Daily Archives: 2011/01/13

Quids S22: Quem tirou esta fotografia?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Wikileaks: Israel teria destruído um reator nuclear sírio apenas alguns dias antes deste ter sido ligado, em 2007

O reactor nuclear sírio (http://markhumphrys.com)

O reactor nuclear sírio (http://markhumphrys.com)

Segundo um documento diplomático exposto pela Wikileaks, Israel teria destruído um reator nuclear sírio apenas alguns dias antes deste ter sido ligado, em 6 de setembro de 2007. Segundo o telegrama, o reator teria sido construído com ajuda norte coreana e segundo a fonte “não teria fins pacíficos”, o que seria provado pelo secretismo montado em torno destas instalações e pela recusa síria em admitir inspecções da “International Atomic Energy Agency”.

Na altura, a Síria negou que a estrutura bombardeada por Israel fosse um reator nuclear, não passando de “uma instalação militar ainda em construção”. Mas agora esta fonte diplomática parece deixar alguma luz adicional sobre a questão: era uma instalação militar nuclear, tendo necessariamente como objetivo a produção de uma arma nuclear. Sabe-se também que os EUA acreditavam que a Coreia do Norte colaborou na sua construção demonstrando – de novo e como no Irão e possivelmente no Sudão – como corresponde a um agente internacional de proliferação de armamento nuclear e um verdadeiro pária da legalidade internacional com o qual o mundo, mais cedo ou mais tarde, vai ter que lidar.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/israel-destroyed-syria-nuclear-reactor-wikileaks-30831/

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , | 4 comentários

Sobre as “estratégias” eleitorais de Cavaco Silva e Manuel Alegre

“Cavaco Silva não quer precipitar a campanha para a recandidatura a Belém. A prioridade até Janeiro será a agenda enquanto Presidente da República e já o transmitiu à sua Comissão Política.”

A estratégia de Cavaco é assim simples e (julga ele) infalível: depois de dois meses em que quase não apareceu, apesar do agravamento da situação nacional, Cavo agora desmultiplica-se em presenças diárias – sempre o papel de “Presidente da República” espalhando o seu sorriso esgárico e os seus fatinhos de luxo pagos pelas suas 4 reformas e faustoso vencimento enquanto PR. Cavaco faz o mesmo que todos os anteriores PRs fizeram antes dele: usa a posição e os meios que ela disponibiliza para fazer Campanha. Das outras vezes, funcionou… Agora, contudo, a situação é diferente e pode frustrar os planos Cavaquistas: a crise financeira é a mais grave desde 1850 e com ela a desilusão para com os Partidos, principal esteio da sua recandidatura…

“Entre os apoiantes, Alegre está longe de fazer o pleno do PS. O sector soarista não lhe perdoa a afronta a Mário Soares (nas presidenciais de 2009) e a ala direita do partido não engole a oposição aberta a Sócrates, no Parlamento, em dois comícios que fez ao lado de Francisco Louçã”

Alegre tenta colmatar com silêncios e vacuidades poéticas varias esta impossível Quadratura do Circulo que é o seu quadro de apoiantes. Como se não lhe bastasse já ter que deixar conviver no seu difuso e incoeso circulo de apoiantes entidades tão pouco compatíveis como o Bloco de Esquerda e o PS, tem também de enfrentar no seio destes dois correntes que lhe são profundamente adversas: no BE existem quem preferisse uma candidatura independente e no PS os anticorpos daqueles que não lhe perdoam o namoro ao Bloco e os ataque constantes ao governo socialista. Alegre consegue assim a proeza de atrair repulsa em praticamente todo o lado… procurando equilibrar o seu discurso num fino fio onde é impossível caminhar durante muito tempo.

Jornal Sol
10 de dezembro

Categories: Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Portugal e o Pacto de Estabilidade e Crescimento

O “Pacto de Estabilidade e de Crescimento” é um instrumento da União Económica e Monetária (UEM) datado de 1997, tendo como objetivo a disciplina orçamental dos Estados-membros que fazem parte da Moeda Única.

O PEC incorporam um grupo de normas que regulamentam as rubricas orçamentais dos Estados e determinam a coordenação das políticas económicas. O procedimento relativo aos défices orçamentais excessivos é outro dos seus aspectos. O seu grande objetivo é o de induzir os Estados-membros a terem equilibrios orcamentais.

O Pacto concede ao Conselho Europeu a capacidade de sancionar um Estado que não adote as medidas necessarias para reduzir um defice excessivo. A sanção tem inicialmente a forma de um deposito sem juros, mas pode transformar-se numa multa se a situação de défice excessivo não for revertida num prazo de dois anos.

A existencia do Pacto visa garantir a disciplina orçamental nos paises do Euro, evitando assim pressioes sobre o nivel de preços e as taxas de juro, as quais – devido ao uso de uma moeda comum – teriam rapidamente (por efeito de contágio) reflexos em todos os países da Eurozona.

