Miguel Sousa Tavares: “Na Madeira há um “jardinário” para cada 8 madeirenses.

“(na Madeira) há 35000 funcionários para servir 245 mil habitantes: um “jardinário” para cada 8 madeirenses. O dobro do número de funcionários dos Açores, com a mesma população, mas dispersa por nove ilhas habitadas e não por duas.” (…)
“Jardim vai deixar de poder acumular o seu vencimento com a totalidade da sua pensão de 4124 euros, (…) direito a uma subvenção vitalícia”

Estas duas citações de Sousa Tavares dão uma boa medida do que é o Jardinismo em Portugal: uma forma extremamente forte de depredação dos recursos públicos pela instalação de uma densa de amizades e dependências clientelares que torna toda a região completamente dependente do Estado. Empresas e Particulares que não alinhem explicitamente com o poder jardiníco têm assegurada uma vida muito difícil tal é o grau de domínio do Estado regional sobre a economia da ilha. Tendo que satisfazer a todos os seus lacaios e sabujos, Jardim inflacionou acima de qualquer razoabilidade o Estado regional devorando assim recursos que fariam falta a criar riqueza sustentada e sustentável…

Mas a natureza do Estado Jardínico não é a coisa mais estranha na Madeira. A coisa mais estranha é a fraqueza de sucessivos Presidentes e Primeiros Ministros, de Sócrates a Santanaz, de Sampaio e Cavaco, que de vitupério em vitupério, de insulto em insulto, toleraram que a democracia fosse tornada na Madeira em Cleptocracia e em Democracia diminuída, pelo controlo dos Media e da Economia por parte de um Estado regional completamente dominado por uma reduzida clique clientelar. Essa fraqueza da República perante a boçalidade jardiníco é que é, efetivamente a maior estranheza de todas.

Fonte:
Miguel Sousa Tavares
Expresso
13 de novembro de 2010

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Categories: Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

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