Daily Archives: 2011/02/04

Pedro Cipriano: “A indústria controla a cultura”

“A indústria controla a cultura, e isso é a causa da maioria dos problemas, já que a industria não se preocupa com os valores culturais, apenas com o lucro.”
Pedro Cipriano
Revista Nova Águia
Número 6

Por essa razão, defendemos que o Hiperconsumismo capitalista atual deve ser substituído por uma Economia Local, capaz de gerar localmente e de repartir localmente o essencial das necessidades locais e uma Economia Cultural, onde a produção de Bens e Serviços culturais assume a parte de leão não só das atividades económicas como também – e principalmente – da realização do indivíduo.

A Cultura não pode ser encarada como uma Indústria, esperando-se dela que seja “rentável” ou “auto-suficiente”. Ambicionar um ou outro objetivo implica que ambicionamos a ter uma cultura circense (“pão e circo”) feita apenas como forma de condicionamento das massas para a docilidade e boçalidade e não como meio de estas se individualizarem e se realizarem. A Cultura não é – não deve ser – um instrumento de controlo do Estado. A Cultura deve ser a forma essencial e universal de realização plena e global das imensas potencialidades criativas e produtivas do Homem, de expulsar este consumismo patológico que hoje nos domina e que – voraz – ameaça o futuro do próprio globo.

Façamos a nossa Revolução Cultural, revolvendo também os nossos padrões éticos e sociais em novos caldos de sustentabilidade, respeito pelo Outro e pela Diferença, desprezando sempre o Egoísmo, o Imperialismo Cultural ou Económico e reencontrando no Homem aquilo que o Capitalismo Global (neoliberal e financista) julgou ser menor: a capacidade de cada um de nós ser realmente… Humano.

Anúncios
Categories: Economia, Nova Águia, Política Nacional, Portugal | 16 comentários

Quids S22: Que igreja é esta?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

Categories: Quids S22 | 19 comentários

Projeto Universidade Lusófona na Internet” (ou “da CPLP”)

A ONU lançou recentemente um projeto muito interessante intitulado “Universidade do Povo” (University of the People). Basicamente, trata-se de um sistema de ensino à distância através da Internet. Existem sistemas de ensino à distância desde pelo menos meados dos anos setenta usando videogravadores, programas de televisão e rádio, mas com o advento e ubiquação da Internet criou-se uma nova janela de oportunidade que ainda não foi completamente aproveitada, uma oportunidade onde este modelo de universidade da ONU se encaixa plenamente… Já que a “Universidade do Povo” funciona apenas pela Internet e não cobra qualquer tipo de propinas.

A “Universidade do Povo” admite inscrições a qualquer pessoa que tenha completado o ensino secundário e tenha um bom domínio da língua inglesa, tendo como principal objetivo oferecer educação de nível universitário a estudantes que não estão em condições económicas de o sustentar, quer porque não se podem deslocar às cidades, capitais ou países, onde as instituições universitárias funcionam, quer porque não podem pagar as propinas elevadas associadas com este nível de ensino.

A “Universidade do Povo” arrancou com apenas dois cursos: um de Gestão de Empresas e outro de Ciências da Computação. Contudo, nenhum país do mundo está a reconhecer estes cursos e as cadeiras aqui leccionadas não permitem que se peçam equivalências para outros cursos universitários em instituições mais convencionais, o que limita grandemente os efeitos práticos deste projeto da ONU e é com efeito, a sua maior dificuldade e obstáculo para o sucesso.

A universidade realizar – naturalmente – apenas aulas online, via Internet. Divide os alunos em turmas entre 15 e 20 que discutem e partilham experiências através de fóruns e instant messaging. Cada turma é acompanhada por académicos e pós-graduados que orientam os cursos, leccionam as matérias e esclarecem dúvidas.

Não existem propinas (sendo esse um dos objetivos principais da “Universidade do Povo”), mas cada aluno tem que pagar uma taxa de admissão que varia de país para país, e que varia entre os 10 e os 50 dólares.

O projeto da ONU será auto-sustentável logo que alcance 15 mil alunos, ou seja, quando tiver reunido 4,3 milhões de dólares e está atualmente a funcionar a partir de uma doação de um milhão de dólares do fundador e presidente da “Universidade do Povo”, o israelita Shai Reshef.

Proposta:

A partir deste modelo da “Universidade do Povo” da ONU, elaborar uma proposta para a fundação de uma “Universidade Lusófona na Internet” (ULI) ou “Universidade da CPLP” em que o ensino seria totalmente virtual, assim como os próprios órgãos administrativos da instituição. O projeto teria que brotar no seio da CPLP, com o beneplácito e acordo prévio dos ministérios da Educação de todos os países lusófonos, de forma a ultrapassar a maior barreira desta “Universidade do Povo”, que é a falta de reconhecimento dos seus graus académicos.

À semelhança da “Universidade do Povo”, o objetivo essencial seria o de levar um ensino de grau universitário a quem – por várias razoes – não o pudesse sustentar. Como requisitos haveria o domínio da língua portuguesa, a finalização do ensino secundário e o acesso à Internet.

Todos os meios de ensino seriam virtuais e não teriam que existir secretarias, escritórios centrais ou reitorias em edifícios de cimento e betão armado. Usar-se-íam apenas meios gratuitos ou open source como forma de minimizar os custos, havendo contudo a liberdade para o estabelecimento de parcerias com entidades privadas para o fornecimento de produtos e serviços a custos zero ou para a realização de contribuições regulares ou extraordinárias.

O essencial do ensino seria realizado através de “salas de conversação” seguras e de acesso reservado, com clientes de Instant Messaging padrão no mercado (como o Live Messenger da Microsoft ou o Yahoo Messenger) se estas empresas acedessem a colaborar nos custos de desenvolvimento e operação do projeto. Ou entoo, caso contrário, Usar-se-íam clientes de open source, correndo em sistemas Linux, como o Caixa Magica português ou o Connectiva brasileiro.

Um dos pontos fulcrais para o sucesso deste projeto seria – para além do apoio da CPLP – a acessibilidade à Internet. Um dos seus aspectos, o terminal de acesso poderia ser amplamente satisfeito pela utilização de netbooks como o Magalhães português ou um Netbook que custo ainda mais baixo como o Aspire One. O custo de aquisição destes equipamentos seria suportado pelo próprio (com um preço especial, decorrente da economia de escala) ou subsidiado pelos governos ou empresas parceiras. O custo do acesso à Internet seria financiado ou através de parcerias com empresas de acesso à Internet a custos muito baixos e em troca do envio por mail de publicidade direccionada ou subsidiada ou paga pelo próprio, em modelos que poderiam variar de país para país, conforme o modelo de sustentação económica disponível.

Os cursos lecionados por esta Universidade Lusófona na Internet ou da CPLP teriam – numa primeira fase – de serem universais a todos os países lusófonos, isto é, deveriam ser de áreas técnicas e não humanísticas, nomeadamente das áreas das engenharias e da informática e da gestão. Numa segunda fase, cursos de filosofia, História e Artes seriam também lecionados, mas como todos os cursos seriam de âmbito lusófono, as matérias não se limitariam apenas à história ou cultura de um dado país, mas seriam sempre de âmbito universalista.

Fonte:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381990

Categories: Educação, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | 4 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade