Manuel Abranches de Soveral: “Enveredámos como pacóvios no Carnaval do consumismo delirante e da dissolvência cultural”

“Enveredámos como pacóvios no Carnaval do consumismo delirante e da dissolvência cultural, globalizamo-nos alegremente, empanturrámos o litoral, desertificamos o interior, desordenamos por completo o território, demos cabo da Justiça e da Educação, estamos mais endividados do que nunca, a nossa juventude é em geral de uma ignorância pasmosa e já só a Língua, apesar dos constantes pontapés que lhe dão, nos sustém como um Povo culturalmente distinto no seio da Europa.”
Manuel Abranches de Soveral
Revista Nova Águia
número 6

Esta visão toca nos pontos essenciais da atual fase de decadência de Portugal:
Consumismo
Dissolução Cultural
Ermamento
Crise na Justiça
Crise na Educação
Endividamento

São estes os seis aspectos cruciais da presente fase de decadência de Portugal. É o insano Consumismo que tem dado aos portugueses uma malsana ilusão de riqueza material, que tem contribuído para a sua alienação social, cívica e política. É também este consumismo que está na base dos sucessivos desequilíbrios da balança comercial e tornou Portugal numa sociedade a gastar muito mais do que consome.

Portugal não vai conseguir alimentar esta espiral consumista e suicida durante muito mais tempo. Cedo ou tarde, os Especuladores irão cansar-se de financiar estes nossos crónicos défices comerciais e se o controlo deste processo for deixado unicamente nas suas mãos, este processo de ruptura, de fim desta nossa dependência nacional do crédito internacional será tão brutal como dolorosa.

Manda assim o Bom Senso (ausente nas mentes dos governantes da partidocracia) que travemos imediatamente esta espiral consumista, que imponhamos pesadas taxas de IVA a todos os tipos de artigos importados (queira a Europa ou não), que incentivemos por todas as formas a produção nacional e a consequente geração de Emprego, passando por cima do Euro – se necessário – e por cima das “Diretivas Europeias”. De permeio há que começar a forjar uma nova mentalidade… menos consumista e mais virada para a autor-realização pessoal do individuo pela satisfação das suas potencialidades criativas e de um (hoje diminuído) sentimento de pertença e partilha para com a comunidade onde este e a sua família se inserem.

A saída para esta destrutiva espiral consumista só pode assim passar pela satisfação das necessidades básicas (alimentação, higiene e saúde), de forma a que o seu humano possa substituir o estéril materialismo que tudo coisifica por uma atitude descobridora, pensadora e culturalmente produtiva que torne o homem num verdadeiro e pleno Ser Humano.

Categories: Economia, Nova Águia, Portugal | 27 comentários

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27 thoughts on “Manuel Abranches de Soveral: “Enveredámos como pacóvios no Carnaval do consumismo delirante e da dissolvência cultural”

  1. pedronunesnomundo

    esta é uma boa panorâmica da pobreza invisível no meio da nossa opulência cangalhística

    ainda assim, a minha receita difere em parte – dada a natureza do problema

    nós vivemos na foz de um séc XIX que nos trouxe até aqui
    um século ainda horrorizado pela violência religiosa recente
    um século em que as realizações científicas e técnicas prometeram ao Homem a a Vida, a Saúde, o conforto
    um século em que brotaram ideologias políticas e sociais que prometiam a todos os homens alcançar por igual a sua realização
    …e é disto que nos alimentamos hoje todos: “tudo”, “aqui”, “já”, “porque nos foi prometido”

    daí julgar eu que a lacuna em que hoje vivemos – no “Mundo Ocidental” – tem a ver com a incapacidade de voltarmos a preencher com espírito o que em nós é espiritual, com fé o que em nós é divino, com valores o que em nós é razão

    …pode ser que esta inflexão ajude a aprender a não pretender tudo, a não exigir à mão, a não exigir no imediato, a não se realizar sem ser por si

    • Odin

      Gostei do comentário. Meus parabéns ao Pedro Nunes!

      • Otus scops

        Odin

        o PNM escreve muito bem, com clarividência e sentimento mas ao melhor estilo Queiroziano, humor fino e demolidor.
        passa pelo blog dele: http://pedronunesnomundo.com/blog/

        • pedronunesnomundo

          *nem sei que te diga, mermão… 😉
          muito obrigado, pelo menos*

        • Otus scops

          “nem sei que te diga,”

          não digas nada, cumpre a tua vocação e continua a surpreender-nos com a tua escrita!
          🙂

          p.s. – adorei o mermão… obrigado.

    • pedronunesnomundo

      …muito reconhecido, Od
      🙂

    • Otus scops

      PNM

      permite-me comentar o comentário:
      uma boa parte da humanidade já não vive “na foz do séc. XIX” (bela metáfora), vive-se em aceleração constante, rodeados de tecnologia, apáticos ao mundo real e completamente absorvidos no virtual (apesar de alguns ainda viverem na Idade Média mental).

      “um século em que as realizações científicas e técnicas prometeram ao Homem a a Vida, a Saúde, o conforto”
      prometeram e cumpriram (para quem tem acesso a elas)

      “um século em que brotaram ideologias políticas e sociais que prometiam a todos os homens alcançar por igual a sua realização” aqui jaz o maior falhanço do homem ocidental (sobretudo neste momento). neste momento somos os grandes derrotados – o modelo social europeu – o paradigma do bem-estar para qualquer sociedade.

      “a incapacidade de voltarmos a preencher com espírito o que em nós é espiritual, com fé o que em nós é divino, com valores o que em nós é razão” por princípio não discuto assuntos de fé nem argumentos teológicos, mas a prática dos homens e das suas igrejas.
      estas incapacidades que (muito bem) mencionas são facilmente explicáveis:
      – o comportamento da ICAR
      – os escândalos que a assolam
      – a crise da democracia
      – os partidos políticos que tradicionalmente são governos deixaram de servir a sociedade e passaram a servir-se da sociedade
      – as instituições que deviam ser o garante da liberdade e das garantias – sistemas de justiça e forças policiais – estão amordaçadas e servem de instrumento das elites políticas para impor as suas ideias e práticas

      acreditar no quê e em quem??? nem no divino nem no lógico e racional.

      (só falo na perspectiva ocidental, que é a minha e a que mais me interessa)

      a última frase é muito boa, não há paciência, a vida tem oferece tanta coisa que temos que ser rápidos, precisavamos de viver uns 700 a 800 anos…

      • Odin

        “daí julgar eu que a lacuna em que hoje vivemos – no “Mundo Ocidental” – tem a ver com a incapacidade de voltarmos a preencher com espírito o que em nós é espiritual, com fé o que em nós é divino, com valores o que em nós é razão”
        >Esta é a parte do comentário do PNM que mais gostei.

        Otus Scops
        Permita-me comentar o seu comentário.
        “ “um século em que as realizações científicas e técnicas prometeram ao Homem a a Vida, a Saúde, o conforto”
        prometeram e cumpriram (para quem tem acesso a elas)”
        >Mas as realizações científicas e técnicas, embora indispensáveis ao ser humano, por si só não são o suficiente para fazê-lo feliz. Acreditar que consumismo irracional e desenfreado provoca um vazio no coração humano. É tão ruim quanto o fanatismo religioso. Os extremos são ruins, o caminho bom é o do meio termo. O ser humano não é só razão e nem só emoção. Não é só matéria e nem só espírito. O ser humano é um conjunto, então deve ter equilíbrio para satisfazer os seus aspectos. Uma música do Titãs para reflexão na letra.

        “aqui jaz o maior falhanço do homem ocidental (sobretudo neste momento). neste momento somos os grandes derrotados – o modelo social europeu – o paradigma do bem-estar para qualquer sociedade.”
        >Apesar de eu simpatizar com a União Européia, as medidas de austeridade também “cheiram” a um golpe dos neoliberais para aniquilar o Estado Social. A sensação que tenho é que estimularam o consumo excessivo para depois ter argumentos de forma a calar a população e destruir os direitos trabalhistas, direitos sociais a educação e a saúde. O cidadão que pague tudo do próprio bolso. E quem não pode pagar muito, que viva com pouco. Quem não puder pagar pela manutenção da própria saúde, que sofra doente até morrer. Muito “civilizado” da parte dos neoliberais.
        “por princípio não discuto assuntos de fé nem argumentos teológicos, mas a prática dos homens e das suas igrejas.
        estas incapacidades que (muito bem) mencionas são facilmente explicáveis:
        – o comportamento da ICAR
        – os escândalos que a assolam…”
        >Apesar da função da existência das igrejas e religiões ser a busca do espiritual, as instituições religiosas falharam gravemente, e já não servem mais para a nossa época. Houve eras em que os sistemas de culto eram familiares, domésticos. Eu acredito que, quem quer ter crença religiosa, deve fazer os ritos em sua própria casa. As igrejas públicas deviam deixar de existir. A humanidade não necessita de um papa, de padres, bispos, cardeais… não necessita de pastores, anciãos, presbíteros, epíscopos… não há necessidade de intermediários entre o humano e o divino. Nem de gastar dinheiro e matéria prima em construção de templos públicos, o que é ridículo quando há milhões de humanos padecendo necessidades. No caso do Cristianismo, é só as pessoas começarem a boicotar e não irem mais às igrejas. No caso islâmico, temo que vá ser mais trabalhoso esvaziar as mesquitas. As instituições religiosas são usadas para que um grupo de pessoas exerça autoridade na vida de milhões, e lhes tirem dinheiro. O problema não é o espiritual, o divino. É a religião institucional. Lembro que, o que hoje é considerado cientista, investigador, era considerado mago no mundo antigo. Mas a religião institucional tem claramente atrasado o progresso da humanidade. Já o lado espiritual sem a religião institucional, o ser humano necessita tanto quanto ele necessita de diversão e arte. Se negligenciar, vai sofrer.

        “- a crise da democracia
        – os partidos políticos que tradicionalmente são governos deixaram de servir a sociedade e passaram a servir-se da sociedade
        – as instituições que deviam ser o garante da liberdade e das garantias – sistemas de justiça e forças policiais – estão amordaçadas e servem de instrumento das elites políticas para impor as suas ideias e práticas
        acreditar no quê e em quem??? nem no divino nem no lógico e racional.
        (só falo na perspectiva ocidental, que é a minha e a que mais me interessa)
        a última frase é muito boa, não há paciência, a vida tem oferece tanta coisa que temos que ser rápidos, precisavamos de viver uns 700 a 800 anos…”
        >A Novus Ordo Seclorum que a maçonaria implantou através do iluminismo, que é a Democracia Representativa e a República (e a Monarquia Parlamentarista) em substituição a Senex Ordo Seclorum, que é a Monarquia Absoluta despótica, já está obsoleta para esta época. É tempo de mudanças. E realmente, eu preferia que o ser humano vivesse aproximadamente 1000 anos, mesmo que para o equilíbrio ecológico, tivesse impulso fraco à procriação. O ser humano talvez seja tão agressivo devido ao pouco tempo de vida que tem.

        • pedronunesnomundo

          “O ser humano talvez seja tão agressivo devido ao pouco tempo de vida que tem.”

          essa tirada é mortífera
          pode mesmo ser. talvez
          e cada vez mais nos frustramos por – como dizia o Otus – não termos tempo de vida para beber o nosso mundo, que não vive no nosso tempo

        • Otus scops

          PNM

          o ser humano é um animal (que por vezes é racional) e como tal essa condição primordial torna-nos intrinsecamente agressivos. o curioso é que não somos só contra os outros seres vivos, mas capazes das maiores crueldades e morticínios entre os próprios – não há nada de semelhante na natureza…

          Odin
          “Permita-me comentar o seu comentário.”
          quem vem para aqui arrisca-se a isso, total permissão (sempre)!

          “Os extremos são ruins, o caminho bom é o do meio termo. O ser humano não é só razão e nem só emoção. Não é só matéria e nem só espírito.” em total acordo.
          quando escrevi “prometeram e cumpriram ” estava a discordar um pouco da análise do PNM, não quero dizer que isso seja condição suficiente para as pessoas alcançarem a felicidade.

          “aqui jaz o maior falhanço do homem ocidental” como modelo de sociedade será o paradigma da Existência, mas a distracção que a abundância e vida despreocupada causaram fez com que se abusasse de todo o sistema e agora estamos a sofrer sem escusadamente. a lição a tirar é temos de estar sempre alerta e nunca deixar a inconsciência e o desperdício dominarem, termos sempre humildade e inteligência para conservar o que se alcança. depois quando se perde algo e não compreendemos o que se passa mistificamos e entrega-mo-nos “aos deuses” à espera que a providência divina resolva… o problema é que, como tão bem escreves “as instituições religiosas falharam gravemente, e já não servem mais para a nossa época.”
          muito curiosa a tua frase “sistemas de culto eram familiares, domésticos. Eu acredito que, quem quer ter crença religiosa, deve fazer os ritos em sua própria casa. As igrejas públicas deviam deixar de existir.” nunca tinha pensado em nada semelhante! as coisas que aprendo contigo!

          “a religião institucional tem claramente atrasado o progresso da humanidade” concordo novamente. é uma força atávica poderosa causadora de muito sofrimento.

          “Já o lado espiritual sem a religião institucional, o ser humano necessita tanto quanto ele necessita de diversão e arte.” e que tal fazer da Arte uma Religião Divertida, a Diversão uma forma de Arte Religiosa ou a Religião Arte Divertida??? 🙂

      • pedronunesnomundo

        …andamos mesmo aos papéis 😦

        no meu caso, a espiritualidade completa-me onde alguns recursos me faltam
        e como não sou forreta – e menos pregador! – difundo esta alternativa de estar na vida, a quem a possa vir a aproveitar… 🙂

      • Otus scops

        “a espiritualidade”!!!
        que palavra tão poderosa, temível, esperançosa mas tão vasta… 🙂

        não acreditar em nada é o sofrimento do vazio mas acreditar em algo é o conforto da dúvida.

      • LuisM

        Talvez para ser espiritual e ter princípios e valores não seja necessário ter religião.

  2. Odin

    Um texto para reflexão:

    Somos levados a achar que espiritualidade é a mesma coisa que religiosidade. Vamos analisar melhor esta questão.
    Quando somos praticantes de uma determina religião, seja ela qual for, nós obedecemos seus rituais, costumes, regras, mandamentos, etc. Agindo assim nós simplesmente estamos sendo bons religiosos e não pessoas espiritualmente melhores.
    Muita gente acredita que o facto de ir à igreja, participar de missas, novenas, cultos, grupos de oração, entre outras modalidades, está em sintonia perfeita com algo divino. Isso não é verdade. O que realmente acontece é uma simples vinculação entre a pessoa e a religião (instituição), nada mais.
    Cristo mesmo percebia a má intenção e a mediocridade das pessoas e reforçava ao dizer que a igreja não é nenhum templo, igreja é o que trazemos dentro de nós.
    E qual a razão de Cristo se referir a nós como ovelhas?
    Era porque ovelhas são burras, desorientadas, dependentes! Ele tinha fé, esperança que as pessoas conseguissem se libertar dessa condição através de sua espiritualidade bem definida, dentro delas mesmas, através de maior sensibilidade e sentimentos altruístas.
    Não é por acaso que muitas aberrações acontecem em famílias com sua religiosidade elevada. Muitos ainda perguntam: como o filho de Beltrana e Ciclano foi se envolver com drogas sendo seus pais tão exemplares perante a tal igreja?
    E assim vamos por aí a fora, entre os tais fiéis e dirigentes encontramos uma coleções de casos de escândalos sexuais e inúmeros casos de incoerências comportamentais entre o que se prega e o que se faz. Chamar a isso de espiritualidade é ofender o potencial espiritual da raça humana.
    Há uma explícita confusão sendo aplicada há séculos que se adapta bem ao capitalismo atual, talvez propositalmente. Conquistar seu estado sagrado tornou-se simples: entregue a sua vida, seu discernimento, sua consciência e o que estiver em seus bolsos para a igreja e Deus sorrirá pra você!
    Um versátil modelo de safar as pessoas de serem mais responsáveis por elas mesmas, de perceberem por si mesmas que suas escolhas, conscientes e inconscientes, precisam melhorar. Obedecer não é a mesma coisa que discernir por si mesmo.
    A religiosidade virou sinônimo de instituição depositária de esperanças estéreis e incompreensões emocionais. Aliena-se a autoconfiança das pessoas. Emprega-se o sentido medíocre de um Deus que diz: isso é o certo e aquilo é o errado. E separam as pessoas em diferenças religiosas frente a um mesmo Deus.
    Não se percebe o detalhe sutil da dominação aplicada. É uma exploração do medo que existe nas pessoas ou de seus prováveis desesperos circunstanciais.
    Minha experiência diz: desconfie de qualquer promessa de liberdade quando também lhe trazem outro tipo de prisão. Liberdade espiritual existe no livre discernimento, no autoconhecimento, ou seja, na consciência perceptiva, amadurecida, esclarecida, autoconfiante.
    É a consciência que precisa aprender a valorizar e a evoluir o melhor que há nela mesma. As religiões forçam para o lado oposto, viciam e atrofiam a capacidade de pensar, o potencial de compreensão e sensibilidade que existe em seus frequentadores.
    Espiritualidade é algo mais sério e que envolve autonomia de direção interior. Liberdade autêntica de ser quem se é com a consciência em paz consigo mesma e com a humanidade. A autêntica espiritualidade não se limita a conhecer Deus através de religiões que mais dividem do que aproximam as pessoas. Espiritualidade é uma atitude sincera de conseguir perceber que o divino está em tudo e em todos.
    Quer estar bem com Deus e com você? Encare-o como sendo aquela vibração amorosa e onipresente que aponta para uma mudança em seus pensamentos improdutivos e suas atitudes equivocadas. Ouça sinceramente o que o seu próprio coração lhe diz.
    Espiritualidade é você conseguir atingir e manter uma frequência elevada que lhe convence a viver espontaneamente o melhor de você em sua realidade, seja quais forem às circunstâncias. Funciona em casa, na praia, na rua, no trabalho, no cinema, etc.
    A meditação é uma forma inteligente e libertadora de se encontrar a verdadeira conexão com a divindade que há em você, na realidade e no próximo. Lembre-se dessa frase:
    “Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro acorda!”

    Alexandre Arrenius Elias

    http://www.artigonal.com/meditacao-artigos/religiosidade-espiritualidade-1057276.html

    Quero aproveitar para mencionar que os celtas, antepassados da maioria dos portugueses e provavelmente da maioria dos brasileiros também, faziam suas cerimônias espirituais nos bosques, não havia templos. Eram amantes da natureza. Tinham menires, mas não templos.
    Agora, o templo de Apolo em Delfos tinha algo de útil, a inscrição “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.” É o que entendo por verdadeiro caminho para a espiritualidade. Autoconhecimento.
    Eu acredito que tanto a grande pirâmide de Keops (ou Quéops) quanto e a esfinge do Egito têm mais coisas para ensinar um ser humano que os templos cristãos de hoje, que só ocupam espaço e consomem dinheiro. O templo de Salomão provavelmente também tinha muito para ensinar, mas foi barbaramente destruído.

