Daily Archives: 2010/12/19

Luso-Tropicalismo: “a especial capacidade de o português se misturar com os povos tropicais, trocando padrões culturais e criando sociedades sincréticas e harmónicas”

Gilberto Freire (http://www.unicamp.br)

Gilberto Freire (http://www.unicamp.br)

Luso-Tropicalismo: “a especial capacidade de o português se misturar com os povos tropicais, trocando padrões culturais e criando sociedades sincréticas e harmónicas”.
Gilberto Freire, O mundo que o português criou

Por muito que se queira classificar como “obsoleto” e “neocolonial” o pensamento deste conhecido sociólogo brasileiro da década de 60, a verdade é esta sincrética – mas muito completa – frase, exprime bem a natureza da distinção entre o dito “império” português e todos os demais colonialismos europeus: devido a uma variada confluência de fatores nem sempre convergentes, todo o processo dos Descobrimentos e Expansão portuguesa no mundo foram sempre mais propulsados por motivações de ordem espiritual ou transcendente do que qualquer outro imperialismo.

Devido à crónica escassez de meios humanos e financeiros (flagrante nas Crónicas até nos áureos reinados de Dom Manuel I e de Dom João III), o país nunca pôde ambicionar a manter no Oriente o mesmo tipo de colonização que outros lograram conseguir. Desde Afonso de Albuquerque, o recurso à miscigenação tornou-se em política de Estado, e durante toda a presença oriental, os “casados” (famílias multi-raciais) e os locais representaram um recurso indispensável não somente no campo militar, mas sobretudo no campo da administração do Estado e até no financiamento do funcionamento das estruturas administrativas e militares do Estado da Índia praticamente até ao seu fim, em 1961.

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Confirmado: Os T-72 do MV Faina íam mesmo para os rebeldes do sul do Sudão

Cargueiro MV Faina (http://i.telegraph.co.uk)

Cargueiro MV Faina (http://i.telegraph.co.uk)

Talvez ainda se recordem daquela estranha mas verídica história de um bando de piratas somalis que atacou e capturou o cargueiro ucraniano MV Faina com a sua preciosa carga de tanques 32 MBTs T-72 além de outro armamento. Na altura (2008) não se sabia bem a quem se destinaria esta impressionante lista de armamento. Mas agora, graças ao… Wikileaks. Segundo um telegrama diplomático norte-americano, este armamento de origem ucraniana teria como destino os rebeldes do sul do Sudão e seria apenas a última de várias entregas de material patrocinadas pela Administração Bush: quando o cargueiro foi sequestrado já haviam sido entregues 67 tanques T-72 aos rebeldes do sul do Sudão.

A compra deste armamento não foi realizada diretamente sob instruções dos EUA, mas este documento da Wikileaks revela que estavam a par de tudo e que tinham vendido também equipamento de comunicações, “armas não letais” e treinamento às forças do sul.

Os documentos revelam também que com a chegada de Obama a atitude “tolerância ativa” quanto a esta transacção mudou e o Quénia (que armazenava os tanques entretanto recuperados) foi ameaçado com sanções para não entregar os tanques aos sudaneses.

Fonte:
http://defensetech.org/2010/12/09/t-72s-were-indeed-being-sent-to-sudan-rebel-army/

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O Irão continua assolado pelo virus israelita Stuxnet

O programa nuclear iraniano continua um caos depois do ataque do vírus informático que assolou as suas instalações informáticas há alguns meses. Oficialmente, ainda que o governo iraniano tenha admitido a infecção, os seus efeitos tinham sido limitados e contidos. Ora isto não parece ser verdade, já que foi registado recentemente um grande aumento no volume de tráfego gerado pelo Stuxnet com origem na República Islâmica.

