Daily Archives: 2011/02/26

Gomes Dias e o Exemplo na Justiça

Gomes Dias (http://sol.sapo.pt)

Gomes Dias (http://sol.sapo.pt)

“Gomes Dias, o magistrado do Ministério Público em idade de reforma que Pinto Monteiro não conseguiu manter como vice-procurador-geral, não há meio de abandonar o seu gabinete na Procuradoria (e certamente também não o automóvel, motorista e telemóvel de serviço). Posta nesta situação aflitiva, a nova vice-procuradora-geral, Isabel São Marcos, tem de usar o gabinete do próprio Pinto Monteiro.”
Sol 14 de janeiro de 2011

Estamos a saque. O Procurador-Geral perdeu certamente ou o tino ou falta de vergonha. Incompetente como poucos dos seus antecessores e despudorado como nenhuns, Pinto Monteiro deixou que este seu fiel acólito se mantivesse no cargo muito além dos limites legais, dando um exemplo muito concreto do respeito pela Lei numa instituição (a Procuradoria) que se exigia exemplar. Nas bastando, em época de crise e de grande orçamental eis que Gomes Dias (o acólito) exibe também todas as prebendas e nababarias que a função (que já não cumpre) lhe garante. Falta a Vergonha, o sentido de Estado e a noção mais básica de Justiça a esta gentalha. Até quando? Durante quanto mais tempo irão os portugueses tolerar este sequestro da Justiça e da Decência por parte desta rasteira “elite”? Durante quanto mais tempo durará a nossa (ilimitada?) paciência coletiva?

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Os EUA arriscam-se também eles a cairem nos ratings da Moody´s…

“No dia 25 de janeiro, chegou o primeiro grande aviso, pela mão do próprio FMI. Numa atualização ao seu relatório sobre a estabilidade financeira mundial, a organização avisava que os EUA e o Japão poderiam começar a ter problemas de dívida.” (…) “A Moody’s avisou os EUA de que a possibilidade de vir a colocar a sua notação financeira com um outlook negativo está a aumentar. (…) Se os EUA não fizerem qualquer progresso orçamental, bastarão seis anos para atingir um nível de dívida de 135% do PIB, o mesmo que o Japão tinha em 2000, antes de a S&P lhe descer o rating máximo de AAA.”
Sol 4 de fevereiro de 2011

O problema da Dívida externa não é apenas um problema português, como parece por vezes transparecer no seguimento mais contínuo do foco noticioso. É um problema do Ocidente e que resulta da aplicação cega e literal dos princípios do Neoliberalismo, da Globalização e de décadas de Desindustrialização e Deslocalizações para o Oriente. Desde a década de 90 que os padrões de consumo no Ocidente têm subido sem parar, perante rendimentos decrescentes e num ritmo apenas sustentável pelo endividamento crescente, o mesmo cujo crescimento agora se esgotou e que ameaça empurrar as economias desenvolvidas para uma intensa e duradoura recessão…

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Os Silêncios de Cavaco. De novo.

“Em declarações à televisão no passado fim-de-semana, Cavaco Silva mostrou-se tranquilo com a segurança dos cidadãos portugueses no Egipto, mas fugiu a responder à pergunta de um repórter sobre os acontecimentos naquele país: “Não devo pronunciar-me, como deve calcular”, justificou-se.
Como deve calcular? Mas calcular o quê? Afinal, que é que o impedia de pronunciar-se sobre o assunto?
(…)
O complexo de inferioridade de ser o Presidente de um pequeno país sem influência notória nas questões internacionais. A pura e simples falta de opinião ou de sensibilidade democrática face à magnitude contagiosa das revoltas populares através do Magrebe e Médio Oriente.”
Vicente Jorge Silva
Sol 4 de fevereiro de 2011

Cavaco voltou à gestão dos silêncios. Um Presidente que fez toda uma carreira – perante a complacência cúmplice dos portugueses – gerindo tabus, agora, finda uma campanha eleitoral de onde o seu estatuto moral saiu seriamente beliscado, torna a não falar.

Sejamos claros: aos assessores de Cavaco interessa sobremaneira que o seu chefe não fale. De cada vez que Cavaco abre a boca (seja ou não para comer pastéis de bacalhau) de improviso, eles tremem, sem saber a alarvidade que sairá de um presidente decrepito e profundamente ignorante. Cavaco está assim severamente instruído (e.g. “amestrado”) para falar o menos possível e para – quando tiver mesmo, mesmo, que falar, o fazer lendo apenas textos escritos pelos seus assessores.

Mas em Portugal dificilmente se pode conceber uma maior inutilidade que um Presidente mudo. Após as últimas revisões constitucionais, os poderes do Presidente da República foram imensamente reduzidos, restando neles hoje pouco mais que um oco formalismo e a famosa “bomba atómica” da dissolução parlamentar. Um Presidente é hoje – pelo esvaziamento efetivo do seu cargo – um moderador, um alertador, alguém que exprime o peso induzido por uma eleição uninominal e com mais de 50% do sufrágio para representar os valores de Portugal e os interesses dos seus cidadãos.

Portugal deve ter no plano internacional uma só voz e esta, não deve ser a do Ministro dos Negócios estrangeiros. Deve ser também a de um Presidente que defende os valores da Democracia e da Liberdade onde quer que estes sejam ameaçados, se crê neles e se acredita que são universais. Não deve ser um Mudo que denuncia familiares a uma polícia política. Não deve ser, mas é, porque mais de metade dos portugueses decidiram não ir votar a 23 de janeiro e deixaram assim eleger o mais imbecil, inepto, incapaz e imoral presidente da República portuguesa…

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