Renato Epifânio: “Portugal entrou para a Europa porque, entretanto, havia perdido o seu Império e, sobretudo, pela promessa dos “fundos”, que desenvolveriam finalmente o país”

A Via Lusófona (www.portoeditora.pt)

A Via Lusófona (www.portoeditora.pt)

“Portugal entrou para a Europa porque, entretanto, havia perdido o seu Império e, sobretudo, pela promessa dos “fundos”, que desenvolveriam finalmente o país.
Foi pois, sobretudo, um “negócio”. E os negócios nao merecem a deferência de um referendo.
O povo, aliás, na sua intuitiva sabedoria, sabe que é disso, sobretudo, que se trata: nós estamos na Europa para “sacar” algum dinheiro, o mais que pudermos. Para mais, como bem lembrava Agostinho da Silva, esses “fundos” eram-nos devidos. Se a Europa se tornou historicamente a região mais desenvolvida do mundo foi, desde logo, porque Portugal lhe abriu as portas do mundo. Nada mais justo, pois, do que agora sermos, enfim, pagos por esse nosso feito”

Renato Epifânio
A Via Lusófona 

A questão é contudo a de saber qual seria o resultado de um Referendo em que existisse uma verdadeira imparcialidade das perguntas (rara nos Referendos…) e onde para além de um puro sufrágio à “opção europeia” surgissem também outras opções… agora que a torneira dos Fundos começa secar, o restrito e estéril economicismo fará valer as suas consequências… nomeadamente o seu maior falhanço que é o da incapacidade para criar uma “pátria europeia” ou uma consciência comum alavancada numa alma europeia ou mesmo na existência de uma verdadeira comunhão entre os cidadãos da Europa.

Sem Alma, não pode haver Europa que sobreviva a uma verdadeira crise económica. Os Estados-Nação conseguem sobreviver às Crises porque os seus Povos estão dispostos a suportar sacrifícios em nome de causas imediatistas e mecânicas. O sacrifício coletivo e/ou individual é apenas suportável quando cumprido em nome de uma causa maior. Que não são nem os secos balancetes da Contabilidade dos Estados nem a transferência de parcelas crescentes de Soberania e Liberdade para entidades Supra-estatais não democráticas e fisica e emocionalmente distantes das realidades locais.

Alguns dirão que a Europa está a morrer. Nós diríamos mais: nunca chegou a nascer, porque a atual União Europeia nunca passou o estádio da “comunhão de interesses de curto prazo”, sem visão de longo prazo nem alavancagem anímica num conceito comum de “Pátria” ou “Alma Europeia”. Perante tal situação, a aparição de uma Alternativa Lusófona é inevitável. E tanto mais depressa quanto mais flagrante for o fracasso da construção da tal “casa comum europeia” sonhada pelos seus fundadores, na década de 50…

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 65 comentários

Navegação de artigos

65 thoughts on “Renato Epifânio: “Portugal entrou para a Europa porque, entretanto, havia perdido o seu Império e, sobretudo, pela promessa dos “fundos”, que desenvolveriam finalmente o país”

  1. Otus scops

    “Para mais, como bem lembrava Agostinho da Silva, esses “fundos” eram-nos devidos. Se a Europa se tornou historicamente a região mais desenvolvida do mundo foi, desde logo, porque Portugal lhe abriu as portas do mundo. Nada mais justo, pois, do que agora sermos, enfim, pagos por esse nosso feito””
    este parágrafo é um tanto demagógico:
    1. os Europeus não nos pediram para fazermos os Descobrimentos por eles, logo nada nos devem.
    2. Portugal também beneficiou de tecnologia europeia para poder colocar em marcha essa façanha que nos deixa para sempre na História. que eu saiba ainda não pagámos esses conhecimentos aos europeus.
    3 ao contrário daquilo que se diz aqui, muitos contribuintes europeus tiveram que financiar muitos €uros em “fundos” e subsídios para que nós nos pudéssemos desenvolver e crescer – coisa que não foi alcançada plenamente apesar de estarmos globalmente MUITO melhor.
    4. sim, não há alma europeia porque somos bastante diferentes, mas essa experiência racional e abstracta é muito enriquecedora. tantos “afectos” na CPLP e não se concretiza nada, nem se avança quase nada, apenas bons e médios negócios entre empresas e grandes empresários. parafraseando um famoso treinador de futebol “essa coisa dos afectos é uma treta”, há é interesses.
    5. estou plenamente de acordo com uma diversificação da nossa (Portugal) estratégia, seja a CPLP ou outras desde que isso seja bom para o nosso “muy antigo y nobre” estado-nação, não apenas para fazer psicadélicas uniões Lusófonas tipo flower-power com Alma e Pátria (já me cansei de pedir que me expliquem concretamente que é e como é…). desde que seja “a bem da nação” concordo e que os nossos parceiros beneficiem também, sinceramente.
    6. esta reiterada menção à Lusofonia como alternativa/fuga à UE preocupa-me, esta raiva com aquilo que é de excelência faz-me desconfiado. aliás, já aqui foi comentado diversas vezes que uma das coisas boas que Portugal tem para a CPLP é precisamente ser da UE. pensava que isto já estava assimilado mas e vez em quando há recaídas… 🙂
    7. Portugal não se pode esgotar nem na CPLP nem na UE, o Mundo é o nosso quintal!

    • Lusitan

      E para terminar o raciocinio do Otus… já alguém perguntou aos angolanos, brasileiros, moçambicanos, etc. se querem fazer parte duma união lusófona que no fundo não passaria dum império brasileiro mundial? Não se esqueçam que numa democracia a maioria prevalece e a maioria numa união lusófona será sempre brasileira!
      E para mais os objectivos estratégicos de cada nação da CPLP são completamente díspares, pelo que é praticamente impossível uma convergência em torno duma união federalista. As uniões fazem-se quando as várias partes vêem benefícios directos e instantaneos nessa união o que não é o caso numa suposta união lusófona. Vejo com bons olhos uma espécie de união económica nos CPLP ou até uma estratégia conjunta de defesa dos seus vários membros, mas um V Império baseado apenas na língua nunca passará de uma intenção nobre mas utópica porque os países não vêem nenhum benefício em abdicar da sua soberania por este projecto, ao passo que na UE os países vêem na estabilidade e na prosperidade dois grandes atractivos para abdicar de alguma da sua soberania.

      • Luís

        Ao Lusitam

        E alguém perguntou aos portugueses, espanhois, italianos, etc, se queriam pertencer à UE ?, a adesão nem sequer foi referendada !

        Sabe qual é única coisa boa que Portugal pode retirar da UE ? experiência de estar integrado…por enquanto….numa união quase federal. Com essa experiência, podemos evitar os mesmos erros, na formação da estrutura de uma UL, entre elas a desigualdade de peso entre estados.
        No parlamento da UE, existe desigualdade de nº de deputados, e isso pode ser eliminado num hipotético parlamento lusófono, com igual nº deputados para cada estado. Aliás o Brasil não tem o espirito arrogante da Alemanha.

        Os objetivos estratégicos dos estados lusófonos, são absolutamente convergentes, e não só no aspecto cultural, mas tb económico. Veja o nº de empresas portuguesas em Angola, Brasil, Moçambique, etc…A PT agora assinou um contrato com o Timor. O apoio absoluto de Portugal e os demais paises lusófonos à entrada no Conselho Permanente de Segurança da ONU do Brasil, e muito haveria para listar sobre tantos interesses estratégicos, oiça as declarações de Lula da Silva sobre Portugal na entrega de prémio de personalidade do ano EDP Brasil…

        Os apoiantes da UE têm medo, que Portugal tenha capacidade de seguir a sua própria via. A cobardia e o conformismo infelizmente, tem levado ao descrédito e ao abismo do país

        • Lusitan

          É que eu nem sequer me referia aos povos… referia-me aos estrategas e políticos dos diversos países. Está a ver o MPLA a abdicar do poder em Angola para que Angola perca novamente a sua independência de facto? Ou qualquer outro dos países que lutaram arduamente pela independência do seu país? Acha que estão dispostos a abdicar desse poder? E a CPLP foi referendada?

          Nas Nações Unidas não há desigualdade no número de deputados e os países grandes levam normalmente a deles a avante mesmo em resouluções que não passam pelo Conselho de Segurança. Não é o número de deputados que vai fazer com que o Brasil seja dominante numa União Lusófona. Vai ser o seu poder económico, o seu poder militar e a sua demografia. Em qualquer tipo de eleições democráticas o Brasil terá sempre uma larga vantagem sobre os restantes países. Além de mais uma atribuição igual do número de deputados aos diferentes países seria tão ou mais antidemocrático como o que o meu amigo aponta à UE, na medida que o Brasil tem mais população que todos os outros países juntos. O Brasil não tem o espírito arrogante da Alemanha, nem a Alemanha tem o espírito corrupto do Brasil e de Portugal.

          Os objectivos estratégicos de Portugal são manter-se aliado com a potência naval dominante no Atlântico Norte (EUA), conjugando este facto com um aumento gradual da integração europeia. Desenvolver as relações com os países da CPLP para manter uma certa predominancia nas questões diplomáticas da UE com África e com o Brasil, e para também poder manter alguma influência em África. E também aproveitar o facto de estar na UE para ganhar alguma influência dentro da CPLP.
          Em questões de economia a estratégia passa por criar um cluster marítimo em Portugal, aumentar a exploração de minerais do fundo marítimo da ZEE, aumentar as exportações (aproveitando as relações com os países da CPLP, mas não só) e atrair investimento e empresas com elevado grau tecnológico para o nosso país.
          Os pontos que o meu amigo referiu não são estratégias nacionais, são estratégias empresariais, ou questões pontuais. A estratégia do Brasil é criar uma classe média forte com capacidade de compra, atrair investimento estrangeiro (através de Portugal pq está na UE), adquirir tecnologia de ponta, ganhar predominância na América do Sul, tanto política como económica, e só mais tarde militar. A nível militar pretende-se criar uma marinha capaz de controlar o Atlântico Sul e interditar o seu acesso se necessário.
          Nem sequer vou começar a falar nas estratégias dos países africanos que são de índole muito mais regional.