    • Otus scops

      gostei!!!

    • LuisM

      100% de acordo Odin.

      Também acho que a essência do divino está dentro de nós.

    • pedronunesnomundo

      *julgo que o texto incorre em alguns nós-cegos*

      • Otus scops

        então desata-os, “s’il vous plait”.
        (estou a pedir com jeitinho…) 🙂

      • pedronunesnomundo

        oh amigo, hoje estou tão moído que vou ter de ficar por aqui…

        *mas o prazer de discordar ao falar com estes parceiros mantém-se intacto :)*

      • Otus scops

        então são uns nós bem apertadinhos, não???
        vê então se te recompões! 😉

  3. Odin

    Religiosidade e seus possíveis efeitos:

    http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1733062&seccao=Europa
    http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1733308&seccao=Europa
    http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1732820&seccao=Europa

    E a Suécia com certeza não merece sofrer atentados terroristas. É um dos mais tolerantes países do mundo.

    • Otus scops

      Odin

      os mortais “da tua terra” perderam o estatuto de referência civilizacional:
      – a forma como a justiça sueca está a lidar com Assanje (uma primeira procuradora encerrou o processo e depois veio outra reabri-lo) está-me a deixar orfão. já não se pode confiar em NINGUÉM, nem nos suecos…
      – o que se passou na Noruega (esse “bastião” contra a corrupção e direitos humanos) no caso dos Gripen/F-35 e no do aeroporto do Oslo deixam-me completamente descrente nas notícias.

      portanto isto “cheira-me” a manobras de diversão para arranjar um motivo para coisas maiores. é que um partido racista e xenófobo já ganhou assento parlamentar no Riksdag.

    • Odin

      Otus Scops

      Gosto muito de debater contigo. 🙂

      “os mortais “da tua terra” perderam o estatuto de referência civilizacional:”
      A barbárie está na genética deles. Eram vikings quando me adoravam. Ficaram frouxos, delicados. 😀
      Brincadeiras à parte, apesar de muitos brasileiros, indianos e chineses estarem “estourando champanhe”, os países da Europa Ocidental estão um tanto nervosos por conta da crise financeira. Desejo que essa crise passe logo antes que partidos de extrema-direita assumam o poder.
      “- a forma como a justiça sueca está a lidar com Assanje (uma primeira procuradora encerrou o processo e depois veio outra reabri-lo) está-me a deixar orfão. já não se pode confiar em NINGUÉM, nem nos suecos…”
      Eu estou a favor do Julian Assange. Ele merece um prêmio Nobel por desmascarar não só o governo americano quanto os outros governos de outros países. Oxalá que o wikileaks mostre todos os podres do governo brasileiro também. Agora, se houve mesmo violência sexual do Assange lá na Suécia, não sei. Suspeito que é pretexto para puni-lo por divulgar as informações secretas. Mas nunca se sabe, prefiro não julgá-lo nem inocente, nem culpado. Mas quanto as divulgações, ele é um herói.
      “é que um partido racista e xenófobo já ganhou assento parlamentar no Riksdag.”
      Elementar, meu caro Otus. Não sou, no meu ponto de vista pelo menos, islamofóbico. Tenho fobia ao fanatismo de qualquer religião. E se examinarmos a História com imparcialidade, veremos que os piores fundamentalistas foram os cristãos. Mas, o Ocidente tem que tomar cuidado, não com o Islão propriamente, mas com o FUNDAMENTALISMO islâmico. Pois os fundamentalistas de qualquer religião não são diferentes dos fascistas e dos comunistas, quanto ao autoritarismo e a intolerância. Ter cuidado com regimes de ayatollah como o iraniano, regimes talibãs como o que já teve no Afeganistão, não deixar que Estados europeus e do continente americano sejam dominados pela shariah, a lei islâmica. É diferente de respeitar o direito de um cidadão comum ser muçulmano e seguir por livre vontade as leis islâmicas. O que eu acho errado, é que todo imigrante acaba por levar a culpa. Radical islâmico não é o cigano, não é o eslavo nem o báltico do Leste Europeu, não é o indiano de fé hindu, chinês, o africano de outras crenças, o vietnamita. Nem todos os árabes são muçulmanos. Se partidos de extrema-direita fossem capazes de resolver os problemas do Ocidente, a Alemanha e a Itália certamente teriam vencido a 2ª Guerra Mundial só por mérito, da tão grande capacidade de solucionar problemas. Ganhou assento no Parlamento, mas não é maioria.
      E realmente, é muita coincidência o atentado na Suécia com o caso Assange. Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França, a Itália, a Austrália, Rússia, até a Dinamarca e a Noruega sofrerem atentados por parte dos radicais islâmicos, por mais que seja ruim, tem lógica. Mas a Suécia não faz muito sentido. É um país inofensivo. Talvez seja um truque.

