Monthly Archives: Dezembro 2010

A SpaceX está de parabéns

Cápsula Dragon (http://images.spaceref.com)

Cápsula Dragon (http://images.spaceref.com)

A SpaceX está de parabéns. A 8 de dezembro, a empresa norte-americana conseguiu o notável feito enviar uma cápsula reutilizável para o Espaço recuperando-a com sucesso. Desta forma, a SpaceX torna-se a primeira empresa privada a lançar e a recuperar uma cápsula tripulável. Assim, a empresa sobe à reduzida lista de entidades capazes de alcançar o Espaço e recuperar uma cápsula. Um feito até agora apenas possível a Estados e onde agora se alinha também a SpaceX.

Este voo foi também o primeiro voo de teste no âmbito do programa COTS (Commercial Orbital Transportation Services) da NASA que tem como objetivo financiar a concepção e o fabrico de veículos privados capazes de transportar carga e passageiros para a Estação Espacial Internal (ISS).

A SpaceX vai utilizar a cápsula Dragon para responder a um contrato de 1.6 biliões de dólares com a NASA para enviar 12 naves de abastecimentos para a ISS até 2016. Além da SpaceX a NASA também tem um contrato de 1.9 biliões de dólares com a Orbital Sciences
Que prevê o envio de oito voos de carga.

A cápsula Dragon foi lançada por um foguetão Falcon 9 do “Complexo 40” a base da Força Aérea de Cape Canaveral, completou duas órbitas a cerca de 27300 km/h, reentrando depois na atmosfera e descendo até tocar na superfície do oceano Pacífico 3 horas e 20 minutos depois do lançamento. Eon Musk, o fundador da empresa (e co-fundador do Paypal) admitiria: “Olhando para os dados da missão, tudo parece bom demais para ser verdadeiro. Para que um foguetão funcione e com ele uma nave espacial é preciso um grau de complexidade tremendo. Tanto pôde correr mal e tudo correu bem. Estou numa espécie de semi-choque.”

A NASA tinha prometido à SpaceX que a deixaria enviar uma Dragon diretamente para a ISS, se tudo corresse bem neste lançamento, algo que agora se torna certo, antecipando-se assim mais um momento histórico para a história da Astronáutica e – de certa forma – uma compensação para o fim do Space Shuttle.

Fonte:
http://www.space.com/missionlaunches/spacex-dragon-spacecraft-successful-test-flight-101208.html

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Luso-Tropicalismo: “a especial capacidade de o português se misturar com os povos tropicais, trocando padrões culturais e criando sociedades sincréticas e harmónicas”

Gilberto Freire (http://www.unicamp.br)

Gilberto Freire (http://www.unicamp.br)

Luso-Tropicalismo: “a especial capacidade de o português se misturar com os povos tropicais, trocando padrões culturais e criando sociedades sincréticas e harmónicas”.
Gilberto Freire, O mundo que o português criou

Por muito que se queira classificar como “obsoleto” e “neocolonial” o pensamento deste conhecido sociólogo brasileiro da década de 60, a verdade é esta sincrética – mas muito completa – frase, exprime bem a natureza da distinção entre o dito “império” português e todos os demais colonialismos europeus: devido a uma variada confluência de fatores nem sempre convergentes, todo o processo dos Descobrimentos e Expansão portuguesa no mundo foram sempre mais propulsados por motivações de ordem espiritual ou transcendente do que qualquer outro imperialismo.

Devido à crónica escassez de meios humanos e financeiros (flagrante nas Crónicas até nos áureos reinados de Dom Manuel I e de Dom João III), o país nunca pôde ambicionar a manter no Oriente o mesmo tipo de colonização que outros lograram conseguir. Desde Afonso de Albuquerque, o recurso à miscigenação tornou-se em política de Estado, e durante toda a presença oriental, os “casados” (famílias multi-raciais) e os locais representaram um recurso indispensável não somente no campo militar, mas sobretudo no campo da administração do Estado e até no financiamento do funcionamento das estruturas administrativas e militares do Estado da Índia praticamente até ao seu fim, em 1961.

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Confirmado: Os T-72 do MV Faina íam mesmo para os rebeldes do sul do Sudão

Cargueiro MV Faina (http://i.telegraph.co.uk)

Cargueiro MV Faina (http://i.telegraph.co.uk)

Talvez ainda se recordem daquela estranha mas verídica história de um bando de piratas somalis que atacou e capturou o cargueiro ucraniano MV Faina com a sua preciosa carga de tanques 32 MBTs T-72 além de outro armamento. Na altura (2008) não se sabia bem a quem se destinaria esta impressionante lista de armamento. Mas agora, graças ao… Wikileaks. Segundo um telegrama diplomático norte-americano, este armamento de origem ucraniana teria como destino os rebeldes do sul do Sudão e seria apenas a última de várias entregas de material patrocinadas pela Administração Bush: quando o cargueiro foi sequestrado já haviam sido entregues 67 tanques T-72 aos rebeldes do sul do Sudão.

