extensão da sua plataforma continental e auxiliar outros países lusófonos a realizarem semelhantes operações, usando os mesmos meios.

No caso de Angola, estes meios podem ser custeados pelo governo de Luanda, mas no caso dos países da África Lusófona ou de Timor, faria todo o sentido que a “Agência Lusófona do Espaço e da Exploração do Mar” que o MIL em 2010 propôs financiasse estas expedições para beneficio de todos e muito em particular do reforço dos laços entre os povos lusófonos.

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“Dois anos depois dos ataques que mataram o Presidente da Guiné-Bissau Nino Vieira e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Tagmé Na Waié, a investigação continua paralisada e os únicos seis detidos foram libertados em setembro de 2010 por falta de provas”

“Dois anos depois dos ataques que mataram o Presidente da Guiné-Bissau Nino Vieira e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Tagmé Na Waié, a investigação continua paralisada e os únicos seis detidos foram libertados em setembro de 2010 por falta de provas.
(…)
Roberto Cacheu, advogado dos familiares das vítimas, acusou o procurador-geral Amine Saad de ser “incapaz”, acrescentando que se este “teme pela vida ou está impedido de fazer justiça” então deve “demitir-se”.
No primeiro dia de março de 2009, uma bomba explodiu junto ao quartel-general de Bissau, vitimando Tagmé Na Waié. Horas depois, o Presidente Nino Vieira era torturado e assassinado na sua residência, numa aparente retaliação de alguns militares ao ataque ao chefe do Estado-Maior”.
Sol 4 de março de 2011

A situação na Guiné-Bissau no que respeita à transformação do país num autêntico “narco-estado” continua muito crítica. Apesar de alguns sinais encorajadores (como o envio de militares angolanos para ajudarem na renovação do exército guineense), ainda recentemente um relatório do Departamento de Estado dos EUA listava a Guiné como um dos principais eixos para colocar a cocaína fabricada na Colômbia e no Peru na Europa, usando Portugal como plataforma giratória.

Estes conflitos entre um grupo ligado a Nino Vieira e a algumas chefias do Exército enquadram-se no contexto de uma luta de facções de narcotraficantes que utilizam altas patentes das forças armadas guineenses como aliados e agentes locais. A influência dos narcotraficantes nas forças armadas guineenses é muito elevada, sendo o chefe de Estado da Armada a figura que mais vezes é identificada como estando a seu “soldo” nos relatórios internacionais.

A situação militar é praticamente irreversível, tal é o grau de corrupção e de penetração por parte do narcotráfico. A comunidade internacional, e em particular, a comunidade lusófona, devia de disponibilizar as suas forças militares e policiais, suspendendo de uma vez as inoperantes forças policiais guineenses e desmobilizando completamente o exército, a marinha e a força aérea guineenses, substituindo-as temporariamente por uma força internacional que assuma a segurança no país e a defesa das suas fronteiras enquanto – ao mesmo tempo – treina um novo exército e destitui todas as suas chefias e começa o processo de seleção e formação de um novo comando, completamente livre das influências dos criminosos colombianos e nigerianos que hoje são o poder real e efetivo na Guiné-Bissau.

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Sobre a presença da China em Angola

A China emprestou a Angola uma quantia que se estima ser hoje superior a 15 mil milhões de dólares, mas o embaixador chinês em Luanda queixa-se de que é cada vez mais difícil recrutar trabalhadores locais para os projetos que recebem estes financiamentos.

Com efeito, boa parte dos projetos de reconstrução em curso em Angola estão nas mãos de empresas de construção de Pequim que recebem o seu financiamento destes projetos. Ora os juros destes financiamentos estão a ser pagos em bruto, com o petróleo angolano, e em tais quantidades que desta forma Angola se transformou no segundo maior fornecedor chinês, logo depois da Arábia Saudita.

