Daily Archives: 2010/12/21

Lições a tirar da Crise Irlandesa

Apesar das rápidas, radicais e decisivas medidas decididas pelo governo irlandês, este país continua a estar no top mundial de países com risco de incumprimento. Os sucessivos orçamentos e pacotes recessivos insistem em não acalmar os nervosos mercados financeiros quanto à segurança da dívida pública irlandesa.

As notações da dívida irlandesa não param de cair, tendo descido de A- para BBB+, ou seja a apenas três degraus do “lixo” onde está atualmente a cotação grega. Isto deveria dizer aos irlandeses e aos europeus em geral que a “receita” clássica de lançar pacotes de contenção da despesa e orçamentos recessivos simplesmente não só não “acalma” os mercados, como não faz mais do que criar recessões. Os juros de 5,8% dos empréstimos do FMI e do Fundo de Emergência europeu são também demasiado elevados em momento de crise e acabarão por revelar-se mais parte do problema do que da solução…

As opções ao dispor dos Estados devem assim ser repensadas. Reembolsar por inteiro todos os credores dos Bancos falidos foi manifestamente um erro, no caso irlandês. E a opção islandesa, de recusar pagar aos investidores estrangeiros parece ter sido – a prazo – mais adequada, já que permitiu anular muito do “lixo tóxico” que contaminava o setor financeiro da ilha nórdica e transferiram o Risco para quem o devia assumir: os Investidores e não o Estado.

Mais lições devem ser tiradas da crise irlandesa: nunca um sistema bancário pode ser deixado livre ao ponto de possuir ativos ao nível dos 900% do PIB que foram registados em 2009, o que criou um buraco monumental e ficou o Banco Central Irlandês a injetar na sua Banca um valor superior a todo o PIB do país num único ano.

A crise irlandesa recorda-nos que a regulação bancária deve ser muito mais vigilante e atuante do que tem sido na Europa, que os Bancos falidos devem ser deixados falir e que uma economia não pode fazer assentar o seu crescimento na especulação financeira e através de uma dívida externa crescente e completamente insustentável para o crescimento da economia real e das exportações. Lições a tirar por todos os países europeus. E especialmente por Portugal de forma a não somar todos os seus problemas o problema da Bolha bancária que assolou de forma tão intensa estas duas ilhas do Atlântico.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/crise-do-tigre-celta-nao-acalma=f620657

Categories: Economia, Política Internacional | Etiquetas: , | 34 comentários

Quids S22: Quem criou este objeto?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S22 | 8 comentários

A operação militar nas favelas do Rio de Janeiro será duradoura?

“(…) Pela primeira vez a população está a sentir-se confiante na força policial. Não raras eram as vezes que a polícia fez incursões no Alemão e depois foi-se embora, deixando para trás apenas rastos de sangue e moradores feridos.
(…)
“O Alemão bate o recorde de maior índice de criminalidade no Rio com uma taxa de 50 homicídios por 100 mil habitantes, chegando a 85 por 100 mil entre os jovens de sexo masculino dos 15 aos 24 anos.”
(…)
“Cálculos iniciais apontam que a polícia conseguiu levar à bancarrota um dos maiores grupos do narcotráfico no Rio. Foram aprendidas mais de 40 toneladas de drogas, dezenas de espingardas e armas de uso exclusivo do Exército.
Após reunir-se com a Presidente eleita Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral anunciou que quer colocar dois mil soldados das Forças Armadas no Alemão e na Vila Cruzeiro até pelo menos ao fim do primeiro semestre de 2011.”

Sol 3 de dezembro de 2011

Já escrevemos no Quintus que acreditávamos que o Crime era (a par da Saúde) o grande Nó Górdio que havia que desatar para que este grande país lusófono desse o grande salto em frente na batalha do crescimento e desenvolvimento humano. Sem que todos os milhões de brasileiros que vivem na economia informal consigam ingressar na economia formal, pagando impostos, recebendo ajudas do Estado e reforçando como plenos consumidores o milagre económico brasileiro.

O problema dos bairros de lata do Rio de Janeiro começava a fugir completamente ao controlo. Funcionavam como “Estados” dentro do Estado e impediam que extensas faixas de população urbana acedessem aos serviços básicos do Estado brasileiro. O regresso do Estado a estas parcelas perdidas do seu próprio território era, assim, imperativo.

Mas não será a presença de milhares de militares nas favelas que irá resolver o problema crucial nesta questão da criminalidade no Brasil: o narcotráfico. Para tal, há que deter todos os que estão atualmente nele envolvidos, mas para evitar que sejam logo substituídos, há que ver mais longe: usar a imaginação e sem temer a ousadia, atrever a tomar o alvo principal nesta guerra: o consumo. Enquanto houver procura, haverá oferta. Isso é inegável e há que ponderar, testar e aplicar as medidas de liberalização e distribuição de estupefacientes já testadas em Espanha, Holanda e na Suíça. Porque toxicodependentes haverá sempre… mas narcotraficantes é algo que só existirá enquanto permanecer esta ineficaz e danosa “Lei Seca” que experimentamos sem sucesso desde à mais de cem anos. Não que defendamos uma total liberalização da venda de “drogas pesadas”, mas tão somente uma estatização da sua produção e distribuição como forma radical e absoluta de vencer definitivamente o narcotráfico global.

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 15 comentários

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