Em 2010, 52.7% da eletricidade consumida pelos portugueses foi “verde”

“Em 2010, 52.7% da eletricidade consumida pelos portugueses foi “verde”, um máximo histórico. (…) A produção de energia limpa, excluindo as barragens, permitiu poupar no ano passado 520 milhões de euros na importação de combustíveis fósseis e evitar a emissão de 7.2 milhões de toneladas de CO2, conseguindo-se cerca de 110 milhões de euros de poupança em licenças de emissões”
(…) “no último trimestre de 2010, terem sido instalados mais 300 megawatts (MW) de potência eólica, os quais só este ano vão entrar em regime de cruzeiro.”
“Este ano de 2007 a produção de eletricidade renovável possa gerar poupanças na ordem dos 700 milhões de euros – partindo do princípio de que o preço do petróleo vai estabilizar nos 100 dólares”
“Segundo os dados da REN (…) no ano passado pela primeira vez Portugal teve mais eletricidade proveniente de parques eólicos do que de centrais de carvão.”
Sara Ribeiro
Jornal Sol de 7 de janeiro de 2010

É só o começo… A capacidade de produção eletro-eólica ainda está muito longe de estar completamente explorada e – a prazo – uma rede de distribuição inteligente e interligada com Espanha pode servir de importante fonte de capitais pela exportação de energia até outros países europeus.

Há ainda que lançar medidas de estímulo que reforcem o incentivo à autonomia energética dos particulares e das empresas (essencialmente por via fiscal) e, sobretudo, que incentivem à investigação de aerogeradores mais eficientes e à construção de unidades de produção que autonomizem o país em relação às importações deste tipo de equipamentos. Produzir localmente, para independentizar energéticamente e criar Conhecimento e Desenvolvimento deve ser o mote principal dos Governos deste país… tendo sempre no horizonte o imperativo de sobrevivência global chamado “alterações climáticas” e reeducação das emissões de CO2 e o grave facto determinado pelo peso de 60% que as importações de energia impõem sobre o nosso défice comercial e aquele monstro chamado “dívida externa”. Com efeito, é precisamente nas energias renováveis (eólica, solar e das ondas) que Portugal tem, no contexto de um mundo cada vez mais sedento de energia, um dos raros “produtos” que pode exportar em grandes quantidades.

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Categories: Ecologia, Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

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2 thoughts on “Em 2010, 52.7% da eletricidade consumida pelos portugueses foi “verde”

  1. pedronunesnomundo

    com notícias tão favoráveis, a minha primeira reacção é a de desconfiança… mas não há dúvida que – a confirmar-se – se trata de muito boas notícias (mesmo que não fossem estes os valores)

    …e não queria parecer desmancha-prazeres mas tenho de lançar sobre a mesa um pequeno detalhe que nunca vi aprofundado
    os negócios das eólicas vão de vento em popa, a energia verde lá se vai afirmando, mas é um espectáculo degradante ver as cristas dos montes e das serras alfinetados de uma espécie de acupunctura ‘pós-não sei quê’ que não deixa nada a dever às famosas vivendas de imigrantes em área protegida. a mim faz-me a impressão de quem – bicho de Lisboa – tem nas serranias a raiz dos seus pés
    essa poderia ser mais uma enoooooooooorme vantagem de uma série exploração da energia das marés… desde que não tivessem coisas espetadas ao longo da costa

    • Otus scops

      PNM

      o que é bom devemos reconhecer, goste-se ou não.
      o PS dos últimos 16 anos deixará 3 legados muito positivos:
      – ciência (é mais uma proeza do Prof. Mariano Gago do que o PS)
      – energias renováveis (não é só a eólica, mas a solar também avançou – embora MUITO menos do que devia e podia)
      – a democratização da internet, via expansão das redes (WiFi, cabo, ADSL, móvel, Wi-max que estes governos tem aberto concursos com regularidade) e pelo fornecimento de computadores (sejam eles Magalhães, Novas Oportunidades, incentivos fiscais, etc…)

      claro que nem tudo é perfeito e coisas tão ou mais importantes ficaram por fazer.
      nenhum governo erra em tudo ou acerta em tudo…

      agora concordo totalmente contigo quanto à agressão à paisagem, eu que o diga no “meu” amado Minho (nem mencionaste a quantidade de linhas eléctricas e postes que depois são plantadas pelas montanhas outrora virgens de elementos humanos que vem por arrasto) mas é um compromisso com a energia sustentável. um dia estes parques desaparecerão – como desejo. agora fala-se em parques eólicos off-shore, nomeadamente ao largo do Porto e Viana do Castelo.

      tens razão também quando criticas a falta de investimento na energia das marés, parece que está a arrancar, devagar devagarinho…

      mas a maior pecha para mim de todo o sistema é falta de uma política de energia solar, seriamos quase auto-suficientes.
      mas os interesses da EDP e petrolíferas sobretudo estão a atrasar esta revolução.

      sem esquecer as centrais de compostagem…

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