Isto significa que este vírus, que usa PCs comuns como hospedeiros para atacar a partir daí sistemas proprietários da Siemens (e que é muito provavelmente controlado a partir de Israel) continua ativo e a procurar penetrar as defesas informáticas das centrais nucleares iranianas…

Fonte:
http://tech.slashdot.org/story/10/12/09/2319229/Stuxnet-Still-Out-of-Control-At-Iran-Nuclear-Sites?from=rss

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A “Federação de Municípios” da Primeira República

Teófilo Braga (http://purl.pt)

Teófilo Braga (http://purl.pt)

“O Manifesto-Programa republicano de 1891, elaborado por Teófilo Braga e formalmente em vigor aquando da revolução republicana de 1910. nesse documento político, de forte sensibilidade organicista e federalista, enunciava-se, para o poder legislativo, uma dupla realidade política: os membros da Federação de Municípios legislavam nas Assembleias Provinciais sobre todos os actos respeitantes à segurança, economia e instrução provincial, dependendo nas relações mútuas da homologação da Assembleia Nacional; os membros da Federação de Províncias legislavam na Assembleia Nacional sobre os assuntos gerais e velavam pela autonomia e integridade da Nação.”
Ernesto Castro Leal
Revista Nova Águia
Número 6

Este modelo de organização do Estado, recuperado mais tarde no Programa do Partido Republicano Radical Português (1911-1913) coincide quase exatamente com as propostas do MIL para a reorganização do Estado e da Administração do território.

Desde logo, o programa dos republicanos defendia uma profunda descentralização, de base municipalista e “radical”, propondo a transformação do Estado centralista, adotado pela monarquia, numa “federação de municípios”. Os munícipes elegeriam os seus representantes concelhios, e estes depois seriam a fonte de toda a legislação concernente aos domínios respeitantes à segurança, economia e Educação. Todas as demais competências seriam do Estado central, mas como os seus representantes seriam indiretamente eleitos pelos representantes municipais, de facto, todo o Estado seriam (direta ou indiretamente) de base municipalista.

Infelizmente, a presença de resistências monárquicas e clericais no mundo rural, assim como as tendências centralistas de muitos republicanos e a existência de uma profunda clivagem social e formativa entre os meios urbanos e os rurais vieram a gorar estes planos republicanos para uma descentralização municipalista… e assim adiar o sonho que agora o MIL: Movimento Internacional Lusófono incluiu nas suas propostas da sua Declaração de Princípios e Objetivos.

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Os EUA ganham uma batalha contra o dumping chinês na OMC

A conduta concorrencial da China é contestada há muito tempo. E ninguém discute que a China não tem qualquer barreira moral ou ética para exportar a todo o custo, destruindo as indústrias e comércios dos países que têm o infortúnio de serem seus “parceiros comerciais”.

Resulta assim notável (e raro) que a Organização Mundial do Comércio (OMC) tenha acabado de dar razão aos EUA na sua disputa com a China em que esta acusava os EUA por estes terem aumentado as taxas aduaneiras nas importações de pneus chineses no ano passado.

Segundo a OMC: “ao impor medidas de protecção transitórias a 26 de Setembro de 2009 sobre as importações de pneus chineses, os EUA não desrespeitaram as regras do comércio internacional”.

A medida norte-americana fez parte de uma série de respostas contra a crise decretadas por Obama em 2009 e respondia aos pedidos dos sindicatos para parar com fecho de fábricas de pneus por causa das importações de pneus baratos da China que triplicaram entre 2006 e 2009, enquanto que produção local caia em mais de um quarto e o desemprego nesse setor subia 14%.

Obama tem sido um presidente fraco e tímido em muitos domínios, desde o sistema de Saúde, Palestina e no perdão aos impostos dos ricos. Mas nesta questão fez o mínimo que lhe era exigido na defesa da sua economia contra os abusos do predador chinês. A Europa, essa, contudo continua muito ocupada a atacar os seus próprios membros do sul para seguir o exemplo norte-americano e defender o que resta da sua indústria contra as constantes agressões comerciais chinesas.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/omc-da-razao-aos-eua-na-guerra-dos-pneus-com-a-china_1470741

Categories: China, Economia, Política Internacional | 1 Comentário

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