          Eu sou apoiante da UE e da CPLP enquanto complemento. Tal como sou apoiante da Nato e da criação dos Battlegoups Europeus como complementos. Porque assim Portugal vai lucrando enquanto membro de várias organizações. A mais recente vitória desta política foi a obtenção duma cadeira no Conselho de Segurança graças aos votos dos países africanos, sul-americanos e europeus. A saída da UE para abraçar um projecto de integração com países com graus de desenvolvimento, demografias e tamnahos completamente díspares seria um erro fulcral no futuro de Portugal e do próprio Brasil.

          • Luís

            O poder do Brasil na cena mundial, só beneficiaria o poder da lusofonia, e de uma hipotética União Lusófona. O mesmo posso desejar para Angola para o continente africano e quem sabe um dia ser tb um emergente mundial.

            Como é antidemocrático se for consagrado a igualdade representativa para todos estados, num hipotético parlamento lusófono ???? Seria essa uma das regras, para evitar ascendente de uns sobre outros, todos estados se sentiriam iguais em poder. É antidemocrático é como existe atualmente no parlamento europeu ! A experiência de Portugal na UE, seria decisiva para elaboração uma estrutura da União Lusófona, para evitar os mesmo erros.

            Nem a Alemanha tem o espírito universalista, diplomático, diálogo inter cultural como Portugal e Brasil

            A economia é o cimento de qualquer estratégia nacional logo não podem aliar-se do mundo empresarial, e vice versa, e
            esses casos “pontuais”, “apenas” estão dando um enorme contributo para a solidez na CPLP, a estratégia nacional tb passa por aí, as sementes para uma economia lusófona à escala mundial, e daí como bases de expansão para os seus continentes.

            O mar que durante desde de 1986 foi quase votado ao abandono, com toda culpa da desastrosa estratégia virada para CEE/UE, embriagados com tuneladas Ecus / Euros que nos entravam pela porta dentro. E foi essa a principal razão para termos à CEE, pois caso contrário …duvido que seguissemos a opção europeia. A própria CEE/UE não era,e nem é,muito vocacionada para questões maritimas, pois maior parte dos seus membros são continentais.

            Portugal pode ter um papel importante na CPLP, estando tanto fora ou dentro da UE, pois está geograficamente continente europeu, e bastaria ter relações parceiras e estreitas em multiplos acordos com a UE, e ter uma grande capacidade empreendedora e atrevida.

            Portanto eu defendo precisamente o inverso da situação atual: construção e integração numa União Lusófona, e de uma cidadania lusófona (não sou monárquico, mas foi nesse sentido que D. Duarte pediu a dupla nacionalidade timorense), e a relação da UE apenas como complemento.

            • Lusitan

              Vamos lá ver se nos entendemos… o poder da lusofonia deriva do poder do Brasil. A lusofonia está hoje me dia em expansão porque o Brasil está na mó de cima.

              É antidemocrático porque um sistema democrático tem de representar a vontade do povo. Ora se a maioria do povo lusófono é brasileiro e se eles têm os mesmo votos que 10 milhões de portugueses ou que 1 milhão de timorenses, acha que isso é um sistema representativo da vontade do povo? Imagine que você tinha um sistema em Portugal em que cada região tinha apenas um assento parlamentar, acha que havia uma representação justa do povo português, quando metade dos portugueses vivem nas zonas circundantes de Lisboa e Porto?

              O que você chama de espírito universalista eu chamo de sonho decrépito imperialista! Porque razão é que ainda hoje o sebastianismo está tão implementado na mente dos portugueses? O nosso desígnio nacional estagnou no tempo. Ainda hoje olhamos para o velho império com saudades em vez de (como o fizeram outros países europeus) modernizar o nosso país. Universalista é o espírito empresarial alemão e a construção de um país baseado no mérito e na justiça social. Eu, como português, tenho mais em comum com um alemão do que com um angolano ou um timorense (sem qualquer tipo de implicação racial). Desde o sistema social até à forma como o meu pensamento é processado é mais parecido com o de um alemão ou de qualquer outro país europeu ocidental do que com um moçambicano. São culturas diferentes cujo ponto de encontro é a lusofonia, enquanto na Europa estamos perante culturas semelhantes cujo ponto de distanciamento é a língua.

              Concordo que a economia é uma peça fulcral na estratégia de um país. No entanto a estratégia de uma empresa pode não ser convergente com a do país em que tem a sua base. Não se esqueça que as empresas de que fala estão desviar fundos que recebem em Portugal para investir noutros países. Este dinheiro é dinheiro que não é investido em Portugal e que não cria emprego em Portugal e que também não pode ser taxado em Portugal. A estratégia da PT não coincide com a estratégia de Portugal de trazer investimento para Portugal.

              O mar já foi votado ao abandono à séculos. Não foi a UE que fez com que se deixasse de fazer ciência marítima em Portugal. E que estagnou o desenvolvimento de novos tipos de barcos desde o tempo das naus. E que abdicou da exploração marítima. E que deixou de investir em infrastruturas e meios navais de qualidade. Está na hora de aceitarmos as nossas culpas e de deixarmos de sacodir a água do capote.

              Portugal é um mero intermediário nas relações do Brasil com a UE, não ver isso é fanatismo ideológico. E enquanto nós nos mantivermos na UE, as parcerias com o Brasil podem crescer, e enquanto formos membros da CPLP e mantivermos boas relações com o Brasil o nosso estatuto na UE ganha relevo. A UE e a CPLP como estão neste momento são extremamente vantajosas para Portugal. Portugal serve como porta de entrada dos produtos da CPLP na UE e ganha estatuto dentro da UE sempre que existem negociações com os países africanos ou o Brasil. A partir do momento que Portugal saia da UE deixa de ter qualquer força dentro da CPLP porque perde a sua grande vantagem em relação aos restantes países que é estar dentro do maior bloco económico do planeta.

              • Luís

                No caso do Brasil, este não precisa de intermediários para o diálogo com UE, e Portugal é perfeitamente dispensável para tal,pois tem pouco peso politico e económico. A vantagem de Portugal na CPLP como membro da UE é muito relativa.

                Veja só o “grande” estatuto que a UE nos deu, quando foi atribuído cargos de relacionamento com África e América Latina. A UE “manda às ortigas” ligações históricas ou linguisticas, pois prefere países membros com mais peso económico e politico.

                A grande vantagem de Portugal para CPLP, ou uma hipotética União Lusófona, é sua geografia, como fosse uma porta de entrada de exportações e importações, a instalação de empresas . Possui boas ligações terrestres à Espanha e daí à Europa (por isso sou a favor do TGV e do novo aeroporto).Portugal tb pode contribuir para troca de conhecimento científico e tecnológico

                Sem falar do argumento da língua, histórico e cultural.

                • Lusitan

                  De que é que serve a posição geográfica se não estiver dentro do mercado comum? Pra isso existem portos mais bem centrados na Europa e com melhores condições que Portugal. Portugal foi sempre um interlocutor priveligiado no diálogo entre a UE e África e entre a UE e o Brasil. Veja-se o exemplo das cimeiras UE-África. Já pra não falar que sempre que ocorre um conflito em África em que a UE tente mediar ou intervir a própria UE vem pedir conselhos aos diplomatas e militares portugueses. O mesmo acontece em relação ao Brasil em questões diplomáticas. A UE sabe aproveitar os pontos fortes de cada país e as suas relações históricas e diplomáticas por forma a ganhar poder no mundo. Acontece com a França e África, a Espanha e a América Latina, Portugal com África e a América Latina, a Alemanha e a Austria e os Balcãs. Só não acontece com o Reino Unido, porque o Reino Unido sempre foi contra a evolução da UE.

                  O que é quer dizer com cargos de relacionamento? A UE ainda não tem cargos com poder efectivo de diplomacia. Quer o quê? Um gabinetezinho pra um dos boys que muitas vezes são uns absolutos incapazes e o qual só serve pra ganhar um ordenado luxuoso sem ter de fazer absolutamente nada?

                • Otus scops

                  Luis

                  “No caso do Brasil, este não precisa de intermediários para o diálogo com UE, e Portugal é perfeitamente dispensável para tal,pois tem pouco peso politico e económico”
                  então para que serve Portugal na sua adorada União Lusófona???
                  sempre com menosprezo para Portugal e elogios ao Brasil…

                  “Veja só o “grande” estatuto que a UE nos deu, quando foi atribuído cargos de relacionamento com África e América Latina”
                  os cargos são rotativos. sou daqueles que vê como uma oportunidade as novas embaixadas de representação da UE atribuídas a Portugal,são países com potencial para expandirmos negócios onde não temos presença. resta saber se os mandriões e medíocres que estão acomodados nas embaixadas “tradicionais” e o Tio Basílio Horta mais o ICEP “arregaçam as mangas” e não mandam eles esta oportunidade às urtigas…
                  aliás, essa ideia (já defendida pelo CP também) é uma forma subconsciente de colonialismo ou saudosismo imperial, ao considerar os PALOP exclusivo dos portugueses.
                  Luis, não se preocupe, (pelo menos) em Angola praticamente nenhuma empresa funciona sem portugueses, nem as empresas chinesas!

