Daily Archives: 2010/12/05

José Manuel Barbosa: “Os reis asturleoneses eram coroados em Compostela, Oviedo ou Leão. Os reis falavam galego”

Santiago de Compostela (http://cache.virtualtourist.com)

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“Os reis asturleoneses eram coroados em Compostela, Oviedo ou Leão. Os reis falavam galego e mesmo os filhos dos reis eram criados por tutores da aristocracia galega que marcavam o caráter dos futuros monarcas, marcavam a política e mesmo a diplomática da época, como nos comenta André Pena (1985). (…) Afonso VI perante a morte do seu filho Sancho, herdeiro do trono, na batalha de Uclés em 1109. A língua na que chora o Rei não pode ser outra diferente da que o Monarca tinha por sua: o galego-português e não o castelhano.”
José Manuel Barbosa
Alguns aspectos da pré-história da língua

Este foi apenas uma das muitas “limpezas étnicas” da História promovidas por Castela-Madrid para aculturar toda a Península. Castela, a partir da unificação imperial promovida pelos Reis Católicos, procurou identificar Espanha com uma versão ibérica de Castela, em torno da qual distribuiu todas as nacionalidades “periféricas” encetando um processo de anexação que foi particularmente agudo na Galiza, com a proibição do uso da língua portuguesa da Galiza nos serviços religiosos, na administração pública, nos atos notariais e judiciais e, sobretudo, no Ensino. Acantonada no mundo rural, a “língua própria” conseguiu sobreviver até ao século XX mas vive hoje um período difícil, de quase extinção, sobretudo pela fraca adesão ao galego entre as camadas mais jovens e na população urbana (os “urbanitas” dos estudos demográficos).

Paradoxalmente, Castela-Madrid e os seus lacaios locais na Galiza, tiveram que reescrever o passado e forjarem fontes para diminuírem o “galego” à categoria de dialeto e promoverem a antecedência do castelhano, mas a quantidade e persistência dos seus arremedos contra a língua portuguesa da Galiza arrisca-se a ser bem sucedida a muito curto prazo e a levar o Galego ao triste estatuto de “língua morta”, quanto esta língua portuguesa tem todas as condições para se tornar “extenso e útil”. Assim queiram os galegos continuarem a manterem uma identidade nacional própria e nós – os da outra banda da raia do Minho – os quisermos ajudar.

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António Pires de Lima: “Não há memória de um politico em Portugal ter ganho eleições dispensando promessas irrealizável em campanha”

António Pires de Lima (http://www.hipersuper.pt)

António Pires de Lima (http://www.hipersuper.pt)

“Não há memória de um politico em Portugal ter ganho eleições dispensando promessas irrealizável em campanha e assentando apenas as propostas num discurso de verdade, com um apelo a uma ética de esperança baseada no essencial: mérito, austeridade e, sempre que necessário, sacrifício e nome das futuras gerações. As eleições ganharam-se vendendo o contrario: facilitismo, direitos sociais crescentes e uma cultura consumista que gasta hoje comprometendo os impostos das gerações futuras.”
António Pires de Lima
Expresso
13 de novembro de 2010

Estas promessas eleitorais são apenas possíveis porque a grande parte do eleitorado não tem a consciência cívica nem a cultura política e económica suficientes para as reconhecer enquanto aquilo que são: Promessas Por Cumprir. Enquanto a Educação Cívica foi lacunar, incompleta ou inexistente na sociedade portuguesa haverá espaço para promessas eleitorais. Assim, há que pela via da Educação Cívica combater este fenómeno do populismo eleitoralista e assim melhorar a qualidade da nossa democracia.

Mas além da Educação Cívica há outra abordagem para enfrentar este Populismo Promessista… A via Judicial. Se um dado político em campanha faz uma dada promessa concreta e se, depois, não a cumpre, tal deve ser lido como um “contrato verbal” entre os cidadãos e o político que promete. Logo, há já condições legais (ainda que estas possam e devam ser reforçadas) para processar judicialmente os políticos que façam promessas que depois, na legislatura, não cumpram.

Pela via da Educação Cívica e da Justiça esta inclinação crescente para o populismo eleitoralista poderia ser combatida de forma decisiva.

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