“A hipótese de a Espanha – tal como a Itália – necessitar de ajuda é um cenário que põe em causa não só o euro como o edifício europeu”

“A hipótese de a Espanha – tal como a Itália – necessitar de ajuda é um cenário que põe em causa não só o euro como o edifício europeu. Itália e Espanha, a terceira e quarta economia da zona euro, têm mais população e um PIB conjunto maior do que a Alemanha. São grandes de mais para ruir.
(…)
A Itália tem uma dívida pública ao nível das maiores do mundo (120%) do PIB, o dobro de Espanha, uma venda de títulos do tesouro fracassada (…), uma economia ameaçada pelos países emergentes (e minada pela máfia) e um Governo instável são ingredientes de um cocktail indigesto.”
(…)
“A Bélgica sede principal das instituições europeias, fustigada por meses de impasse político após as eleições de Junho e por uma dívida pública elevada, está a fazer com que os juros da dívida comecem a disparar.”

Fonte:
Jornal Sol 3 de dezembro de 2010

Quando os grandes teóricos da Globalização se batiam pela supressão de todas as barreiras alfandegárias, lá na já longínqua década de 90, não anteviam o desfecho dos movimentos tremendos que punham em marcha. A Europa tinha então o invejável estatuto de “fábrica do mundo” e de “maior economia do globo”. Mas ao aceitar que as multinacionais sem rosto nem pátria deixassem de estar submetidas às barreiras nacionais e que encerrassem as suas fábricas em massa, deslocalizando-as em massa criaram a base da situação que hoje arrasta todo o continente para um buraco profundo da recessão longa onde hoje estamos a entrar.

Durante quase 20 anos foi possível iludir esta evaporação do tecido produtivo através da injeção de liquidez massiva e de crédito barato. Mas isto não poderia durar eternamente, porque existem limites máximos ao endividamento que as famílias, empresas e Estados conseguem suportar. E estes já foram ultrapassados há muito pela maior parte dos países europeus. O problema da “dívida soberana” não é um problema único dos “países periféricos”, é de toda uma Europa que se aceitou desindustrializar, tercializar e perder independência económica a favor dos interesses dos financeiros e especuladores. Não é Portugal que está em crise. É toda uma Europa de modelo tercializado, cronicamente dependente do Crédito e do Hiperconsumismo e que deixou que o setor financeiro sobrepusesse todos os demais.

Esta é a Europa que está hoje em imparável implosão, destituída da imaginação e vontade para se renovar num movimento acelerado descendente que o colapso de países “irrecuperáveis” por qualquer “fundo europeu” como a Espanha ou Itália vai inevitavelmente desencadear.

Vivemos uma época histórica, única como nenhuma e que prenunciar uma terrível sucessão de horrores. Aguardemos portanto o Pior que deixámos todos fermentar pela nossa incúria, inacção ou incapacidade.

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Categories: Economia, Política Internacional | 28 comentários

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28 thoughts on ““A hipótese de a Espanha – tal como a Itália – necessitar de ajuda é um cenário que põe em causa não só o euro como o edifício europeu”

  1. Odin

    A Globalização pós-guerra fria trouxe mudanças que certamente não serão revertidas. Mesmo que Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha saiam do Euro, e até mesmo da UE, a Alemanha necessita de um bloco econômico, pois não tem a dimensão territorial que os EUA têm. Por isso eu acredito que a UE não será desfeita. Será reformada. E se existe, por parte de Merkel, o desejo de uma Eurozona só para os países do norte europeu, alguns dos países “parentes” da Alemanha, como a Inglaterra, a Dinamarca e a Suécia não querem o Euro. E a Noruega nem membro da UE quer ser. Se a UE for desfeita, vai ser jogada fora uma oportunidade das nações européias integrarem uma superpotência global. Talvez, algumas reformas resolveriam problemas sem ter que destruir o mega bloco. Mas uma coisa eu tenho que concordar com o Joachim Fels. Realmente PARECE que a chanceler Merkel não está sabendo conduzir a situação para tirar a Europa da crise mais rápido, ao invés disso, agrava. Falam e escrevem contra o Sócrates, Cavaco & cia, mas a Alemanha também precisa trocar de liderança, na minha opinião, se a atual chanceler é tão sistemática e, não tem habilidade administrativa para lidar com situações de crise financeira. Para um bloco como a UE, é necessário líderes flexíveis, criativos e com mente aberta. E simplesmente excluir países como Itália e Espanha da UE não é tão sábio assim. São mercados consumidores importantes.

    • Otus scops

      Odin

      1. “A Globalização pós-guerra fria trouxe mudanças que certamente não serão revertidas.”
      claro, o mundo está sempre em mudança e como costumo dizer, sempre para melhor! por vezes dá um passo atrás para de seguida dar dois ou três para a frente. para o Ocidente estamos a dar o passo atrás…
      2. “eu acredito que a UE não será desfeita.” eu também. está tudo histérico não só no Quintus mas por todo o lado, como se a UE fosse apenas um negócio financeiro ou fosse só economia – é um projecto experimental e pioneiro geopolítico e civilizacional!!! será no futuro imitado por outras regiões e não digo mais nada.
      3. “países “parentes” da Alemanha, como a Inglaterra, a Dinamarca e a Suécia não querem o Euro.”
      Ingleses e Alemães parentes é para rir… 😀 e Escandinavos com Germânicos é duvidoso na mesma. tal como Franceses e Alemães que se entendem às mil maravilhas (agora e de momento).
      mas parentescos à parte foste citar os exemplos que saem da normal e entram na zona de desvio padrão.
      – Inglaterra: culturalmente os britânicos estão sempre “à parte” da Europa sendo conservadores e muito desconfiados. apesar disso por volta de 2008 uma sondagem indicou que mais de 60% dos ilhéus achava bem entrar no €uro.
      – Suécia e Dinamarca: dois países que estão no topo do IDH e com uma economia muito sólida não sentem necessidade de entrar no €uro (uma forma de egoísmo)
      – Noruega: estes vivem numa realidade à parte são autosuficientes economicamente podendo dar-se ao luxo de não entrarem na UE, apesar de viverem com um pé dentro e outro fora da dita UE
      – agora exemplos do contrário, Suíça e Islândia, por razões diferentes, discutem a adesão à UE e ao €uro. à 5 anos atrás podíamos agrupá-los no clube dos ricos e prósperos dos noruegueses, suecos e dinamarqueses, mas agora vivem realidades diferentes e entendem que devem entrar para a UE.
      sejamos honestos, só entra em alianças quem entende que isso é benéfico, quem não precisa continua o seu caminho orgulhosamente só…
      4. “Talvez, algumas reformas resolveriam problemas”
      talvez não, de certeza!!! a UE como está não pode continuar, algo tem que mudar.
      5. “a chanceler Merkel não está sabendo conduzir a situação para tirar a Europa da crise mais rápido, ao invés disso, agrava.” sim, sob a perspectiva dos PIIGS isso está a acontecer. agora resta saber se estão a jogar políticamente até ao limite ou é apenas incompetência, insensibilidade política e social.

