Professor José-Martinho Montero Santalha: “A previsível pertença da Galiza à CPLP”

A previsível pertença da Galiza à CPLP

Sim, realmente a Comunidade de Países de Língua Portuguesa tal como está constituída neste momento dá cabida fundamentalmente a estados independentes. O caso da Galiza, como é um pouco diferente, tem que inventar uma maneira nova de estar presente. Creio realmente que não há, não deve haver, no campo político nenhuma dificuldade decisiva, porque em primeiro lugar a Galiza e Portugal? por exemplo, são ambos membros da União Europeia, quanto que a Galiza forma parte da Espanha e a Espanha também é da União Europeia; enfim, isso levou consigo, como sabemos, à politica supressão das fronteiras que foi para nos uma grande vantagem. (…) a situação política no substancial não mude porque nós não pretendemos deixar de formar parte do Estado Espanhol, mas a comunidade linguística está por cima dessa fronteira”
entrevista ao Professor José-Martinho Montero Santalha, presidente da AGAL

A estrutura atual da CPLP não permite contudo a adesão de uma “região”, como Goa, Malaca e, sobretudo, da geradora matricial da língua portuguesa, a Galiza. A CPLP tem uma missão histórica a cumprir no mundo: o de unir todos os povos de língua portuguesa, estejam eles onde estiverem, independentemente do país onde residam e sem entrar em colisão com este.

Pelo menos na sua fase atual, nada obsta a que uma região (ou no caso galego, uma “nação”) adira à CPLP, aumentando no processo a sua capacidade e esfera de ação e realizando a devida reintegração das comunidades lusófonas dispersas pelo mundo fora numa só comunidade.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: | 5 comentários

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5 thoughts on “Professor José-Martinho Montero Santalha: “A previsível pertença da Galiza à CPLP”

  1. Odin

    Se a Galiza quer ser membro da CPLP, tem que se tornar independente da Espanha. Ou a CPLP se mescla com a Cimeira Ibero-Americana e seja transformada em CPLPE (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola), e a Espanha entra. Como parte integrante da Espanha e membro da CPLP, não concordo! Senão vai dar brecha para Madrid vir se intrometer na CPLP. 😦

  2. Otus scops

    está tudo explicado aqui: http://www.youtube.com/watch?v=DUpYnCvS9Cw&feature=player_embedded

    Odin

    estou contigo, Castela-Madrid fora!

  3. Odin

    Otus Scops,

    seria maravilhoso a presença da Galiza na CPLP, mas como um Estado separado da Espanha. Não faz diferença, pelo menos para mim, se ingressa na CPLP integrada à Portugal (Portugaliza) ou se ingressa como um país independente. Mas como parte do Estado espanhol, não concordo sr. Montero Santalha.

  4. Otus scops

    Odin

    acho que isso do Portugaliza não dá resultado. eu se fosse galego não queria separar-me de um para me ir “enfiar” noutro… 😀
    quando eles se cindirem será para o povo galego trilhar o seu caminho, finalmente.
    mas se Xunta ou a AGAL se se quiserem fazer representar de forma oficial e não como observadores não vejo mal nisso. pode até ser uma forma de acelerar o processo de separação dessa aberração eufemísticamente designada de Espanha.

  5. Odin

    Otus Scops

    Mas o mapa ficaria mais bonito… 😀

    É que vocês não têm costume com federalismo, estão acostumados com um sistema unitário. Tudo bem.

    Eu imagino uma Galiza independente e Portugal se relacionando como dois países que mais parecem um só. Eu acho, não tenho certeza, mas acho que o país europeu que a Galiza se aproximaria muito, é Portugal. E fora da Europa, o país que a Galiza iria tentar uma aliança especial seria com o Brasil. Eu acho. E se eu fosse galego, olharia a região ao norte do Douro mais a região em volta do Porto,Vila Nova de Gaia, Aveiro… como uma parte do meu território nacional que está nas mãos de Lisboa. Mas, como foi essa parte do meu território nacional que formou de norte à sul o atual Portugal, consideraria do Minho e Trás-Os-Montes ao Algarve uma extensão natural do meu país original. Mas não aceitaria muito bem Lisboa como capital e também não olharia Portugal como um corpo estranho, principalmente o Norte português. Já de Castela, eu teria ódio sim. Essa conversa de “trocar cavalo por burro” é muito relativo. A relação dos galegos com os portugueses é de âmbito cultural, você que é nortenho, deve saber o que estou tentando dizer. O Galego deve se sentir em casa em Portugal e o Português deve se sentir em casa na Galiza. Algo assim.

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