Daily Archives: 2010/12/25

O economista-chefe do banco Morgan Stanley, Joachim Fels, acusa a líder germânica de “tornar claramente a crise muito pior”

“O economista-chefe do banco Morgan Stanley, Joachim Fels, acusa a líder germânica de “tornar claramente a crise muito pior”. O ex-presidente da Comissão Europeia Romano Prodi afirma que Merkel ajuda ao pânico ao “elevar as pessoas a pensar em problemas impensáveis”.
(…)
A edição alemã da Financial Times diz que a chanceler fez um convite à especulação. “se um líder não consegue falar sem fazer disparar alarmes, então não deve falar de todo”.
(…) teorias (…) da gaffe recorrente, a de um receio legítimo alemão a toda a Europa (…) os alemães tomaram uma decisão em relação ao euro (afirma Miguel Portas)”
Fonte:
Jornal Sol 3 de dezembro de 2010

Paulo Portas tem razão. Tamanha sucessão de gaffes não pode ser apenas fruto do azar ou uma coincidência. Merkel tem fama de não ter imaginação e de não ter ambição (Wikileaks), por isso tudo o que diz cumpre uma agenda muito prática e de curto prazo. Todas estas manobras de Angela Merkel são assim parte de um plano. De um plano previamente concertado com França (que secunda cada movimento alemão, mas de uma forma mais discreta): o plano parece evidente e mina as próprias fundações do edifício europeu… trata-se tão somente não de acabar com o Euro (ou França não faria parte deste jogo) mas de excluir dele todos os países periféricos, levando à sua saída automática se usarem o fundo de resgate europeu. Desta forma, a Europa seria apenas a “Europa dos Puros” e toda essa ralé sub-humana não-germânica seria afastada do edifício monetário franco-germânico onde se tolerariam apenas os seus servos mais fiéis, polacos, belgas ou dinamarqueses.

Este é o sonho de Merkel.

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A solução de Afonso de Albuquerque à falta crónica de meios humanos e financeiros no Oriente Português

Afonso de Albuquerque (http://mises.org)
Afonso de Albuquerque (http://mises.org)

“Ao Governador (Afonso de Albuquerque) colocava-se um problema, o da falta de efetivos. Com efeito, em resultado do aumento em profundidade e em extensão do que mais tarde convencionou chamar-se o “Estado Português da Índia”, agravou-se a já tradicional carência de homens de armas portugueses, fenómeno que contribuiu para uma crescente utilização de elementos locais nas mais variadas funções.
(…)
Contratadas, num primeiro momento, para servirem sobretudo nas armadas, onde eram elementos preciosos pelos seus conhecimentos sobre as táticas militares navais utilizadas no Oriente, em especial para a chamada “guerra de esteiro”, praticada próximo da costa e nos rios, recebiam da Coroa Portuguesa uma soldada. Ao contrário do que sucedia com os portugueses, essas tropas, nos primeiros anos, apenas recebiam a sua remuneração enquanto andassem embarcadas, sendo o pagamento feito sobretudo em géneros (tecidos ou alimentos, em especial o arroz). Às tropas gentias coube, desde o início, a defesa de Goa, tendo os seus passos sido providos com “peões da terra”, capitaneados por portugueses.”
Vítor Luís Gaspar Rodrigues

Este foi o cenário global que melhor carateriza a origem dos efetivos militares que, primeiro, conquistaram as dezenas de praças que Portugal tomou no Oriente e que, depois, as defenderam até meados do século XX: tropas indígenas enquadradas por oficiais e comandos europeus. Sem o recurso massivo a forças locais nunca poderia ter existido “Império Português do Oriente” essa entidade tão original no contexto do colonialismo europeu quer pela sua durabilidade, quer pelo tipo de autonomia e participação de elementos locais que caraterizou a presença portuguesa no Oriente e que deixou raízes bem profundas até hoje em paragens tão distantes como Goa, Moçambique, Malaca, Macau ou Timor.

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Um regresso à Lua… privado. Sugerido pela Lockheed Martin

Infelizmente, uma das decisões de Obama ao chegar à Casa Branca foi abandonar o projeto da NASA para regressar à Lua. Mas a Lockheed Martin propôs agora uma missão para enviar astronautas para uma órbita lunar.

A proposta da Lockheed Martin passa pelo envio de uma Orion para uma órbita geo-estacionária na face oculta da Lua de forma a testar as tecnologias necessárias a uma missão num asteróide ou para ensaiar a exploração de Marte, por rovers telecomandados, a partir de uma nave em órbita. Precisamente dois objetivos que a NASA recebeu de Obama… Os planos atuais estimam que serão enviados astronautas até um asteróide até 2025 e para uma órbita marciana até meados da década de 2030.

O ensaio lunar permitiria testar a capacidade das cápsulas Orion para funcionarem em missões com um mês de duração, preparando a missão para o asteróide com os seus seis meses de extensão, a capacidade da Orion para realizar reentradas atmosféricas em altas velocidades (cerca de 50% mais rápidas quando regressa de uma missão distante do que de uma órbita LEO) e a resistência da cápsula à radiação presente no Espaço profundo.

Para que esta missão lunar possa ter sucesso, a NASA teria que desenvolver um novo Lander, capaz de colocar rovers no solo lunar e os próprios rovers. Sendo estes lançados antes da Orion tripulada. Depois, a Orion seria lançada com 3 astronautas ou pelo lançador pesado que os EUA ainda não têm e aí diretamente para a Lua, ou com os foguetões atuais em dois lançamentos distintos: colocação em orbita por um Delta 4 Heavy e acoplagem posterior com um estádio superior de um Centaur para completar o resto do voo até à Lua.

Resta saber agora se este imaginativo esquema vai ser posto em prática e se o ambicioso programa espacial proposto por Obama à NASA tem recursos financeiros para avançar, o que é duvidoso num país que parece ter perdido a sua força anímica na densa desilusão criada pela incapacidade do presidente em romper as teias criadas pelos poderes instalados nos EUA. Um missão lunar desta amplitude poderia devolver aos norte-americanos o orgulho perdido, reduzir o impacto da missão tripulada chinesa que por essa altura Pequim deverá colocar na Lua e antecipar a missão a Marte que é atualmente o corolário de todos os projetos da NASA.

Fonte:
http://www.space.com/news/moon-far-side-astronaut-mission-101123.html

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