    • Odin

      Otus Scops
      “será no futuro imitado por outras regiões…”
      Regiões como América Latina, Extremo Oriente asiático, África ao sul do Sahara e países árabes. Eu acho que cada uma dessas regiões vai se integrar. Mas, vai levar décadas ainda.
      “claro, o mundo está sempre em mudança e como costumo dizer, sempre para melhor! por vezes dá um passo atrás para de seguida dar dois ou três para a frente. para o Ocidente estamos a dar o passo atrás…”
      A internet é apenas uma das garantias de que o mundo não será “desglobalizado” mais. Pode-se mudar do neoliberalismo para um modelo alternativo de globalização. Até a reaproximação entre Brasil e Portugal eu considero irreversível, ou seja, não vão se afastar mais.
      “Ingleses e Alemães parentes é para rir…”
      “Parentes” entre aspas, é uma forma de se dizer que têm origem comum. Inglaterra e Alemanha são formadas por saxões, por exemplo.
      “Escandinavos com Germânicos é duvidoso na mesma.”
      De igual forma, é para dizer que têm origens comuns. Por acaso, li um comentário em inglês na internet de que os nórdicos (dinamarqueses, suecos e noruegueses) não gostam dos alemães. Que os finlandeses não gostam dos suecos. Será que são mais duas das lendas urbanas que aparecem na internet? Além da generalização que por si só é burrice.
      “ Inglaterra: culturalmente os britânicos estão sempre “à parte” da Europa sendo conservadores e muito desconfiados. “
      Eu sei que você gosta da Inglaterra. E realmente é um país encantador quando se vê pela TV e outros meios à distância. Mas, sendo sincero, eu acho que a Inglaterra não se conforma de ter perdido o seu título de primeira potência mundial. É saudosista. E se eu fosse inglês, acho que desejaria não só a Irlanda, Austrália, a Nova Zelândia, o Canadá, a África, a Índia, ilhas do Caribe e do Pacífico, como até os Estados Unidos como parte do Império renascido. Entre ser membro da UE comandada pela Alemanha ou França e ser líder de um bloco intercontinental, se eu fosse um inglês, ia preferir a segunda opção. Então, não botava fé na UE mesmo. Mas, se eu fosse um americano, ou canadiano, ou australiano, ou indiano… não ia querer ver o meu país submisso à Inglaterra, mas de jeito nenhum. No caso americano, eu até aceitaria a Inglaterra como um novo estado dos EUA, se eu fosse um yankee. Assim como a Escócia, Gales e toda a Irlanda.
      Quanto a Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia, se eu fosse cidadão nato de um desses países, seria favorável primeiro a uma união nórdica ao estilo do Benelux, e décadas depois unir com o restante da Europa.
      “ a UE como está não pode continuar, algo tem que mudar.”
      E o que é esse algo que tem que mudar, na sua opinião?

  2. cada vez há mais pressão para expulsar os países periféricos do Euro… está-se mesmo a desenhar um ultimato: ou eles (nós) saiem do Euro ou saimos nós (Alemanha) e agora vocês (toda a Europa): escolham.
    Adivinha lá quem vão escolher…

    Por mim, tudo bem.
    Os problemas que o Euro nos trouxe são maiores que as vantagens.
    Já escrevi isto e irei detalhar mais esta posição nos próximos dias, por estas bandas…

  3. Guga

    Gostaria de solicitar um exercício de imaginação dos senhores: E se Portugal sair do Euro? Como as coisas se dariam?

    • Otus scops

      “E se Portugal sair do Euro? Como as coisas se dariam?”

      não sou economista mas seria tremendamente mais difícil.
      mas no fim sobreviveríamos.
      entretanto reiniciaríamos uma emigração maciça para os países tradicionais e explorar as novas oportunidades de países emergentes.
      obviamente que o Brasil estaria no topo da lista!

      “Ai, esta terra (Brasil) ainda vai cumprir seu ideal
      Ainda vai tornar-se um imenso Portugal”

      FADO TROPICAL
      Chico Buarque; Ruy Guerra

      Oh, musa do meu fado
      Oh, minha mãe gentil
      Te deixo consternado
      No primeiro abril
      Mas não sê tão ingrata
      Não esquece quem te amou
      E em tua densa mata
      Se perdeu e se encontrou
      Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
      Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

      “Sabe, no fundo eu sou um sentimental
      Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
      Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
      trucidar
      Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora…”

      Com avencas na caatinga
      Alecrins no canavial
      Licores na moringa
      Um vinho tropical
      E a linda mulata
      Com rendas do Alentejo
      De quem numa bravata
      Arrebato um beijo
      Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
      Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

      “Meu coração tem um sereno jeito
      E as minhas mãos o golpe duro e presto
      De tal maneira que, depois de feito
      Desencontrado, eu mesmo me contesto

      Se trago as mãos distantes do meu peito
      É que há distância entre intencão e gesto
      E se o meu coração nas mãos estreito
      Me assombra a súbita impressão de incesto

      Quando me encontro no calor da luta
      Ostento a aguda empunhadura à proa
      Mas o meu peito se desabotoa

      E se a sentença se anuncia bruta
      Mais que depressa a mão cega executa
      Pois que senão o coração perdoa”

      Guitarras e sanfonas
      Jasmins, coqueiros, fontes
      Sardinhas, mandioca
      Num suave azulejo
      E o rio Amazonas
      Que corre Trás-os-Montes
      E numa pororoca
      Deságua no Tejo
      Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
      Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
      Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
      Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

    • Luís

      Se Portugal sair do Euro ? sairiamos da longa bebedeira do wisky, caímos em ressaca com dores de cabeça e de estômago. Teriamos que nos recompor aos poucos com copinhos de água da torneira, para depois podermos beber Porto Vintage bem nacional. Tb podia-se fazer uma troca de Porto Vintage com uma bela cachaça Ypioca. E tudo isso ao ritmo de kizomba, morabezza, e funáná.