      • Odin

        “- o que se passou na Noruega (esse “bastião” contra a corrupção e direitos humanos) no caso dos Gripen/F-35 e no do aeroporto do Oslo deixam-me completamente descrente nas notícias.”
        >Quanto a Noruega ter preferido o F-35, e ter enganado a Suécia, eu interpreto que o grande vilão é os Estados Unidos. Não que a Noruega seja santa, mas esse golpe baixo é típico dos americanos. Eu sei que a tecnologia mais avançada do mundo para fabricar caças e helicópteros é a dos EUA. Mas por causa dessa falta de honestidade com países aliados eu sou contra o Brasil comprar armas e veículos militares dos EUA, principalmente para a força aérea. Eu já estou farto de ver os Estados Unidos humilhando as outras nações. Alguém tem que derrubar aquele país do “trono” de superpotência mundial. Eu sei que os muitos milhões de cidadãos comuns americanos não têm culpa, são ignorantes e não fazem idéia do mal que os seus governantes fazem ao mundo. Não nego o que os EUA têm legado de bom ao mundo. Reconheço que os irmãos Wright podem sim ter sido os primeiros inventores do avião. Santos Dumont pode ter inventado um modelo de avião depois deles, mas sem ter recebido nenhuma influência dos Wright. Qual o problema? Os três contribuíram para tentar melhorar a vida da humanidade. Eu acho maravilhoso que a NASA tenha enviado uma missão tripulada para a lua. [Inspirando-me naquela proposta dos investigadores da universidade do Minho (Agência Espacial Luso-Brasileira), bem que Brasil e Portugal podiam juntos enviar uma espaçonave tripulada por astronautas brasucas e tugas, para fincar as duas bandeiras, a brasileira e a portuguesa, no solo de outro planeta como os americanos fizeram com a bandeira deles na lua. Mas é claro que não seria para já.] Mas a forma como os americanos agem para levar vantagem em cima dos seus aliados, como a Saab que tem tecnologia americana, é repugnante. A Noruega tem o direito de preferir o F-35, não é obrigada a aceitar o Gripen. Mas não precisava fazer a Suécia de parva.

    • Otus scops

      Odin

      “Eu estou a favor do Julian Assange” também eu. estou preocupado com a passividade das pessoas e da sociedade em relação a este caso Wikileaks. estamos a assistir a mais um Guantanamo em que “o lado negro da força” dos EUA (país que muito admiro e aprendi a gostar) está novamente à solta sem controle, ou seja, é a negação dos princípios que eles defendem e dos exemplos que tem dado ao mundo mesmo internamente – liberdade de expressão e conhecimento da verdade até à exaustão!
      agora sim começo a vislumbrar o declínio dos EUA, não por forças exteriores (como muitos gostam de opinar) mas por motivos endógenos… tenho pena e terei saudades.