O Tratado do Pacto inclui vários artigos:
101: Proibe que o BCE e os Bancos Centrais concedam linhas de crédito ou comprem divida publica no Mercado Primário
102: Proíbe o acesso privilegiado de entidades englobadas nas administrações públicas a instituições financeiras.
103: Isenta a União Europeia e os Estados-membros de assumirem compromissos nas administrações públicas de um dado Estado-Membro
104: Procedimento dos défices excessivos, definindo  os valores de referência de 3 por cento do PIB para o défice e de 60 por cento para o rácio da dívida.

Logo apos a aplicação do PEC registou-se uma degradação da posição orçamental de vários Estados-Membros, com muitos a recorrerem a medidas temporárias. Paradoxalmente, no Conselho Ecofin, em Novembro de 2003, não se aprovaram as recomendações da Comissão sobre a situação orçamental na Alemanha e na França o que reduziu seriamente o prestigio e eficácia do Pacto.

O Pacto foi reformado em 2005 tendo sido clarificado o objetivo orçamental de médio prazo e o processo de convergência para que este seja alcançado. Os Estados que não logrem alcancar o objetivo de medio prazo terao que realizar um ajustamento que deverá ser mais acentuado em momentos de crescimento economico ou limitado em contextos recessivos. Torna-se possivel realizar reformas estruturais que impliquem esquemas de capitalização da Segurança Social que justifiquem desvios temporários aos objetivos orcamentais de medio e longo prazo.

O PEC revisto em 2005 define um conjunto de circunstâncias excepcionais para a apreciação dos défices excessivos e uma modificação dos prazos a respeitar nas várias fases dos procedimentos por défices excessivos. Por exemplo, um défice superior ao valor de referência não será considerado excessivo se resultar de uma taxa de crescimento anual do PIB real negativa ou de uma perda acumulada de produto devida a um período prolongado de crescimento anual do PIB real abaixo do potencial. Por outro lado, admitem-se agora a presença de condições especiais que podem justificar o prolongamento do prazo de correcção por mais um ano.

Será que a forma atual do Pacto de Estabilidade e Crescimento está a afectar o crescimento da União Europeia, e se sim, como? Em primeiro lugar, é notório que desde 1997 os EUA cresceram muito mais que a UE e isto apesar de possuirem políticas de estabilização ainda mais restritivas. A produtividade dos trabalhadores norte-americanos aumentou tambem a um ritmo mais intenso e os custos laborais cairam desde 2002.

Os contrastes entre os EUA e a UE pareccem indicar que o crescimento económico é mais facilmente estimulado pelo lado da Oferta do que da Procura. É pela decisao de implementar politicas estruturais com impacto do lado da oferta que se criam condições para um uso mais eficiente dos recursos, o aumento da produtividade e, consequentemente, para o crescimento economico.

Para o caso Português, a presenca no Pacto implicava que tinhamos à nossa disposição um alto padrão de estabilidade monetaria e baixa inflação. Os agentes económicos obtinham tambem a tao desejada estabilidade economica, fundamental, quando os nossos dois maiores parceiros comerciais (a Alemanha e Espanha) faziam parte também da UEM. A teoria era que inflação baixa, política orçamental sustentável e abertura da economia criariam condicoes para o crescimento. Mas houve excesso de permissividade e laxismo, na Europa e em Portugal.

Quando Portugal aderiu à moeda única, as taxas de juro portuguesas convergiram para com as europeias. Ora, como tinhamos das taxas de juro mais elevadas, beneficiamos com a descida. Isso fez diminuir o défice ao aligeirar os encargos com a dívida pública. Foi assim possivel manter durante o Guterrismo uma política orçamental expansionista enquanto – simultaneamente – se reduzia o défice orcamental. Decisoes apressadas, como a das SCUT’s, que criavam no momento receitas fiscais consideraveis, mas traziam as obrigacoes futuras que agora começamos a pagar aumentaram o problema e criaram um défice externo crescente. Nessa época e como nunca – entre 1998 e 2000 – havia condições para se fazer uma profunda consolidacao orcamental. Agora, não podemos relançar o crescimento económico com uma política orçamental expansionista ja que ela traria a elevada inflação que o BCE tem como missão estancar e agravaria ainda mais o desiquilibro da Balanca Corrente e o Défice Externo, sendo de resto impossível que se conseguisse financiá-la.

Atualmente, vive-se em Portugal uma inflação consistentemente mais alta que no resto da Uniao Europeia. Isto agrava os custos dos factores de produção internos e, reduz a competitividade externa das empresas nacionais. Se estivessemos fora da UEM poderiamos recorrer aos mecanismos usuais de compensação, isto é, às desvalorizações, mas assim, estamos condenados a mais e mais encerramentos de empresas e desemprego que levam a mais e mais recessão.

Categories: Economia, Economia Politica | Deixe um comentário

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