A compra deste armamento não foi realizada diretamente sob instruções dos EUA, mas este documento da Wikileaks revela que estavam a par de tudo e que tinham vendido também equipamento de comunicações, “armas não letais” e treinamento às forças do sul.

Os documentos revelam também que com a chegada de Obama a atitude “tolerância ativa” quanto a esta transacção mudou e o Quénia (que armazenava os tanques entretanto recuperados) foi ameaçado com sanções para não entregar os tanques aos sudaneses.

Fonte:
http://defensetech.org/2010/12/09/t-72s-were-indeed-being-sent-to-sudan-rebel-army/

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O Irão continua assolado pelo virus israelita Stuxnet

O programa nuclear iraniano continua um caos depois do ataque do vírus informático que assolou as suas instalações informáticas há alguns meses. Oficialmente, ainda que o governo iraniano tenha admitido a infecção, os seus efeitos tinham sido limitados e contidos. Ora isto não parece ser verdade, já que foi registado recentemente um grande aumento no volume de tráfego gerado pelo Stuxnet com origem na República Islâmica.

Isto significa que este vírus, que usa PCs comuns como hospedeiros para atacar a partir daí sistemas proprietários da Siemens (e que é muito provavelmente controlado a partir de Israel) continua ativo e a procurar penetrar as defesas informáticas das centrais nucleares iranianas…

Fonte:
http://tech.slashdot.org/story/10/12/09/2319229/Stuxnet-Still-Out-of-Control-At-Iran-Nuclear-Sites?from=rss

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A “Federação de Municípios” da Primeira República

Teófilo Braga (http://purl.pt)

Teófilo Braga (http://purl.pt)

“O Manifesto-Programa republicano de 1891, elaborado por Teófilo Braga e formalmente em vigor aquando da revolução republicana de 1910. nesse documento político, de forte sensibilidade organicista e federalista, enunciava-se, para o poder legislativo, uma dupla realidade política: os membros da Federação de Municípios legislavam nas Assembleias Provinciais sobre todos os actos respeitantes à segurança, economia e instrução provincial, dependendo nas relações mútuas da homologação da Assembleia Nacional; os membros da Federação de Províncias legislavam na Assembleia Nacional sobre os assuntos gerais e velavam pela autonomia e integridade da Nação.”
Ernesto Castro Leal
Revista Nova Águia
Número 6

Este modelo de organização do Estado, recuperado mais tarde no Programa do Partido Republicano Radical Português (1911-1913) coincide quase exatamente com as propostas do MIL para a reorganização do Estado e da Administração do território.

Desde logo, o programa dos republicanos defendia uma profunda descentralização, de base municipalista e “radical”, propondo a transformação do Estado centralista, adotado pela monarquia, numa “federação de municípios”. Os munícipes elegeriam os seus representantes concelhios, e estes depois seriam a fonte de toda a legislação concernente aos domínios respeitantes à segurança, economia e Educação. Todas as demais competências seriam do Estado central, mas como os seus representantes seriam indiretamente eleitos pelos representantes municipais, de facto, todo o Estado seriam (direta ou indiretamente) de base municipalista.

Infelizmente, a presença de resistências monárquicas e clericais no mundo rural, assim como as tendências centralistas de muitos republicanos e a existência de uma profunda clivagem social e formativa entre os meios urbanos e os rurais vieram a gorar estes planos republicanos para uma descentralização municipalista… e assim adiar o sonho que agora o MIL: Movimento Internacional Lusófono incluiu nas suas propostas da sua Declaração de Princípios e Objetivos.

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Os EUA ganham uma batalha contra o dumping chinês na OMC

A conduta concorrencial da China é contestada há muito tempo. E ninguém discute que a China não tem qualquer barreira moral ou ética para exportar a todo o custo, destruindo as indústrias e comércios dos países que têm o infortúnio de serem seus “parceiros comerciais”.

Resulta assim notável (e raro) que a Organização Mundial do Comércio (OMC) tenha acabado de dar razão aos EUA na sua disputa com a China em que esta acusava os EUA por estes terem aumentado as taxas aduaneiras nas importações de pneus chineses no ano passado.

Segundo a OMC: “ao impor medidas de protecção transitórias a 26 de Setembro de 2009 sobre as importações de pneus chineses, os EUA não desrespeitaram as regras do comércio internacional”.

A medida norte-americana fez parte de uma série de respostas contra a crise decretadas por Obama em 2009 e respondia aos pedidos dos sindicatos para parar com fecho de fábricas de pneus por causa das importações de pneus baratos da China que triplicaram entre 2006 e 2009, enquanto que produção local caia em mais de um quarto e o desemprego nesse setor subia 14%.