      No final, todos bem mais felizes

      • Sim, não seria o fim do mundo como apregoam os “economistas do sistema” que não viram chegar a crise de 2008.
        Sairíamos da crise, mais fortes e independentes
        e é precisamente isso que não convém à Europa, que nos quer dóceis, tercializados e tornados em apenas “destino turístico”…

    • Otus scops

      Luis
      “Se Portugal sair do Euro ? sairiamos da longa bebedeira do wisky, caímos em ressaca com dores de cabeça e de estômago.”

      é o mesmo que dizer que:
      – quem inventou o arco e a flecha não foi para caçar, foi para matar
      – que quem inventou a energia nuclear não foi para produzir energia e tratamentos radiológicos, foi para lançar bombas
      – que os foguetões não são para fins científicos e comerciais, mas para fins militares

      o €uro é uma moeda fantástica, criada no mais poderoso bloco geopolítico e económico do mundo, onde os as regras de mercado são as mais exigentes e transparentes, onde a protecção aos consumidores e grau de qualidade dos produtos é a mais elevada! é um orgulho e uma bênção estar sob a vigência desta unidade monetária que nos poupou a males maiores.
      culpar a Europa e os europeus por durante anos nos possibilitarem, a juros baixos, acesso a dinheiro para nos desenvolvermos coisa que ficou apenas parcialmente feita e desaproveitada (por culpa dos próprios portugueses) é das três uma (ou todas):
      – ingratidão
      – ignorância
      – inconsciência
      concordo que Portugal deva cimentar as relações com a CPLP, com o Magrebe, coma os USA e Canadá (um pouco esquecidos), toda a América Latina, a Índia, etc, deve ir a todas agora discordo em absoluto da saída da UE e o afunilamento apenas na CPLP, seria outro erro igual (com consequências piores).

      quanto a trocar um vinho do Porto, seja um Vintage, um Tawny ou outro por uma cachaça são coisas sem troca possível – cada um tem o seu momento ou ocasião adequadas. mas sugiro-lhe uma boa bagaceira portuguesa como alternativa à cachaça para estes dias invernosos.
      funáná e morabezza depende, há coisas bem boas mas kizomba é intragável. mas não troco por um fado de Coimbra ou por muita da música popular portuguesa…

      • será fantástica, mas não para nós, Otus!
        Deu-nos uma ilusão de riqueza (via crédito) que hoje nos estoura na cara e, sobretudo, dificultou grandemente as nossas exportações (sendo uma emulação do Marco), criando assim muito Desemprego crónico e tercializando ainda mais a nossa economia.

        Independência ou Morte.
        Monetária Também.

      • Otus scops

        CP

        “mas não para nós…”???

        como??? isso é inacreditável pensares isso, quanto mais escreveres…
        os problemas estão identificados há muito, “basta” começar a resolve-los.
        agora explica-me uma coisa, como ias resolver a “destercialização” do país com a reintrodução do escudo (ou será que querias o real, ou o kuwanza)???
        ías exportar o quê??? para quem e para onde???
        quem ía emprestar dinheiro???
        e depois, ia ser o vício de desvalorização em desvalorização até à aniquilação final…
        o que falta ao povo português na maioria dos casos e classes sociais é uma cultura de rigor e de moral, coisa que os “do norte” tem na maioria dos casos e que servem de exemplo.
        diz-me: vês a Áustria falida? a Dinamarca? a Holanda, a Escócia e a Inglaterra, a Suécia, Finlândia, a generalidade das repúblicas a Leste??? leste o artigo http://movv.org/2010/12/25/o-economista-chefe-do-banco-morgan-stanley-joachim-fels-acusa-a-lider-germanica-de-tornar-claramente-a-crise-muito-pior/#comment-116302 ??? viste a reacção das autoridades Suíças à situação que se vivia??? (lá a banca são o petróleo e os diamantes deles)
        o desemprego e combate-se assim: http://movv.org/2010/12/21/licoes-a-tirar-da-crise-irlandesa/#comment-116181 , tem de ser a política a guiar à economia e não o que tem sido, a economia a conduzir a política!
        a terciarização é mais difícil, vem desde o primeiro influxo de riqueza que aportou ao país por via dos Descobrimentos: só se resolve se for feita uma lobotomia a 70% dos portugueses que só gostam de fazer negócios. agora produzir, criar, investigar, organizar, investir, criar fundos (monetários) não é com eles… querem é ganhar dinheiro rápido, dar a golpada e depois ficar de barriga para o ar, ser servidos com criados, bons trajes, casas sumptuosas, rodeados de luxos caros, o culto da vaidade e ociosidade, como o típico fazendeiro português que explorou durante 200 anos os engenhos no Brasil!
        dizer que €uro APENAS deu uma ilusão de riqueza via crédito é maldade… deu-nos muito mais, agora se gastas o teu dinheiro em bens, serviços e em consumo e não o aplicas correctamente, não produzes e multiplicas riqueza depois não te queixes.

        “Independência ou Morte.” que exagero!!!
        antes um cobarde vivo do que um herói morto… 😀

        p.s. – quando generalizo e falo “dos portugueses” (ou qualquer outro) obviamente que não somos todos assim… estas generalizações tem um problema, são sempre injustas para alguns.

