Daily Archives: 2010/12/04

Sistema de Saúde e Crime: Os dois grandes problemas do Brasil

“O Sistema Único de Saúde é uma reforma incompleta e o próximo governo precisa de dobrar os 3,6 por cento do investimento do PIB. (…) Profundo problema no controlo do crime, sobretudo o organizado, tráfico de drogas e controlo de fronteiras”.
Diário de Notícias
29 de setembro de 2010

A campanha presidencial brasileira teve – em Portugal – um grande mérito: multiplicou o número de artigos de divulgação sobre a realidade brasileira. O português médio conhece hoje muito melhor a realidade do país-irmão (e até sabe quem é Tiririca…) do que há apenas uns meses…

Esta curta citação encontra-se num dos múltiplos artigos sobre o Brasil que surgiram esta semana e permite listar dois dos maiores problemas urgentes do Brasil atual: um sistema de Saúde público ineficiente e incompleto e uma Criminalidade muito acima da média dos países desenvolvidos. Estes não são certamente os únicos problemas da sociedade brasileira, mas são – de longe – os mais urgentes. Sem um sistema de Saúde pública disponível a todos os cidadãos não será nunca possível distribuir de forma justa e equitativa a riqueza que o Brasil está agora a ser capaz de gerar. Sem um bom Sistema de Saúde a sua população não pode libertar-se do temor pela doença e da morte prematura com a consequente perda de elementos úteis e produtores de riqueza que isso implica. Sem um bom sistema de saúde infantil, o Brasil não pode construir uma população jovem saudável e criativa nem sequer alinhar-se junto dos países mais desenvolvimentos e dos seus baixos índices de mortalidade infantil.

Mas o problema número Um do Brasil é a criminalidade e, sobretudo, a criminalidade organizada. Alimentada pelo tráfico de droga e por uma extensíssima fronteira terrestre e marítima, o Crime – pela via da corrupção – tornou-se endémico nos meios urbanos e representa hoje o maior travão ao desenvolvimento da sociedade brasileira. O Crime desvia uma parcela considerável da riqueza produzida e deixa refém a classe média, usando os políticos corruptos e uma polícia incapaz de o vencer. Sem uma vitória decisiva contra o Crime, o Brasil nas conseguirá atrair para as suas grandes cidades o Turismo e o Investimento estrangeiro. Sem essa vitória, dificilmente limpará a imagem internacional de subdesenvolvimento e pobreza que ainda o (injustamente) contamina. Mas poderá essa batalha ser vencida sem enfrentar frontalmente o problema que alimenta o Crime que é o da legalização das Drogas? Poderá esta batalha ser vencida sem recuperar para a economia formal os milhões de brasileiros que encontram no submundo do crime a única forma de subsistência? Acreditamos que sim… a via da legalização foi ensaiada – com sucesso – na Holanda e na Suíça e os vários programas sociais da Administração Lula conseguiram tirar 30 milhões de brasileiros. A riqueza começa fluir para toda a sociedade brasileira e o país tornou-se oficial num “país de classe média”, algo que era impensável há apenas dez anos atrás. O país tem recursos naturais que ainda nem começaram a ser explorados (o famoso “pré-sal” e muitos solos agrícolas que ainda não estão a ser utilizados. Num país onde a escassez de petróleo é tão certa como a escassez futura de alimentos, esta fórmula representa a garantia de prosperidade para os tempos vindouros. Assim saibam os brasileiros vencer o desafio da Saúde Pública e do Crime Organizado. E saberão, estamos certos.

Categories: Brasil, Economia | 25 comentários

Crítica à adesão de Portugal ao Acordo de Londres

http://www.noticiastech.com

“O Conselho de Ministro de 28 de outubro aprovou a adesão de Portugal ao Acordo de Londres, que suprime as exigências de tradução integral das patentes europeias para diferentes línguas. E assim deixa de ser necessário a tradução para português das patentes europeias que tenham sido concedidas em inglês pelo Instituto Europeu de Patentes.
A medida visa a promoção do investimento estrangeiro em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), uma justificação surpreendente. Por três razões.
A primeira é que se o acordo de Londres é assim tão fundamental para potenciar o investimento estrangeiro não se percebe como Itália, Espanha, Polónia, Finlândia e outros não aderiram a um entendimento que está em cima da mesa há mais de dez anos. A segunda é que é demagógico sustentar que a tradução de uma patente é um fator decisivo para uma empresa investir ou não em Portugal. E a terceira é que ficamos na insólita situação de sermos o único país de língua oficial portuguesa que prescinde do depósito dos pedidos de patente traduzidos em português.
Até agora temos perdido soberania a nível económico. Com esta decisão, vamos perder voluntariamente soberania a nível linguístico. E ao contrário do que o INPI defende, daqui não resultará nem mais investimento estrangeiro nem mais competitividade para o país. Vai resultar, sim, na redução do valor económico da língua portuguesa.”

Nicolau Santos
Expresso
6 de novembro de 2010

De novo, observa-se na diplomacia portuguesa uma atroz atitude de subserviência em relação ao estrangeiro. A maior riqueza do país está hoje nas no petróleo de Cabinda ou do Campo Tupi. Não nos diamantes ou no ouro do Brasil, nem nos ricos campos agrícolas de Moçambique ou no sandâlo de Timor. Está na cultura portuguesa, enquanto excelente veículo de ponte entre povos e continentes e, sobretudo, na língua portuguesa. Não se compreende assim este desinvestimento governativo e muito menos esta (reiterada) quebra de solidariedade institucional por parte dos nossos “parceiros” europeus na defesa de uma das mais antigas e universais línguas europeias.

Categories: Lusofonia, Política Nacional, Portugal | 6 comentários

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