      “não com o Islão propriamente, mas com o FUNDAMENTALISMO islâmico” eu entendo a frase mas as comunidades islâmicas estão muito passivas quando se trata de se insurgirem contra esse fundamentalismo.
      mas também gostaria de dizer que o fundamentalismo tem causas e raramente se vê alguém discutir “o porquê” desta “doença” ideológica e fazer algo para mudar não existe sequer, apenas rearmamento…

      “a Noruega ter preferido o F-35, e ter enganado a Suécia, eu interpreto que o grande vilão é os Estados Unidos.” eu não. quem é mais culpado, o corrupto ou o corruptor??? e a “imagem de marca” dos noruegueses não é a rectidão, honra, direitos humanos, independência, etc??? estou profundamente descrente e decepcionado com eles. agora aguardo por alguma reacção do povo norueguês, ou assobia para o lado ou vai exigir responsabilidades aos responsáveis políticos. aguardo.

      “A Noruega tem o direito de preferir o F-35, não é obrigada a aceitar o Gripen. Mas não precisava fazer a Suécia de parva.” claro que as suas escolhas são soberanas mas o problema foi esse, cedeu a interesses particulares (políticos e empresariais) pago pelo erário público dos noruegueses. quem está a fazer figura de parvo são os contribuintes noruegueses porque o Gripen satisfazia todos os requisitos técnicos e era mais barato de adquirir e económico de operar…

      p.s. – “Gosto muito de debater contigo. ” é recíproco! 😉

    • Odin

      Otus Scops

      “estou preocupado com a passividade das pessoas e da sociedade em relação a este caso Wikileaks.”
      Os media manipulam as mentes, principalmente a parte chamada subconsciente, e amansa a população, fazendo-a aceitar como “normal”.

      “as comunidades islâmicas estão muito passivas quando se trata de se insurgirem contra esse fundamentalismo.
      mas também gostaria de dizer que o fundamentalismo tem causas e raramente se vê alguém discutir “o porquê” desta “doença” ideológica e fazer algo para mudar não existe sequer, apenas rearmamento…”
      Causas do fundamentalismo islâmico. Primeiro, o Médio Oriente, onde nasceu a religião, é uma região predominantemente desértica, onde os recursos são escassos. E é habitada já faz milênios. A África ao norte do Sahara também. Pobreza, miséria, falta, faz toda a gente buscar esperança em algo, é do instinto de sobrevivência do ser humano. O Alcorão ou Corão, tem promessas de um mundo vindouro pós-morte, principalmente para os homens que, se forem obedientes, vão viver em “oásis” acompanhados de 72 virgens. Alguns lideres manipulam a interpretação do livro sagrado (como também acontece no Cristianismo), e convencem as testemunhas de Allah a agirem com violência contra os “infiéis”. Eles não têm quase nada, não têm riquezas, não têm luxo, conforto, regalias… não têm nada a perder. No caso do Bin Laden, que é um milionário saudita, deve ser psicopatologia ou psicose mesmo. Ou não aceita a supremacia da civilização ocidental sobre a civilização islâmica, é por ufanismo. Os multimilionários donos do petróleo usam a religião para manter as massas submissas. O mundo islâmico não passou por um período renascentista e nem pelo iluminismo. As civilizações cristãs e a judaica passaram por ambos.

      “agora sim começo a vislumbrar o declínio dos EUA, não por forças exteriores (como muitos gostam de opinar) mas por motivos endógenos… tenho pena e terei saudades.”
      Não acho que os EUA vão ter tão grande decadência assim. Eles apenas deixarão de ser os primeiros. Mas vão estar entre as potências mundiais sim, a não ser que haja a 3ªGuerra Mundial. E acho que, se o Quebec se tornar independente, provavelmente a parte anglófona do Canadá se unirá aos EUA. Pelo menos as províncias a oeste de Ontario. Vão ter uma hegemonia restrita. O Havaí provavelmente vai querer a independência. Mas os EUA vão estar entre os grandes por um bom tempo. Se a UE se desfizer, talvez só a Alemanha e a Rússia dentre os países europeus vão estar entre as potências.

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