  4. Odin

    “E se Portugal sair do Euro? Como as coisas se dariam?”

    “não sou economista mas seria tremendamente mais difícil.
    mas no fim sobreviveríamos.”
    Também acredito que a longo prazo, o país se recuperava.
    “entretanto reiniciaríamos uma emigração maciça para os países tradicionais e explorar as novas oportunidades de países emergentes.
    obviamente que o Brasil estaria no topo da lista!”
    Nos próximos 10 anos, sim. Quanto ao Brasil estar no topo da lista, só se não acontecer nenhum imprevisto desagradável no governo da Dilma.

    “sairiamos da longa bebedeira do wisky, caímos em ressaca com dores de cabeça e de estômago. Teriamos que nos recompor aos poucos com copinhos de água da torneira, para depois podermos beber Porto Vintage bem nacional. Tb podia-se fazer uma troca de Porto Vintage com uma bela cachaça Ypioca. E tudo isso ao ritmo de kizomba, morabezza, e funáná.”
    Esse comentário é engraçado, divertido. 🙂

    Bem, se a maioria do povo daí quiser realmente a saída do Euro e da UE, se chegar ao ponto em que não vai haver nada mais que se possa fazer quanto a UE, então seria bom para Portugal se aproximar mesmo da CPLP, em especial do Brasil (sem ufanismos da minha parte), estreitar laços. Porém não se fechar só com a CPLP, é claro. Disto, ninguém discorda, eu presumo. Tenho lido que vocês estão com falta de açúcar nos supermercados. Um acordo com o Brasil podia resolver isso. Ou, vocês mudam os hábitos de adoçar o que comem e bebem. 😀 Hoje, reconheço o potencial de Portugal, e acho que o livre comércio de alguns produtos, como vinho, azeite, azeitonas, peixes, frutos de clima frio, e tecnologias mesmo vocês podiam exportar ao Brasil. Em troca o Brasil exportaria, por exemplo, frutos tropicais, entre outros produtos… uma forma de livre comércio de alguns produtos específicos, de forma a não provocar desemprego, mas de gerar novos empregos, com isenção tributária ou baixas taxas. É a melhor forma de Brasil e Portugal ajudarem um ao outro. Com o tempo, abrir-se mais os mercados. Simplesmente só comprar dívida não é verdadeiramente ajudar. O Brasil ajudaria mesmo se abrisse o seu mercado alguns produtos tugas. Mas para isso, Portugal teria que abrir o seu mercado para alguns produtos brazucas também. Eu sou favorável a um tratado de livre comércio luso-brasileiro, por etapas uma vez que a economia tuga está fragilizada, e que com o tempo, os outros países da CPLP adeririam, conforme a vontade deles. Se quisessem aderir já de início, sem problema. Vai de cada país. Agora, o livre comércio luso brasileiro independe de Portugal estar ou não na UE e no Euro, na minha opinião.

    • Otus scops

      Odin
      “se a maioria do povo daí quiser realmente a saída do Euro e da UE,”
      o povo não foi “tido nem achado” para entrar, porque razão seria agora para sair???
      “se chegar ao ponto em que não vai haver nada mais que se possa fazer quanto a UE,”
      bem, aí é óbvio que cada um seguiria o seu caminho, mas não vislumbro esse cenário (posso estar a precisar de… óculos)! 😉
      “então seria bom para Portugal se aproximar mesmo da CPLP, em especial do Brasil (sem ufanismos da minha parte), estreitar laços.”
      não é preciso acontecer nenhuma desgraça para isso acontecer, devia ser algo normal, natural. sem ufanismos nenhuns, sim do Brasil por muitos motivos: porque é o maior, porque é o mais evoluído politicamente, porque é o que temos MENOS interacções, porque culturalmente, civilizacionalmente e historicamente temos mais em comum, etc… assumir isso sem complexos.
      “Porém não se fechar só com a CPLP, é claro.”
      claro, nunca! interessa a TODOS por razões diversas.
      “Disto, ninguém discorda, eu presumo.” eu não…
      “Agora, o livre comércio luso brasileiro depende de Portugal estar ou não na UE e no Euro”
      já debatemos isto aqui, até com o Luis, nãooooooooooooooo!
      o que tem de acontecer são os produtos terem de seguir as normas Europeias para poderem ser comercializados no mercado interno e o outro problema são as taxas e impostos, mas isso é um problema entre Portugal e o Brasil.
      “Hoje, reconheço o potencial de Portugal, e acho que o livre comércio de alguns produtos, como vinho, azeite, azeitonas, peixes, frutos de clima frio, e tecnologias mesmo vocês podiam exportar ao Brasil.”
      desafio-te a fazermos isso, os dois. abrimos uma empresa luso-brasileira de import-export, que tal??? 🙂

    • Odin

      Otus scops
      “o povo não foi “tido nem achado” para entrar, porque razão seria agora para sair???”
      Porque, no meu conceito de Democracia, o povo tem que ser consultado. E a vontade da maioria, respeitada. Por outro lado, não sou dono da verdade. Posso estar errado.
      “o que tem de acontecer são os produtos terem de seguir as normas Europeias para poderem ser comercializados no mercado interno…”
      É só o Brasil se adaptar as regras européias de qualidade. Realmente, a excelente qualidade tem que ser exigida. É justo. Se o Brasil quer ser respeitado como potência, tem que exportar produtos e prestar serviços de excelente qualidade. O Japão tem muito a ensinar o Brasil nesse quesito.
      “o outro problema são as taxas e impostos, mas isso é um problema entre Portugal e o Brasil.”
      Mas é aqui que o Sócrates e a Dilma devem negociar. Já que o Lula afirma que o Brasil vai ajudar Portugal custe o que custar, deviam iniciar negociações bilaterais na área de livre comércio de alguns produtos. Quem sabe, deixar a comida mais barata aos portugueses?
      “desafio-te a fazermos isso, os dois. abrimos uma empresa luso-brasileira de import-export, que tal???”
      Se eu ganhar na mega sena acumulada e você no euromilhões, quem sabe? Podíamos ir até mais longe, criar dois canais de televisão, um aqui e outro aí. Criar uma rede de escolas de português por imersão para estrangeiros, além da empresa import-export. 😀