Obama tem sido um presidente fraco e tímido em muitos domínios, desde o sistema de Saúde, Palestina e no perdão aos impostos dos ricos. Mas nesta questão fez o mínimo que lhe era exigido na defesa da sua economia contra os abusos do predador chinês. A Europa, essa, contudo continua muito ocupada a atacar os seus próprios membros do sul para seguir o exemplo norte-americano e defender o que resta da sua indústria contra as constantes agressões comerciais chinesas.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/omc-da-razao-aos-eua-na-guerra-dos-pneus-com-a-china_1470741

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Quids S22: Que cidade é esta?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Federação Nacional Republicana (1919-1921) (defendia) um Estado Confederado Português

“A Federação Nacional Republicana (1919-1921) (defendia) um Estado Confederado Português. Seria administrativamente descentralizado e constituído pela área continental e ilhas (federação de municípios representada numa Assembleia Provincial e federação de províncias representada numa Assembleia Nacional), em conjunto com a área das províncias ultramarinas (transformadas em estados autónomos, após intensa colonização interna), apresentando-se a intenção de conseguir o ingresso dos Estados Unidos do Brasil no futuro Estado Confederado, devido às “afinidades étnicas e filológicas das duas nações” e a circunstância de serem “produtoras da quase totalidade dos géneros inter-tropicais”.
Ernesto Castro Leal
Revista Nova Águia
Número 6

É curioso como durante a Primeira República havia a noção de que era preciso conceder uma elevada autonomia ou mesmo uma semi-independência à colónias portuguesas. A Federação Nacional Republicana acreditava que as colónias deviam ser parceiros de pleno direito junto das demais províncias continentais (ainda que defendesse a colonização em vez de uma mais salutar desenvolvimento da consciência cívica dos naturais) e que deviam participar diretamente na governação republicana, colocando angolanos e moçambicanos, ao lado de minhotos e madeirenses, na Assembleia Nacional. É contudo certo que se tratariam de colonos europeus ou de descendentes destes mas, seria pelo menos um progresso ao que faziam então as outras potencias europeias e posteriormente criaria condições para criar uma representatividade por parte, também, das populações indígenas.

É igualmente interessante a aspiração da Federação Nacional Republicana segundo a qual o fim último desta reorganização do território e da sua administração seria a fusão com o Brasil, pela via da fundação de uma Confederação com os “Estados Unidos do Brasil”… devido às proximidades culturais e linguísticas entre Portugal e o Brasil (que então eram muito maiores do que hoje) e perspetivando já então a mesma União Lusófona que hoje é um dos pontos centrais às propostas do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

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Wikileaks: Do péssimo desempenho das forças britânicas no Afeganistão

Há uma crença generalizada de que as forças militares britânicas se contam entre as melhores do mundo. Ora essa crença recebeu um golpe violento com a divulgação pela Wikileaks da opinião de diplomatas norte-americanos segundo os quais os militares britânicos teriam tido uma “péssima prestação” no terreno de batalha, na província afegã de Helmand, entre 2007 e 2009.

Os diplomatas norte-americanos dizem que os britânicos não foram capaz de assegurar níveis mínimos na província e que “foram incapazes de se relacionarem com a população de Helmand”. A incapacidade britânica terá sido tal que o presidente Karzai “teria ficado contente ao saber que seriam substituídas pelos Marines dos EUA” e em janeiro de 2009, o governador provincial de Helmand, Gulab Mangal, declarou a Joe Biden que era urgente a chegada das forças americanas porque os britânicos “não garantiam a segurança de Sangin, nem sequer no principal bazar da cidade” acrescentando “Não tenho nada contra eles [britânicos] mas têm de sair das suas bases e contactar a população”.

Estas indicações são reflexo de uma percepção generalizada de que o Reino Unido não estava preparado para uma guerra de tão elevada intensidade, travada num cenário tão longínquo e adverso como o afegão. Depois de décadas de desinvestimento na Defesa e perante um desafio muito superior às suas capacidades o exército britânico nas soube estar à altura dos seus pergaminhos e deu esta triste figura de si.

A baixa moral das forças britânicas no Afeganistão já era comentada há muito nos meios da OTAN e o facto de as suas baixas sem mais altas, aqui, do que (proporcionalmente) as próprias baixas durante a Segunda Grande Guerra explicam as críticas afegãs quanto aos britânicos “não saírem dos quartéis”… embora o temperamento tradicional britânico – entre o reservado e o arrogante – tenha também dado a sua quota parte para esta avaliação.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/forcas-britanicas-no-afeganistao-acusadas-de-incompetencia_1469307

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Quids S22: Quem tirou esta fotografia?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

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A China tem nos seus cofres mais de 2.4 biliões de dólares

Depois de duas décadas de exportações crescentes, hoje, a China tem à sua disposição a maior reserva em divisas estrangeiras do mundo e isto apesar da maioria da superpopulação viver ainda em condições absolutamente degradadantes e desumanas… Com efeito, depois de duas décadas como “fábrica do mundo”, Pequim alberga agora nos seus cofres mais de 2.4 biliões de dólares. Atrás, bem atrás, está o Japão que apesar de estagnado desde meados da década de 90 ainda conserva cerca de 1 bilião de dólares em divisas estrangeiras.