                  “… sou a favor do TGV e do novo aeroporto…” também eu, mais linhas de metro, recuperar as linhas de comboio desactivadas, alem do mais, um porta-aviões, mais 4 submarinos, mais fragatas, corvetas (adoro as Visby), pleno emprego, reformas asseguradas, mais apoios do estado às pessoas, empresas, escolas, universidades, mais apoio à produção de energias renováveis, etc…

            • Otus scops

              Lusitan

              “Eu, como português, tenho mais em comum com um alemão do que com um angolano ou um timorense (sem qualquer tipo de implicação racial). Desde o sistema social até à forma como o meu pensamento é processado é mais parecido com o de um alemão ou de qualquer outro país europeu ocidental do que com um moçambicano. São culturas diferentes cujo ponto de encontro é a lusofonia, enquanto na Europa estamos perante culturas semelhantes cujo ponto de distanciamento é a língua.”
              esta ideia é enciclopédica, adorei! e concordo…

      • Otus scops

        para o o Lusitan e Luis

        Lusitan
        bem terminado.
        gostava de comentar, em jeito de provocação, que a Lusofonia aqui pelo Quintus é 90% entre Portugal e Brasil (e quase sempre sobre cedências por parte de Portugal como uma inevitabilidade devido ao gigantismo do Brasil) e que os restantes são uma espécie de lápis de cera para colorir o Mapa-Mundi com países onde a língua oficial é o português…
        diz muito da estratégia e das ideias desta foram de Lusofonia.

        Luis
        “E alguém perguntou aos portugueses, espanhois, italianos, etc, se queriam pertencer à UE ?, a adesão nem sequer foi referendada !” foi bem visto e concordo. mas não me parece que tivesse havido um movimento geral de contestação, bem pelo contrário, havia muita vontade de integrar a então C.E.E..

        quanto à arrogância da Alemanha não me parece que seja assim tão arrogante, visto que tem razão em muitas coisas.
        e quem nos garante que o Brasil não se tornaria igual ou pior?
        comparar países nem sempre é justo, mas estar ligado à Alemanha também tem vantagens, pelo menos não há a Favela do Brasileiro em Berlim a ser conquistada pela Bundespolizei (como US Army no Monte Suribachi). 😀

        “Os objetivos estratégicos dos estados lusófonos, são absolutamente convergentes” pode dar-nos exemplos??? se o meu país não tem objectivos como poderá isso lá ser???

        “Os apoiantes da UE têm medo, que Portugal tenha capacidade de seguir a sua própria via.” não acho que haja medo, mas sim prudência e pragmatismo: a UE é o melhor bloco geopolítico do mundo neste momento (apesar de não ser perfeito e ter que ser melhorado), sair seria burrice. sou adepto da manutenção de Portugal na UE mas que diversifique as alternativas estratégicas, começando pela mais óbvia: a CPLP. depois podemos aprofundar o resto da América Latina (a Argentina para mim é um mistério: porque será que a nossa diplomacia me agentes económicos não se atiram “de cabeça” para este país), temos a Ásia para redescobrir, Austrália e Nova Zelândia, muito mais África. depois a Lua e Marte…

  2. Luís

    Otus

    Desde 1986, Portugal esgotou-se por enquanto na UE, pois é tem um vinculo completamente integrativo, quase como fosse um estado de uma UE federal, e que muitos defendem (talvez tb o Otus….).

    Mas porque não (em vez sermos membros integrados) termos apenas ao nível de parceria, através de múltiplos acordos ? A Noruega e a Suiça têm esse tipo de relação com UE.
    Precisamente por estarmos completamente “enterrados” na UE, não aprofundamos mais o relacionamento com CPLP, a caminho de uma efetiva integração.

    Se optarmos pela via lusófona, daria a Portugal e restantes países, maior força politica e diplomática, e daí, retirar inúmeros dividendos económicos, sociais, e culturais.

    • Lusitan

      A Noruega e a Suiça não têm acesso aos fundos de desenvolvimento europeus, portanto nem vale a pena comparar esse tipo de parcerias com a integração na UE.

    • Otus scops

      Luis

      já falámos sobre estes países.
      a Noruega, Suíça (e antigamente a Islândia) vivem em contextos económicos singulares. estes países podem dar-se ao luxo de não pertencerem à UE. os Helvéticos estão a pensar seriamente em aderir, porque entretanto o mundo mudou e as antigas receitas económicas e estratégicas já não resultam como antigamente. a Noruega um dia terá que ingressar na UE, enquanto viver do binómio petróleo/sem corrupção poderá fazer o que quiser. quanto à Islândia é o melhor exemplo que se pode ter, até à pouco tempo mantinha-se altivamente independente mas com a grave crise que está a viver converteu-se e pediu ajuda à Santa UE!
      dar como exemplos estes países é dizer que as amostras na zona do desvio padrão é que são a média…

  3. Otus scops

    para o Luis:

    “Empréstimo do Brasil seria sempre melhor que do FMI”

    Crise. Na sua mensagem de 1º de Dezembro, D. Duarte lançou a ideia de uma Confede-ração de Estados Lusófonos, para servir de rede ao falhanço do projecto europeu. Ao DN, advoga que o Brasil pode vir a desempenhar na CPLP o papel que, hoje, a da Alemanha tem na UE

    Na sua mensagem de 1º de Dezembro defendeu a ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos. A CPLP pode ser aprofundada?

    A CPLP deveria começar a evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos, que não é uma alternativa às alianças regionais (Mercosul, UE ou União Africana), mas um complemento – que, no caso de Portugal, iria conferir-nos uma posição muito mais forte dentro da UE, como a Inglaterra tem vantagens por causa da Common- wealth. Como se sabe, Isabel II [de Inglaterra] é rainha de mais uma dúzia de países: Austrália, Nova Zelândia, Canadá, várias ilhas nas Caraíbas e alguns Estados do Pacífico. Mas a Commonwealth não é só a chefia do Estado; é toda uma solidariedade entre esses países. Não sabemos o futuro. E pode acontecer – espero que não! – que as coisas corram muito mal na UE. Nesse caso, é bom termos uma alternativa.

    E quais seriam as vantagens dessa confederação?

    Há uma diferença muito importante entre a Confederação dos Países Lusófonos e a União Europeia. A UE tem uma certa unidade cultural – enquanto assumirmos que é, como diz o Papa Bento XVI, uma mistura entre a espiritualidade judaica, a lógica grega e o sentido de organização romano -, mas baseia-se sobretudo em interesses, enquanto a lusofonia é uma questão de afectividades. Apesar de todas as divergências e das guerras de independência, mantém-se uma afectividade e uma identidade cultural muito fortes. O que é que distingue um timorense de um indonésio? Aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia. É também o que distingue um angolano de um zairense ou um moçambicano de um sul-africano.

    E como imagina essa confederação, pois não existe uma monarca comum como na Commonwealth?

    Claro que a Commonwealth tem essa grande vantagem de ter uma rainha que é o Chefe do Estado de todos os países, mas isso não é indispensável. Uma união de repúblicas independentes pode muito bem criar uma série de organismos que preparem o caminho para uma confederação. Há vários exemplos. A própria UE, no meu entender, devia ser uma confederação e nunca uma federação. Muitos dos fundadores da UE diziam que o modelo para a Europa do futuro devia ser a antiga Confederação Suíça, em que as diferenças eram respeitadas. Infelizmente, estão a tentar uniformizar tudo e a extingir as diferenças, a começar pela moeda comum, que, como era de prever, provocou aos pequenos países um desastre económico.

    Há alguma resistência ao Brasil como a potência dominante na CPLP.

    Cada um dos grandes países tem um contributo importante a dar. Angola poderá vir a ser, em breve, uma grande potência económica – e tem todas as condições para ser um Brasil em África, desde que consiga resolver os problemas de adaptação à democracia e garanta uma administração que funcione melhor. Portugal tem inegavelmente capacidades enormes do ponto de vista cultural e científico. Mas é óbvio que o Brasil tem a dimensão, o sucesso económico e o desenvolvimento humano que lhe permitirão ser a locomotiva e um grande esteio da confederação. Se o Brasil tem um potencial económico muito grande isso é benéfico para todos os outros membros. Neste momento, na UE, estamos todos pendurados na Alemanha. Os alemães estão fartos e dizem que já não estão para aturar os países que se governaram mal e, daqui a pouco, deixam-nos cair.

    Na sua mensagem, sugere mes- mo que “muito nos beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo em melhores condições do que com o FMI ou a Europa”. O Brasil poderia ser a nova Alemanha?

    O Brasil tem capacidade para ser o motor do desenvolvimento económico de todos os países lusófonos. Veja-se esta curiosidade: o Estado de Minas Gerais, que é o terceiro mais importante do Brasil, só por si seria um país mais importante do que a Argentina, o Chile ou a Venezuela.

    E que vantagens teria o Brasil, já representado no G20 e a reclamar um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, com a confederação?

    Um país que atinge certo nível de desenvolvimento económico começa a ter também interesses geo-estratégicos. Assim como os EUA estão muito interessados no que se passa no resto do mundo e têm a sua área de influência, o Brasil também estaria interessado em ter uma presença na Europa que lhe pode ser benéfica, do ponto de vista económico e também político, e uma presença em África aparentemente menos interessante, mas com futuro – e, já hoje, o Brasil investe muito em Angola.

    Um conjunto de países unidos pela mesma língua teria hipóteses de aumentar a área de influência?

    Neste momento, já há interesse da Guiné Equatorial (julgo que tenho alguma culpa na vontade manifestada pelo seu Governo em aderir à CPLP); das ilhas Maurícias, porque se querem associar a Moçambique; e do Senegal, que queria entrar só como observador.

    E a Galiza.

    A Galiza gostava de ser considerada uma região (não um Estado) dentro da CPLP. O Governo português fica sempre muito preocupado, não vá eventualmente ofender Madrid. Mas isso não faz sentido. Em primeiro lugar, porque os galegos é que têm de decidir. Depois, porque os castelhanos também nunca se preocuparam em não ofender a nossa sensibilidade quando os interesses deles estão em jogo, nomeadamente quando começaram a ensinar espanhol em Angola.

