Daily Archives: 2010/11/12

Comparando as bancarrotas de 1832 e 1928 com a situação financeira de hoje

Ultimamente temos seguido com particular atenção o que publica no Jornal de Negócios. Ora foi aqui que descobrimos um artigo que recorda que entre 1832 e 1928 Portugal declarou várias bancarrotas parciais e totais, entre vários descontrolos orçamentais e guerrilhas partidárias. Durante estes cem anos tivemos um Portugal muito parecido aquele em que vivemos hoje. Então, como hoje, o país deixou crescer a despesa pública até patamares insustentáveis e durante décadas seguidas, então, como hoje, o crescimento da economia foi praticamente nulo durante décadas, enquanto a despesa do Estado subia sem parar.

Há contudo diferenças. Por exemplo, o OE2011 antecipa um total de pagamentos de juros de 6.3 biliões de euros , mas este valor (astronómico, decerto) corresponde a 15.5% da receita esperada para esse ano, enquanto que em 1890 a despesa total com juros era de mais de 50% das receitas.

Portugal hoje, ainda não chegou ao ponto em que foi necessário renegociar a sua dívida com os credores. Em 1902, fizêmo-lo, convertendo obrigações e reduzindo o montante total da dívida. A partir de 1928 Salazar começa a pagar a dívida contraída nos cem anos precedentes e recusa contrair novos empréstimos internacionais.

Portugal tem hoje – a prazo – de seguir a mesma via. Podemos aplicar orçamentos restritivos sobre orçamentos restritivos, contraindo a economia. Podemos declarar a nossa incompetência e chamar o FMI, mas não o devemos fazer porque isso representaria arrastar para a lama o nome do nosso país e a nossa própria dignidade enquanto cidadãos de um dos mais antigos Estados europeus. Devemos assim tornar a repetir a estratégia seguida para sair da crise de 1832-1928, aplicando orçamentos contidos que cativem recursos para os apoios sociais que o Estado tem que continuar a garantir, mas parando com todos os investimentos loucos (autoestradas, TGV, novo aeroporto, etc) e sem retorno garantido. Todas as fundações que parasitam os nossos impostos têm que ser expulsas dos mesmos. Todas as imensamente vorazes “parcerias público-privadas” têm que ser extintas por força de Lei e o seu património nacionalizado, sob pena de noutra forma as “ppp” acabarem por dentro de poucos anos sorverem mais de metade do OE.

Com um Estado racionalizado e sem as necessidades fiscais crescentes, o Capital assim libertado poderá ser investido nas empresas exportadores e nas que sejam capazes de pela substituição de bens, suprir as nossas necessidades. De permeio, há que renegociar a dívida… convencendo credores de que é preferível receberem parte da dívida ou dos juros do que perderem ambos, a prazo… e abstermo-nos de novos empréstimos, por muito que isso convenha aos especuladores e banqueiros.

Este é o caminho óbvio que tem que ser seguido. Mas onde estão os políticos com coragem para levarem adiante estas rupturas e no maior desprezo dos lobbies que cristalizaram o seu poder na nossa sociedade, impedindo assim efetivamente qualquer reforma profunda e verdadeira?

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=450285

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Quids S21: Que avião era este? (modelo exato)

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

 

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Manuel Ferreira Patrício: “Éramos pobres em 1910. Somos pobres em 2010”

Revolucionários republicanos na Rotunda em 1910 (http://cucoonline.no.sapo.pt)

Revolucionários republicanos na Rotunda em 1910 (http://cucoonline.no.sapo.pt)

“Éramos pobres em 1910. Somos pobres em 2010. A economia portuguesa estava chocantemente atrasada face às economias europeias que nos serviam de referência. Esse atraso persiste. A república não teve, até hoje, sucesso no propósito de sequer nos aproximar dos países europeus”
(…)
“O ingresso na CEE, hoje União Europeia, trouxe a esperança do desenvolvimento. Essa esperança cambaleia agonizante em 2010. O País corre o risco de insolvência, a independência nacional está ameaçada. Constatamos que estes 100 anos de república constituem um falhanço total no vector económico.”

Manuel Ferreira Patrício
Número 6
Revista Nova Águia

Esta constatação é, talvez, um dos balanços mais trágicos e, contudo, mais verdadeiros que se podem fazer nestes últimos cem anos de História de Portugal. Sem dúvida que se registaram em várias áreas progressos assinaláveis: nos Transportes, na Saúde, na Educação, nas Autarquias e até no nível de vida. Mas Portugal continua nos últimos lugares em praticamente todas as tabelas comparativas que se façam com os países do norte da Europa e, recentemente, perdeu até posições para vencedores tão improváveis como o Chipre ou a Eslovénia. Algo está doente, profundamente doente, nesta República centenária, numa doença cujo nome conhecemos… e que se chama partidocracia, aquela hidra multifacetada e ávida que se instalou em todas as camadas da administração do Estado, preenchendo com a prole e rede clientelar todos os lugares disponíveis, substituindo Democracia por Nepotismo. Esta partidocracia mudou de nomes varias vezes ao longo destes cem anos… mas atente-se bem aos nomes de família mais proeminente no século XIX e naqueles que hoje aparecem na Assembleia, nas grandes empresas públicas e privadas, na partidocracia, enfim… e cedo faremos múltiplos reconhecimentos…

Categories: História, Política Nacional, Portugal | 15 comentários

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