Embora não existam certezas, devido ao estilo discreto com que Pequim gere os seus fundos, supõe-se que 2/3 das suas reservas estejam aplicadas no estrangeiro, sobretudo nos EUA. Sem estas aplicações, aliás, não seria possível aos norte-americanos manterem o seu elevado nível de consumo quando a maioria da sua indústria ja foi deslocalizada para a… China.

Mas este equilíbrio é agora impossível: a China começa a acreditar que comprar Dívida Soberana em tais montantes é perigoso para a segurança destes investimentos, e abrandou o seu ritmo e os EUA não podem continuar a acumular défices comerciais e dívidas públicas monstruosas sem acabarem por levar as suas finanças à bancarrota. O mesmo em relação à Europa, onde a crise do Euro e das Dívidas Soberanas dos países periféricos mostrou aos chineses os riscos de continuarem a aplicar os seus excedentes no estrangeiro.

A China compreendeu assim que nas pode continuar a aplicar os seus excedentes nem na Europa, nem nos EUA. E que urge diversificar os seus investimentos… Por enquanto parecem interessados em comprar grandes empresas nos EUA e a assegurarem posições dominantes nos países ricos em recursos naturais, em África. Mas se em África (pelas fragilidades económicas e democráticas locais) tal possessão do tecido económico local parece mais pacífica, o mesmo não se passa nem nos EUA (onde o Congresso tem bloqueado varias tentativas de aquisição chinesas), nem na Europa.

A China tem hoje capital para adquirir a maioria das maiores e mais rentáveis empresas do mundo. E numa época onde o “nacionalismo económico” é ainda um sacrossanto dogma neoliberal, tem condições para apostar a pleno nesta sua nova estratégia de aplicação de Capital, de facto. Mas estaremos nós disponíveis para ver a “fábrica do mundo” ser também a proprietária de todas as grandes empresas que (por alguma razão) não sejam deslocalizáveis? Será tal imperialismo económico saudável para as nossas economias? E, enfim, aceitará a população chinesa viver nas condições sub-humanas em que vive hoje, sem um Sistema de Saúde universal ou pensões de reforma dignas, sabendo que o seu Governo tem tamanhas reservas de Capital aplicadas no estrangeiro?…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=454711

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Lauro Moreira: “Nos seus 5 séculos de existência, o Brasil esteve simbioticamente ligado a Portugal por pelo menos 400 anos”

Lauro Moreira (http://imgs.sapo.pt)

Lauro Moreira (http://imgs.sapo.pt)

“Nos seus 5 séculos de existência, o Brasil esteve simbioticamente ligado a Portugal por pelo menos 400 anos, 316 dos quais como Colónia, seis como Reino Unido e quase 60 como país independente, sob as coroas de Pedro I (Pedro IV de Portugal) e Pedro II. E ao se independentizar, recebe como legado um território continental, uma língua comum e uma invejável plasticidade no seu relacionamento étnico e social, ou seja, uma enorme capacidade para absorver e digerir o outro, o diferente, numa verdadeira antropofagia cultural.”
Lauro Moreira

Agostinho da Silva costumava dizer que um dos maiores feitos de Portugal no mundo fora o de dar nascimento a um país que – pelo seu esforço e vontade – conseguiu manter a coesão continental num subcontinente onde a desagregação foi a regra. No continente americano o Brasil goza assim de uma invejável estabilidade nacional que lhe advém diretamente da sua História e da união com Portugal. Dizemos “união” e não “colonização” não por causa de um qualquer branqueamento histórico que se queira realizar, mas porque o termo “colónia” é de facto inadequado para descrever a natureza do relacionamento de Portugal com o Brasil.

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Quids S22: Que série era esta?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Cavaco Silva e a sua confissão de “integração” no Regime Salazarista

Cavaco Silva e mantra “não irei atacar ninguém, mas…”

Variação dos já conhecidos mantras cavaquistas “não comento”, “deixe-me mastigar o bolo-rei” ou o mais recente “não comentou, mas”.Idioticamente, Cavaco acabou por AFIRMAR que ia atacar alguém (neste caso Alegre) dando provas da sua absoluta incapacidade discursiva e, logo, para ocupar o cargo de PR.