Crescem em Angola os críticos pela presença cada vez mais ostensiva de grandes números de migrantes chineses que chegam ao país lusófono ao abrigo dos protocolos de reconstrução que reservam a empresas chinesas a maioria dos contratos. Existem atualmente perto de 70 mil imigrantes chineses a trabalhar em Angola e os acordos bilaterais segundo os quais as 70 empresas públicas e mais de 400 privadas a funcionar em Angola teriam que contratar pelo menos 30% do seu pessoal no local raramente são respeitados. A qualidade dos edifícios construídos pelos chineses tem sido também muito criticada, sendo a evacuação de urgência de um novo hospital em Luanda apenas um de vários incidentes recentes e revelando as fragilidades de uma relação de tipo “petróleo por cimento”…

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/China_lends_Angola_15_bn_but_creates_few_jobs_999.html

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A China vai lançar uma nova missão marciana em 2013

A China vai lançar a sua primeira sonda marciana tão cedo como 2013. Um alto responsável do programa espacial chinês reconheceu Marte como uma prioridade “porque é o planeta de tipo terrestre mais próximo da Terra podendo ter vida ou ser transformado num local habitável”, afirmou Ye Peijian, cientista chefe da divisão de “Exploração do Espaço Profundo”.

A missão marciana de 2013 deverá usar apenas lançadores e tecnologia chinesa sendo construída a partir das sondas lunares da série Chang’e sendo assim muito mais avançada que a primeira expedição marciana, a Yinghuo-1, que deverá ser lançada por um foguetão russo em novembro de 2011. Esta pequena sonda fará a maior parte da sua viagem até Marte agarrada a uma sonda russa, libertando-se apenas quando se aproximar de Marte e estudando então o Espaço e os campos magnéticos nas suas imediações.

Ainda não é conhecido o nome oficial desta primeira (de várias) sondas marcianas chinesas, mas é provável que seja (à semelhança da primeira sonda) Yonghuo…

Fonte:
http://www.chinaview.cn

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Quids S22: Que album de Banda Desenhada é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Sobre as revelações da Wikileaks sobre os contratos de Defesa de Portugal

F-16 MLU da FAP (http://www.aereo.jor.br)

F-16 MLU da FAP (http://www.aereo.jor.br)

Os telegramas diplomáticos divulgados recentemente pela Wikileaks focam-se nos negócios portugueses de Defesa… e focam-se bem já que revelam que os EUA pensam que o Ministério da Defesa a propósito da compra dos submarinos alemães e das fragatas usadas holandesas foi motivada por um “desejo de ter brinquedos caros”. Quem isto escreveu foi nada menos nada mais do que o próprio embaixador norte-americano em Lisboa Thomas Stephenson, o que indica que não se trata da mera opinião de “um funcionário menor” mas da opinião (qualificada!) do próprio embaixador…
Além dos submarinos, o embaixador questiona também a compra de 39 aviões F-16 uma opção que resultaria mais “de orgulho do que da utilidade” destes meios. O embaixador Thomas Stephenson acrescenta ainda que recursos assim investidos deviam ser dedicados a áreas mais importantes, como “navios para patrulhar a costa”.

Na verdade não há nada a discordar de uma avaliação da política da Defesa nacional que embora tenha sido feita em 2009 permanece infelizmente tão atual como certeira: Portugal tem mais F-16 do que consegue manter no ar (não tendo de resto ainda instalado em todos o upgrade MLU), não precisa de dois submarinos AIP (mais do que precisa de meios de superfície) e é duvidoso que as fragatas ex-holandesas sejam um bom negócio, especialmente se custaram mesmo o dobro da alternativa “made in USA”, como indica o telegrama do embaixador.

Basicamente tudo está certo e neste telegrama o embaixador dos EUA em Lisboa reflete um conhecimento mais profundo e inteligente das necessidades de Defesa de Portugal do que qualquer um dos ministros da Defesa que passaram pelo Governo nos últimos 20 anos. E isso é triste e expõe claramente a fibra, a visão e capacidade de liderança dos políticos que os portugueses têm deixado governar.

Fonte:
http://mobile.economico.pt/noticias/defesa-movese-pelo-desejo-de-ter-brinquedos-caros_112103.html

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