    Ontem anunciou que pediu a nacionalidade timorense. Porquê?

    Primeiro, a minha pátria é a língua portuguesa – e gostava de ter uma ligação com o mais recente país de língua portuguesa. Mas sobretudo devido à ligação que todos conhecem e que tenho mantido com Timor-Leste.

    p.s. – o CP e o Luís devem ter arranjado emprego como consultores deste protótipo de rei… 😀

    • Odin

      Dom Duarte Pio de Bragança já pediu a nacionalidade timorense. Ao i, abre a porta a pedir ainda a nacionalidade brasileira.

      http://www.ionline.pt/conteudo/92853-brasil-quer-apoiar-portugal-na-crise-da-divida-com-melhores-condicoes-que-o-fmi

      Se sua alteza quer a cidadania brasileira, então Portugal deverá dar a cidadania portuguesa aos nossos príncipes herdeiros! Lei da reciprocidade! 😀

      http://www.monarquia.org.br/NOVO/AfamiliaImperial/index.html

      E não pense em reivindicar o trono brasileiro, só o D. João Henrique é digno.

      Brincadeira minha! 😀 D.Duarte, seja bem vindo ao Brasil, não tenho nada contra a pessoa de sua alteza, mas até no caso do D. João Henrique foi brincadeira minha, o Brasil deve ser uma República sim, seja presidencialista, semi-presidencialista ou parlamentarista. Mas República. E Portugal não tem obrigação de fazer nada aos príncipes brasileiros. Mas mesmo assim, seja bem-vindo ao Brasil como cidadão.

      • Otus scops

        um dos motivos que me faz ser convictamente republicano é Duarte Pio: sempre que me aparece à frente mostra que a monarquia é algo obsoleto e pernicioso.

      • Odin

        Otus Scops

        A Monarquia é bonita. Em países de história muito antiga, como a Inglaterra, a Espanha, a Dinamarca, a Suécia, a Noruega… fica bonito ao país ter um rei ou uma rainha chefiando o Estado. Dá um ar de “conto de fadas” ao país. A França e a Áustria seriam mais belas se fossem monarquias. Portugal também. Agora, apesar de bonita, a monarquia é algo ultrapassado. Não faz sentido no mundo de hoje uma pessoa ter o direito ao trono por nascimento, uma família comandar o Estado. O Estado e o governo devem ser comandados por quem tem mérito. Como sou favorável a transição para a democracia direta, o sistema republicano presidencialista é o que melhor se encaixa para aproximar mais o governo do povo. Mas o semi-presidencialista pode também contribuir, é só o primeiro ministro passar a ser eleito por voto direto, tal como o presidente já é. Mas um chefe de Estado vitalício e hereditário contradiz a igualdade de direitos entre os cidadãos. Vitalício até pode ser se tiver mérito para isso. A proposta do Clavis Prophetarum de monarquia eletiva. Mas se fizer asneira, cede o posto à outro que mereça mais. O Poder Executivo tem que ser uma meritocracia. Só devia ser presidente, primeiro ministro, ministro e secretário de Estado quem realmente tiver capacidade intelectual e idoneidade moral para tal. O mesmo vale para o poder judiciário e ministério público. Já o poder de legislar pode ser mais democrático, ter mais participação popular. Os cidadãos devem aprender a ser mais responsáveis pelos seus países. Agora o Dom Duarte de Bragança ser rei de Portugal e o Dom Luiz de Bragança ser imperador do Brasil, me dá até medo das trapalhadas que possam acontecer. Repito, nada contra a pessoa do Duarte Pio, mas é evidente que ele não tem maturidade para ser rei. O melhor para o Brasil e para Portugal, é serem Repúblicas mesmo. A dinastia de Bragança vai atrapalhar a União Lusófona ao invés de ajudar, se subir ao trono.

        • Otus scops

          “A proposta do Clavis Prophetarum de monarquia eletiva. Mas se fizer asneira, cede o posto à outro que mereça mais.” isso tem um nome chama-se republica!
          tivemos a Casa Socialista Maçónica agora reina a Casa Social-Democrata Opus Dei

          😀

    • Odin

      Mas confesso que fico curioso. Como seria se os países se juntassem numa confederação? Nem que fosse só Portugal, Cabo Verde e Brasil.(Ou se a Galiza se separasse da Espanha e optasse por participar da Confederação). Como seríamos visto pelas demais nações? Outros seguiriam o nosso exemplo? E se a moda pega?

      • Luís

        Odin

        Já existe um exemplo : a tua defendida UE ! começou por inicialmente por 3 países, a Holanda, Bélgica, França e Luxemburgo, nos finais dos anos 50, e a desde daí é o que é hoje: uma quase uma confederação de estados.

        Bastava pelo menos Portugal e o Brasil iniciarem um processo de união, que os outros todos iriam atrás, e certamente seria um processo bem mais rápido, do que aconteceu com CEE / UE

      • Odin

        Luís
        1º – vou ser bem claro porque sou defensor da UE, mas tenho a sensação que vai ser fragmentada, ou vai sair muito fortalecida. Nós (os cidadãos comuns) na América Latina queremos sair debaixo da hegemonia dos Estados Unidos. Um sentimento parecido com que os do Leste Europeu têm com a Rússia. A China desbancar os EUA não é agradável. Nada contra povos de raça amarela. Nada a ver com raça. É por causa do regime que controla a China. Não é democrático e não respeita os direitos humanos. Já a UE é formada por países solidamente democráticos, Estados tradicionalmente sociais, era o bloco ideal para desbancar os EUA do posto de 1ª potência econômica mundial. E daria mais espaço para tirar países como o Brasil da condição de subordinados, como já acontece agora. Mas se não é possível, paciência. Veremos o que pode ser feito no futuro a respeito da China. A tecnologia da Europa ainda é melhor do que a da China em qualidade. Até a tecnologia da Rússia ainda é melhor. Até entendo muitos de vocês por hostilizarem o eixo Franco-Alemão. Mas para nós aqui do outro lado, um mundo multipolar é melhor do que uma única superpotência comandando tudo.
        2 º – Se a maioria dos portugueses quiser a saída da UE, a decisão é vossa. Quem vai ficar sem os € € € € € € € € € da tia Alemanha… são vocês! Se você acha que os € não fazem falta, tudo bem. Nem precisamos discutir isso. Vão em frente e façam o que quiserem! Peçam empréstimo ao BNDES e reconstruam a vossa indústria, a vossa agricultura e a vossa pesca! Porque com o FMI, vocês vão sofrer!
        3 º – Se o Brasil e Portugal derem início ao processo, os outros virão com o tempo. Mas, não seria tão rápido assim. Iam observar se entre Brasil é Portugal estaria sendo bem sucedido. E só podem ser mesmo o Brasil e Portugal para darem empuxo a conversão da CPLP em Confederação. Acredito que o 3 º a ingressar seria o Cabo Verde. Muitos brasileiros se opõem ferrenhamente tal união, mas porque não entendem que o Brasil não seria mais dominado, que o contexto geopolítico agora é outro. Já que o Brasil não vai ser dominado, sendo assim, viva a União dos Países de Língua e Ortografia Portuguesa! Mais mercados para nós. 😉

        • Otus scops

          Odin

          “Se a maioria dos portugueses quiser a saída da UE, a decisão é vossa. Quem vai ficar sem os € € € € € € € € € da tia Alemanha… são vocês! Se você acha que os € não fazem falta, tudo bem. Nem precisamos discutir isso”
          sei que há muitos portugueses que pensam assim e provavelmente a maioria dos cidadãos do mundo que não pertencem à UE. mas a UE é muito mais que dinheiro é uma experiência de vida me civilizacional fantástica e pioneira como já o tenho escrito. implica entre os estados de deveres e obrigações e não apenas direitos e benesses. já o disse aqui também que Portugal também contribui para o orçamento da UE, não é apenas beneficiário.

          “… com o FMI, vocês vão sofrer!” talvez seja verdade. o que me parece é essa gente vai trazer “receitas” e soluções velhas que são muito boas para alguns e más para a maioria…

        • Odin

          Otus Scops

          Sim. Portugal não está na UE a troco de nada. Também contribui com a UE. E a idéia da moeda única européia foi fantástica. No contexto europeu ocidental, sim. Moeda única para CPLP, em menos de 20 anos, vai ser um desastre completo. Mas elementos das sociedades dos países em crise financeira não tiveram sabedoria para aproveitar. Qualquer português que viaje para outros países da Eurozona, que tenha negócios ou ligações comerciais de uma forma geral, sabe que como Euro facilita a vida. Você que é nortenho (presumo que seja minhoto), ao visitar a Galiza, não tem que trocar escudos por pesetas. Euros valem tanto aí como lá. Nós não temos o mesmo conforto em relação aos países da América do Sul, nossos vizinhos. Tudo bem, errar é humano. O Sócrates e outros políticos erraram. Noutros países europeus políticos também erraram. Mas ingratidão tem limite. Portugal antes da UE era um país norte-africano quanto ao desenvolvimento sócio-econômico. Hoje, é um país da Europa Ocidental quanto ao desenvolvimento sócio-econômico. Quem dera se o Brasil tivesse uma “UE” para lhe dar subsídios para o seu desenvolvimento?! De repente, os líderes portugueses só precisam falar mais grosso com os europeus do norte. Sim! Qual é o problema de dar de dedo nas caras dos alemães e dos franceses? Se impor para defender os seus interesses? Exigir mais desvalorização do Euro? Falar que quer a sua pesca, a sua agricultura e a sua indústria de volta?