Cavaco Silva: o “integrado” no Regime Salazarista

“concerteza que não pensávamos bem do regime”. Então porque assinou que “estava integrado” e apresentou 3 testemunhas abonatórias em vez das 2 necessárias? Mentiu então por cobardia? A mesma cobardia que exprimiu na república checa quando sorriu enquanto o checo insultava Portugal?
E queremos mesmo um presidente cobarde?
Precisamos dele num momento tão grave da nossa vida nacional?

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Sobre o mais recente “Caso Vara”: a prática de um crime de tráfico de influências, favorecendo a Associação Nacional de Farmácias

A faustosa sede da Associação Nacional de Farmácias

A faustosa sede da Associação Nacional de Farmácias

“O achado em casa de Vara indiciava a eventual pratica de um crime de tráfico de influências, favorecendo a Associação Nacional de Farmácias, de forma a que o Governo repusesse a margem de 20% dos lojistas (que tinha baixado para 18.25%) (…) A reposição da margem de 20% para as farmácias acabou por ser aprovada em maio de 2010”
Expresso
13 de novembro de 2010

Este novo (mas nada surpreendente) “Caso Vara” é mais uma ilustração da dramática situação moral a que chegaram os partidos políticos. Quem mais e melhor singra no interior dos seus aparelhos são precisamente os “varistas”: os indivíduos que puxam cordéis e cordelinhos, movem influências e traficavam favores e dinheiros a favor da sua própria carreirinha, alevantando-se de posições obscuras como caixas bancários até administradores de Bancos, tendo de permeio uma turva carreira política. E não duvidemos: Vara não é o único Varista da Partidocracia. É apenas e tão somente um dos mais imbecis e a prova disso é que hoje toda a gente sabe o que ele é (ainda que tudo indique que vá sair do lasso crivo da Justiça como “inocente”).

A Partidocracia tornou-se nisto: num ninho de víboras e ratazanas varistas. Os partidos sequestraram a democracia e o Estado. A República tornou-se propriedade exclusiva de uma poucas centenas de famílias, que se sucedem e alternam no Poder, reduzindo o espaço da Cidadania e da Liberdade Cívica.

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António José Borges: “Há uma evidente mediocridade nesta classe política”

“Há uma evidente mediocridade nesta classe política. As causas são, para além das já referidas,
primeiro: a privatização do Estado, em que a economia está acima da política, em que há uma cumplicidade perniciosa nas parcerias públicas e privadas (…)
Segundo, a partidarização do Estado, que vem fragilizar a administração pública”
António José Borges
Revista Nova Águia
Número 6

A cedência sistemática de atribuições clássicas do Estado levou aquilo a que Adriano Moreira já designou (precisamente num lançamento da Nova Águia) de “Estado Mínimo”: a entrega de hospitais, auto-estradas e outros bens públicos a privados em contratos ruinosos contribuiu para a parte de leão do atual desequilíbrio orçamental. Estas ligações entre Estado e Privados são condimentadas por favorecimentos diversos que ora ultrapassam ora beiram o limite da corrupção e que dependem em muitos de agentes que transitam de um mundo para o outro, mercenarizando o conceito de Serviço Público e troca de chorudos vencimentos.

Os agentes responsáveis por estas ruinosas “parcerias público privadas” são os políticos como Vara, Coelho ou Ferreira do Amaral (entre muitos outros) que mercê dos seus conhecimentos pessoais no Estado, tomado de assalto e apoderado imperialmente pelos “partidos de poder” se tornam em facilitadores-corruptores para o prejuízo da Res Publica e Lucro de turvos interesses privados que orbitam em torno da partidocracia contra cujo domínio protestamos AQUI.

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Quids S22: Que cidade era esta?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Jorge Braga de Macedo: “Entre 1501 e 1800, Portugal e a Prússia falharam o pagamento da sua dívida uma vez em 1560 e 1683”

Entre 1501 e 1800, Portugal e a Prússia falharam o pagamento da sua dívida uma vez em 1560 e 1683, respetivamente, enquanto que no mesmo período houve seis bancarrotas em Espanha e mais ainda em França. Durante o século XIX, Portugal, Grécia, Prússia e Áustria falharam pagamentos 5 vezes, Grécia 4 e Espanha 7 vezes.
Futuro e História da Lusofonia Global
Jorge Braga de Macedo

Falhar o pagamento de uma dívida externa não é portanto uma situação terminal. Não consta que nenhum destes países tenha desaparecido ou sido anexado por um dos seus vizinhos.

As bancarrotas são processos de ajustamento normais nas economias e foram bastante comuns em diversos períodos da História do Homem. Ocorrem sempre que uma dada economia começa a gastar mais do que produz e tenta compensar essa diferença pedindo empréstimos crescentes ao exterior até um ponto tal em que deixa de ser possível cumprir o serviço da dívida e esse Estado, esgotado, declara a insolvência e a bancarrota.

