Sobre as ligações dos governantes de Moçambique ao Narcotráfico

Armando Guebuza (http://macua.blogs.com)

Armando Guebuza (http://macua.blogs.com)

A embaixada dos Estados Unidos em Maputo acusa o Presidente da República de Moçambique Armando Gabuza de ter recebido entre 35 a 50 milhões de dólares em comissões no negócio da compra da Hidroeléctrica Cahora Bassa a Portugal”
(…)
“O chefe de Estado é referido como estando envolvido em todos os mega projetos de milhões de dólares do país.
Outra suspeita refere-se à amizade próxima entre Guebuza, apelidado de “escorpião”, o antigo Presidente Joaquim Chissano e os dois principais narcotraficantes do país, o empresário Mohamed Bachir Suleiman, referido por MBS e Ghulam Rassul Moti. “MBS contribuiu grandemente para encher os cofres da Frelimo (…) em troca, acredita a embaixada, saíram ordem do gabinete da Presidência para excluir certos contentores de carga das habituais vistorias de segurança do porto de Maputo”.
Nas comunicações reveladas, Portugal é considerado um dos destinos dos estupefacientes, bem como um país onde MBS detém contactos.
(…)
Moçambique é referido como o segundo país africano mais activo na rota internacional do tráfico de drogas. É notada ainda a existência de bancos e instituições financeiras em número muito superior à dimensão da economia nacional, e de uma bolha especulativa no mercado imobiliário, indícios de operações de lavagem de dinheiro.”

Jornal Sol
10 de dezembro de 2010

Os países africanos de expressão oficial lusófona parecem ter algum tipo de tendência para serem usados como eixo de distribuição de estupefacientes… Portugal cumpre esse papel na distribuição pelo sul da Europa. A Guiné-Bissau é a principal plataforma de distribuição para a Europa da droga colombiana que segue para o continente europeu e agora vem a saber-se que idêntico (e triste) papel é cumprido por Moçambique na África Oriental.

As referências do Wikileaks parecem escapar a qualquer dúvida. Um pouco por todo o mundo (e apesar de algumas patéticas tentativas de negação) o que só nos faz recordar a necessidade de uma maior cooperação nos setores da Justiça e das Polícias entre os países lusófonos, para além do desenvolvimento da força lusófona de Manutenção de Paz que poderia ser também usada neste contexto, dotando os países com menos meios materiais dos recursos suficientes para combater este flagelo do narcotráfico.

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Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Justiça, Lusofonia, Política Internacional | Etiquetas: | 3 comentários

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3 thoughts on “Sobre as ligações dos governantes de Moçambique ao Narcotráfico

  1. Otus scops

    CP

    “Os países africanos de expressão oficial lusófona parecem ter algum tipo de tendência para serem usados como eixo de distribuição de estupefacientes… Portugal cumpre esse papel na distribuição pelo sul da Europa. ”
    pareces triste, nem parece teu. então não vês que é um tráfico Lusófono!!! devias estar contente… 😉

  2. Uma noticia dessas é preocupante pela sua própria natureza o narcotráfico é uma ameaça devastadora a qualquer sociedade moderna capaz de destruir aos poucos ou de modo devastador como demonstro a guerra do ópio a família, economia e estado.

    • Otus scops

      é uma guerra sem fim…
      o tráfico só existe porque os governos persistem hipocritamente, em manter este problema clandestino. o tráfico dá de comer a muita gente que “o combate”.

      Fadrini, quanto à guerra do ópio não tem nada a ver com este assunto, o comércio era feito de propósito pelos ingleses e na maioria dos casos drogavam propositadamente os chineses para ficarem dependentes e continuarem a consumir. isso não é tráfico, foi um crime contra a Humanidade!
      é completamente diferente de liberalizar o seu consumo.

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