          • Precisam, claro. Mas não estão habituados (depois de décadas de mão estendida perderam todo o orgulho nacional, e como eles, muitos de nós).
            O Euro não foi nunca adequado aos interesses nacionais portugueses: induziu uma falsa sensação de riqueza que levou ao crédito crónico e ao fenómeno da Dívida e da subordinação bacoca aos interesses da senhora Merkel.
            Sacrificámos uma parte essencial da nossa Soberania, sem qualquer referendo e perdemos um instrumento crucial para responder à guerra cambial que hoje assola o mundo.
            Seria complicado e doloroso sair hoje do Euro? Sem dúvida.
            Seria preferível sairmos pelo nosso pé e de forma controlada a esperar que ele estoure por si ou que dele sejamos expulsos? Sim.

        • Odin

          Mas por outro lado, a Alemanha e a França, se não podem se impor aos BRIC que elevem o nível de vida dos seus habitantes, então impõem aos mais fracos da UE que baixem o nível de vida dos seus habitantes… reconheço que é revoltante. 😦

          http://economico.sapo.pt/noticias/berlim-e-paris-forcam-reformas-nos-paises-perifericos_106525.html

          • Otus scops

            Odin

            “Alemanha e a França, se não podem se impor aos BRIC” que raio de ideia esta…

            “impõem aos mais fracos da UE que baixem o nível de vida dos seus habitantes” vejamos, “eles” contribuíram durante anos para que “os fracos” reduzissem as suas deficiências e o que aconteceu??? muitos desvios de dinheiro, corrupção e bastantes políticas erradas – legitimadas pelos eleitores-clientes. agora temos que por ordem nisto senão até “eles” ficam pobres. se quiseres discutir A FORMA como as coisas estão a ser feitas tudo bem, mas não fazer nada é o desastre.

            “O problema não é só os défices, também há fraquezas estruturais nas nossas economias [da zona euro] que temos de resolver”, disse Angela Merkel, a chanceler alemã à margem da cimeira bilateral na cidade de Friburgo na Alemanha. Os dois países estão “determinados a colocá-las [essas fragilidades] na mesa” para “superar as diferenças de competitividade. Isto não é uma questão para a próxima [cimeira na] sexta-feira mas para o futuro”, explicou”

            este parágrafo resume razoavelmente o panorama geral. esta coisa de que uns são uns coitadinhos e os outros são os maus poderosos é coisa que comigo não pega – não há inocentes no meio disto tudo, acredita!

  4. Otus scops

    esqueci-me do link:
    http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1724964

    Diário de Notícias de hoje

  5. Odin

    Vamos lá mais uma vez na imaginária oposição UE x CPLP (que só existe na mente de alguns portugueses, pois na vida real não existe nenhuma oposição, e Portugal pode fazer parte de ambas tranquilamente).

    Eu, que sou brasileiro e vivo no Brasil, me coloco aqui como “advogado” da União Européia apesar de não ser contra a CPLP e também não sou contra a uma aliança mundial lusófona.
    Somos uma só espécie dividida em raças e etnias, com vários idiomas e dialetos, e estamos num mesmo planeta. Então, a cooperação e a amizade entre os povos é o melhor caminho para todos. Apesar de que muitos insistem e preferir o caminho da competição e rivalidade.

    A Europa, cujo legado cultural remonta a Grécia antiga, Roma… nações que estão se relacionando entre si à séculos. Por que diabos as nações européias não podem tentar vencer a crise financeira juntas? Por que a solução só pode ser desfazer ou sair da UE? Antes da era dos descobrimentos, quem eram os “irmãos” dos portugueses? Não eram as nações cristãs da Europa? Não eram não? Não foi a dinastia de Borgonha, de origem Franco-Germânica que fez o Condado Portucalense se tornar independente? Se tornar um reino? Antes do período imperial romano, a região não era habitada por celtas, tal como a França, a Bélgica, a Inglaterra, Escócia, Gales, Irlanda, Suíça, Áustria, sul da Alemanha e norte da Itália? Não havia também alguns povoados helênicos, como Marselha, no litoral da Europa Ocidental? Não tinham os celtas parentesco com os nórdicos ou germânicos e também romanos (indo-europeus)? Boa parte do oeste e o sul da Europa não fizeram parte do Império de Roma? Não há evidente presença de palavras do grego e do latim nos idiomas europeus hodiernos? Não sofreram quase todas invasão dos povos “bárbaros”? As nações européias não passaram todas pelo Feudalismo? Não combateram o Islão como inimigo comum durante a época das cruzadas? Não participaram do Renascimento, que começou na Itália? Que raio de idéia é essa de que Portugal tem que deixar a UE para formar uma união idêntica com os países da CPLP? Ponham os pés no chão! Os outros europeus são sim culturalmente seus irmãos. Principalmente os de línguas neolatinas e que têm muitas palavras do Latim e seus vocabulários (inglês, por exemplo).

    A maioria dos brasileiros que têm conhecimento do assunto não quer uma união idêntica à UE entre países de língua portuguesa. A maioria daqui acha que o Brasil é capaz de se tornar grande potência só. Mas a classe exportadora e importadora se interessa em solidificar laços comerciais com a UE e com os Palop, sobretudo Angola e Moçambique, além da África do Sul, Nigéria… e a idéia de um triângulo de intermediação comercial Portugal-Brasil-Angola é muito boa. Portugal pode ser a porta de entrada dos produtos e investimentos brasileiros na Europa e Angola ser a porta de entrada na África. E o Brasil pode ser a porta de entrada dos produtos e investimentos portugueses e angolanos na América Latina, por exemplo. Sim, um acordo comercial e de investimentos mútuos é coerente e interessante. Acordos de cooperação também.
    Se Portugal sair da UE, vai ser mais compensador ao Brasil negociar diretamente com Bruxelas ou outro país membro, ou em inglês, ou em francês, ou em espanhol, ou em italiano ou em alemão, pois os profissionais na área de comércio internacional são capazes de ser poliglotas. Mas, o ideal é que Portugal fique na UE e seja o intermediário entre a UE e o Brasil. É preferível. Assim como para Portugal é interessante ter aliança militar com os EUA, é lógico, para o Brasil é interessante ter uma aliança militar com a França e outros países europeus também. O Brasil precisa da tecnologia de ponta dos europeus. Até para o seu programa espacial. Será que a Alemanha de Merkel é tão impiedosa assim? E Angela Merkel não vai ser chanceler para sempre. Pode surgir um novo chanceler mais tolerante com os países em crise. Jamais a CPLP deve substituir a UE e o MERCOSUL, a UNASUL, a NATO (OTAN)… a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa deve ser mais uma porta aberta, mais uma opção no leque. Se os países europeus não suportarem uma moeda única em comum, por que as nações lusófonas independentes vão suportar? Pior ainda! Se o Euro falhar, então é porque compartilhar moeda não é boa idéia. É arriscado. Se Portugal não é capaz de ser membro da UE, pouquíssimos brasileiros vão concordar com a idéia de união com Portugal, a imensa maioria não vai ter fé na capacidade lusa de ser membro de um bloco de nações lusófonas. Não cometam o erro de sair da UE. SE, se acontecer de serem excluídos por decisão dos países centrais, aí é diferente. Mas não tomem a iniciativa de sair, porque vai ser desastroso para a imagem de Portugal.

    • Otus scops

      Odin

      “na imaginária oposição UE x CPLP ”
      falo por mim, não represento nenhum grupo ou ideia dominante – eu não me oponho a nada, oponho-me a quem se opõem. este site é pró-lusofonia, ideia que me seduz, mas por vezes alimenta-se da maledicência para com a UE chegando a ser radical e sectário por defender a saída de Portugal da UE como algo inevitável para realizar uma União Lusófona. por vezes sinto que há por aqui uma incompreensão sobre o que é a Europa, a UE, a nossa história, a nossa identidade e condição civilizacional base. desperdiçar o potencial histórico e não apostar o mais possível na CPLP e em todas as comunidades lusófonas espalhadas um pouco pelo mundo é igualmente tão estúpido como sair da UE
      portanto contra a saída da UE, “marchar, marchar”!!!

      o segundo parágrafo é brilhante: concordo com tudo! a cooperação é sinónimo de inteligência. coopetição é o mundo real, competindo cooperando todos ganham. (eu sei que o mundo não é assim tão cor-de-rosa mas há exemplos assim)

      “A Europa, cujo legado cultural remonta a Grécia antiga, Roma… nações que estão se relacionando entre si à séculos. ”
      a Europa e… TODA A AMÉRICA! (e a Oceânia)
      negar isto é burrice ou ignorância. sabemos que a América está “temperada” de ameríndios e africanos (alguns poucos asiáticos) mas o prato principal são europeus e descendentes e “os cozinheiros” dessa caldeirada cultural são igualmente europeus.
      Odin, não esqueças que a Europa foi o continente onde nos últimos 2500 anos houve mais guerras. o relacionamento entre europeus era mais “a fio de espada”, há ódios e ressentimentos, alguns bem recentes e provavelmente os mais dolorosos que envergonham toda a Humanidade. esta é uma das coisas mais fascinantes que a a C.E.C.A. depois C.E.E. e agora U.E. conseguiram – juntar (não digo unir) aquilo que sempre esteve em guerra, é uma experiência pioneira em termos políticos e civilizacionais. já aqui o disse várias vezes, a UE não é perfeita e deve ser aperfeiçoada, mas temos que respeitar esta aquisição dos europeus – o maior período de paz que alguma vez houve desde a invasão da Pérsia às cidades-estado gregas!!! ao contrário daquilo que se diz por aqui às vezes, a Europa continua a dar cartas, está um passo à frente dos outros, pode não estar a atravessar um bom momento, mas o projecto europeu merece ser apoiado.
      só discordo quando dizes que os outros europeus são irmãos. alguns podem ser, outros primos mas outros são vizinhos do mesmo condomínio. mas lá por não haver “laços de sangue” (metafóricamente falando) não quer dizer que não devamos respeitar na mesma medida os que são da família. quanto à CPLP a relação é mais de pai para filho, agora temos que admitir que “os nossos” filhos” são maiores e vacinados, já não dependem dos pais e estão cheios de força e vigor! 🙂