Nos anos seguintes ocorre um inevitável e saudável ajustamento e não é o fim do mundo… As importações que eram realizadas à custa de crédito crónico e insustentável são contidas. As contas públicas saneadas e abrem-se condições para um novo período de recuperação e prosperidade económica. São certamente anos turbulentos – que é preferível evitar – com muita contestação social, pobreza generalizada, mas a aplicação da moratória de uma dívida ou uma pura e simples bancarrota tem também vantagens económicas.

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Atenção ao que Espanha se prepara para fazer aos rios portugueses

Atenção ao que Espanha se prepara para fazer aos rios portugueses. Madrid já delineou uma estratégia de desvios massivos de água dos rios internacionais e há muitos anos que não cumpre os mínimos de passagem de água em praticamente nenhum rio internacional. A situação só não tem sido mais grave porque a pluviosidade tem sido mais intensa em Portugal do que Espanha, o que tem compensado os desvios espanhóis…

A situação tem sido particularmente grave no Guadiana, onde a agricultura intensiva (que ironicamente abastece a maior do consumo de alimentos em Portugal) exige a água que Espanha desvia do Guadiana e que agora – segundo os planos de Madrid – será também desviar para a Andaluzia a água dos rios internacionais do centro e norte da Península, prejudicando ainda mais Portugal.

A fraqueza e timidez de Lisboa perante uma tão grave ameaça a Portugal é atroz: Estes desvios irão colocar a causa a agricultura portuguesa, o que resta de produção agrícola que a Europa nos deixou e ameaçará a própria população das grandes cidades portuguesas. No total, esta ameaça espanhola pende sobre 3 milhões de portugueses e sobre a importante barragem de Alqueva e toda a agricultura alentejana que dela depende.

Espanha tem sido surda aos interesses portugueses, cuja diplomacia tem optado por uma atitude discreta que não tem provado eficácia alguma (basta atentar ao caudal do Guadiana em anos de seca). Perante a atitude de flagrante violação dos Tratados e a vontade de prejudicar seriamente Portugal, resta a Portugal exigir coragem e frontalidade aos seus governantes (ademais, grandes “amigos de Espanha” desde Sócrates a Passos) e apelar à Comissão Europeia que faça o seu dever e que bloqueia os planos espanhóis. Isso ou dar um murro em cima da mesa e exigir que Madrid cumpra a sua palavra.

Fonte:

http://aeiou.expresso.pt/agua-provoca-conflito-com-espanha=f618906

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Quids S22: O que representa este mapa?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

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A Holanda lançou mais uma corveta da Classe “Holland”: A “Zeeland”

Corveta holandesa de Class "Holland" (http://www.naval.com.br)

Corveta holandesa de Class "Holland" (http://www.naval.com.br)

A Holanda lançou o terceiro navio da classe “Holland”. Este navio será seguido para o ano por mais uma corveta da mesma classe que irão assim substituir as 4 fragatas “Classe M” atualmente em serviço.

Estas corvetas foram concebidas para serem usadas em missões internacionais, a longas distâncias das suas bases, como aquelas que a Holanda cumpre atualmente nas perigosas águas da Somália. Estão equipadas com um largo espectro de sensores muito modernos, completamente integrados e automatizados permitindo que a tripulação não exceda os 50 elementos.

A corveta foi batizada como “Zeeland” e apenas não foi classificada como “fragata” porque apesar da sua panóplia de sensores sofisticados e dimensão não tem todo o armamento ao dispor de uma fragata típica. São também mais lentas (22 nós) ainda que durante algum tempo consigam manter uma “velocidade de intercepção” de 40 nós. Mas ao contrario de uma fragata o navio consegue operar em paragens remotas durante muito mais tempo devido à sua reduzida tripulação e ainda levar até 40 fuzileiros com um custo operacional relativamente baixo, duas vantagens importantes no contexto atual…

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Holland_class_offshore_patrol_vessels
http://www.defpro.com/news/details/19887/

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Da participação de locais na defesa e conquista de Malaca

Malaca (http://www.embaixadadeportugal.jp)

Malaca (www.embaixadadeportugal.jp)

“Malaca, segundo João de Barros foi conquistada por uma frota em que iam “até mil e quatrocentos homens de armas, oitocentos portugueses, e outros malabares de espada, e adarga, segundo seu uso de pelejar”, viria, mais tarde, a resistir ao cerco das forças de Bintão porque, para além dos dois navios e dos oitenta homens da praça portuguesa de que dispunha, pôde contar com o apoio das comunidades mercantis locais “e dos muitos peões da terra a soldo del Rei de Portugal”.
Vítor Luís Gaspar Rodrigues
Futuro e História da Lusofonia Global

Malaca será porventura o melhor exemplo oriental do tipo de “império” que os portugueses lançaram no Oriente. Sem meios humanos ou – até financeiros – para guarnecerem e acorrerem a todas as múltiplas emergências que ocorriam em todos os mares do Oriente e deixadas à distância de dois anos de qualquer socorro da metrópole, as feitorias, fortalezas e praças portuguesas no Índico eram forçadas a buscar em si próprias, no comércio local e no recrutamento local e nos comerciantes indígenas o cerne do seu esforço. O grau de dependência local do Império Português do Oriente é com efeito único entre todos os colonialismos europeus na região quer pelo grau de interdependência com os potentados locais, quer pelo grau de participação na administração e na vida económica das populações tuteladas quer – e por causa dos factores precedentes – na longevidade, cessando apenas em já bem depois de meados do século XX.

