Daily Archives: 2010/11/21

António José Borges: “A sociedade de informação que cria e estupidifica o homem light e o entorpecimento mental levam a dianteira nas causas do estado letárgico de (des)alerta da sociedade contemporânea portuguesa”

António José Borges

António José Borges

“A sociedade de informação que cria e estupidifica o homem light e o entorpecimento mental levam a dianteira nas causas do estado letárgico de (des)alerta da sociedade contemporânea portuguesa.”
António José Borges
Revista Nova Águia
número 6

Sejamos claros: a Sociedade Informação não é “má ou “boa” em si própria. É tão somente uma ferramenta e nada importa nela menos que aquilo que fazemos com ela do que ela própria. Não é, assim, a Sociedade de Informação que é “Light” ou “Hard”. É a civilização pós-moderna em que ela se desenvolveu que propiciou a popularização das simplificações excessivas, da ignorância e escravidão mental das massas. Não foi a tecnologia que nos transformou numa sociedade de abstencionistas, a que apenas o Futebol ou as Novelas, apaixonam. Foi a sociedade de Hiperconsumo, doses massivas de televisão e Imediatismo, mescladas com elites políticas e económicas que prosperaram com a idiotia reinante e com fretes feitos aos “senhores” do norte da Europa.

A culpa do estado a que chegámos nas cabe às Novas Tecnologias, cabe a todos nós, em proporções e medidas variáveis.

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Categories: Nova Águia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Clara Tavares: “A Língua é o que define melhor o carácter de um Povo”

“A Língua é o que define melhor o carácter de um Povo, principalmente nos seus vocábulos intraduzíveis. Pascoaes chama a atenção para palavras específicas do nosso dialecto, como medo (ao qual está subjacente o desconhecido), remoto, ermo, e saudade. Esta última considera-a a mais significativa, a que traduz melhor a Alma colectiva. Significa nas o passadismo, mas a síntese do passado e do futuro. É o sentimento por excelência Português, a mais intraduzível em outras línguas.”
Clara Tavares
Revista Nova Águia
número 6

Esta riqueza cultural, simbólica e civilizacional que uma língua tão antiga, rica e universal como aquela que se observa na língua portuguesa é hoje um dos maiores patrimónios comuns da Lusofonia, uma alavanca essencial à reconstrução de Portugal e elemento vital para a identidade nacional portuguesa.

Assim como o português da Galiza é hoje elemento identificador da identidade nacional galega e a língua portuguesa funciona como cimento indispensável à coesão de países tão multilingues como Angola, Guiné-Bissau ou Moçambique, também em Portugal a língua assume-se como um dos patrimónios nacionais que economicamente maiores retornos assegura, imprimindo a Portugal um peso no cenário diplomático internacional que de outro modo um país – pequeno e periférico – como Portugal, nunca teria.

A língua portuguesa (língua extensa e de cultura) é pois uma das nossas maiores riquezas. Se recentemente, na sua última deslocação à Europa, o Primeiro-ministro chinês escolheu apenas 4 países e se um destes, foi precisamente, Portugal, tal não se deveu ao nosso peso económico, militar ou político numa Europa que cada vez mais nos renega e quer diminuir. Tal deveu-se ao facto de, graças à língua termos hoje no mundo uma influencia que extravasa em muito a nossa presença económica, demográfica e política e que se deve essencialmente à existência no mundo de 240 lusofalantes.

Se a língua é o nosso “petróleo”, devemos portanto assumi-la enquanto prioridade estratégica nacional. Investir na sua promoção, desenvolvimento e ensino um valor que corresponda à sua importância para a nossa identidade nacional (cada vez mais importante numa Europa plena de ambições assimiladoras e federalistas) e que nos permita ombrear, lado a lado, com essa grande potencia lusófona que é o Brasil, na defesa e na promoção do português pelo mundo fora.

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