      “A maioria daqui acha que o Brasil é capaz de se tornar grande potência só.” o tempo o dirá. os ufanismos são um veneno, lá por jorrar petróleo e outras riquezas isso só tem significado se a riqueza for investida para o desenvolvimento da nação e elevar a condição geral do povo. esperemos que sim e que venham ajudar-nos a nós entretanto, não com esmolas, mas com investimento e cooperação. aliás, tantas riquezas nas mãos dos brasileiros é demais, podiam distribui-las pelos portugueses, maia 10 milhões menos 10 milhões que diferença faz… 😀

      “a idéia de um triângulo de intermediação comercial Portugal-Brasil-Angola” este triângulo faz-me lembrar outro muito parecido e bastante sinistro…

      “Se Portugal sair da UE, vai ser mais compensador ao Brasil negociar diretamente com Bruxelas ou outro país membro” bem visto!!!
      “Mas, o ideal é que Portugal fique na UE e seja o intermediário entre a UE e o Brasil.” é isso que tenho dito sempre, Portugal perderia valor se saísse da UE.

      “Assim como para Portugal é interessante ter aliança militar com os EUA, é lógico, para o Brasil é interessante ter uma aliança militar com a França e outros países europeus também.” esquece a guerra. Portugal historicamente e geograficamente NÃO PODE sair da OTAN. é uma inevitabilidade como comer sardinhas e temperar a comida com azeite. não que eu simpatize com a OTAN, acho-a um mal necessário.

      “Se o Euro falhar,” não vai falhar, alguns países é que falharam e os neocons (2001-2009) que rebentaram com a paz e com a economia global puseram a nu as fragilidades da “fortaleza” do €uro, mas a “fortaleza” tem mais panos de muralha no interior.

      “se acontecer de serem excluídos por decisão dos países centrais, aí é diferente. Mas não tomem a iniciativa de sair, porque vai ser desastroso para a imagem de Portugal.” nunca ninguém falou em excluir um membro, a UE baseia-se na solidariedade e cooperação, mas isso não significa complacência. a imagem de Portugal já não está boa mas isso da imagem para mim não interessa nada, o que interessa são factos e realidades. muito do que se diz no exterior sobre Portugal e UE não está correcto.

    • Odin

      Otus Scops

      O termo ‘alguns portugueses’ são os muitos postadores portugueses, homens e mulheres, cujas mensagens eu li aqui no Quintus, no Diário Econômico, no Diário de Notícias e outros medias portugueses. Até o Duque de Bragança que é muito bem informado e astuto declarou publicamente a favor da Confederação Lusófona, é porque muitos, mas muitos portugueses estão levando a hipótese em consideração seriamente. Muitos comentadores, a maioria ‘anónimos’, se manifestam principalmente contra o Sócrates e o Cavaco. Mas quando aparece o Lula declarando que vai se transformar em “super-herói” e fazer o que puder para salvar Portugal, vem os comentadores comovidos, uns querem o Lula governando Portugal (por isso que eu te disse que o Lula ia ser dado de presente aos portugueses), outros dizem querer que Portugal saia imediatamente da UE e do Euro e se torne um novo estado da República Federativa do Brasil, outros dizem que a CPLP deve ser igual à UE, outros dizem que o Lula pode ajudar levando a escumalha daí para o Brasil, as putas, os travestis e os malandros que vivem do Estado sem trabalhar, mais o Sócrates e todos os políticos. Palavras deles. Mas notei que não são poucos os tugas que querem a união da CPLP igual a da UE. Daqui alguns dias, o Sócrates e o Cavaco vão lá na sede do MIL ter com o Renato Epifânio e com o Rui Martins, para dar início a união. 😀 Uns poucos brasileiros postam também a favor da união, mas aparecem muitos trolls (inimigos de Ásgard 😀 ) brasileiros que começam a insultar o povo português, e os trolls portugueses respondem com igual xenofobia e ignorância.
      Vou ser sincero, nunca vi um africano lusófono falar em união lusófona. Por isso eu acho que eles não querem não. E estão a menos de 50 anos independentes também isso tem que ser levado em consideração. O Brasil já está a quase 200 anos independente, e tem muitos descendentes de portugueses aqui, dois detalhes que facilitam a aceitação da união, é uma situação completamente diferente dos Palop. Não sei. Talvez o Cabo Verde queira. Mas um brasileiro ficar remoendo no passado, ficar chorando pelo ouro levado daqui, e não reconhecer que deve-se aproveitar a oportunidade que o potencial da CPLP oferece nos tempos atuais, é muita ingenuidade. É muita falta de visão, falta de raciocinar. Vem o troll e pergunta para que serve a CPLP ao Brasil? 😦

      Agora, deste lado do Atlântico. Vocês quando têm notícias da América Latina, o foco é nos governantes, o que me parece. Não sei se vocês já dialogaram em espanhol com alguns hispânicos da América Latina. Mas os EUA provocaram um sentimento latinista entre os latinos daqui. E falo dos cidadãos médios, não dos donos do poder como Chávez & Cia. O mexicano médio, o cubano médio, o peruano médio, o colombiano médio, o venezuelano médio, o chileno médio… costumam concordar com a união da América Latina incluindo o Brasil. Eles sabem que no Brasil a elite é uma coisa, o brasileiro médio é outra. A elite é imperialista, mas os brasileiros médios em sua maioria são sentimentalmente solidários à América Latina sim. Entre os separatistas Franco-Canadianos do Quebec também há esse sentimento de identificação com a AL. E é igualmente burrice o Brasil não aproveitar para se aproximar de seus vizinhos hispânicos, assim como o caso da CPLP que você citou. A América Latina não faz parte do mundo desenvolvido, mas culturalmente é Ocidente. Fala-se aqui línguas ocidentais, predomina-se religiões ocidentais, hábitos alimentares ocidentais, sistemas de pesos e medidas europeus… somos a parte não-desenvolvida do Ocidente.

      Já na Europa, noto que não há um sentimento latinista entre portugueses, espanhóis, franceses e italianos, e outros.
      Se Portugal é o pai, quem é a mãe das outras nações da CPLP? 😀 Qual é o outro triângulo? O das Bermudas?

      • Otus scops

        ó Deus Nórdico, dás-me cá um trabalho a responder… (no fundo eu gosto 🙂 )

        “Até o Duque de Bragança que é (…) astuto ” discordo, acho-o um pateta vaidoso… um belo representante de valores e posturas atávicas que estão ainda muito presentes no subconsciente dos portugueses.

        não digas mal do molusco, acho que os brasileiros ainda não entenderam o que lhes (de bom) aconteceu. lembro-me da 1ª visita oficial que fez a Portugal e governava a coligação PSD-CDS e o presidente da assembleia, na altura Mota Amaral (um saudosista do estado novo) foi de uma deselegância para com ele (Lula) ao mencionar as diferenças ideológicas entre os dois governos! foi bastante criticado e o Lulinha portou-se como um autêntico cavalheiro. portanto, numa prova de fogo o presidente-operário mostrou sabedoria, saber-estar e nobreza em comparação ao “doutor” aristocrata que se portou como um taberneiro. teremos todos saudades dele.

        “Mas notei que não são poucos os tugas que querem a união da CPLP igual a da UE.” tudo o que cheire a dinheiro fácil, golpada, pouco trabalho e esforço e altos rendimentos o português diz logo que sim… é por isso que estamos sempre no fim da tabela.

        “aparecem muitos trolls (…) brasileiros que começam a insultar o povo português, e os trolls portugueses respondem com igual xenofobia e ignorância.”
        tal como o hidrogénio, esses dois elementos que referistes, são igualmente muito abundantes na Terra… 😀

        “nunca vi um africano lusófono falar em união lusófona. Por isso eu acho que eles não querem não. ” basicamente nem sabem o que é. alguns podem não querer a Lusofonia porque neste momento tem o poder todo e não o querem largar… se Portugal e Brasil iniciarem o processo inevitavelmente irão aderir.

      • Otus scops

        ó Deus Nórdico, dás-me cá um trabalho a responder… (no fundo eu gosto 🙂 )

        “Até o Duque de Bragança que é (…) astuto ” discordo, acho-o um pateta vaidoso… um belo representante de valores e posturas atávicas que estão ainda muito presentes no subconsciente dos portugueses.

        não digas mal do molusco, acho que os brasileiros ainda não entenderam o que lhes (de bom) aconteceu. lembro-me da 1ª visita oficial que fez a Portugal e governava a coligação PSD-CDS e o presidente da assembleia, na altura Mota Amaral (um saudosista do estado novo) foi de uma deselegância para com ele (Lula) ao mencionar as diferenças ideológicas entre os dois governos! foi bastante criticado e o Lulinha portou-se como um autêntico cavalheiro. portanto, numa prova de fogo o presidente-operário mostrou sabedoria, saber-estar e nobreza em comparação ao “doutor” aristocrata que se portou como um taberneiro. teremos todos saudades dele.

        “Mas notei que não são poucos os tugas que querem a união da CPLP igual a da UE.” tudo o que cheire a dinheiro fácil, golpada, pouco trabalho e esforço e altos rendimentos o português diz logo que sim… é por isso que estamos sempre no fim da tabela.