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A “Masten Space Systems and Space Florida” vai realizar lançamentos de teste de um veículo sub-orbital reutilizável a partir de Cabo Canaveral

A empresa norte-americana “Masten Space Systems and Space Florida” anunciou recentemente que iria realizar lançamentos de teste de um veículo sub-orbital reutilizável a partir de Cabo Canaveral.

O primeiro lançamento de “demonstração” deverá ter lugar já em 2011. O seu veículo será completamente reutilizável, de descolagem e aterragem vertical. O veículo sub-orbital foi também desenhado para ser muito económico e ser capaz de realizar vários voos no mesmo dia. A Masten espera satisfazer clientes do meio científico, quer na pesquisa em micro-gravidade, quer em estudos da alta atmosfera.

Recentemente, a empresa ganhou vários prémios da NASA na competição “Lunar Lander Challenge” em 2009 com o seu demonstrador de um veículo de descolagem e aterragem verticais.

Fontes:
http://www.masten-space.com
http://www.spaceref.com/news/viewpr.html?pid=32115

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A Nova Lei de Financiamento dos Partidos: Um Golpe Palaciano para que a Partidocracia se mantenha no Poder

“A redução em 10% das subvenções e dos limites de despesa até 2013, isto é, apenas durante o próximo ciclo eleitoral é um embuste e não vai diminuir os gastos de campanha. Com o pretexto de se estar a poupar dinheiro aos contribuintes o diploma cria novas fontes de financiamento que mais não são do que alçapões, onde se vai acomodar todo o tipo de receita ilícita, sem qualquer possibilidade de fiscalização por parte da Entidade de Contas e Financiamentos Políticos.
A não clarificação do que se entende por iniciativas de angariação de fundos e a sua contabilização enquanto produto da diferença entre as receitas e despesas efetuadas na organização de iniciativas, permite branquear malas de dinheiro, manipular os limites estipulados e reduzir despesas com grandes eventos políticos que passam a figurar como iniciativas deste tipo
A inovação inerente à autorização das contribuições (ilimitadas) dos candidatos em listas eleitorais reduz a capacidade de controlo a zero
A possibilidade de os partidos fazerem aplicações financeiras é eticamente reprovável, porque é feita à custa de financiamentos públicos.
O regime cria uma nova subvenção publica que permite o financiamento dos partidos através dos grupos representados na AR e nas assembleias regionais
O efeito punitivo das coimas é anulado, passando a figurar como despesas correntes dos partidos.
Este diploma é uma vigarice legislativa. O que é mais preocupante neste processo não é a astúcia saloia dos que procuraram branquear as ilegalidades repetidamente cometidas alertando a lei, mas o silencio daqueles que a votaram favoravelmente.”
Luís de Sousa
Expresso
13 de novembro de 2010

Esta nova manobra aprovada por toda a partidocracia no Parlamento prova desde logo duas coisas: que estão todos comungados entre si apesar de toda a verborreia que atiram entre si na Assembleia se colocam de acordo quando se trata de manterem no Poder, quer em malsana “Rotativismo Democrático”, quer em situações crónicas de recusa de responsabilidade políticas, como as praticadas por alguma extrema esquerda parlamentar.

Os Partidos com esta alteração legislativa ganham assim novas e renovadas formas para se perpetuarem no Poder, em malsano Rotativismo e em grande prejuízo para a República. Bloqueando o sistema, os Partidos travam a sua renovação e asseguram o seu Império sobre a Democracia. Enquanto nós quisermos. E até quando vamos querer, portugueses?…

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Alexandre Herculano: “Os principais toques (do brasileiro) são a vivacidade e a agudeza juntas a certa leveza”

Alexandre Herculano (http://www.arqnet.pt)

Alexandre Herculano (www.arqnet.pt)

“Os principais toques (do brasileiro) são a vivacidade e a agudeza juntas a certa leveza, que nem sempre a reflexão alcança moderar. Têm comummente os brasileiros notável aptidão para o estudo das ciências e das boas letras e é de esperar que de futuro venham por esta parte a servir de modelo do Novo-Mundo”
Alexandre Herculano
citado em Revista Nova Águia
Número 6

Herculano antecipava então aqueles momentos que estamos hoje a viver: a época em que o Brasil galga passos de gigante e se torna gradual, mas solidamente, na quinta potencia económica mundial. Nestas palavras proféticas, Alexandre Herculano anteviu aquilo que hoje o Brasil já é: a maior potencia lusófona do mundo.

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Cedendo a Pequim, o responsável máximo Navi Pillay pelos Direitos Humanos na ONU não vai estar presente na entrega do Nobel da Paz

Um dissidente chinês Yang Jianli que representa o laureado Nobel Liu Xiaobo criticou recentemente o responsável máximo Navi Pillay pelos Direitos Humanos na ONU por ter recusado o convite para estar presente na cerimónia de entregue do Nobel da Paz, cedendo assim a pressões de Pequim.

Com esta ausência a ONU expõe a suas fragilidades e clássicas tibiezas ao ceder perante um dos regimes mais tirânicos do mundo. A ONU perdeu assim uma oportunidade rara para fazer valer a sua posição de defesa dos Direitos Humanos em todo o globo, China incluída.

Recordemos que Liu Xiaobo está detido há cinco anos por ter sido um dos autores da “Carta 08”, um manifesto que apelava a reformas políticas na China, algo que levou Pequim a lançar sobre ele e outros subscritores acusações criminais.

Até ao momento, as pressões diplomáticas e económicas chinesas já conseguiram que países como Cuba, Iraque, Cazaquistão, Marrocos, Rússia e – mais recentemente – Timor tivessem anunciado que não iriam estar presentes na cerimónia de entrega do Prémio em Oslo. Os Direitos Humanos valem menos para estes países do que satisfazer os interesses imperiais chineses, aparentemente…

Fonte:

http://www.spacewar.com/reports/Chinese_dissident_blasts_UN_rights_chiefs_Nobel_absence_999.html

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Quids S22: Quem era este personagem?

 

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

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A “Lockheed Martin Space Systems” está a negociar a compra de um lançador Delta 4 Heavy para um teste de um “Orion Crew Exploration Vehicle”

Orion Crew Exploration Vehicle (http://www.flightglobal.com)

Orion Crew Exploration Vehicle (http://www.flightglobal.com)

A “Lockheed Martin Space Systems” está a negociar com a “United Launch Alliance” (ULA) a compra de um lançador Delta 4 Heavy para um teste não tripulado de um “Orion Crew Exploration Vehicle” a ter lugar em 2013 estando até disposta a suportar o seu custo mesmo se a NASA não o puder assumir.

Atualmente, a agência espacial norte-americana está ainda a estudar o custo e ambito de um teste à Orion e as consequencias neste programa no mandato recebido da Administração Obama para desenvolver uma cápsula espacial e um lançador espacial capaz de voos além de órbitas baixas (LEO) até 2016. Mas estas indecisões e recuos federais estão a deixar impaciente a construtora que acredita que é impossível cumprir com sucesso a meta de 2016 se não existirem já voos de teste em 2013.  Ignora-se o custo deste voo, já que a ULA é detida não apenas pela Lockheed Martin, mas também pela Boeing e que – consequentemente – serão praticados preços de mercado, mas moderados tendo em conta que a LM é simultaneamente cliente e fornecedora.

Em 2006, a LM venceu a Northrop Grumman e a Boeing no contrato de 3.9 biliões de dólares para desenhar e construir a Orion. Mas quando Obama decidiu descartar todo o projeto de regresso à Lua, sacrificando lançador Ares e a própria Orion, a sobrevivência de todo o projeto vencedor foi posta em causa.

A Orion parece ter escapado ao destino fatal do Ares quando o Congresso aprovou as despesas da NASA e em abril, quando Obama declarou que a capsula seria usada como “veículo de fuga” da Estação Espacial Internacional, uma decisão que não foi muito bem acolhida na própria NASA mas que teve pelo menos o mérito de salvar todo o trabalho já feito sobre a nova cápsula. Mais recentemente, em outubro, Obama assinou uma lei que permitia o desenvolvimento de um “veículo multifunções” ou “multipurpose crew vehicle” (MPCV) até 2016 e que fosse capaz de levar astronautas a missões no Espaço Profundo, isto é, muito além das orbitas terrestres do Space Shuttle ou da Dragon da SpaceX. Obviamente, este MPCV é a Orion… tanto mais porque o Congresso cedeu em 2011 1.1 bilioes de dólares para que o desenvolvimento da cápsula não fosse interrompido.

O teste que a Lockheed Martin quer realizar em 2013 pretende simular a reentrada da cápsula a altas velocidades idênticas aquelas que ela experimentaria numa reentrada a alta velocidade, como aquela que ocorrerá numa nave regressando do Espaço profundo.

Fonte:
http://www.space.com/news/orion-space-capsule-huge-rocket-test.html

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