Daily Archives: 2011/01/10

QuidsS22: Que localidade é esta?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

Anúncios
Categories: Quids S22 | 7 comentários

Espanha: O “Homem Doente” da União Europeia. Segundo Paul Krugman

Paul Krugman (ttp://ceoworld.biz)

Paul Krugman (ttp://ceoworld.biz)

Tentaremos comentar aqui um interessante artigo do economista Paul Krugman intitulado “The Spanish Prisoner” e publicado em finais de novembro do jornal New York Times e aqui traduzido pela nossa pena:

“A melhor coisa sobre os irlandeses neste momento é que eles são muito poucos. Por si só, a Irlanda não pode fazer muito para danificar o futuro da Europa. O mesmo pode ser dito em relação à Grécia ou a Portugal, que é geralmente visto como a próxima peça do dominó.”

» É verdade… No total, um “bail out” a estas três economias periféricas: Grécia, Irlanda e Portugal será equivalente a menos de 300 mil milhões de euros, isto é, menos de metade do Fundo Europeu de Emergência com os seus impressionantes 750 mil milhões de euros.

“Mas existe Espanha. Os outros são tapas, Espanha é o prato principal. O que é espantoso quanto a Espanha, numa perspetiva americana, é o quanto a sua história económica se assemelha à nossa. Como a América, a Espanha sofreu um grande aumento da dívida dos privados. Como a América, a Espanha caiu na recessão quando a bolha rebentou, e experimentou desde então um grande aumento do desemprego. E como a América, a Espanha viu o seu défice orçamental explodir à medida que as receitas se afundam e os custos da recessão disparam.”

» É verdade… existem duas semelhanças notáveis entre as economias norte-americanas e espanhola: um setor imobiliário que foi o “segredo” mal guardado do crescimento espanhol dos últimos anos e um setor bancário alimentado por esta bolha. A crise de um, leva à crise de outro. E agora, estão em ciclo auto-alimentado e sem perspetivas de quebra a curto prazo e nada no orçamento recessivo vai resolver este problema.

“Mas ao contrário da América, a Espanha está à beira de uma crise de dívida. O governo dos EUA não tem problemas em se financiar, com taxas de juro de longo prazo inferiores a 3%. A Espanha, pelo contrário, tem visto os seus juros disparar nas últimas semanas, fazendo crescer os receios de uma bancarrota iminente.”

» No globo não há um problema de falta de liquidez. Não falta capital nos países do Golfo, nem na China, nem mesmo no Brasil ou noutros países ditos “emergentes”. Em todos eles se verificaram enormes transferências de Capital para os mercados financeiros americanos, financiando a sua dívida e os seus gigantescos défices comerciais. Esse dinheiro não desapareceu, continua a existir e tem sido aplicado nessas economias emergentes e nos EUA. Mas está a rarear na Europa… E a diferença é clara: só na Europa existe um Banco central estreitamente agarrado aos dogmas monetaristas, insistindo em manter uma moeda alta quando a China e os EUA embarcam numa guerra monetária. Só na Europa não existe um governo central que corresponda ao espaço monetário e onde economias completamente diferentes usam todas a mesma moeda.

“Porque é que Espanha está com tantas dificuldades? Numa palavra, é o Euro. A Espanha foi dos países mais entusiásticos na adoção do Euro, em 1999. E durante algum tempo as coisas correram bem: os Fundos europeus iam para Espanha, alimentando a despesa do setor privado e a economia espanhola conheceu um crescimento muito rápido. Nos melhores anos, o governo espanhol parecia ser um modelo de responsabilidade fiscal e financeira: ao contrário da Grécia, acumulou excedentes orçamentais e, ao contrário da Irlanda, tentou regular os seus Bancos. (…) e mesmo agora, os seus Bancos não estão em tão mau estado como os irlandeses.”

» É certo que o grande problema da economia espanhola é a bolha imobiliária e como esta contaminou toda a economia fazendo disparar a dívida privada e transmitindo uma falsa sensação de prosperidade. A Bolha afetou sobremaneira a Banca espanhola e já era identificada como tal por muitos economistas espanhóis em 2007, no auge da expansão económica espanhola. Então (e isso é total responsabilidade dos espanhóis e dos seus governantes) poder-se-ía ter regulado de forma mais eficaz a cumplicidade da Banca na expansão da Bolha e travá-la a tempo de ter evitado a sua detonação. Infelizmente, nada se fez…

“Durante a expansão, preços e salários subiram mais rapidamente em Espanha do que no resto da Europa, ajudando a criar um grande défice comercial. Quando a bolha estourou a indústria ficou com custos que a tornavam pouco competitiva comparada com a de outros países.”

