Daily Archives: 2010/11/19

Aproximação entre Portugal e o Brasil em Alexandre Herculano

Alexandre Herculano (http://www.alcacova.com)
Alexandre Herculano (http://www.alcacova.com)

“O nosso povo não conhece isto inteiramente (as vantagens da aproximação entre Portugal e o Brasil); ainda não percebe até que ponto a fraternidade com os seus irmãos de além-mar lhe pode ser vantajosa. Afiguram muitas pessoas o Brasil como um país ainda inculto e bárbaro; crêem que a civilização, as artes e os cómodos da vida são apanágio só dos europeus. Erro miserável que cumpre derrubar pelo pé.”
Alexandre Herculano
citado em Revista Nova Águia
Número 6

Alexandre Herculano tem aqui uma das suas muitas frases sobre a relação especial entre Portugal e o Brasil. Herculano escrevia estas linhas na primeira metade do século XIX mas estas nem por isso perderam atualidade.

Então, como hoje, muito teriam Portugal e o Brasil a ganharem com uma aproximação cultural, política e económica. O Brasil teria tudo a ganhar se usasse os portos portugueses como pivot de distribuição dos seus produtos na Europa, servindo-se assim da maior proximidade destes e usando as excelentes ligações viárias de Portugal ao resto da Europa. O conhecimento comum que advém do uso da mesma língua e da grande proximidade cultural e de temperamentos, permite o estabelecimento de laços económicos fiáveis e duradouros.

Este é o eixo estratégico que falta descobrir para Portugal. Levar ao termo os preconceitos mútuos entre portugueses e brasileiros que – assim se constata – eram fundamentalmente os mesmos na época de Herculano e pela via da intensificação do conhecimento mútuo

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Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

António Berardo: “Vamos sofrer durante um período de cinco anos. Teremos de consumir menos e poupar muito mais”

“António Berardo lidera a consultora Roland Berger em Portugal”
“P: Como qualificaria as dificuldades que os portugueses vão enfrentar?
R: Vamos sofrer durante um período de cinco anos. Teremos de consumir menos e poupar muito mais. Será exigido mais rigor, trabalho e produtividade.
P: Se a maioria das pessoas vive com ordenados inferiores a mil euros, como poderão poupar?
R: Temos de redistribuir melhor a riqueza”

Entrevista, Expresso de 6 de novembro de 2010

Nao temos dúvida que não resta outra opção a Portugal e aos portugueses senão uma resposta tripla à atual situação económica: refazer o setor produtivo a que décadas de “tercialização cavaquista” nos votaram, reduzir seriamente as importações (especialmente as não-reprodutivas) e poupar, poupar seriamente… a primeira via, com produções de substituição e exportações permitirá reduzir um crónico défice comercial que nos tem asfixiado desde sempre. Pela redução do consumo, deixaremos de estar tão dependentes da dívida externa e pela via do aumento da poupança consolidaremos os ganhos obtidos pela forma anteriormente indicada. Produzir, Reduzir e Poupar são assim as vias de saída que se nos oferecem, de facto.

Mas de nada servirá o sucesso desta abordagem tripla ao problema se seguirmos sendo um dos países mais desiguais da Europa. Há que criar ferramentas realmente eficazes de redistribuição da riqueza, incentivando fiscalmente os empresários a redistribuírem os lucros e motivando à aparição de “cooperativas de produção” como aquelas que agora com tanto sucesso começam a surgir pelo mundo fora. Urge também realizar uma ampla simplificação do sistema fiscal, já que a sua complexidade presente cria apenas oportunidades para o surgimento de “engenharias fiscais” para fuga massiva aos impostos que estão ao alcance (apenas) dos mais ricos… Simplificar, para mais cobrar… e suprimir de vez com todas as formas de “isenções” de que estes usam e abusam, defraudando sistema e forçando a patamares desnecessariamente altos de fiscalidade para compensar tais manobras.

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Quids S21: Em que cidade está esta estátua?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Teixeira de Pascoaes e a Descentralização Municipalista

Teixeira de Pascoaes (http://www.snpcultura.org)

Teixeira de Pascoaes (http://www.snpcultura.org)

“(Segundo Pascoaes) o Estado Português derivaria da própria organização municipalista, o que estaria de acordo com o espírito de independência política dos portugueses, como o demonstra a História das cortes em 1211 em que os súbditos falavam directamente com o rei.”
Clara Tavares
Revista Nova Águia
número 6

É a esta matriz original e fundadora que urge regressar. A estrutura centralizada, distante dos cidadãos, globalmente ineficiente e muito corrupta e arrogante que agora nos rege tem que ser reconstruída de cima a baixo. Essa Reconstrução é tão importante, como radical e difícil.

Importante porque há que imprimir à administração do território e ao poder democrático uma nova dinâmica, renovadora e energizadora que imprima ao país – no seu todo – um impulso de desenvolvimento coerente e coeso, em que o Interior e a Ruralidade são tão estratégicos para o país como a Urbanidade e o Turismo e Serviços.

Radical porque pela via da descentralização municipalista se dispersam pelo país fora, nas gentes, no Local, o Poder que hoje se encontra condensa no Terreiro do Paço, em altaneiras pirâmides de vidro, com políticos oriundos não da Sociedade Civil, mas de opacos e interesseiros “aparelhos partidários”. A dispersão do Poder Central pelas Autarquias garantiria a proximidade das populações, o reconhecimento dos piores e dos melhores e o fim do anonimato ou crónica sonolência dos deputados, já que estes políticos profissionais seriam não para-quedistas em Aveiro ou Braga, mas sempre e necessariamente pessoas da sociedade civil local, de obra, valor e méritos localmente reconhecidos.

Difícil porque o Sistema Centralista e Partidocrata está de tal modo alapado à República que seria uma forte barreira a vencer para a reconstrução municipalista do país… os aparelhos partidários controlam hoje de uma forma absolutista e imperial toda a vida política nos municípios e como beneficiam todos eles (pela via do malsano Rotativismo) do Sistema, tudo fariam para bloquear uma reforma que lhes retiraria poder, devolvendo-o à sociedade civil, tornando os passivos “eleitores” em Cidadãos plenos, livres e disputando com eles eleições livres e justas. Em lugar de “deputados ferrados pela disciplina partidária” (que em 25 anos nunca apresentaram uma Proposta, como Alegre) teríamos gente viva, uma sociedade dinâmica e revivificada e uma economia próspera, produtiva e resiliente. Pelo enfoque Local da vida social, cívica, económica e política. Conforma sonhava Teixeira de Pascoaes.

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Como pode agora (com o Euro) Portugal fazer uma “desvalorização cambial”

“A receita campeã para ajudar Portugal a crescer é o recurso a uma espécie de desvalorização cambial. Uma recomendação que não é nova e que foi sugerida por varias economistas. A ideia é reduzir a taxa social única paga pelas empresas, para baixar o custo do fator trabalho, e ao mesmo tempo compensar com subida de impostos.”
Expresso, 6 de novembro de 2010

A ideia não é nova e consiste basicamente numa reedição do frustrado “Choque Fiscal” do governo Fujão Barroso. É verdade que as empresas portuguesas pagam um valor em impostos estupidamente elevado por cada trabalhador que contratam… nalguns casos, corresponde até a mais do que o próprio salário que lhes pagam. Isso é demasiado e bloqueia a contratação de novos colaboradores. De todas formas de taxação fiscal esta é talvez a mais economicamente prejudicial: mais do que os impostos, importa assim combater o desemprego, já que assim o Estado acabará a cobrar mais impostos diretos e a gastar menos com subsídios sociais.

Não vemos assim nenhum obstáculo a que os impostos sobre o Trabalho sejam severamente reduzidos – para estimular as contratações e baixar os custos de produção – compensando sempre (numa lógica de um sempre saudável “orçamento de base zero”) com aumentos do IVA e do IRS estas descidas, como propõem os defensores desta proposta.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 13 comentários

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