Daily Archives: 2010/12/06

Miguel Sousa Tavares: “Na Madeira há um “jardinário” para cada 8 madeirenses.

“(na Madeira) há 35000 funcionários para servir 245 mil habitantes: um “jardinário” para cada 8 madeirenses. O dobro do número de funcionários dos Açores, com a mesma população, mas dispersa por nove ilhas habitadas e não por duas.” (…)
“Jardim vai deixar de poder acumular o seu vencimento com a totalidade da sua pensão de 4124 euros, (…) direito a uma subvenção vitalícia”

Estas duas citações de Sousa Tavares dão uma boa medida do que é o Jardinismo em Portugal: uma forma extremamente forte de depredação dos recursos públicos pela instalação de uma densa de amizades e dependências clientelares que torna toda a região completamente dependente do Estado. Empresas e Particulares que não alinhem explicitamente com o poder jardiníco têm assegurada uma vida muito difícil tal é o grau de domínio do Estado regional sobre a economia da ilha. Tendo que satisfazer a todos os seus lacaios e sabujos, Jardim inflacionou acima de qualquer razoabilidade o Estado regional devorando assim recursos que fariam falta a criar riqueza sustentada e sustentável…

Mas a natureza do Estado Jardínico não é a coisa mais estranha na Madeira. A coisa mais estranha é a fraqueza de sucessivos Presidentes e Primeiros Ministros, de Sócrates a Santanaz, de Sampaio e Cavaco, que de vitupério em vitupério, de insulto em insulto, toleraram que a democracia fosse tornada na Madeira em Cleptocracia e em Democracia diminuída, pelo controlo dos Media e da Economia por parte de um Estado regional completamente dominado por uma reduzida clique clientelar. Essa fraqueza da República perante a boçalidade jardiníco é que é, efetivamente a maior estranheza de todas.

Fonte:
Miguel Sousa Tavares
Expresso
13 de novembro de 2010

Anúncios
Categories: Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

Quids S21: Que capela é esta?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S21 | 18 comentários

Sam Cyrous: Crítica ao Hiperconsumismo

“É inquestionável que o modelo dominante português e internacional de desenvolvimento depende da manutenção do consumo vigoroso de bens materiais. Os próprios índices de progresso e prosperidade são feitos com base na capacidade de consumo e acumulação de objetos e confortos materiais.”
Sam Cyrous
Revista Nova Águia
Número 6

Não há futuro para um modelo económico que exige – para sobreviver – um aumento do consumo exponencial. Simplesmente, num dado ponto (num futuro cada vez mais próximo) há de chegar o ponto em que os recursos e a energia ao dispor da economia são insuficientes para sustentar este crescimento e então, dar-se-á o colapso de um Sistema económico que se julgava eterno e eternamente mutável e adaptável…

Sendo inevitável o colapso do Capitalismo, não já pela aplicação de qualquer “desígnio histórico” marxista, mas pelo esgotamento das condições materiais que o sustentam, temos que, todos, começar a trabalhar suavizar os impactos negativos desse colapso e por começar a pensar, ensaiar e introduzir sistemas alternativos. O Capitalismo de Estado ou Sovietismo (confundido por muitos com “Socialismo”, demonstrou a sua incapacidade de forma magistralmente cabal em finais da década de 80… Assim, importa encontrar um modelo alternativo de desenvolvimento entre Esquerda e Direita, fora desta ultrapassada dicotomia sistémica que se esgotou e que quase levou o próprio planeta ao esgotamento total.

Esta alternativa económica não será assim nem de Esquerda, nem de Direita e muito menos de um indefinido e pífio “Centro”. Será oriunda de um horizonte novo e profundamente radicado nas comunidades locais, nos interesses da pessoas, dos locais onde vivem, estudam, trabalham e morrem. Será (queremos sonhar) um sistema económico onde o consumo desenfreado e patológico de Bens observado por Sam Cyrous foi encarado como aquilo que efetivamente é: uma patologia social e tratado injetando na sociedade uma nova Ética de responsabilidade social e ambiental que retornou os Consumidores ao seu estado original de Cidadãos.

O hiperconsumismo da atualidade – induzido por torrentes esmagadoras de Publicidade e pelos Meios de Comunicação Social – é de facto a maior ferramenta de condicionamento mental do Sistema Capitalista atual. Um consumidor preocupa-se sobretudo em consumir, por exibir esse consumo no círculo social, e assim galgar degraus numa pirâmide social onde os patamares mais elevados estão ocupados por aqueles que mais consomem.

Esta alienação tem que ser substituída por uma integração do Homem no seu Meio. No seu Local, na sua Comunidade e a “Economia dos Bens” em que vivemos tem que ser transformada na “Economia das Pessoas”, onde – sem prejuízo da produção de bens essenciais – o grande foco passa a ser o Homem, a sua realização pessoal, pela via da transformação de todos em agentes e produtores de bens e serviços culturais. Precisamos mesmo de trocar de carro de 2 em 2 anos? Dos últimos televisores de plasma ou LCD? Dos últimos Pentium? Do mais recente gadget da Apple? Ou seríamos mais felizes se conseguíssemos cumprir as necessidades básicas e além disso conseguíssemos ir ao cinema, teatro, dança, ler livros, jornais e revistas e simultaneamente participar ativamente na própria produção desses bens e serviços culturais?

Essa é a grande revolução da Língua e da Cultura, antevista pelos grandes poetas e profetas da Lusofonia sob a forma do “Quinto Império”: a revolução pacífica e o império da cultura que poderá assim oferecer uma alternativa sustentável e de futuro ao hiperconsumismo capitalista cuja explosão nos ameaça de forma tão patente…

Categories: Economia, Nova Águia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 1 Comentário

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade