Daily Archives: 2010/11/11

Fernando Nobre: “Em breve, e 2030 está à porta, o Mundo poderá ter de enfrentar uma profunda crise alimentar global”

“Em breve, e 2030 está à porta, o Mundo poderá ter de enfrentar uma profunda crise alimentar global. (…) calcula-se que terá que se produzir mais de 50% de alimentos do que agora! Actualmente, as reservas alimentares no Mundo já estão num mínimo histórico de 30 dias, quando há uns anos era de 90, e mesmo os países ricos já não são auto-suficientes do ponto de vista alimentar, devendo importar 30 a 70% das suas necessidades alimentares.”
Fernando Nobre, Humanidade

Um pouco por todo o mundo, a escassez de alimentos, conjugada com a constante e imparável explosão demográfica, estão a criar condições para uma situação potencial tão explosiva como o aumento radical do preço do petróleo que se sucederá ao Pico Petrolífero que estamos hoje a viver.

A tomada de uma percentagem crescente das terras aráveis por culturas industriais de produção de biocombustíveis – motivada pela alta de preços do petróleo – tem com o Pico condições acrescidas para se desenvolver, impondo assim uma tensão ainda maior na produção alimentar num globo onde a explosão demográfica continua a ser um fenómeno imparável na maioria dos países em desenvolvimento.

A saída – a prazo – parece ser dupla: redução da explosão demográfica e aumento da produção agrícola de alimentos. Mas esta solução dupla é também uma dificuldade dupla: nem mesmo a autoritária China conseguiu reverter (ou mesmo travar) o crescimento da sua população. E o aumento da produção está bloqueado pela exaustão das terras aráveis no globo, pela escassez de água utilizável e pelas alterações climática. A curto prazo apenas a massificação da culturas transgénicas pode responder a este incremento das necessidades globais de alimentos. Mas a que preço? Com que impactos no Homem e no Meio Ambiente? E tornando os agricultores dependentes de que corporações agro-industriais para a obtenção de sementes? Ou seja, a alternativa tem tudo para ser tão indesejável como de… incontornável.

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Categories: Fernando Nobre, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Prossegue a aculturação Han no Tibete: Desta feita pela via linguística

Monjes tibetanos

Monjes tibetanos

O processo de aculturação e repressão cultural acentua-se no Tibete sob ocupação chinesa. Vários milhares de estudantes desafiaram as tropas de ocupação e manifestaram-se contra uma nova política linguística imposta por Pequim e que tem como objetivo afastar a língua tibetana de todos os graus de ensino, tornando a língua nativa apenas numa disciplina entre muitas outras.

Esta nova ofensiva contra a cultura tibetana resultou das declarações de Quang Wei, chefe do Partido Comunista na província de Qinghai, que aludiu à necessidade de se utilizar uma “língua única” no Ensino. Como esta província é de língua predominantemente tibetana, nas será difícil ver posteriormente esta política aplicada a todos os territórios tibetanos que a China invadiu na década de 50.

A China prossegue assim com os seus planos para transformar todo o Tibete em mais uma “região” do seu Império, povoada maioritariamente por chineses da etnia Han, falando Mandarim e onde as comunidades locais se deixam suprimir e perdem a identidade nacional e linguística, enquanto os seus recursos são explorados por vagas crescentes de colonos e se aplicam às populações locais o mesmo princípio do “filho único” que Pequim aplica nas suas grandes cidades. Aqui, contudo, o objetivo não é o controlo demográfico, já que se tratam de regiões essencialmente desérticas e habitadas apenas por antigas comunidades indígenas, mas de controlo imperial pela via do desaparecimento dos povos locais e da sua substituição por dóceis e fiéis colonos Han. Processo onde a “substituição linguística” se coadunaria na perfeição…

Fonte:
http://www.pglingua.org/noticias/babel/2942-protestos-contra-o-ensino-monolinguee-chines-no-tibete

Categories: China, Política Internacional | Etiquetas: | 2 comentários

Quids S21: A que movimento de libertação pertencem estes homens?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.

6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.

7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Do que Portugal pode aprender do Brasil para sair da crise: Plano Real e Renegociação da Dívida

Lauro Moreira (http://imgs.sapo.pt)

Lauro Moreira (http://imgs.sapo.pt)

“Após fracassos sucessivos (…) surgiu finalmente o Plano Real, que representou uma verdadeira revolução positiva para a economia do Brasil: estrangulou a inflação, valorizou a moeda, atraiu crescentes investimentos estrangeiros, aumentou a produtividade, elevou os salários e colocou o Brasil nos rumos adequados que até hoje vem seguindo. A famigerada dívida externa, responsabilizada em grande parte pelos estragos causados, foi renegociada e recomposta.”
Lauro Moreira

Sem este trabalho – realizado com tanto sucesso em finais da década de 80 e começos da década de 90 – não seria hoje possível ser a dinâmica e robusta economia mundial que hoje é. Portugal deve saber seguir o exemplo do seu irmão atlântico e fazer assentar a sua recuperação também nestes mesmos dois pilares: a Moeda e a Dívida.

Boa parte dos graves problemas de competitividade das nossas exportações resultam da adoção forçada de uma moeda demasiado forte, decalcada a partir do Marco alemão (com todas as suas especificidades) e que além de ter feito disparar os preços de muitos artigos essenciais no próprio dia da sua adoção em 1 de janeiro de 2006, aumentou drástica os preços das nossas exportações, abrindo espaço à China e aos seus múltiplo Dumpings. Atualmente, e perante a crise da Dívida Soberana dos países do sul da Europa muitos norte-europeus recomendam a expulsão dos PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha)

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 13 comentários

Recessão em 2011: A consequência certa dos orçamentos recessivos europeus

Uma coisa que todos haviam aprendido com a Crise de 1929 é que perante uma crise financeira, cabe aos Estados criar mecanismos de estímulo que compensem esse abrandamento da atividade económica e, assim, servir de percursos à retoma das economias. Ou melhor, pensava-se que todos haviam aprendido. Mas pensava-se mal. Atualmente – e por pressão dos “Mercados” e da União Europeia – praticamente todos os países europeus desenharam orçamentos recessivos para 2011.

É assim compreensível que o ministro das Finanças grego confesse a sua preocupação de que a generalização de orçamentos deste tipo pela Europa possa empurrar a Europa para aquilo a que os economistas chamam de “double dip recession“, ou seja numa situação em que a Economia europeia recua pela segunda vez em apenas 3 anos.

Com efeito, se todos os países europeus entrarem em recessão e como a maioria do comércio europeu é realizado para dentro da própria Europa é expectável que 2011 seja um ano ainda difícil do que se esperava inicialmente… não mais um ano de continuação de uma lenta retoma económica (após a crise de 2008), mas já um ano de clara recessão.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=452727

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Os Bancos e os Impostos… Que não pagam

BES: É garantido que não vamos pagar os impostos dos tugas média (http://economico.sapo.pt)

BES: É garantido que não vamos pagar os impostos dos tugas média (http://economico.sapo.pt)

É garantido que não vamos pagar os mesmos impostos que o tuga médio, isso sim…

Em pleno momento de crise económica, quase certa recessão e vivendo a maior crise financeira dos últimos cem anos, eis que surge a notícia de que os cinco maiores bancos portugueses, o BES, o BCP, o BPI, a CGD e o Santander Totta conseguiram nos últimos meses faturar 4,6 milhões de euros por dia.

É certo que os lucros terão descido em relação ao ano anterior e que são uma boa notícia para a economia portuguesa, já que este Capital poderá servir também para reduzir a dependência de dívida externa, mas o facto dos impostos pagos terem descido mais de 40% enquanto que os lucros caiam apenas 14%. Ou seja, há um estranho desfasamento entre as duas percentagens possível apenas devido às “engenharias financeiras” da Banca. Mas estas são apenas possíveis porque a Lei deixa propositadamente lacunas, excepções e isenções que os batalhões de fiscalistas mercenarizados pela Banca se ufanam em explorar. Até quando? Enquanto elas existirem e existir uma torpe promiscuidade entre Finanças e Política…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=452021

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