A falência do modelo do “Estado Mínimo” irlandês

Quando estive na Irlanda, no princípio do novo século havia um sentimento de intenso otimismo que atravessava toda a sociedade. Havia a convicção de que o sucesso do “modelo irlandês” se devia à aplicação radical dos dogmas do neoliberalismos: impostos baixos, grandes níveis de desregulação laboral e um “Estado Mínimo” com infraestruturas raras e um “Estado Social” quase inexistente. Afinal, o modelo não era assim tão perfeito ou agora a União Europeia e o FMI não teriam que ter feito um empréstimo de urgência de 85 mil milhões de euros…

O falhanço do modelo irlandês, e nele essencialmente dos seus Bancos e da capacidade do seu Estado para o prevenir e reagir de forma rápida e eficaz devia fazer refletir todos os que defenderam este modelo.

Mas na Irlanda não foi só o modelo de desenvolvimento neoliberal que falhou. Foi também o modelo de reação à crise financeira: foi o primeiro a aplicar uma severa contenção orçamental e o primeiro onde esta demonstrou não conseguir responder às necessidades da economia: como prova a atual intervenção do FMI.

Esta Europa e o seu modelo de desenvolvimento provaram estar errados duas vezes na Irlanda. E apesar disso ninguém no “Sistema” e nos partidos que rotativamente o vão dominando Europa fora se atreveu ainda a acometer contra o “império financeiro” dos banqueiros e especuladores que continuam a enriquecer com a desregulação, a fraqueza e inépcia dos Bancos centrais e contra os Especuladores que ganham milhões por dia com os ataques sucessivos e cada vez mais violentos contra as Dívidas Soberanas.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/estavas-linda-irlanda-posta-em-sossego=f615818

Categories: Economia, Política Internacional | Etiquetas: | Deixe um comentário

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