        “aparecem muitos trolls (…) brasileiros que começam a insultar o povo português, e os trolls portugueses respondem com igual xenofobia e ignorância.”
        tal como o hidrogénio, esses dois elementos que referistes, são igualmente muito abundantes na Terra… 😀

        “nunca vi um africano lusófono falar em união lusófona. Por isso eu acho que eles não querem não. ” basicamente nem sabem o que é. alguns podem não querer a Lusofonia porque neste momento tem o poder todo e não o querem largar… se Portugal e Brasil iniciarem o processo inevitavelmente irão aderir.

        “é igualmente burrice o Brasil não aproveitar para se aproximar de seus vizinhos hispânicos, assim como o caso da CPLP que você citou. ” sem dúvida!

        “somos a parte não-desenvolvida do Ocidente. ” não sou tão pessimista, talvez a menos desenvolvida pois existem centros de “ponta” e de vanguarda na A.Latina. o problema são as desigualdades e um certo feudalismo ainda muito presente e que salta à vista. mas já coexistem outras realidades, fortemente urbanizadas e cosmopolitas ao nível dos melhores, na arte, cultura, economia, ciência, investigação, etc…

        “noto que não há um sentimento latinista entre portugueses, espanhóis, franceses e italianos” tens razão, sobretudo entre governantes e empresários.
        quanto aos cidadãos comuns encontramos de tudo, pessoalmente sinto mais apreço pelos italianos do que pelos castelhanos… 🙂

        “Se Portugal é o pai, quem é a mãe das outras nações da CPLP?”
        digamos que é tudo, Pai e Mãe. deixamos a língua, as fronteiras, a organização, as cidades e a arquitectura.

        p.s. – “um brasileiro ficar remoendo no passado, ficar chorando pelo ouro levado daqui,” não tem nada que remoer, isso era parte do Império e foram os colonizadores que deram sentido a esse metal que corria pelos rios fora sem ser aproveitado por ninguém. em troca deixaram muitas coisas boas! realmente há (também) muita gente estúpida aí…

        • Odin

          Então o aristocrata açoriano não gostou do molusco? O Lula conseguiu entender o sotaque micaelense do Mota Amaral? 🙂
          http://inepcia.com/imagens/motaamaral.html
          Diga à sua excelência que um Parlamento não é sítio para se tomar caipirinha, e assim como ele tomou a liberdade de exigir cumprimento de promessas eleitorais do habitante dos oceanos, apenas recomendo (não exijo nada) que ele tenha respeito ao povo dos Açores que o elegeu e não consuma bebidas alcoólicas no Parlamento. É evidência de indisciplina e ausência de compostura. Ele estava lá para defender os interesses de seus eleitores, e não para embriagar-se. 🙂

          Se, por exemplo, nas próximas eleições, o PSD (o equivalente do PSDB brasileiro) vencer as legislativas daí e o Pedro Passos Coelho for o próximo 1º Ministro, seria uma atitude imoral alguém do grupo da esquerda brasileira (qualquer partido brasileiro na verdade) fazer críticas publicamente à pessoa dele. Ele terá sido escolhido pela vontade soberana do povo de Portugal. E quem é de fora, não é adequado se intrometer na opção política de outro povo. Nisso, eu concordo consigo, o sr. Mota do Amaral foi muito ridículo sim. Lamento a minha sinceridade. Mas acredito que é um caso isolado entre os políticos portugueses.
          Já o molusco tem que reagir com elegância mesmo, pois representa o Estado e o povo do Brasil.
          Independente da opinião dos portugueses sobre o Sócrates, ele deve ser sempre muito bem recebido no Brasil, pois é um representante dum povo. Se ele é um mau governante, é entre ele e os portugueses. Os brasileiros não têm nada com isso. Só se ele fizesse algo de ruim ao Brasil, mas como nunca fez, então deve ser sempre respeitado. 😉

        • Otus scops

          Odin

          que site tão engraçado, a rábula foi muito bem feita, por vezes nem distinguia a ficção da realidade!
          😀

          “Lamento a minha sinceridade” porquê??? lá por atacares alguma coisa portuguesa com razão e/ou fundamentada não te retira legitimidade de critica nem estás a atacar ou ofender o povo português. quanto muito podes arriscar a contra-respostas. deita para fora sempre que achares correcto! 😉

          “Mas acredito que é um caso isolado entre os políticos portugueses.” normalmente é, aliás não me lembro de mais nenhuma situação semelhante se as houve.

          “Os brasileiros não têm nada com isso” se entendi o que queres dizer, comento o seguinte: os povos podem e devem manifestar-se, a favor ou contra algum governante estrangeiro que visite o seu país, o que não deve acontecer são governantes de um país imiscuírem-se nos assuntos internos dos outros, sobretudo se o fizerem de forma pública, isso é intolerável.

          só um aparte, o Mota Amaral nessa altura já não era presidente da região autónoma dos Açores.

          • Odin

            “…“Os brasileiros não têm nada com isso” se entendi o que queres dizer, comento o seguinte: os povos podem e devem manifestar-se, a favor ou contra algum governante estrangeiro que visite o seu país, o que não deve acontecer são governantes de um país imiscuírem-se nos assuntos internos dos outros, sobretudo se o fizerem de forma pública, isso é intolerável.”
            >Os povos têm o direito de protestar contra algum visitante estrangeiro se sua ideologia é contra aos princípios da nação.Vamos supor que o Ahmadinejad, que é fundamentalista islâmico, visitasse Portugal ou o Brasil, e defensores dos direitos das mulheres protestassem publicamente contra o machismo islâmico, por exemplo. Ou o Bush visitasse ou Portugal ou o Brasil, e manifestantes contra a guerra fizessem protestos. Agora, o presidente de um parlamento receber um chefe de Estado estrangeiro com ironias, destilando desprezo, fazendo gozações pessoais, é muito diferente. Até poderia ter mencionado divergências ideológicas entre os partidos, mas nada de ataques à pessoa do molusco. O que o Mota Amaral fez, foi expressar desprezo pessoal ao barbudo, e não protestar contra alguma atitude do governo brasileiro. É completamente diferente. 🙂
            Pior do que o Berlusconi quando foi uma vez grosseiro com o Zapatero, por exemplo.

            “só um aparte, o Mota Amaral nessa altura já não era presidente da região autónoma dos Açores.”
            >Não. Nessa altura, era presidente da Assembleia da República, mas foi eleito pelos eleitores do PSD dos Açores para o Parlamento nacional.

          • Otus scops

            “O que o Mota Amaral fez, foi expressar desprezo pessoal ao barbudo,…”

            nem mais (pessoal no sentido político)!

            “Vamos supor que o Ahmadinejad, que é fundamentalista islâmico, visitasse Portugal …”

            sinceramente não sei, mas na recente visita do presidente da China e na cimeira da OTAN “correu tudo bem”, o governo português afastou para longe as manifestações que se opunham. um lamentável exercício de democracia musculada, típico ainda destas mentes salazarentas e pidescas que ainda habitam nas instituições e nestes políticos manhosos.

          • Odin

            Meu caro Otus Scops

            A maior evidência de que a “democracia” representativa é uma falsa democracia foi a aliança para invadir o Iraque em 2003. O Durão Barroso sabia da posição da maioria dos portugueses, mas apoiou o Bush. O José Maria Aznar sabia da posição da maioria dos espanhóis, mas apoiou o Bush. O Silvio Berlusconi sabia da posição da maioria dos italianos, mas apoiou o Bush. O Tony Blair sabia que os britânicos ficaram divididos, mas ele mesmo não teve dúvidas. O primeiro ministro australiano ignorou a vontade de seu povo para atender a do Bush. Já a França e a Alemanha foram contra a guerra e, muitos cidadãos comuns americanos chegaram a praticar xenofobia contra franceses e alemães. Nunca em sua história os Estados Unidos da América foram tão odiados como naquele ano. Os governos consideram o poder econômico e militar, e não a vontade soberana do povo. Democracia, só na hora de votar.

          • Otus scops

            Odin

            tens toda a razão.
            provavelmente essa ignomínia foi o início do fim dos EUA como os conhecemos.

            quanto à Alemanha e França não fiques com grande admiração, é que tudo o que eram infraestruturas (e muito armamento) se não era francês era alemão… por isso foram contra.

  6. Luís

    Odin

    Tu te contradizes…afinal és ou não contra uma União Lusófona ?, ora por vezes és, ora por vezes não és….afinal como ficamos ?

    E eu quando falo em sair da UE, não quer dizer cortar radicalmente e hostilizá-la. Apenas manter relação parceira e estreita, disfrutando de multiplos acordos, mas não como membro. integrado.

    • Odin

      Luís

      Sou favorável à uma união entre países lusófonos mais flexível que a UE é. Concordo com livre comércio, eliminação das barreiras alfandegárias, remoção de restrições de investimentos, e facilitar o movimento de produtos e serviços legais entre os territórios dos países participantes, promover condições para uma competição justa dentro da área de livre comércio, aumentar substancialmente oportunidades de investimento dos países participantes, estabelecer uma estrutura para futura cooperação multilateral para expandir e realçar os benefícios para os países membros. Só que é necessário dispositivos legais para preservar os empregos dos cidadãos, sem os abusos do neoliberalismo mundial. Um livre comércio coerente, com bom senso. Prefiro uma União Lusófona mais parecida com o NAFTA do que com a UE. E nada de moeda única e nem de banco central único! Conseguiu perceber? Ou ainda está confuso?

      Eu entendi a sua posição quanto à UE. Você não a odeia. Você apenas crê que não é viável à Portugal ser membro pleno da UE e do Euro. Ser como a Noruega e a Suíça, um parceiro que tem uma relação especial, mas sem ser um membro. Mas aí, vai compensar ao Brasil negociar diretamente com outro membro pleno a exportação de seus produtos para a UE.