    • Otus scops

      Odin
      “Porque, no meu conceito de Democracia, o povo tem que ser consultado. E a vontade da maioria, respeitada.”
      eu também penso assim, embora haja coisas que não ser decididas ser por consulta popular. mas o que eu queria dizer é que o ninguém consultou a vontade soberana do povo para entrar, logo para sair também acho que não. um pouco como no (des)Acordo Ortográfico. e duvido que a saída da UE fosse ganhar a hipotética eleição.
      “Quem sabe, deixar a comida mais barata aos portugueses?”
      sinceramente já acho a comida barata, antigamente era mais cara.
      “É só o Brasil se adaptar as regras européias de qualidade. Realmente, a excelente qualidade tem que ser exigida.”
      assim é que é falar (escrever)!!! saber reconhecer onde está a excelência e tentar igualar – é por estas e por outras que adoro debater contigo, tens uma atitude de exigência e daquuilo que é melhor, não te conformas com medíocre. parabéns!
      antes da entrada na C.E.E. Portugal era um país muito mais atrasado, foi graças às exigências do mercado comunitário que o país se modernizou, em hábitos e procedimentos.
      “Já que o Lula afirma que o Brasil vai ajudar Portugal custe o que custar, deviam iniciar negociações bilaterais na área de livre comércio de alguns produtos”
      as negociações já decorrem, aliás o PM vai brindar o novo ano aí em Brasília. mas devem continuar e quanto mais rápido melhor. espero que não seja como o FX-2… 😉
      “Se eu ganhar na mega sena acumulada e você no euromilhões, quem sabe?”
      humm, tanta hesitação… então arranja-me com alguém da tua confiança com genica que já vi que tu és um teórico! 😀
      “Podíamos ir até mais longe, criar dois canais de televisão, um aqui e outro aí.”
      que ideia tão deslumbrante e nada exequível… mas teria vantagens, eu contratava a S.Sato!!! 🙂
      “Criar uma rede de escolas de português por imersão para estrangeiros”
      rede escolas, canais de televisão mas não quer abrir uma simples empresa de import-export… sugiro um nome: O2! 🙂

    • Odin

      Otus scops

      “humm, tanta hesitação… então arranja-me com alguém da tua confiança com genica que já vi que tu és um teórico… mas não quer abrir uma simples empresa de import-export…”
      Meu jovem! Não é não querer. É querer ter um capital decente primeiro para depois me aventurar. Com capital, faria investimentos começando por mercados lusófonos e hispanófonos. Sonhar sim, mas com pés no chão. 😉

      “…mas teria vantagens, eu contratava a S.Sato”
      Já que você quer tanto a Sabrina Sato, vamos fazer uma troca. Você fica com ela em troca de uma certa “coelhinha”.

      Uma troca também nada exeqüível. 😉

  5. Luís

    Otus

    Fora do Euro não era o fim do mundo, mas reconheço dificuldades iniciais nos primeiros tempos,o poder de compra de um salário convertido em escudos não seria o mesmo em Euros, a inflação aumentava, a divida pública aumentava, a divida comercial tb, os juros idem, sem dúvida iriamos passar mal nos anos seguintes, e isso destapava completamente as nossas fragilidades, estou até ver o espanto das pessoas quando tiveram que pagar pelo 120 escudos por um café (antes do euro uma café era pelo menos metade).Cairíamos definitivamente na real !!! e isso seria o o lado bom da questão, na qual eu valorizo !

    Com o escudo as exportações seriam mais competitivas em termos preço, e se os governos, os empresários, e todos agentes económicos,souberem gerir essa competitividade, com mais exportações, mais mercados, com mais inovação, mais ousadia, desenvolvimento tecnológico, mais formação….a economia ia se equilibrando aos poucos paulatinamente, e até mais investimento estrangeiro viria, e tb é necessário criar incentivos fiscais, menos burocracia, mas transparência, mais rigor e consciência nas contas públicas. E se isso tudo se for feito, o próprio escudo subiria de cotação, como consequência do crescimento da economia.

    Fora da UE e do Euro, estavamos entregues a nós próprios, sem ajudas SOS do exterior, sem o guarda chuva europeu, e volto a citar o ditado “a necessidade faz o engenho”.
    Os Portugueses TRABALHAM, e EMPENHAM-SE se não tiverem a sensação de segurança ! Está mais que na hora de Portugal fazer-se à estrada, e deixar de ser sustentado pela UE, foi esse o grande mal…não da própria UE, mas sim de Portugal mesmo, ter entrado na UE, e ao Euro !

    Portugal que siga um rumo original,construa um projeto inovador com os demais países lusófonos, na qual acredito a UL, não para o Brasil e Portugal darem dinheiro por ex. à Guiné Bissau ou Timor Leste (seria o dejá vu, de Portugal na UE ), mas ajudar em termos formação educacional, técnica e cientifica, incentivar e criar condições de investimentos económicos nos países lusófonos mais pobres, sem barreiras de espécie nenhuma.

    Se a UE é um projeto que tem muitas valias, como o Otus tanta evoca, tb a UL, poderá ser ! Parece mais gaboroliçe do Otus, que UE é que é boa, só ela é poderá ser boa ! e os outros….a CPLP, ou outra organização não prestam. É uma visão eurocêntrica da questão, que tem que ser desmistificada. A UE não é a única alternativa para Portugal, existe outra, a CPLP, e dado à natureza geográfica, e todo relacionamento que tem em múltiplas vertentes e bem estreitas com os países lusófonos, é muito redutor este vinculo instituicional e politico, como fossemos uma provincia de um país chamando UE. Temos uma posição de relacionamento sui generis…entre a Europa/Africa/América/ Ásia, a CPLP é muito mais abrangente que a UE.
    Não estou dizendo que devemos fechar as portas à UE, mas poderiamos ser UL, e termos relacionamento parceiro com UE, não implicando sermos membros desta.

    Otus, a RTP vai aplicar o seu “amado” Acordo Ortográfico a partir de Janeiro de 2011. O processo é imparável !

    • Otus scops

      Luis
      “Fora do Euro não era o fim do mundo”
      claro que não.
      “mas reconheço dificuldades iniciais nos primeiros tempos,”
      então íamos acrescentar dificuldades às que já temos??? pouco sensato e nada racional
      “o poder de compra de um salário convertido em escudos não seria o mesmo em Euros, a inflação aumentava, a divida pública aumentava, a divida comercial tb, os juros idem, sem dúvida iriamos passar mal nos anos seguintes,”
      belo cenário assim é o próprio Luis a demonstrar que a sua ideia de sair do €uro é… errada!
      “as pessoas quando tiveram que pagar pelo 120 escudos por um café (antes do euro uma café era pelo menos metade)”
      pois mas entretanto os salários subiram imenso, não sei se na mesma proporção, mas globalmente tudo melhorou, logo a UE é tem sido algo MUITO benéfico.
      “Fora da UE e do Euro, estavamos entregues a nós próprios,”
      já ouvi isto nalgum lado… Estado Novo? Salazar? orgulhosamente sós? então não, obrigado.
      “sem ajudas SOS do exterior,” dizer isso do €uro e da UE é o mesmo que dizer que os hospitais só servem para urgências… vá lá Luis, não se queira enganar a si próprio!
      “Os Portugueses TRABALHAM, e EMPENHAM-SE se não tiverem a sensação de segurança”
      cada um fala por si… isso é passar um atestado de infantilidade ao povo português na generalidade no qual não me revejo. pode haver alguns assim, como em qualquer outro país, mas não é de certeza atitude generalizada.
      “Portugal fazer-se à estrada, e deixar de ser sustentado pela UE” esta frase denota que não percebe nada da UE. Portugal também é contribuinte líquido da UE e os alemães, francese, suecos, etc, também recebem subsídios!!!!!!!!!!!!!!! a forma
      como os aplicamos é que é diferente e os resultados estão à vista, a culpa não é da UE, é NOSSA principalmente.
      “não para o Brasil e Portugal darem dinheiro por ex. à Guiné Bissau ou Timor Leste” preconceito, Timor em breve tem mais dinheiro que Portugal, já fala em comprar dívida soberana portuguesa… quanto à Guiné “dar” é manter o status quo na generalidade da África sub-sahariana. é uma das piores causas do seu subdesenvolvimento.
      “mais gaboroliçe do Otus,” se parece não é essa a intenção…
      “que UE é que é boa, só ela é poderá ser boa” nunca disse isso, o que digo é que UE é a coisa MELHOR que existe no Mundo actualmente (o futuro o dirá) e sair seria completamente ilógico.
      “A UE não é a única alternativa para Portugal, existe outra, a CPLP” totalmente de acordo, ou ainda mais países e blocos económicos. a diferença entre nós é que eu quero continuar na UE e ao mesmo tempo expandir para outras zonas, dou como prioritário a CPLP, ao contrário de si que SÓ QUER a UL!!!
      já disse aqui e enfatizo, o Luis tem um enorme desconhecimento da UE e sobre os seus povos.
      “Otus, a RTP vai aplicar o seu “amado” Acordo Ortográfico a partir de Janeiro de 2011. O processo é imparável !”
      não sabia, mas lamento. quando escreve “Não estou dizendo…” no penúltimo parágrafo já tinha notado que está a abrasileirar-se rapidamente… eu resistirei porque sou Português e não consigo mudar. mal o menos, antes brasileiro que espanhol. há muitos portugueses que vão 6 meses para Espanha e depois já não sabem falar o português que aprenderam… 😀

  6. Luís

    Otus

    Dá à volta aos contrargumentos de forma habil mas distorçadora….afinal tenta atirar euros para os meus olhos

    Claro que reconheço que os 1º tempos com o escudo podiam ser complicados, mas era o descer à terra, para recomeçar a voar. Trazia competitividade às exportações portuguesas, e a forma mais saudável de crescimento económico é Portugal vender mais ao exterior, trazer dinheiro para cá dentro. Com crescimento económico e o controlo das contas públicas, o escudo, os salários podem aumentar. Eu expliquei no meu comentário anterior que é possível. Mas o Otus só pegou em trechos para argumentar de forma falaciosa. Enfim…Otus no seu melhor..

    “Atestado de minoridade aos portugueses”…..hilariante !! se o Otus defende Portugal sob proteção da UE e do Euro…..estamos entendidos…e volto a sublinhar que os Portugueses TRABALHAM, e EMPENHAM-SE se não tiverem a sensação de segurança.

    “Portugal fazer-se à estrada, e deixar de ser sustentado pela UE” esta frase denota que não percebe nada da UE. Portugal também é contribuinte líquido da UE e os alemães, francese, suecos, etc, também recebem subsídios!!!!!!!!!!!!!!!”……é o Otus no seu melhor !!!! então temos os alemães, a Merkel a fazerem birra, por Portugal estar a subsidiá-los !!!….hilariante !

    “Fora da UE e do Euro, estavamos entregues a nós próprios,”
    já ouvi isto nalgum lado… Estado Novo? Salazar? orgulhosamente sós? então não, obrigado.
    Mais uma vez Otus no seu melhor….confundir estarmos fora da UE , com o regresso do Estado Novo, Otus novamente falacioso, e distorçador..lamentável !!! O que quero dizer, que tinhamos viver sem capa protetora de algo, e volto a sublinhar que a “necessidade faz o engenho ”

    Sim, usei um gerundio, e daí ?, existe na língua portuguesa, não é ?, vai-me dizer que nunca usou um gerundio na vida ?!! Eu evoluirei, sou português !, e agora reparei que para si…ser português é não mudar, ou seja acomodar…é novamente Otus no seu melhor ! Entendo agora quando defende a UE e o Euro….o medo ! Infelizmente em Portugal pondera-se demais !

    • Otus scops

      Luis

      objectivamente não contesta nada daquilo que argumentei, refugia-se em repetições e na frase “o Otus no seu melhor”…

      gostaria de comentar o seguinte:
      – “Com crescimento económico e o controlo das contas públicas,” exacto, todos os países que fizeram isso estão bem, os que não o fizeram estão mal, logo por demonstração lógica a UE e o €uro não tem nada a ver com o estado vergonhoso em que nos encontramos! portanto, o falacioso aqui não sou eu…
      – “Sim, usei um gerundio, e daí ?, existe na língua portuguesa, não é ?, vai-me dizer que nunca usou um gerundio na vida ?!!” resposta: sim e não.
      – “Eu evoluirei, sou português ” não entendi, peço esclarecimento.
      – “e agora reparei que para si…ser português é não mudar, ou seja acomodar” depende do que for, nalgumas coisas sou conservador em outras sou libertário até, mas na linguagem sou super-conservador, mão desbarato o maior e o melhor património que o meu povo construiu ao longo de séculos e que me distingue e me dá singularidade. quem quiser é livre de se igualar, aplainar, banalizar agora obrigarem-me a ser assim – não obrigado!
      ser português neste caso não é acomodar ou mudar, é resistir a algo que nos é imposto e ainda para mais é mau.
      eu sei que muitos dos portugueses são pouco cultos e respeitam-se pouco e à sua cultura e tradições… que fazer?

      • Luís

        Otus

        Não argumentei !??, então volte a ler os 2 ultimos comentários, mais uma vez..Otus no seu melhor…o distorçador

        E volto a repetir todas vezes necessárias que o regresso do escudo é perfeitamentec
        exequível, e foi argumentado por mim, mas o Otus pega só em trechos isolados e descontextualizados para distorcer e ser falacioso.

        As contas públicas e crescimento económico veio por aí abaixo desde da adesão da Euro, que involuntariamente é responsável pela nossa situação, deu-nos a falsa sensação de riqueza, de segurança económica. Volto a sublinhar : a necessidade faz o engenho.

        Eu evoluirei, sou português, pois para mim, ser português é ser, empreendedor, o espirito de “marinheiro”, engenhoso na solução das dificuldades, o famoso desenrascanço, diferenciador….
        Foi por serem portugueses,tinham o mar e seu horizonte infinito como saída, que os navegadores sairam da Europa feudal, xenófoba, fechada, e tornou-se a 1ª nação global, se não o tivessem feito, seriamos hoje em dia uma recordação de país.

        Eu defendo evolução cultural, educacional, económica, e politica, dentro do seio da lusofonia. Não se confunda a lusofonia fechada em si, apenas uma valorização da mesma, para proporcinar bem estar e liberdade aos seus cidadãos.

        “nalgumas coisas sou conservador em outras sou libertário até, mas na linguagem sou super-conservador, mão desbarato o maior e o melhor património que o meu povo construiu ao longo de séculos e que me distingue e me dá singularidade. quem quiser é livre de se igualar, aplainar, banalizar agora obrigarem-me a ser assim – não obrigado!”

        Gostava de saber em quê o Otus é libertário….pois ainda não vi nada !!, apenas resistências feudais, hortaleiras, e acomodadas a “status quo” vigente.

        E por falar no A.O, se é mesmo conservador, passe a escrever com a ortografia do sec XIX, “hontem…practica…” olhe o “c” da ultima palavra !

        O A.O foi nos imposto !??, sabe o quer dizer “acordo” ?, o Otus não será preso se escrever com antiga ortografia !!!

        Não sou lisboeta, sou do sul de Portugal, mas concretamente do Algarve, por isso usa-se aqui mais o gerundio, e a pronuncia é mais aberta.

      • Otus scops

        Luis

        “Otus no seu melhor…o distorçador” que seca, que falta de imaginação… 😀

        “Eu evoluirei, sou português, pois para mim, ser português é ser, empreendedor, o espirito de “marinheiro”, engenhoso na solução das dificuldades, o famoso desenrascanço, diferenciador….”
        fico a saber que O SEU espírito de português é esse, obrigado pela partilha. sobretudo essa do “desenrascado” e do “marinheiro”… este país esta cheio de gente assim, só faltam os “homens providenciais”. não obrigado, eu gosto de método, rigor, organização, ética, planeamento, ousadia. tipo Infante D. Henrique, tipo Marquês de Pombal

        “Foi por serem portugueses,tinham o mar e seu horizonte infinito como saída, que os navegadores sairam da Europa feudal, xenófoba, fechada,” confirma e reforça: além de saber pouco sobre a Europa actual, não sabe nada sobre a História da Europa! ou então está de má-fé, só pode.

        quanto à sua curiosidade sobre mim, deixa-me no mínimo lisonjeado (“Gostava de saber em quê o Otus é libertário….pois ainda não vi nada !!”).
        quem sabe o CP coloca algum tema fracturante e eu “saio do armário” do meu conservadorismo e “solto a franga” do meu libertarismo! 😀
        pelo menos nos artigos sobre drogas drogas e sobre a xenofobia aqui no Quintus não o tenho visto comentar lá comigo…

        quanto ao (des)AO não sabia que “ontem” escrevia-se “hontem”, mas não me choca… se a raiz etimológica é essa “oje” escreveria “açim”.

        “sou do sul de Portugal, mas concretamente do Algarve, por isso usa-se aqui mais o gerundio”
        mã que jêto, moço?? isso é mais no Alentejo, compadri!
        assim é que é falar algarvio:
        Boa nôt, môces marafads!

        Sim, é iss mém! Mai um môce do Algarv pra pòr ali na listinha. Est screvé-m ontem e brrou no imêl Olhá alcagóita! Olhá alcagóita frsquinha!. E é fui ver.

        O môce diz que vê o mund do Algarv. Dev ser môce rique, vivend numa vivenda com boa vista, que é cá, da minha janela, só consig ver a varanda da Ti Jacinta (e nem prciz d’binóics pa ver tud!) e a varanda do lad, do apartament do taimchéring. El agora plastficou a carta d’condção e tá tod almariad por mor diss. Iss dos plástics é tud uns bons catramolhs! É tamém na gost nada déls, spcialment dos q’s comem no MacDonalds.

        E ainda pa más arrôbarem-m mtad do nóm, os lambarêrs dos amaricans!

        bem, Luís, você é engraçado mas incorrigível e isto está a tornar-se numa história sem fim http://www.youtube.com/watch?v=UBo8KXc83tc&feature=related

  7. bem, tenho que apelar à calma e à contenção verbal…
    a qualidade dos argumentos é decisiva para a sua eficácia. O tom, não.

    • Otus scops

      CP

      esta comentário é inibitório, pareces o Cavaco com o condicionamento da opinião e do tom… 😀

      deixa lá que isso nós aguenta-mo-nos.
      não penso que o Luís esteja a querer ofender-me pessoalmente (espero que ele pense o mesmo de mim em relação a ele) apenas temos visões diferentes das coisas e estamos a dar o nosso melhor a debatê-las e a confrontá-las.
      teria tido todo o gosto em conhecê-lo no jantar e a culpa dele não ir foi toda tua: se em vez de teres marcado para um restaurante moçambicano tivesses marcado num de rodízio brasileiro de certeza que ele tinha ido! fica para a próxima…
      😀

  8. Odin

    Sócrates e Dilma Rousseff reúnem-se hoje

    Económico com Lusa
    domingo, 02/01/11 09:00

    O primeiro-ministro garantiu que não vai discutir com Dilma Rousseff a compra de títulos de dívida pública portuguesa por parte do Brasil.

    O primeiro-ministro português, José Sócrates, tem hoje uma audiência com a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, para discussão de temas bilaterais, depois de ter assistido sábado à tomada de posse da sucessora de Lula da Silva.

    A reunião acontece no Palácio do Planalto e terá como tema de discussão as relações bilaterais entre os dois países, mas também toda a agenda económica que envolve Portugal e Brasil, nas áreas da energia, aeronáutica e telecomunicações, disse fonte do gabinete do primeiro-ministro.

    Em cima da mesa deverão estar, entre outros, os dossiers da Galp e da PT, empresas portuguesas com fortes ligações ao Brasil.

    O acordo parassocial que limitava as trocas de acções entre os accionistas da Galp termina e a brasileira Petrobras e a angolana Sonangol têm sido dadas como as duas interessadas em entrar no capital da empresa portuguesa que passaria, provavelmente, pela saída da italiana ENI.

    Outro dos temas incontornáveis é a presença e acções futuras da PT no Brasil, após a venda da Vivo e entrada na Oi.

    Ontem, o primeiro-ministro disse que não iria discutir a compra da dívida pública com Rousseff. “Não vou falar com Dilma Rousseff a propósito disso. O Brasil sabe muito bem o que fazer e não precisa de conselhos sobre como investir as suas reservas. Mas é verdade que o Banco do Brasil, no quadro das suas actividades, compra dívidas de Estados soberanos, e a prioridade que atribuirá à divida euro é matéria do Brasil”, disse.

    Lutar pelo português

    Outro assunto que pode estar em discussão é a aposta na língua portuguesa. “A responsabilidade histórica que cabia a Portugal de liderar a afirmação da língua portuguesa agora cabe aos dois países e, em particular, ao Brasil, que em breve terá 200 milhões de falantes em língua portuguesa. Estamos juntos nesta batalha de afirmação da língua portuguesa”, assinalou ontem o chefe de Governo português.

    José Sócrates referiu ainda ter uma “excelente relação” com Dilma Rousseff e elogiou o Presidente cessante, Lula da Silva, que finaliza oito anos no poder com a aprovação de 80% dos brasileiros. “O Brasil no Governo do Presidente Lula transformou-se num país que quer ocupar o seu espaço na cena mundial e na economia global e isto dá a Portugal uma grande oportunidade”, concluiu Sócrates, apostando que Dilma Rousseff manterá a prioridade política para Portugal.

    Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita Presidente do Brasil, tomou posse sábado numa cerimónia com presença de quase 50 líderes estrangeiros, incluindo José Sócrates. O encontro com o primeiro-ministro português é um dos sete que a Presidente vai ter hoje com chefes de Estado.

    • Odin

      Espero que o Sócrates e a Dilma façam uma reunião proveitosa, e que saiam sólidas parcerias entre os países. Se fosse possível, eu conversaria diretamente com o Sócrates para lhe apresentar sugestões como livre comércio de alguns produtos e parcerias científicas. E faria a proposta para pensar numa possível comunidade econômica de países de língua portuguesa, apresentar ao seu Parlamento a idéia, e posteriormente numa das próximas cimeiras da CPLP. E se for bem sucedido, e a maioria dos membros concordarem, levamos a proposta de estender a ccomunidade econômica aos países hispânicos numa das próximas cimeiras ibero-americanas. Sócrates, tanto o vosso povo quanto o nosso povo necessitam é de trabalho, e de salários decentes, e não “mesadas” e nem “esmolas”. Trabalhar, produzir e vender.

      Quanto a língua portuguesa, Sócrates, tenho duas coisas a dizer. Discordo que o Brasil tenha que assumir o fardo de afirmar a língua portuguesa sozinho. Se for assim, para quê a CPLP? Afirmar o português como língua internacional, comercial, é trabalho conjunto para todos os países da CPLP. Angola, Cabo Verde e Timor têm potencial para estimular o aprendizado do português por estrangeiros não-lusófonos. E já que vossa excelência quer afirmar o português como língua geopolítica, eu recomendo como forma de gerar empregos a professores tugas e, fazer entrar dinheiro no vosso país, escola de português por imersão para estrangeiros. Que o governo português apóie esse investimento. É claro que esta recomendação vale para o Brasil, Cabo Verde, e os demais. Eu percebi que a direita brasileira é apática com Portugal e a direita portuguesa é apática com o Brasil. Já as respectivas esquerdas políticas simpatizam mais com o país do outro. Estão aí as sugestões e boa sorte para vocês em 2011.

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