» De novo e como em Portugal e na Grécia a adoção do Marco alemão, travestido como “Euro” induziu em economias muito diferentes da alemão uma serie de distorções que induziram uma falsa sensação de prosperidade devido à profusão de “crédito barato”. O problema espanhol aqui, é claro, como o de resto para todas economias periféricas: o Euro não é a moeda mais adequada às suas economias e mais não fez do que incentivar a subida descompensada dos padrões de consumo (à custa do crédito e intensificar o processo de tercialização das economias pela deslocalização das Indústria e da agricultura (esta última menos, em Espanha) que a Globalização e a sua adoção entusiasta por parte da maioria dos líderes europeus tinha desencadeado em começos da década de 90.

“E agora? Se Espanha ainda tivesse a sua moeda, como os EUA, ou como a Grã-Bretanha, poderia deixar cair a sua cotação internacional, devolvendo competitividade à sua indústria. mas com a Espanha no Euro, essa opção não está disponível. Pelo contrário, Espanha deve procurar formas de fazer uma “desvalorização interna”: cortando salários e custos”

» A alternativa a descer a cotação internacional do Euro é assim reduzir salários e a carga fiscal. Mas um e outro vão criar condições para que a economia entre numa severa recessão, já que o consumo privado cairá em flecha e que o Estado não poderá usar medidas keynesianas para compensar este declínio com medidas de estímulo… O Euro colocou assim as economias periféricas numa situação perigosa: para reagirem têm que entrar em Recessão ou… abandonar o Euro e recuperar a independência monetária.

“Mas uma “desvalorização interna” é um negócio muito sujo. Desde lado, é lenta. Pode levar alguns anos com alto desemprego para levar os salários para baixo. Além disso, quedas de salários implicam queda de rendimentos, enquanto a dívida se mantém a mesma. O que isto significa é que o futuro económico da Espanha nos próximos 10 anos é muito pobre.”

» Ou seja, para baixar os custos há que baixar os salários e esta solução “tradicional” implica arrastar Espanha e todas economias periféricas (como Portugal) para a Recessão durante pelo menos uma década e reduzir de uma forma muito significativa os rendimentos (e consumos) dos cidadãos dos países onde estas medidas recessivas forem aplicadas, com toda a perturbação social que inevitavelmente surgirá, com a redução da capacidade de intervenção dos Estados (devido à quebra de impostos e aumento das despesas sociais) e, sobretudo, com a evaporação de todos os ganhos em nível de vida dos últimos 20 anos. Esta é a alternativa a abandonar o Euro.

“A recuperação da América tem sido algo desapontante no que respeita ao Emprego, mas pelo menos conseguiu-se alguma retoma do PIB. A Espanha, por outro lado, nas recuperou. De todo. Será que a Espanha deve sair desta armadilha saindo do Euro e reestabelecendo a independência monetária? A resposta é: provavelmente não. A Espanha estaria hoje melhor se nunca tivesse adotado o Euro – mas tentar sair agora criaria uma grave crise bancária, com os depositantes a correrem para as suas contas. A menos que ocorra um colapso bancário algures num país da Zona Euro – o que é plausível para Grécia e cada vez mais possível para a Irlanda – é difícil ver como é que o governo espanhol queira correr o risco de se deseurizar.”

> é inegável: sair do Euro por vontade própria ou alheia (alemã) seria uma tempestade em mares já de si tempestuosos. O nível de dependência do crédito internacional é tão elevado hoje e os padrões de consumo tão distantes da independência produtiva, que uma saída brusca levaria a uma profunda recessão não só no país que saísse no Euro, como naqueles que o rodeiam. Mas o problema não é irresolúvel. O essencial aqui – para retomar a independência monetária e cambial – passa por travar o crescimento da dívida, incentivar a produção local e desencorajar as importações e começar a amortizar a dívida. Reencontrado o caminho da Produção (Primária e Secundária), de um Consumo sustentado e saudável e libertando as Economias do império dos Especuladores, é possível criar condições para deixar os alemães com o seu querido Marco-Euro, parece que muito adequado à sua Economia e tão inadequado às economias dos países periféricos.

Fonte:
http://www.nytimes.com/2010/11/29/opinion/29krugman.html?_r=1

Categories: Economia, Política Internacional | 4 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade