Daily Archives: 2011/02/20

Sobre a dúbia posição angolana quanto à crise na Costa do Marfim

Forças da ONU na Costa do Marfim (http://pt.euronews.net)

Forças da ONU na Costa do Marfim (http://pt.euronews.net)

“A posição de Angola em relação à crise política que se vive na Costa do Marfim pode vir a isolar o país no plano internacional e colocar em causa a sua liderança na África Austral. (…) Durante este ano prevêm-se 17 actos eleitorais em diversos países de África e a instabilidade gerada pelas eleições na Costa do Marfim está a levantar dúvidas nos meios diplomáticos. Entende-se que o modelo democrático pode correr alguns riscos devido ao “contágio” da posição angolana.
(…)
“para o Presidente de Angola, o Conselho Constitucional (da Costa do Marfim) teria de validar os resultados provisórios da Comissão Eleitoral Independente, o que não aconteceu sob a alegação de fraudes e irregularidades, considerando que o anúncio dos resultados pelo representante das Nações Unidas foi uma precipitação que induziu em erro a comunidade internacional.
Angola empenha-se na resolução da crise, defendendo uma não intervenção armada e uma solucao de conotação “africana” em vez de “ocidental”.
(…)
Gagbo foi apoiante do MPLA e do actual Chede de Estado, enquanto Ouattara foi um dos líderes africanos que apoiaram a UNITA.
A ambição de Angola em ser um líder regional tem na Costa do Marfim um histórico aliado na esfera francófona. Este objetivo é disputado com a África do Sul e a Nigéria.”

Fonte:
Sol 28 de janeiro de 2011

Parece claro que neste particular José Eduardo dos Santos se sente vinculado às alianças do tempo do conflito entre o MPLA e a UNITA. Nesse sentido, o sentido de honra e compromisso do presidente angolano é admirável, mas este devia ser inferior aos interesses do país que representa. Angola é hoje um dos países mais influentes da África subsahariana e a sua posição sobre a legitimidade de umas eleições que se realizam no continente e que redundam neste tipo de conflito pode incendinar toda a região.

Há rumores segundo os quais haveriam já forças militares angolanas na Costa do Marfim, sejam “conselheiros” ou “forças especiais”. Esperemos que não sejam verdadeiros e que, sobretudo, estas forças não estejam aqui para se prepararem para enfretarem as forças que a ONU aqui mantêm em defesa de uma das partes…

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Miguel Gouveia: “O facto de a procura de títulos (da Dívida da República) ter sido cerca de três vezes a oferta deve ser relativizado”

“O facto de a procura de títulos (da Dívida da República) ter sido cerca de três vezes a oferta deve ser relativizado. A procura inclui intenções de compra a taxas de juro muito altas, por exemplo só para juros acima de 10%! A dívida colocada é rateada apenas para as partes da procura exigindo as taxas mais baixas.”
(…)
“Parte da dívida parece ter sido comprada pelo Banco Central Chinês. Este ‘favor’ ao Governo português tem certamente em vista influenciar o comportamento de Portugal como actual membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como ganhar espaço de manobra no acesso a activos portugueses. É legítimo questionar-nos se a aflição do Governo não terá levado a compromissos que podem por em causa o interesse nacional a prazo…”
Fonte:
Miguel Gouveia
Jornal Sol 21 de janeiro de 2011

É comum ouvir dizer nestes leilões de dívida pública portuguesa que “a procura excedeu 3 ou 4 vezes” a oferta. Mas esta é que é a verdade: ela excede a oferta, mas a juros impossíveis de pagar. Não se trata de nenhum feito admirável, nem de informação positiva: trata-se tão somente de sequestro das gerações futuras por um presente demasiado consumista e eticamente cego à necessidade de consumir nacional e produzir local.

O facto de estarem a vender frações crescentes da dívida portuguesa à China reveste-se também da maior preocupação. A China compra a nossa dívida às taxas pírricas dos restantes especuladores e tem neste gesto não uma expressão de generosidade mas uma expressão de avidez (como os demais) não só pelos juros que nos exige, como pelas contrapartidas na tomada de empresas públicas e privadas que requer (fala-se na EDP e na Galp), quer pelas mais veladas exigências quanto às posições que Portugal poderá tomar no Conselho de Segurança e que agora se exigem como conciliadas com os interesses globais de Pequim. Ora estes – no que concerne ao capítulo dos Direitos Humanos – raramente são compatíveis com aqueles que Portugal tem reiteradamente assumido na cena internacional. Portugal deve tomar cuidado ao estabelecer uma ligação de dependência para com a China. Atentar a todas as contrapartidas e consequências (especialmente a longo prazo) e ponderar se tal ligação de tutela serve os seus interesses.

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Começou a corrida ao ouro no fundo dos oceanos…

Sistema de exploração de minerais submarinos da Nautilus (http://www.marinelog.com)

Sistema de exploração de minerais submarinos da Nautilus (http://www.marinelog.com)

Começou a corrida ao ouro no fundo dos oceanos… A primeira concessão jamais concedida foi entregue à empresa canadiana Nautilus Minerals e aplica-se ao fundo oceânico junto da Nova Guiné.

A mineração vai ter lugar a mais de 1600 metros de profundidade e segue-se a vários anos de prospecção que identificaram uma área com cerca de 2.2 milhões de toneladas de minerais, como cobre e ouro, além de outros, em proporções diferentes.

A jazida oceânica que a Nautilus vai explorar é um depósito de sulfuretos polimetálicos que resultam da atividade das chaminés hidrotermais que foram encontradas a grandes profundidades em vários oceanos do globo, como o Atlântico e que se sabe existirem em número muito razoável ao largo dos Açores. A fauna muito especial que vive na dependência destas chaminés pode ser ameaçada por estas explorações, mas a Nautilus assegurou ter já tomado medidas de segurança, deixando intacta metade de toda a região, de forma a que possa ocorrer depois uma recolonização mais fácil da metade explorada quando esta terminar.

À medida que as minas terrestres se vão esgotando e que surgem estimativas que dão como certo o esgotamento de minerais tão críticos como o Ferro para as próximas décadas estes recursos submarinos tornam-se cada vez mais importantes. Portugal que também tem recursos deste tipo na sua extensão Zona Económica deveria estar também a posicionar-se para a sua exploração, mantendo sempre os cuidados ecológicos que se impõem e certificando-se que uma parcela predominante desta riqueza fica em mãos nacionais e não nas de uma qualquer multinacional canadiana.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/comecou-primeira-corrida-ao-ouro-no-mar-a-1600-metros-de-profundidade_1478713

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