    • Odin

      Vamos citar um exemplo hipotético.
      Não sei como funciona a lei portuguesa, se estrangeiros podem ser donos de canais de televisão privados. Mas vamos supor que eu sou o dono de um grande canal aberto de televisão brasileiro, como a Globo, a Band, o SBT ou a Record. E quero entrar no mercado português, concorrer com a SIC e a TVI. Mas havendo um tratado que me libere, vou querer entrar no mercado português sim, e depois nos demais países de língua portuguesa também. Ou o inverso, o dono da SIC ou o da TVI pode querer entrar no mercado brasileiro, criar um novo canal de TV aqui.

      Me diz uma coisa. Aproveitando a Cimeira Ibero-Americana na Argentina, por que não podemos fazer uma comunidade mais ampla, de países de língua portuguesa e espanhola?

    • Otus scops

      Luis

      “quem não é por mim é contra mim” 😀

      o Odin não precisa que o defenda, mas não tem nada de contraditório. tal como ele disserta, sob o ponto de vista do Brasil, Portugal tem muito mais utilidade para a CPLP estando na UE.
      como já lhe disse várias a vezes, estou contra a saída de da UE, ao contrário de si, que quer ver “o circo a arder”.
      Luis, veja lá se os afectos não lhe toldam o raciocínio, diga-me o que teria acontecido se não estivéssemos estes anos na UE e no €uro? viu o que se passou com a Islândia? não culpe a nossa crise (que começou 7 anos antes) com a crise global e com a UE. se quiser opinar e dizer que as soluções que estão a ser apresentadas são draconianas, que irão acrescentar crise à crise, que está a haver egoísmos e que o Durão Barroso e a Comissão estão a fazer uma política desastrosa (ou qualquer outron tipo de críticas), está no seu direito e apoio totalmente, mas diabolizar e culpar em exclusivo a UE é desonesto.

      esse seu “apenas” é apenas… engraçado!

      p.s. – tenho me esquecido de o felicitar por ter regressado ao Quintus, bons opositores também nos enriquecem a existência.

  7. Odin

    Luís

    nunca desde a queda do império português nos anos 70 houve uma oportunidade para as nações de língua portuguesa se aproximarem mais. É Portugal estando na UE, Brasil e Angola emergindo economicamente, é o Cabo Verde melhorando o nível de vida de seu povo… como dizia Einstein, o sábio, é mais fácil desintegrar um átomo do que desfazer um preconceito. E há muitos preconceitos entre os cidadãos lusófonos quanto a uma união. Então, a união da CPLP deve ser trabalhada por etapas, com muita paciência. Pode levar mais tempo que a UE levou. E a melhor forma de quebrar a resistência dos cidadãos preconceituosos é fazê-los ter lucro com as relações entre os países lusófonos. Vivemos num mundo capitalista. Qual é a “carta na manga” que Portugal tem? Estar na UE e falar o mesmo idioma que uma nação emergente a nível mundial, o Brasil, e uma nação emergente a nível continental, Angola. Nos anos 90, a língua de Cervantes ganhou espaço mundial como língua estrangeira ensinada, junto com a de Shakespeare, porque a Espanha entrou no grupo dos países desenvolvidos e na UE, e usou a “carta na manga” que tinha, os países hispano-americanos como mercado. Portugal está tendo a partir de agora a oportunidade de fazer o mesmo com a língua de Camões. Lembrando que se a Índia, a China e o Japão adotarem o ensino do português junto com o do inglês como língua estrangeira, vai ser uma grande vitória para a lusofonia. Os três têm pretextos históricos para isso. Mas observando melhor, o (des)Acordo Ortográfico ao invés de simplificar, complicou mais a universalização do idioma. Sou a favor de que seja feito outro em lugar do de 1990, e com outros negociadores. Já fui favorável, mas hoje percebo que foi feito de forma equivocada. Luís! Temos que ser visionários! Por enquanto, a presença portuguesa na UE fortalece toda a lusofonia. Fortalece o próprio Brasil. Até países não-lusófonos demonstraram interesse pela CPLP por enxergarem o potencial econômico desta. Nos séculos XV e XVI, o comércio entre Europa e outros continentes não era intermediado por Portugal? As feitorias no Oriente? O português não era língua franca na Ásia? Esta é a vocação de Portugal. Comércio, intermediar, navegação comercial. E o Brasil herdou este potencial também. Para que a união lusófona venha a se realizar, ainda que tarde, a presença portuguesa na UE por enquanto é necessária. Quando os portugueses iam à Índia, à China… comprar as especiarias, para quem vendiam? Para a Europa! Se vocês saírem e apenas se tornarem meros parceiros externos, vão perder importância estratégica, aí vai atrasar mais ainda a futura união lusófona. A Espanha provavelmente assume o vosso lugar caso permaneça na UE, e outro país hispânico assume o nosso, nas relações Europa/América Latina, apesar de sermos a potência predominante da AL. Menor influência geoeconômica e menos estímulo a UL.

  8. Luís

    Respondendo ao Otus e o Lusitan:

    A ideia de uma união lusófona, confedaração, ou algo parecido, não é nova, tem décadas e até séculos, desde do reinado de D. João VI, quando transferiu a corte para o Rio de Janeiro. Foi uma via que foi sempre equacionada nos bastidores da diplomacia entre Portugal e o Brasil, antes e após a criação da CEE. Após a adesão de Portugal á CEE, não houve um crescendo interesse extraordinário do Brasil ou dos países africanos por Portugal, muito pelo contrário…Portugal é que refreou o interesse por esses países lusófonos, devido à embriaguês de subsidios que vinham de Bruxelas, e toda dose maciça e lavagem cerebral informativa que CEE/UE é agora a nossa “pátria”, e o ridículo de querer ser um bom aluno, bem comportadinho e submisso.

    Sabem quando o Brasil aumentou o interesse sobre Portugal ?…..após a viragem estratégica do governo de António Guterres para a lusofonia, após….10 ou 12 anos a adesão à CEE…..estranho, não ?

    Foi nesse período que nasceu a CPLP, a Portugal Telecom, a Sonae, a Brisa, a Cimpor, a Logoplaste, os Hoteis do Grupo Pestana, etc, etc, incentivados pelo governo português entraram em força no Brasil, que chegou a tornar-se +/- 1998 o 3º maior investidor estrangeiro no Brasil.
    Além disso, o aumento de turistas portugueses para o Brasil, principalmente no Nordeste, o aumento de voos da TAP para frequência diária, mais turistas portugueses, maior troca de produtos culturais, a internet, o telemóvel que aproximou qualquer cidadão português a qualquer cidadão brasileiro, nunca como hoje, existem portugueses com amizades brasileiras como atualmente.

    E o mesmo se passa em relação aos países africanos e Timor, Portugal está em peso, principalmente em Angola. Então….. onde é que está a importância de ser membro da UE na lusofonia ?!!! foi simplesmente secundária.

    Os países lusófonos tornam-se extremamente importantes, desde que que incrementem profundamente entre os estados, as relações económicas, humanas, culturais, e politicas.

    Portugal é igualmente importante pela sua posição geográfica, pois é central no mundo, é a porta de entrada para Europa, tem o potencial de apresentar os 1ºs portos para qualquer barco que chega da África ou da América do Sul, tem o potencial de ter os 1ºs aeroportos. Aqui pode ser uma base estratégica para qualquer empresa p.e. brasileira, para produzir e exportar para Europa, transmissão de conhecimento, cultura, etc. Para isso não é necessário seremos membros da UE, basta apenas termos parcerias comerciais com esta, cujas facilidades de trocas são idênticas às atuais, tal como acontece com a Suiça.

    Bem sabemos o desejo UE querer ter uma politica externa comum, que se sobreponha, à politica externa dos países membros, e isso choca com o processo e interesses de relações que Portugal tem com os países lusófonos.

    Dado à sua posição geográfica, história de relacionamento com os países lusófonos, não se pode estar dividido entre 2 blocos, esta indefinição é enfraquecedora e despida de personalidade.

    Para o Lusitan….

    Quanto aos tachos, boys, girls, etc…sou até mais radical, sou a favor de sistema presidencialista, só quem tinha poder de veto é o Tribunal Constituicional, extinção dos Governos Civis, fusão de concelhos, extinção das Juntas de Freguesia(substituidas apenas por balcões de atendimento do municipio), extinção do Ramo do Exército, e fusão das seus melhores meios materiais e humanos no ramo da Marinha, fusão da GNR com a PSP, e são apenas alguns exemplos o quanto sou “defensor” dos boys…

  9. telmo pavao

    União Iberica acima de tudo !!!!!!!!!!

    • Otus scops

      Telmo

      concordo!
      língua oficial: português (para os castelhanos serem obrigados a estudar línguas)
      capital política: Lisboa
      modelo político: republica
      bolsa de valores: Barcelona (extinção da bolsa de Madrid)
      bolsa de derivados: Porto
      redução da marinha espanhola
      redução do exército português
      fusão das forças aéreas, comando centralizado Badajoz.

      mais sugestões aceitam-se:

      • Luís

        União Ibérica…só pode ser ideia de traidores !

        Quem se sente mal em Portugal…..vá morar para Espanha !

  10. União Ibérica?
    Claro: com a Galiza.

  11. Otus scops

    dêem sugestões!!!
    😀

    vamos acabar com a liderança de Castela-Madrid!

  12. Luís

    União Ibérica…..com a Galiza e regresso de Olivença, e….se Espanha tornar-se completamente lusófona

  13. Odin

    Criado mecanismo de ajuda permanente na Europa

    Os chefes de Estado e de Governo chegaram a acordo para criar um mecanismo permanente que garanta a estabilidade do euro.

    http://economico.sapo.pt/noticias/criado-mecanismo-de-ajuda-permanente-na-europa_106935.html

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: