Afinal, a Rússia pode deixar de ter porta-aviões

A Rússia recebeu recentemente mais uma série estocada na capacidade das suas forças armadas quando comandos militares admitiram a 10 de dezembro que não tinham os recursos financeiros para construir a ambicionada frota de porta-aviões equipados com a versão naval do T-50. Os comandos admitiram também que segundo toda a probabilidade esses recursos também não estariam disponíveis nos próximos dez anos… O orçamento russo até 2020 dedica algum espaço para o desenho de uma nova classe de porta-aviões, mas nenhum para a construção, que assim deverá ficar apenas para a década seguinte não sendo certo que o único porta-aviões russo, o Almirante Kuznetsov seja capaz de sobreviver durante todo esse hiato… e dá um bom retrato da seriedade dos problemas financeiros russos, já que em 2009 o responsável máximo pela marinha russa, o almirante Vladimir Vyotsky declarava a intenção russa de construir… seis porta-aviões (três para a frota do Mar do Norte e três para a frota do Pacífico)

A prioridade russa parece ser agora completar a modernização dos seus mísseis balísticos estratégicos, onde os problemas de desenvolvimento dos Bulava têm sido constantes e, aparentemente, completar o T-50 por forma a honrar os contratos internacionais com a Índia e a começar a substituir as múltiplas classes de aparelhos atualmente no inventário da força aérea russa por este novo aparelho de 5a geração.

Fonte:
http://defensetech.org/2010/12/10/russia-cant-afford-new-carriers-despite-plans-for-naval-revamp/#ixzz17tRWqMeS

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 1 Comentário

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One thought on “Afinal, a Rússia pode deixar de ter porta-aviões

  1. LuisM

    A questão que se coloca é qual é a razão de uma marinha de guerra possuir porta-aviões. Entre outros, temos:

    – Capacidade de projecção de poder/cobertura aérea de frota longe das águas territoriais
    – Protecção de linhas de comunicação marítima, em particular transporte de matérias primas/energia
    – Possessão de territórios ultramarinos a proteger
    – Elemento de política externa, em particular quando se exporta uma ideologia e se possui aliados além-mar a proteger

    A Rússia não tem nada disto. Os seus principais desígnios navais consistem em proteger as suas águas territotiais, garantindo o livre acesso a mar aberto, em especial no Ártico. Tudo isto pode ser feito com uma frota de superfície/submarinos com cobertura aérea baseada em terra, sem qualquer necessidade de levar aviões de combate para o mar. Mesmo em caso de conflito global, o papel oceânico da Rússia seria em negar o mar às tradicionais potências marítimas e para isso são essenciais submarinos e bombardeiros de longo alcance armados com potentes mísseis anti-navio supersónicos, áreas onde os russos são tradicionalmente fortes.

    De qualquer das formas não basta construir porta-aviões per se. Há toda uma frota de apoio essencial que caso não exista torna este caríssimo navio inútil. Estamos a falar em escoltas ASW e defesa aérea de zona (navios equipados com SAMs em quantidade e de longo alcance do qual o sistema AEGIS é um bom exemplo) e claro, navios de apoio e reabastecedores de frota. A rússia não tem nada disto.

    No entanto têm uma fixação na ostentação naval. O porta-aviões Kuznetsov vai ficar 5 anos em estaleiro, a ser remodelado e o objectivo é manter o know-how pois ainda não desistiram da ambição. Outro exemplo é o cruzador de batalha nuclear “Piotr Veilikyi” que se houvesse um conflito não passaria de outro Bismarck ou Yamato, mas que os russos insistem em ser prestigioso para mostrar bandeira. Até falam na recuperação dos 3 irmãos na sucata.

    Para a Rússia seria mais conveniente gastarem recursos na construção de modernos destroires, fragatas e submarinos.

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